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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O cafezinho da Atalaia


Clique na imagem e assista a um resumo da conferência de imprensa de Paulo Bento antes do jogo FC Porto-Sporting. Depois, deixe o seu comentário. FONTE: "Record"

sábado, 9 de agosto de 2008

Uma equipa cada vez mais sólida

Um golo de grande penalidade foi a cereja no bolo no processo de reconciliação de João Moutinho
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Ao cabo de um mês de trabalho e no último jogo de preparação antes do compromisso com o FC Porto para a Supertaça Cândido de Oliveira, pelo segundo ano consecutivo, o Sporting recebeu e bateu por 2-0 a Sampdoria, equipa sexta classificada na última Liga Italiana. Antes do primeiro embate oficial com os portistas, a Sampdoria acabou por ser o adversário ideal para Paulo Bento testar graus de dificuldade superior, podendo dizer-se que o Sporting passou com uma nota bem positiva, estando preparado para iniciar a temporada e lutar pela vitória em todas as frentes nacionais.
Com um “onze” inicial que, em relação à época passada, só tinha Rochemback como novidade, o Sporting começou por mostrar o melhor que já sabe fazer: defender com personalidade e segurança. De tal modo que a Sampdoria, nos primeiros 20 minutos, que foram o seu melhor período, não conseguiu rematar à baliza então ocupada por Rui Patrício. Quando Derlei, aos 25 minutos, fez o primeiro golo, num dos escassos lances rápidos de contra-ataque, em entendimento com Yannick Djaló, o conjunto leonino assinava o primeiro remate da partida. Um sinal das dificuldades no último terço do campo, compensadas, no entanto, pela eficácia. Neste caso, curiosamente, à italiana...
Na segunda parte, a Sampdoria passou a jogar com dez e o seu jogo perdeu comprimento. A saída de Rochemback por troca com Miguel Veloso acabou por ser benéfica para o Sporting, com o médio português a fazer girar a bola com mais amplitude, alargando o jogo leonino e o seu caudal ofensivo. O segundo golo acabaria por acontecer através da marcação de uma grande penalidade, convertida por João Moutinho - pouco depois de o árbitro não ter assinalado outro penálti, porque Rodrigo Tiuí, ansioso ou inexperiente, não desistiu da jogada...
É verdade, o “capitão” João Moutinho actuou desde o início e foi mais aplaudido do que assobiado. A grande penalidade, a uma dezena de minutos do fim, foi uma espécie de cereja em cima do bolo, uma vez que lhe deu a oportunidade de marcar um golo e experimentar os aplausos do público. Que continuaram logo a seguir com a sua substituição por Adrien Silva. Este jogo foi, por isso, a primeira etapa de um processo de reconciliação do jogador com o público que requer tenacidade. Resta saber como evolui esse processo no interior do balneário. O abraço de Moutinho a Caneira foi um bom prenúncio. Veremos o que acontecerá…
Uma nota final para a indisciplina que alguns jogadores do Sporting têm demonstrado nesta pré-temporada. Já com o PSV, Pedro Silva fora expulso de uma forma estúpida. Desta vez, foi Derlei que parecia andar a pedir o cartão vermelho. E também Rochemback arriscou a expulsão numa entrada muito dura às pernas de um adversário. É evidente que todos os jogos de preparação devem ser encarados como jogos oficiais. Porém, quando a SAD do Sporting optou por contratar jogadores experientes estava justamente a tentar prevenir assomos de imaturidade dentro do campo. Se Paulo Bento não tem mais baixas por indisciplina para o confronto com o FC Porto fica a dever essa a Pedro Proença... FOTO: "Record Online"

