Mostrar mensagens com a etiqueta Soares Franco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Soares Franco. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Yordanov e a derrota de Soares Franco

Mais do que uma vitória do antigo “capitão” leonino Yordanov, a decisão do Tribunal de Trabalho de Lisboa de obrigar o Sporting a organizar um jogo de homenagem ao ex-atleta búlgaro é uma pesada derrota de Filipe Soares Franco e da Sporting SAD.
A notícia não mereceu chamadas à primeira página da imprensa desportiva, mas é muito mais importante do que o que parece. A condenação do Sporting neste diferendo não é uma mera questão laboral. Pela força das circunstâncias, que resultam da enorme crise em que o futebol do Sporting está mergulhado, estamos perante uma vitória da “cultura sportinguista” – corporizada por Yordanov, que é um símbolo da garra leonina dos anos noventa e também deste século, e pelas suas testemunhas, nomeadamente Ricardo Sá Pinto e Oceano Cruz, outros ex-capitães da equipa afastados do clube –, sobre uma cultura tecnocrata que hoje vigora na gestão do clube e da SAD, que, ao contrário do que seria de esperar há dez anos, tem sido responsável pelo empobrecimento patrimonial, financeiro e competitivo do Sporting. O estilo tecnocrata, contabilístico e desprovido de humanismo e de memória desportiva que conduziu a esta trapalhada com um ex-jogador do Sporting é também um sinal claro desse empobrecimento.
É neste contexto que a decisão do Tribunal de Trabalho de Lisboa assume contornos algo preocupantes para a gestão de Filipe Soares Franco e para o seu projecto. Estamos perante uma decisão judicial de foro laboral que terá consequências políticas no Sporting. Basta que um eventual candidato à presidência do clube, nas eleições do próximo ano, saiba interpretar o que está em causa. Por isso, o jogo de homenagem a Yordanov tem tudo para ser um evento muito interessante... FOTO: "Record"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O desabafo de Paulo Bento

Ao manifestar-se farto dos assobios dos adeptos do Sporting e ao ter dito, nos últimos tempos, que estaria mais perto de sair do que de continuar, Paulo Bento obrigou o presidente Filipe Soares Franco a vir em sua defesa. Num clube cuja estrutura directiva tem dificuldade em proteger publicamente os seus subordinados, o desabafo do treinador era previsível. Bastaria olhar para o seu semblante carregado dos últimos tempos - só aliviado pela vitória sobre o FC Porto. Tal como o LEÃO DA ESTRELA escreveu após o Sporting-Penafiel, o treinador leonino imitou Ricardo Quaresma, que também se manifestara cansado dos assobios dos adeptos do FC Porto. Neste caso, Pinto da Costa, mais interessado em valorizar o "activo", renovou-lhe o contrato. Ora, no Sporting, Filipe Soares Franco também foi forçado a fazer alguma coisa, tendo optado por um gesto de bom senso. Porque os problemas leoninos não se resolvem com a mudança deste por aquele, Franco teve a coragem de anunciar que Paulo Bento será o "seu" Alex Fergunson até ao fim do mandato, ou seja, até 2009. No imediato, é bom para clarificar as águas e, sobretudo, proporcionar ao treinador a necessária estabilidade no seu trabalho. E também para acabar com as perguntas inevitáveis dos jornalistas sobre o futuro de Paulo Bento. Mas para que isso se concretize, o Sporting - cujos sócios e adeptos estão fartos de esperar pelos títulos prometidos pelo falido Projecto Roquette, que já fogem há seis anos - terá de conseguir, pelo menos, o segundo lugar na Liga e terá de ganhar a Taça da Liga e a Taça de Portugal. Caso contrário, dificilmente Paulo Bento terá condições para continuar em Alvalade no próximo ano. FOTO: Gonçalo Borges Dias

