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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Scolari chama Rui Patrício

Não constando que seja um homem influenciável, nomeadamente por empresários, o seleccionador nacional Luiz Filipe Scolari chamou o guarda-redes do Sporting Rui Patrício à selecção portuguesa, que vai defrontar a Itália, em jogo de preparação para o Europeu 2008. Por parte da Federação Portuguesa de Futebol, trata-se de dar continuidade à aposta num atleta que tem sido chamado a defender a baliza portuguesa nas selecções jovens.
Nos anos sessenta, o clube de Alvalade tinha o jovem Vítor Damas, que, aos 21 anos, fez a sua estreia na selecção nacional, em 6 de Abril de 1969. Quarenta anos depois, volta a ter um jovem guarda-redes no grupo de trabalho da selecção principal de Portugal. É um motivo de orgulho para o jogador, para o Sporting Clube de Portugal e, em particular, para os responsáveis pela academia do futebol leonino. Mas é uma grande bofetada de luva branca naqueles que, no último defeso, foram a um mercado distante comprar um guarda-redes, internacional, é certo, mas igualmente jovem, para substituir Ricardo na baliza do Sporting, ignorando o potencial de um produto da formação do clube possuidor da cultura sportinguista. E não há aqui nada contra Stojkovic, que não tem culpa nenhuma de ter sido contratado. A questão é que, na construção de uma equipa de futebol, podem ser integrados sem grandes sobressaltos dois ou três jogadores de qualidade vindos de países muito diferentes e distantes, mas já se torna uma tarefa muito difícil, e sujeita a falhanços, integrar nove ou dez jogadores, como aconteceu este ano a Paulo Bento, mais a mais quando, entre esses jogadores, há alguns cuja qualidade deixa a desejar.
Voltando à baliza do Sporting, a verdade é que o decorrer da temporada demonstrou que a sucessão de Ricardo deveria ter passado imediatamente por Rui Patrício, como, na altura, foi defendido aqui. Como em outros casos de jogadores do Sporting formados na academia do clube que se impuseram na equipa principal, também no que diz respeito ao lançamento de Rui Patrício como titular da equipa sénior, acabaram por ser os acontecimentos a ditar a estratégia e não a estratégia a ditar os acontecimentos. Parabéns, Rui Patrício! FOTO: "Record"

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

RECORTES LEONINOS Rui Patrício

ENORME POTENCIAL
A perspectiva de o Sporting encontrar, finalmente, um sucessor de Damas tem feito com que a crítica até lhe desculpe os erros naturais de juventude. Rui Patrício tem, de facto, um enorme potencial e é grande a tentação de provar que a escola de Alvalade não sabe só fazer médios e avançados. Como o Benfica não tem sabido aproveitar Moreira e o FC Porto ainda não lançou Ventura, Patrício é bem capaz de ser o guarda-redes português mais promissor desde Vítor Baía.
Bruno Prata, "Público", 30-11-2007

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Valeu por Rui Patrício

É um paradoxo e deveria servir de motivo de grande reflexão para os responsáveis do Sporting: os problemas da equipa de Paulo Bento nunca estiveram nas suas prestações europeias, ao mais alto nível, onde sempre se exibiu com os defeitos próprios das limitações do plantel, mas sempre com uma doação enorme ao jogo e uma qualidade que raramente se vê nas competições internas. Na época passada, o Sporting realizou algumas das suas melhores exibições na Liga dos Campeões. E este ano também. No final, os resultados não foram os melhores, por falta de sorte, por falta de mais competência ou de outra coisa qualquer, mas a verdade é que a equipa leonina mostrou bom futebol por essa Europa.
O cenário repetiu-se, desta vez no mítico Old Trafford, com o Sporting, que não consegue ganhar ao Leixões, a ganhar em grande parte do tempo de jogo ao Manchester United, e a justificar a vantagem, independentemente da visível economia exibicional dos britânicos registada no primeiro tempo. E também se repetiu a história do golo sofrido nos minutos finais, uma sina das equipas azaradas ou menos preparadas.
Em resumo, o jogo de Manchester valeu porque nos mostrou Rui Patrício como uma excelente opção para a baliza. Ágil, destemido e “jogador de campo”, pela forma como chuta rapidamente a bola para a frente e provoca um contra-ataque perigoso, Rui Patrício merece continuar a ter a confiança de Paulo Bento.
Quanto ao apuramento para a Taça UEFA, tem o sabor amargo de uma derrota. Porque o objectivo da administração e da equipa técnica do Sporting era atingir a segunda fase da Liga dos Campeões. Essa história de valorizar a conquista do “segundo objectivo” significa festejar uma “vitória moral”. Ora, as vitórias morais não interessam a uma grande equipa e a um grande clube. FOTO: Jon Super (Associated Press)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O LEÃO DA ESTRELA HÁ UM ANO...