terça-feira, 29 de abril de 2008

A ausência de Liedson

Nos últimos três jogos que faltam disputar, em que o Sporting tem como objectivo garantir o segundo lugar na I Liga e ganhar a Taça de Portugal, o pior que poderia acontecer era que a ausência de Liedson em cada desafio fosse mais falada do que a presença dos restantes jogadores do plantel. Seria a maneira mais fácil de a equipa fracassar. Para que isso não aconteça, será determinante o discurso de Paulo Bento e dos dirigentes leoninos, tanto para o balneário como para o exterior.
Com Liedson, aparentemente, fora dos combates que ainda restam, inclusive a final da Taça de Portugal, é fundamental motivar os jogadores que estarão disponíveis e convencê-los de que são capazes de garantir com sucesso os objectivos do Sporting. Até porque a equipa não vai entrar em campo com dez jogadores. Entrará sempre com onze. Tal como o adversário.
Sabemos, evidentemente, que Liedson é um dos jogadores que não sabem jogar mal. Marca golos, faz pressão no último terço do campo, está sempre em movimento e participa nas missões ofensivas com uma grande qualidade. Também sabemos que não há na linha de avançados do plantel leonino alguém com a sua dimensão técnica e com um raio de acção tão alargado. Mas é nestas alturas que a linha de comando tem que saber motivar, de modo a que as fraquezas se transformem em forças suplementares. Motivar com palestras de balneário, mas, sobretudo, motivar também mostrando aos jogadores os vídeos dos momentos mais gloriosos da história do Sporting, com imagens de grandes vitórias e imagens de grandes alegrias de milhares e milhares de sportinguistas no País e em comunidades lusas espalhadas pelo Mundo.
É provável que muitos dos jogadores não saibam o que foi o “7-1” ou que jamais tenham visto a onda de alegria popular que invadiu as ruas do País, de norte a Sul, com a conquista do título do ano 2000. Ora, se o aspecto psicológico funcionar (e não tem funcionado, infelizmente…), o Sporting ainda pode salvar a temporada. Para começar, talvez não seja má ideia entrar no Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira, e procurar a vitória desde o primeiro minuto, com esforço, dedicação e devoção. Para que a Glória seja uma realidade! FOTO: Marcos Borga (Reuters)

sábado, 19 de abril de 2008

O treinador do segundo lugar

Após uma série de quatro vitórias consecutivas na I Liga, e de um conjunto de resultados negativos dos adversários directos, o Sporting amenizou o pesadelo que tem sido a sua prestação na prova maior do futebol português nesta temporada e depende, finalmente, de si próprio para chegar ao “desejado” segundo lugar, que dá acesso directo à Liga dos Campeões. Para isso, basta dar sequência à excelente exibição na última meia-hora do jogo com o Benfica e vencer em Leiria.
Caso confirme o segundo lugar no final da prova, o Sporting fará este ano o primeiro “tri” da sua história como segundo classificado do campeonato português. Um registo que tornará Paulo Bento conhecido como “o treinador do segundo lugar”, pois já orienta a equipa desde o Outono de 2005.
O curioso é que os três segundos lugares são conquistados também à custa do Benfica, que este ano, apesar de ter investido na aquisição de jogadores o triplo do dinheiro do Sporting, poderá rubricar a terceira série da sua história de três anos consecutivos em terceiro lugar ou mais abaixo e sempre atrás do Sporting. Já tinha sido assim em 1939, 1940 e 1941 (Sporting campeão) e em 2000 (Sporting campeão), 2001 e 2002 (Sporting campeão). FOTO: José Manuel Ribeiro (Reuters)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Realidades

Nesta temporada, o Sporting realizou quatro jogos com o Vitória de Setúbal. Empatou um, em Alvalade, para a I Liga, e perdeu três, um deles na final da Taça da Liga. Nos três jogos que perdeu não conseguiu marcar um único golo, a não ser na fatídica sessão de penáltis na final da Taça da Liga, onde, em cinco oportunidades, falhou três. Já o FC Porto, realizou três jogos com os setubalenses e facturou três vitórias, marcando um total de sete golos e sofrendo apenas um. Talvez estas diferenças ajudem a perceber o que é o futebol do Sporting nos tempos que correm. Ou como a miséria leonina fez do Vitória de Setúbal uma equipa que não é. O que vale ao Sporting, nesta meia-final da Taça de Portugal, é que vai receber um Benfica que também mantém a ilusão de que é uma equipa gloriosa. Mas há 20 anos que não é.

Jogar "à FC Porto" e jogar "à Sporting"...

No lançamento do jogo das meias-finais da Taça de Portugal com o Vitória de Setúbal, o treinador do FC Porto, Jesualdo Ferreira, pediu aos seus jogadores que joguem "à FC Porto". A revelação foi feita em conferência de imprensa e nenhum jornalista perguntou ao treinador portista o que é isso de jogar "à FC Porto", depreendendo-se que toda a gente sabe o que isso é. E se Paulo Bento revelasse que pediu aos jogadores leoninos para que joguem "à Sporting", nesta quarta-feira, com o Benfica? Tendo em conta a irregularidade na temporada em curso, como é que seria "jogar à Sporting"?...