domingo, 27 de janeiro de 2008

RECORTES LEONINOS

DE QUARESMA A PAULO BENTO *
(...) Mas a contratação de futebolistas por valores do primeiro escalão europeu não corresponde, definitivamente, à política do Sporting, cuja prioridade, de novo a fazer fé nas palavras de Soares Franco antes do jogo com o Beira-Mar, passa pelo futebol da formação. Se conseguir preservar esta aposta, Soares Franco, como é evidente, pode estar agora a encher os cofres dos bancos que emprestaram dinheiro ao Sporting, mas a impedir que no futuro se repitam os casos Quaresma, hoje por hoje o jogador mais importante no FC Porto bicampeão nacional e que se prepara para visitar Alvalade com 14 pontos de avanço. Quando percebeu que tinha a possibilidade de fazer regressar Quaresma a Portugal por um valor aquém da qualidade do extremo formado pela escola leonina, Pinto da Costa antecipou-se à concorrência e comprou um futebolista determinante nos dois últimos títulos e que em Julho próximo poderá render vários milhões de euros assim que terminar o Campeonato da Europa. Para garantir isso, o presidente portista precisou apenas de renovar com o senhor das trivelas até 2011. Estivesse Soares Franco desobrigado de prestar tanta atenção às reuniões de Câmara e teria certamente aproveitado o contexto para fazer algo de semelhante em Alvalade, ou seja, renovar com Paulo Bento pelo menos até 2011. Seria a melhor forma de finalmente provar que quer mesmo fazer de Bento o Alex Ferguson do Sporting (sim, sem Carlos Queiroz) e de elevar os níveis de motivação no plantel antes de um Sporting-FC Porto.
João Rosado, "Diário de Notícias", 25-01-2008
(*) - Título do LEÃO DA ESTRELA

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Informar os sportinguistas

Agora que, finalmente, a Câmara de Lisboa aprovou a urbanização para os terrenos do antigo Estádio José Alvalade, seria importante que o presidente Filipe Soares Franco utilizasse o sítio oficial do Sporting na Internet para explicar em que situação ficam as contas do clube. Entregando à MDC a viabilidade construtiva obtida na Câmara Municipal e recebendo dinheiro em troca, como ficarão as contas? Os 27,5 milhões de euros vão servir para abater a dívida ao BES ou ao BCP? Quanto ficará a dever o Sporting a cada banco e por quanto tempo?
O sítio oficial do Sporting na Internet poderia servir para prestar estas informações, em vez de ser palco de macacadas, como aquela da ideia de substituir Rui Santos no programa "Tempo Extra", da SIC Notícias, felizmente já retirada.

sábado, 12 de janeiro de 2008

O raspanete de Soares Franco

Na última quarta-feira, o Sporting realizou mais um mau jogo e perdeu em Setúbal (1-0) em jogo a contar para a fase de grupos da Taça da Liga Portuguesa, arriscando-se a ter de sofrer para conquistar o troféu, onde, para além dos setubalenses, restam o Beira Mar e o Penafiel.
No final da derrota do Bonfim, soubemos pelo defesa-central Anderson Polga que o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, para dar a ideia de que está próximo da equipa, foi ao balneário dar um raspanete aos jogadores e manifestar confiança neles para o futuro. Em primeiro lugar, é estranho que tenha sido um jogador a informar a comunicação social sobre o que aconteceu. Se o presidente foi ao balneário, ninguém deveria saber, porque se tratou de um acto interno, que jamais deveria ter saído do grupo de trabalho. Ou será que algum trabalhador gosta que toda a gente saiba que levou um raspanete do patrão?...
Mas há outra questão: Soares Franco não foi ao balneário fazer nada. Antes pelo contrário. Porque a derrota estava consumada e os jogadores queriam tudo menos que lhes chateassem mais a cabeça. Se a ideia de Soares Franco era mostrar que estava com a equipa num momento menos bom, então, nesta fase delicada, deveria deslocar-se aos estádios no autocarro com os jogadores. Isso sim, seria um forte sinal de apoio, de solidariedade e de união do grupo, e poderia funcionar como factor suplementar de motivação para cada jogo. Ir apenas ao balneário no fim de cada naufrágio não interessa nada. Se não vai lá depois das vitórias, muito menos deve ir depois das derrotas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