A NOITE DE RUI PATRÍCIO

MARÍTIMO-SPORTING, 0-1 (Liga Portuguesa 2006-2007, 10ª jornada)
– Apetece começar por dizer que o "sistema" tentou, mas não conseguiu. Todos os árbitros merecem o benefício da dúvida até prova em contrário. E o trabalho global da equipa de arbitragem liderada por Bruno Paixão até estava a ser positivo, mas perto do fim, com o Marítimo a perder por 0-1, decidiu assinalar uma grande penalidade contra o Sporting, por uma falta cometida por um pé de Anderson Polga que estava cerca de um metro fora da área. O que custa é perceber como é que o árbitro assistente, por muito mal colocado que estivesse, e não poderia estar, conseguiu vislumbrar uma falta dentro da área. Só que Deus escreveu direito por linhas tortas e o guarda-redes Rui Patrício (um jovem de 18 anos, que fez a sua estreia como titular por impedimentos físicos de Ricardo e Tiago) conseguiu defender a grande penalidade, sendo, deste modo, o protagonista do momento do jogo. Foi ali que o Sporting carimbou a segunda vitória conquistada este ano na ilha da Madeira, um pleno de vitórias que acontece pela primeira vez, o que é um excelente indicador para o resto do campeonato. Foi também ali que o Sporting “ganhou” um novo guarda-redes, mais a mais produto da academia de Alcochete, que poderá muito bem, a curto ou médio prazo, ser uma alternativa credível à sucessão de Ricardo. O Sporting acabou por chegar à vantagem na marcação de um livre directo apontado por Rodrigo Tello (63’), curiosamente na fase mais equilibrada do jogo, em que o Marítimo já encetava perigosos contra-ataques. Isto depois de uma excelente primeira parte do Sporting, onde, através de um jogo colectivo muito activo e dinâmico, conseguiu uma série de oportunidades para marcar. Mas ter Carlos Bueno na frente de ataque é equivalente a jogar com menos um... Aliás, bastou o uruguaio sair (dando lugar a Alecsandro) para que o Sporting marcasse e garantisse três pontos essenciais para uma perseguição sem tréguas ao FC Porto...
LEÃO DA ESTRELA, 19-11-2006

quarta-feira, 11 de julho de 2007

A substituição de Ricardo

Mais do que um reforço da baliza do Sporting, a contratação do guarda-redes sérvio Vladimir Stojkovic (cujo valor não está em causa...), para substituir o titular da selecção portuguesa, Ricardo, constitui uma prova de desconfiança em relação ao jovem guarda-redes Rui Patrício, um internacional de 19 anos, que na última temporada garantiu a vitória leonina no terreno do Marítimo, defendendo uma grande penalidade e realizando uma exibição segura. E faz do Sporting um mero supermercado de compra e venda de jogadores, como neste caso da substituição do guarda-redes, vendendo um por três milhões e comprando outro por dois milhões. Até parece que o mais importante é que o dinheiro circule…
Se o Sporting fosse, de facto, um clube formador, como diz Soares Franco, a opção correcta teria sido, antes de mais, ter cuidado a tempo e horas da renovação de Ricardo, pois trata-se do guarda-redes titular da selecção portuguesa, pelo que deveria constituir um exemplo para os suplentes, para os jovens das escolas e dos escalões de formação do clube. Em suma, Ricardo era uma mais-valia. Mas uma vez que foi consumada a sua venda, seria esta a hora de apostar em Rui Patrício. Se o jovem guarda-redes da formação leonina serve para titular dos escalões de formação e para titular das selecções jovens de Portugal, teria, forçosamente, que ter uma oportunidade, uma absoluta prova de confiança, para poder evoluir e tornar-se no grande guarda-redes que o Sporting precisa.
Tal como o Sporting fizera com Vítor Damas, em finais dos anos sessenta, também o FC Porto não teve medo de lançar Vítor Baía com 19 anos na equipa principal. E assim fez um excelente guarda-redes. Também no FC Porto, António Oliveira, então treinador da equipa, não teve medo de lançar o jovem Hilário na equipa principal e logo no Estádio de Alvalade, onde não sofreu golos e ganhou o jogo. É esta a diferença. O Sporting pode ter a melhor academia do mundo, mas se não apostar nos jovens não adianta o esforço do grande Aurélio Pereira, de muitos treinadores e olheiros que acreditam no projecto formador do clube.
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