domingo, 30 de março de 2008

As queixas de Stojkovic

Depois de mais um jogo ao serviço da selecção sérvia, Stojkovic chegou a Lisboa cheio de moral e demonstrou, mais uma vez, o seu desagrado pela condição de suplente no Sporting. Um desagrado que fundamenta no facto de se considerar o “melhor guarda-redes da Europa” e, mesmo assim, não jogar em Lisboa. Ora, Paulo Bento não tem de ficar chateado com mais esta desobediência pública do guarda-redes sérvio. Deve até ficar satisfeito por Stojkovic se considerar “o melhor da Europa”. Pelo menos, é sinal de que o guarda-redes suplente não precisa de psicólogo. Mas mereceria uma resposta à letra. Aceitando que Stojkovic seja "o melhor da Europa", Paulo Bento deveria lembrar-lhe que Rui Patrício “é o melhor do Mundo”. E que só por isso Stojkovic é suplente do internacional português... FOTO: "Record Online"

segunda-feira, 3 de março de 2008

A "paciência" de Anderson Polga

“As três equipas eram difíceis, não podíamos escolher o adversário, saiu o Benfica, paciência!” Não sei se foi um “lapsus linguae” ou se foi o subconsciente dos jogadores do Sporting a falar mais alto, mas foi assim que o defesa-central brasileiro Anderson Polga comentou o facto de o sorteio ter ditado que o Sporting vai defrontar o Benfica, em Alvalade, nas meias-finais da Taça de Portugal. Aquela “paciência!” será consequência de algum problema psicológico resultante do facto de o Sporting já não ganhar ao Benfica, em jogos oficiais, desde 28 de Janeiro de 2006, ou seja, há mais de dois anos? À partida, excluindo o Benfica, quem é que Anderson Polga queria como adversário da equipa leonina? O FC Porto ou o Vitória de Setúbal, com quem o Sporting já perdeu duas vezes este ano?
Provavelmente, o que Anderson Polga pretenderia mesmo era que o Sporting ficasse isento, o que não é possível nesta fase da Taça de Portugal. O que é sinal de que os jogadores leoninos enfrentam dificuldades no plano psicológico, talvez porque não são devidamente preparados. Filipe Soares Franco ainda tentou resolver o problema com a eventual contratação de Tomaz Morais, seleccionador nacional de ragby, considerado o “Mourinho” da modalidade, para substituir Carlos Freitas na SAD. Não sei se seria uma boa decisão escolher alguém de outra modalidade para liderar o futebol do Sporting. Mas Tomaz Morais tem uma vida muito ocupada e prefere continuar a ser rei e senhor no ragby português, o que se compreende. Não haverá no futebol gente capaz de motivar os futebolistas do Sporting, para que eles não tenham medo dos adversários?... Se não houver, paciência!...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Não matem Rui Patrício!

Implacável como nunca se viu em relação a outros casos, a imprensa desportiva portuguesa desta segunda-feira crucifica o jovem internacional português Rui Patrício, responsabilizando o seu “frango” pela quinta derrota do Sporting na I Liga Portuguesa, desta vez em Setúbal. A mesma imprensa que dias antes elogiou a grande exibição de Patrício em Basileia atribui-lhe agora toda a responsabilidade por mais um fracasso leonino. É uma tremenda injustiça. E uma injustiça que pode matar um guarda-redes.
O Sporting perdeu em Setúbal por várias razões. A saber: porque o árbitro anulou um golo que deveria ter sido validado, logo aos 5 minutos; porque Rui Patrício ofereceu o tal “frango”, num lance de que nenhum guarda-redes do mundo, seja jovem ou experiente, está livre; e, sobretudo, porque o Sporting não jogou o suficiente para ganhar. Esta última razão é a mais forte. Mas todos batem agora no guarda-redes, que cometeu um erro que qualquer guarda-redes comete em qualquer idade.
O problema é que um falhanço de Rui Patrício, por ser um guarda-redes, dá mais nas vistas. Mais a mais, o guarda-redes do Sporting tem esse pecado enorme que é ser jovem, muito jovem. Logo, é mais fácil atacá-lo. O guarda-redes é o elo mais fraco de uma equipa. E um “frango” até dá um título jeitoso…
É por isso que não se vê nas primeiras páginas ninguém a colocar em causa as opções do treinador Paulo Bento ou referências à péssima exibição de Purovic, que, nas primeiras duas vezes que tentou jogar a bola, cometeu duas faltas por abalroamento dos adversários – mostrando com todo o vigor que está na profissão errada… –, ou ao fraco rendimento de Farnerud. Por opção de Paulo Bento, a equipa sofreu alterações, face ao jogo de Basileia, que se revelaram fatais. E quando o treinador corrigiu os erros, já era tarde para virar o resultado.
Voltando a Rui Patrício. Era importante que o Sporting, através de Paulo Bento, de Pedro Barbosa – já é tempo de dizer alguma coisa –, de Miguel Ribeiro Teles ou de Soares Franco, viesse hoje a público defender o seu jovem guarda-redes. Porque, repito, o Sporting perdeu porque jogou mal e não soube responder tacticamente a um Vitória de Setúbal forte e motivado. FOTO: "Record"