As cartas de Soares Franco

O Sporting anda aflito com a queda de Carlos Freitas. Uns querem que outros dirigentes, e até o treinador, peçam também a demissão. São os homens do sangue a todo o custo. Outros não sabem o que fazer à vida sem os lóbis do Leste e de outras paragens do planeta, temem o pior e viram-se para o que ainda resta do “roquettismo” dentro do Sporting. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O “roquettismo” ainda não morreu, mas já faltou mais. Em poucos meses já foi criticado por Soares Franco e tombaram mais dois nomes do universo dirigente: Rui Meireles e, agora, Freitas… Não deverá acontecer grande coisa nos próximos tempos. A saída de Freitas, nesta altura do campeonato, não tem influência nenhuma. Para o futebol do Sporting, Freitas era uma irrelevância de bastidores que só fazia estragos quando abria o mercado. Com a sua retirada, depois das asneiras do último Verão, até ficará aberto espaço a outros jogadores do plantel que até agora andavam escondidos. Portanto, a vida continua. Mas será interessante saber quem é que Filipe Soares Franco vai chamar para a SAD e para a chefia do futebol. Para ficarmos a saber se o futebol do Sporting vai mesmo mudar de vida ou se Soares Franco vai apenas baralhar e dar de novo… FOTO: "Record"

sábado, 29 de dezembro de 2007

Os empresários é que mandam...

Infelizmente, o Sporting continua a revelar-se um alfobre de casos e histórias que denunciam um enorme amadorismo na gestão do futebol profissional e do grupo de jogadores, com reflexos negativos para o clube, nomeadamente no que concerne ao seu poder de negociação no mercado. Dois exemplos de hoje: o jornal online “Mais Futebol” revelou nesta madrugada que o Sporting vai contratar o defesa-esquerdo paraguaio Lourenzo Silva. O jogador ainda não assinou contrato, mas já anda a dar entrevistas como eventual futuro jogador do Sporting. Guillermo Vera, vice-presidente do Tacuary, também conta todos os pormenores do interesse do Sporting. Ora, não aparece ninguém do Sporting a confirmar a novidade, mas é evidente que o “Mais Futebol”, por muito boa que seja a sua redacção, não chegaria até ela se não houvesse quem informasse. Mesmo que seja o empresário que esteja atrás desta história, o problema revela também incompetência por parte dos dirigentes do Sporting. Seria muito simples: se o empresário se antecipa e dá a novidade à comunicação social, o que o Sporting teria a fazer seria acabar com o negócio imediatamente. Na próxima não haveria nenhum empresário a vender o seu “peixe” antes do tempo. É assim que faz Pinto da Costa no FC Porto, que, nestas matérias, continua a ser um paradigma.
Entretanto, Paulo Barbosa, um empresário que há dias também ficou conhecido por levar Miguel Veloso para uma esplanada de Lisboa, deixando-se fotografar ao longe por um fotógrafo do “24 Horas”, para registar o momento em que o jogador assinava um contrato de publicidade com um banco (é curioso como o jornal obteve a informação para legendar uma fotografia aparentemente indesejada…), aparece hoje a dizer que Izmailov “não é negociável" no mercado de Inverno, apesar de, segundo a imprensa, estar a ser "muito cobiçado por emblemas estrangeiros”. É mais um momento de propaganda de um empresário que controla os passes de grande parte dos jogadores do Sporting. Segundo Paulo Barbosa, não faltam clubes interessados no russo: ele é o Dínamo Kiev, ele é o Manchester City, ele é o Inter de Milão, ele é o Spartak Moscovo. Não falta mercado a Izmailov, apesar da sua irregularidade! E, mesmo assim, apesar de estar apenas emprestado ao Sporting, o jogador é inegociável! Grande Paulo Barbosa, que tão bem defendes os interesses do Sporting!...
O mesmo Barbosa que, curiosamente, vai avisando que se o Sporting quiser accionar o direito de opção na compra do passe de Izmailov, poderá fazê-lo até 31 de Março de 2008. Por uma verba que ronda os cinco milhões de dólares. Enfim, só não vai agora para o Inter de Milão porque os coitados dos italianos devem estar sem dinheiro…
Isto para dizer que os empresários mandam no Sporting e utilizam o clube como bem lhes apetece em favor dos seus negócios. Neste caso concreto, é evidente que teria de ser Filipe Soares Franco ou alguém em nome do Sporting – visto que, afinal, são outros que decidem… – a dizer se Izmailov é negociável ou inegociável. Mas isso seria num clube em que o presidente fosse um líder a tempo inteiro que entendesse de futebol...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

