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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A oposição do Sporting

O Sporting Clube de Portugal é o mais democrático dos clubes portugueses, no sentido em que tem várias sensibilidades que discutem o clube, seja na comunicação social ou nos novos meios de comunicação, nomeadamente na blogosfera. E há sportinguistas, em Portugal e em vários pontos do mundo, ávidos de informação sobre o clube, seja quando a equipa de futebol ganha ou quando perde.
Apesar disso, o Sporting, anestesiado pelo “Projecto Roquette” e pela credibilidade que os seus mentores inspiravam, esteve quase duas décadas sem que nas eleições para a sua direcção concorresse mais do que uma lista. Mais ainda: os dois últimos presidentes (Dias da Cunha e Soares Franco) até chegaram ao cargo por cooptação, ou seja, sem terem sido eleitos nas urnas. Foi neste clima que medrou uma "cultura de empresa" em detrimento de uma "cultura de clube".
Dos clubes portugueses que criaram sociedade anónimas desportivas, o Sporting é talvez aquele que mais se entregou a gestores de fato escuro que não sofrem com as derrotas nem se alegram com as vitórias. O último acto eleitoral em que houve uma disputa forte ocorreu em 1989, quando Sousa Cintra foi eleito presidente. Em 2006, regressaram as disputas eleitorais pondo em jogo modelos distintos de gestão do clube, mas Filipe Soares Franco esmagou Sérgio Abrantes Mendes, obtendo cerca de 70 por cento dos votos. Quase dois anos depois, o que verificamos é que Sérgio Abrantes Mendes não cresceu como alternativa sólida à actual gestão. E isso não é bom para o Sporting, que continua a ter muita gente a ralhar ou a gritar.
Ao desdobrar-se em entrevistas e na resposta a inquéritos dos jornais, Sérgio Abrantes Mendes está apenas a servir os propósitos de aparente equidistância da comunicação social face às querelas leoninas. E não está a mostrar-se como alternativa credível à sucessão de Filipe Soares Franco. Desde logo por contribuir para agitar as águas em tempos de crise, provocando ainda mais ruído. De resto, já todos sabemos que as coisas estão mal. Basta ler as notícias que chegam de Alvalade ou ver a equipa de futebol a arrastar-se no campo.
Um putativo candidato a presidente do Sporting não pode andar por aí a comentar o que pensa de Carlos Freitas, de Pedro Barbosa ou de Purovic, nem a dizer-nos que não sabe disto, nem daquilo, porque não tem informação do clube. Um putativo candidato a presidente do Sporting não pode andar a lavar roupa suja nas esquinas. Um candidato a presidente do Sporting tem que definir um caminho sólido para o clube e lutar por ele, acima dos conflitos entre as partes.
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