sábado, 23 de fevereiro de 2008

As notícias de Izmailov

O russo Izmailov, que tem todo o ar de um bom profissional, não tem culpa nenhuma, mas alguém se encarrega de o colocar permanentemente nos jornais como se estivesse a ser leiloado. Neste sábado, numa notícia que é um perfeito nó cego na cabeça dos leitores, é o “Diário de Notícias” a dizer que o médio russo pode “gerar lucro de sete milhões” ao Sporting. Difícil de entender? Muito fácil: bastaria ao Sporting comprar o passe do jogador até 31 de Maio e vendê-lo logo após o Euro 2008. Ou seja, o jogador não interessaria para fazer parte do plantel leonino e, desse modo, reforçar a equipa, mas sim para ser vendido quanto antes.
Para explicar a operação, o jornalista, certamente bem informado pelo “vendedor”, até foi ao pormenor de nos explicar que o valor do passe, estipulado em cinco milhões de dólares, não representará mais do que 3,4 milhões de euros, “para gáudio da SAD verde e branca”, que poderá “esperar até ao último momento para accionar a opção de compra”, aproveitando, assim, a “desvalorização do dólar”. Pelo meio uma ameaça: "Se o Sporting não avançar, Lokomotiv sobe preço do russo".
Outra pérola surpreendente desta “notícia” tem a ver com um alegado pedido de Izmailov ao seleccionador russo, para que não o convocasse para eventuais compromissos da selecção da Rússia, para, desse modo, se “concentrar no projecto verde e branco”. Estranho. Agora, segundo revela o “DN”, o jogador tem “indicadores seguros” de que estará na fase final do Euro 2008, pelo que, “a sua cotação pode disparar”.
Importa que sejamos claros. Esta notícia sobre o jogador russo, que já não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira, diz-nos uma coisa muito simples: Izmailov, que continua com lesões musculares atrás de lesões musculares, não tem o mercado que nos dizem que tem. E o Lokomotiv de Moscovo está com dificuldades para vendê-lo pelo preço que gostaria. FOTO: "Record"

O tempo de Rui Patrício

Depois da excelente exibição em Basileira - a melhor ao serviço da primeira equipa do Sporting -, Rui Patrício bem merece esta primeira página. Como diz o antigo guarda-redes leonino Sérgio Louro, no jornal "A Bola" deste sábado, "agora é uma questão de tempo" para o jovem guardião. "Ele é muito novo e tem grande qualidade. Vai progredir imenso. É deixá-lo errar o que tem de errar, porque é jovem e vai aprendendo", preconiza Sérgio Louro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A irregularidade de Izmailov

Que o médio russo Izmailov é um jogador com valor acrescentado para jogar no Sporting é mais ou menos pacífico. A questão é saber se Izmailov será um valor seguro capaz de justificar a aquisição do seu passe por parte do clube leonino, avaliado em cerca de 3,5 milhões de euros.
Embora tecnicamente dotado, Izmailov continua a ser uma promessa adiada do futebol russo que está a confirmar em Alvalade a irregularidade demonstrada no Lokomotiv de Moscovo, ao que parece motivada por lesões de índole muscular demasiado frequentes. Esta semana, em Basileia, o Sporting precisava de Izmailov ao seu melhor nível, mas o atleta está ausente por causa de mais uma lesão. A verdade é que o jogador russo está mesmo longe de João Moutinho ou Miguel Veloso, por exemplo, em termos de tempo de jogo. Enquanto Moutinho e Veloso já participaram em 36 jogos na época em curso e já ultrapassaram os três mil minutos de jogo, Izmailov, embora tenha estado presente em 30 jogos, não foi além dos 2.035 minutos em campo. E acima do jogador russo estão nove jogadores com mais tempo de utilização. Só nos jogos da I Liga, João Moutinho e Liedson, com 1710 minutos de jogo, têm o dobro do tempo de futebol nas pernas que Izmailov (apenas 884 minutos em 14 dos 19 jogos já disputados).
É também por causa das oscilações de Izmailov que o futebol leonino é intermitente. Mas o Sporting, apertado por limitações financeiras, não se pode dar ao luxo de ter um jogador com o qual não sabe quando pode contar na sua plenitude. Daí que a aquisição do passe do jogador russo seja uma questão a merecer uma avaliação pormenorizada por parte da SAD do Sporting. De resto, será por alguma razão que, após uma grande exibição de Izmailov, o que acontece de três em três meses, não faltem notícias nos dias seguintes sobre um alegado interesse de outros clubes nos serviços do jogador… FOTO: Nacho Doce (Reuters)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Reflexos de uma gestão errática