RECORTES LEONINOS Filipe Soares Franco

O SPORTING NÃO É PRIORITÁRIO...
Soares Franco conseguiu o que muitos líderes mundiais nunca terão logrado nas suas mediáticas carreiras: ser entrevistado por sete jornalistas. Todos do mesmo jornal, entenda-se. Mais: o resultado dessa conversa foi antecipadamente publicitado de uma forma que raramente (ou nunca?) terá ocorrido neste País. Excessivo ou não, a verdade é que o resultado foram oito páginas publicadas no “Record” de anteontem. Isto apesar de o presidente do Sporting não ter feito grandes revelações ou produzido declarações polémicas. Pelo contrário, o que sobressai é um discurso com muita tranquilidade (onde já ouvimos isto?), quase nada contestatário e até surpreendentemente sincero. Para o bem e para o mal. O próprio Soares Franco, a propósito do atraso da Câmara de Lisboa na questão do loteamento dos terrenos do Sporting, defende que o seu feitio moderado não ajudou o clube. “Acho que faço mal ao Sporting”, chega mesmo a dizer a propósito de uma questão que, revela, já fez o Sporting perder cerca de 12 milhões de euros. Por isso é que o Sporting não pôde comprar Cardozo, acrescenta, não se percebendo se o exemplo é para ser tomado a sério. Mas a única verdadeira novidade foi a de que o Sporting terá sempre o direito de preferência sobre Nani. Esqueceu-se foi de dizer que também o tinha sobre Simão e foi o que se viu… Pior ainda foi ter dito que apanhou um choque e que lhe ia caindo o cabelo quando lhe disseram que era preciso contratar o Derlei “do Benfica”. O avançado só não irá desanimar porque, mais à frente, o presidente do Sporting assume não ser “um especialista na área do futebol”. E que só precisa de saber o que se passa quando o objectivo já está traçado, eventualmente (dizemos nós), na hora de passar o cheque. No resto, sobressaiu a mensagem de que os cortes no orçamento no futebol acabaram e que vai haver uns dinheiritos para um ou outro reforço em Janeiro. À maior despesa terá de corresponder um aumento de receitas, defende, porque “o Sporting terá de ser campeão a curto prazo”. Mas será isso possível com um presidente que assume não ser o Sporting a sua primeira prioridade?
Bruno Prata, “Público”, 28-12-2007

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Perguntas que sete jornalistas do "Record" não fizeram a Soares Franco, mas poderiam ter feito...

- Em que ano é que o Sporting poderá investir tanto dinheiro como o FC Porto na equipa de futebol?

- O sucesso do FC Porto, que é indiscutível nas últimas duas décadas, deve-se ao controlo do “sistema” do futebol português, ao facto de investir mais dinheiro que o Sporting no futebol ou tem apenas a ver com questões de organização dos dois clubes e das respectivas SAD?

- Estando o Sporting sem dinheiro para investir em jogadores de reconhecida qualidade internacional (gastando no futebol pouco mais de metade do FC Porto), a maioria dos jogadores estrangeiros contratados registam problemas no seu percurso profissional, chegando a Lisboa à procura do relançamento das suas carreiras. A qualidade do futebol do Sporting ressente-se deste facto?

- Tendo o Sporting mais património imobiliário, tendo o Sporting definido um caminho novo, muito antes do FC Porto e do Benfica, com a construção de um novo estádio e de uma academia, e sendo o Sporting o maior exportador de jovens talentos portugueses, como explica que, dez anos depois de implementado o actual modelo de gestão, o clube continue a ser, entre os três grandes, aquele que tem menos dinheiro para investir no futebol, que é o seu negócio principal?

- O facto de tanto o Sporting como o Benfica terem necessidade de ir ao mercado em Janeiro deve-se à incompetência dos responsáveis dos dois clubes de Lisboa pela contratação dos jogadores?

- O plantel leonino é assim tão fraco para que a mera ausência Derlei seja tão importante na estratégia colectiva do Sporting?

- Como é possível ser presidente de um clube tão grande como o Sporting, dedicando-lhe apenas uma hora por dia?

- Como é que pode exigir qualidade e rigor nas decisões da sua equipa na administração da SAD e dos responsáveis técnicos do Sporting, se o senhor presidente é o primeiro a dizer que não é especialista em futebol?

- Se o dr. Filipe Soares Franco só entra no processo de decisão quando tudo está decidido pelos seus colaboradores, não teme ficar para a história do clube como a “rainha de Inglaterra do Sporting”?

- Não acha que a grandeza do Sporting justificaria que o seu presidente tivesse o clube como a sua primeira prioridade profissional de todos os dias?

- Se Paulo Bento ainda não lhe disse nada sobre a necessidade de contratar jogadores em Janeiro, por que é que se fala em reforços para o Sporting na reabertura do mercado? Serão os empresários a movimentarem-se para que sejam feitos novos negócios?

- Entre contratar novos jogadores ou contratar um psicólogo para a equipa de futebol que decisão tomaria?

- No último defeso o Sporting contratou três jogadores (Marian Had, Izmailov e Celsinho) a um único clube russo (Lokomotiv de Moscovo), que chegaram a Alvalade através do mesmo empresário (Paulo Barbosa). A contratação desses três jogadores obedeceu a critérios técnicos definidos pelo treinador Paulo Bento ou resultou de uma mera oportunidade de negócio proporcionada pelo empresário?

- Como é que explica que, no final da época passada, tenha dito que gostaria de ver o plantel do Sporting formado maioritariamente por jogadores da formação, tendo o número de jogadores formados no clube baixado no plantel principal, dando lugar a estrangeiros de duvidosa qualidade em função dos activos formados pelo Sporting que entretanto foram emprestados ou dispensados?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Um "Record" de desilusões

O que é de relevar na entrevista de Filipe Soares Franco ao diário desportivo "Record", publicada nesta quarta-feira, depois de muita publicidade, é que o jornal da Cofina tenha mobilizado um total de sete jornalistas para questionar o presidente do Sporting e que, mesmo assim, nada de extraordinário tenha sido revelado pelo entrevistado. Nem o Presidente da República ou o Primeiro-Ministro já tiveram a honra de serem entrevistados ao mesmo tempo por sete jornalistas de um único órgão de informação!...
Entre os sete jornalistas, mais o fotógrafo, foi notória a ausência do subdirector Bernardo Ribeiro, ele que é um especialista nos bastidores de Alvalade e Alcochete. Mas para que não houvesse dúvidas, o director de comunicação do Sporting, Miguel Salema Garção, também protagonizou a mega-entrevista, sentando-se entre os jornalistas do "Record", certamente para, desse modo, impedir a intromissão do "rival" Bernardo Ribeiro. Pelos vistos, o almoço, servido em Alvalade, dava para toda a gente. Ah! Também foi pública e notória a ausência de Rui Santos. Ok!, esse já não pergunta. Só comenta. Tudo tem uma explicação.
O único enigma que persiste desta grande entrevista, ou desta entrevista grande, conforme as perspectivas, é que os sete jornalistas não tenham arrancado uma única grande novidade ao presidente leonino. Uma desilusão. Quem perguntou e quem respondeu. FOTO: Luís Manuel Neves

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Soares Franco foi aos treinos

O presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, e os restantes gestores da SAD do clube foram ao treino da equipa de futebol. Numa atitude inédita, o presidente foi mesmo ao balneário falar aos jogadores. Levou um discurso de motivação e exigência, o que é sempre de saudar. O que é grave para o Sporting é que um episódio destes seja notícia e objecto de análises e comentários na imprensa. É grave porque evidencia o distanciamento do presidente em relação ao grupo de trabalho, pois delega o seu papel de líder em gestores que não foram eleitos. Como se um clube de futebol fosse uma empresa de um ramo industrial qualquer. É grave também porque, depois de o clube ter dito durante muito tempo que não era preciso ir ao mercado no próximo mês de Janeiro, essa acaba por ser a solução encontrada para resolver a crise. O que revela desorientação estratégica. Esperemos que esta decisão de dispensar e contratar mais jogadores não seja mais um salto de crise em crise até à crise final. Ou seja, que Carlos Freitas, desta vez, acerte. FOTO: André Figueiredo

domingo, 2 de dezembro de 2007

Está na hora de assumir responsabilidades

A margem para errar já ultrapassou todos os limites no futebol do Sporting. Está na hora de os responsáveis assumirem responsabilidades. A equipa está à deriva. O treinador Paulo Bento – que é uma espécie de carne para canhão deste projecto – não tem condições para continuar e deveria apresentar a sua demissão. Também Filipe Soares Franco e o conselho de administração do Sporting precisam urgentemente de uma nova legitimação, uma vez que os problemas que agora são visíveis no futebol leonino resultam de opções erradas e contraditórias, cuja responsabilidade vai muito para além do treinador. Por isso, Soares Franco deveria também demitir-se, para abrir caminho a eleições antecipadas no clube, e apresentar a sua recandidatura, se considerar que tem condições para continuar a servir o Sporting. Para uma boa gestão de um clube de futebol são fundamentais os resultados financeiros, mas também os desportivos. Ora, como os resultados do Sporting têm sido maus, comprometendo um ano inteiro, o falhanço do projecto tem de ter consequências.
A verdade é que os objectivos do conselho de administração vão caindo e ainda não chegámos ao Natal. O Sporting está fora da segunda fase da Liga dos Campeões e, com apenas doze jornadas disputadas na I Liga Portuguesa, já está a doze pontos do FC Porto e a cinco do
Benfica. Desempenho semelhante só nos tempos de Jorge Gonçalves!...
Ao empatar em Alvalade com a União de Leiria, o Sporting cedeu o seu décimo sexto ponto em apenas doze jogos. Foi mais um jogo igual a muitos outros, com a equipa de Paulo Bento a exibir um futebol deprimente – lento, feio, sem classe, inseguro, sem génio –, a marcar um golo, a falhar um penálti, a tentar segurar a vantagem mínima e a ceder a vantagem perto do fim. Neste quadro dramático para o futebol leonino, impõe-se que, pelo menos, poupem o jovem guarda-redes Rui Patrício. FOTO: Nacho Doce (Reuters)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Soares Franco e a moda

O presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, disse, em Manchester, que tem uma opinião acerca da participação do futebolista Miguel Veloso nos projectos de moda da estilista Fátima Lopes. Porém, escusou-se a divulgá-la. Está no seu direito e até se compreende a sua reserva, dado tratar-se de uma situação nova no clube. Mas, nesta matéria, talvez fosse importante dizer em público o que pensa em privado. Porque o assunto tem a ver com o Sporting. É importante saber se o Sporting quer ou não acolher no seu plantel futebolistas que tenham actividades extra-futebol susceptíveis de provocarem desgaste, nomeadamente físico e psicológico, como é o caso da moda.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O exemplo de Roland Linz

O ponta-de-lança austríaco Roland Linz (26 anos), que na época passada se mostrou em Portugal ao serviço do Boavista, chegou a ser hipótese para o Sporting. Mas não passou de hipótese. Acabou por ser transferido para o Sporting de Braga – tendo, no último domingo, marcado um dos três golos da equipa minhota na baliza de Tiago. Ainda jovem, Linz é um dos bons futebolistas estrangeiros a actuar em Portugal que seria um excelente reforço para o clube leonino para fazer dupla com Liedson no ataque. Seria um jogador caro para o orçamento do Sporting? Não creio, até porque o orçamento do Braga representa apenas um quarto do orçamento do clube de Alvalade. Por outro lado, o Sporting, que se deu ao luxo de dispensar os internacionais portugueses Carlos Saleiro e Varela, teve dois milhões de euros para pagar por Milan Purovic. Mais: ao contrário de Purovic, Linz tinha feito uma boa época e estava perfeitamente adaptado ao futebol português. Por que é que o Sporting não o contratou? Haverá muitas explicações, à medida dos interesses de cada um. Mas tudo indica que Linz não está no Sporting porque, actualmente, e por muito que os treinadores digam publicamente que deram o seu aval, a verdade é que as questões técnicas que deveriam determinar a contratação de todos os jogadores de um plantel são colocadas num plano secundário no momento da decisão. Para muitos, o que conta mais é o alinhamento de um clube com este ou aquele empresário, com este ou aquele grupo de interesses. Ou seja, o que conta é o negócio. É uma certa indústria do futebol no seu esplendor, que está na origem da contratação de jogadores a esmo, tanto no Sporting, como no FC Porto e no Benfica. Estará o Sporting a ser vítima desse "sistema"? O que diria a administração do Sporting sobre isto? E Paulo Bento?... FOTO: Miguel Vidal (Reuters)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Um "caso" por resolver em Alvalade

O treinador Paulo Bento – vá-se lá saber porquê… – tinha dito que o presidente Soares Franco seria a primeira pessoa a falar sobre as conclusões daquele enigmático jantar de segunda-feira, onde Carlos Freitas foi “chamado à razão” - segundo palavras do próprio - e decidiu continuar em Alvalade. Para além de Freitas, estiveram nesse jantar Soares Franco, Miguel Ribeiro Teles, Pedro Barbosa e Paulo Bento. Não se entendeu a presença destes dois últimos – dado que estava em causa um superior hierárquico –, mas, enfim, quem manda no Sporting é que sabe.
O curioso é que Soares Franco não disse uma palavra depois dessa reunião, ele que, antes da mesma, tinha dito que o que Carlos Freitas decidisse estaria bem decidido. Sem o “tapete” presidencial, Freitas acabou por ser forçado a vir a público dar explicações. Depois da reunião do Conselho Leonino, em que viu a sua gestão elogiada, Franco continuou em silêncio e deixou Freitas a falar sozinho: na noite de quinta-feira, na “SIC Notícias”, e nesta sexta-feira, no “Record”. Mas a ofensiva mediática do homem das “contratações leoninas”, depois de oito anos na discrição dos gabinetes, não correu bem. Carlos Freitas – que falara na necessidade de uma série de condições para continuar no clube e acabou por continuar nas condições em que estava –, foi obrigado a reconhecer a existência de contratações falhadas. Depois deteve-se a explicar o seu sportinguismo recente (o que é irrelevante para a função que ocupa). E algumas das perguntas a que Freitas deveria ter respondido, nomeadamente sobre a súbita viragem do Sporting ao mercado do Leste europeu, nem sequer foram colocadas pelos jornalistas…
O administrador da SAD leonina voltou ao trabalho, mas continua a ser um “caso” por resolver em Alvalade. Basta recordar a entrevista de Miguel Ribeiro Teles ao “Diário de Notícias” – o único dirigente leonino a defender Carlos Freitas – e juntar o silêncio de Filipe Soares Franco, agora elogiado no Conselho Leonino.

domingo, 30 de setembro de 2007

O centenário do vinho tinto...

Na organização do jogo do centenário do Benfica-Sporting vimos a vacuidade que é o “merchandising” e o marketing dos clubes e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional a funcionar. Tendo em conta a importância histórica deste jogo para a cidade de Lisboa e para o futebol português, o centenário do Benfica-Sporting deveria ter sido devidamente assinalado. Desde logo com um estádio cheio. Impunha-se, por exemplo, que as camisolas das duas equipas assinalassem exclusivamente esse facto. E que fossem postas à venda em todo o País. Quem diz camisolas diz cachecóis e outros adereços... Mas o que vimos para assinalar o centenário de grande jogo foi um encontro de Filipe Soares Franco e Luís Filipe Vieira, para o jornal “A Bola”, numa mesa com copos de vinho tinto. E o Estádio da Luz ficou longe de encher. FOTO: Armando França (AP Photo)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Os lucros do Sporting

Em dia de arranque de mais uma edição da Liga dos Campeões, o presidente do Sporting, Soares Franco, anuncia uma excelente notícia: o exercício 2006-2007 da SAD leonina regista um lucro de 14,5 milhões de euros, montante que se situa 9,4 milhões acima do orçamentado e 14,2 milhões acima do lucro registado em 2006. A venda de Nani ao Manchester United foi decisiva para o resultado obtido. Aliás, tendo previsto uma receita de 6,5 milhões de euros resultante da venda de jogadores, o Sporting acabou por encaixar 25,4 milhões, segundo dados da SAD revelados pelo “Jornal de Negócios”. Havendo, ainda, áreas a melhorar muito ao nível das receitas, nomeadamente no sector do “merchandising”, que, em Portugal, como sabemos, é tão pouco significante que não conta para as contas dos clubes, estamos perante um resultado muito bom, tendo em conta também as apostas perdidas na aquisição de alguns jogadores cujo rendimento não justificou ou não tem justificado o investimento. O que nos diz ainda este ano lucrativo do futebol leonino é que, num cenário em que o património imóvel se vai reduzindo, o Sporting tem de olhar cada vez mais para a sua academia de futebol como factor de riqueza.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Uma nova atitude

Os jogos oficiais ainda não começaram, mas os dirigentes do Sporting já revelam sinais de um clube mais activo fora das quatro linhas na temporada que agora se inicia. Primeiro foi o presidente Filipe Soares Franco a contestar a arbitragem de Pedro Henriques no jogo com o Benfica, que valia apenas a Taça do Guadiana. Depois foi o vogal do conselho directivo José Filipe Nobre Guedes a criticar declarações do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, sobre a carga fiscal e social aplicada aos clubes e aos futebolistas. Independentemente das duas situações em concreto, o que interessa sublinhar é uma aparente nova atitude da SAD do Sporting, claramente mais activa na defesa pública dos interesses do clube. Pode ter sido coincidência, mas constitui novidade ouvir o presidente do Sporting criticar a arbitragem de um jogo de preparação. E o facto de José Filipe Nobre Guedes ter falado em nome do Sporting foi outra novidade. Uma novidade que se saúda, porque o líder Soares Franco, sendo uma voz indispensável nos grandes momentos, não pode, nem deve, aparecer em todas as frentes. E a assessoria de comunicação também não pode desgastar-se ao ponto de emprestar o rosto a todas as guerras…

domingo, 15 de julho de 2007

Os problemas do Sporting

Agora que a Câmara Municipal de Lisboa tem um novo presidente eleito, ainda que minoritário, o socialista António Costa, é tempo de o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, fazer chegar aos Paços do Concelho um pedido de audiência com carácter de urgência, tendo em vista a resolução de todos os problemas que o clube tem pendentes na autarquia, nomeadamente a questão do licenciamento da urbanização prevista para os terrenos adjacentes ao Estádio de Alvalade. Nesta segunda-feira, essa deveria ser a primeira carta a sair de Alvalade. Para que seja uma das primeiras a serem lidas por António Costa. Os problemas do Sporting exigem decisões rápidas e justas. FOTO: EXPRESSO

terça-feira, 10 de julho de 2007

A destruição de uma equipa

Desde que o treinador do Valência anunciou que estava interessado em Marco Caneira que a saída do defesa emprestado ao Sporting era evidente. Agora, a solução lógica seria promover ex-juniores formados no clube, sob pena de a aposta na formação não passar de uma treta fiada para ser usada quando dá jeito. Depois de Caneira, agora fala-se na saída do guarda-redes Ricardo. A confirmar-se, será destruída a equipa da época passada, que tanto trabalho deu a Paulo Bento para formar. Dentro de alguns meses, se as coisas começarem a correr mal, não faltarão vozes a explicar que é preciso dar tempo ao tempo, porque a equipa está em formação. Afinal, e ao contrário do que diz Soares Franco, a estratégia do Sporting para o futebol caminha sobre manteiga... Os números são fatais: se Ricardo também sair, serão dez os jogadores que deixam Alvalade. E, desses dez, sete são portugueses, quatro dos quais formados no clube. Quanto a entradas, estão confirmados sete novos jogadores, onde apenas dois nasceram em Portugal. Mas a internacionalização do plantel não ficará por aqui...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...