Sporting, Leiria e Freamunde: o trajecto descendente de André Marques em apenas seis meses, após ter sido preterido em favor do falhado Had

O problema da política de gestão de jogadores da equipa profissional do Sporting, tendo por base algumas decisões tomadas no último defeso quanto a dispensas e contratações, não está na limitação dos recursos financeiros, imposta pelas obrigações bancárias a que o Sporting está sujeito, mas sim na ausência de uma aplicação correcta dos fundos disponíveis, o que, por sua vez, decorre da ausência de uma estratégia clara de médio-longo prazo para o futebol leonino.
Com pouco mais de metade da época decorrida, os exemplos falam por si: Rui Patrício na baliza e Stojkovic no banco; o falhanço de Marían Had; Gladstone no banco e Daniel Carriço “perdido” no Chipre; Purovic sem qualidade e Carlos Saleiro emprestado ao Fátima, etc.
Estes casos provam-nos que seria possível, na pior das hipóteses, fazer o mesmo, sem investir em novos contratos com jogadores desenraizados do futebol português e da mística sportinguista e aproveitando os valores nacionais, valorizando, deste modo, o trabalho do Sporting como grande escola de formação de jogadores e, por consequência, os seus activos. Porque Stojkovic, Gladstone, Marían Had e Purovic, por exemplo, não trouxeram experiência nem valor acrescentado! Antes pelo contrário. Isto num plantel que já tinha Carlos Paredes em fim de carreira e acomodado por um dos melhores salários do grupo e o mediano Pontus Farnerud.

O CASO DO LATERAL-ESQUERDO

Vamos a um caso concreto, para vermos o que se passou com a formação de alternativas para o lugar de lateral-esquerdo. Na pré-temporada, Paulo Bento tinha escolhido duas opções: o internacional e campeão nacional nos escalões jovens do Sporting André Marques e o brasileiro Ronny. Nos jogos de preparação, o treinador, que conhecia bem André Marques dos tempos em que era treinador dos juniores e que até experimentara o atleta na equipa principal em 2005-2006, “descobriu”, afinal, que ele não seria uma opção válida. Prejudicado por um problema que, afinal, era colectivo, o jogador acabou por ser emprestado à União de Leiria. Para o seu lugar foi contratado o desconhecido Marían Had, vindo do Lokomotiv de Moscovo, de onde vieram também Izmailov e Celsinho. Seis meses depois, André Marques acabou dispensado pela União de Leiria e procura agora sobreviver no “escondido” Freamunde, um clube do Norte, que joga para um lugar mediano na II Liga. E seis meses entre Sporting, União de Leiria e Freamunde, por esta ordem, não devem ser nada fáceis de gerir na cabeça de André Marques…
Quanto a Marían Had, falhou em Alvalade e acaba de rescindir o contrato. Foram seis meses perdidos, que poderiam ter ficado mais baratos à SAD do Sporting e poderiam (ou não) ter confirmado André Marques como possível lateral-esquerdo para o futuro. Agora chegou o argentino Leandro Grimi – uma excelente opção, se confirmar e melhorar os indicadores já fornecidos. Depois de seis meses perdidos. FOTO: André Figueiredo

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A nota de crédito de Leandro Grimi

Em 1998-99, o defesa-esquerdo argentino Gabriel Heinze, então com 19 anos, reforçava o Sporting. Veio emprestado pelo Valladolid, mas não se impôs em Alvalade, onde já pontificavam os laterais-esquerdos Rui Jorge (acabado de chegar do FC Porto) e Nuno Valente. O lateral-esquerdo argentino voltaria a Espanha seis meses depois, transferindo-se depois para o Paris SG, onde esteve três anos. Seguiu-se o Manchester United (3 anos), estando agora na sua primeira época ao serviço do Real Madrid. Um caminho sempre ascendente do defesa internacional argentino, que actualmente tem 29 anos, estando, por isso, no auge da sua carreira. Lembrei-me de Gabriel Heinze - que em Alvalade encontrou outros compatriotas que se revelaram autênticos fiascos, como Kmet e Bruno Gimenez - por se tratar de um futebolista argentino, lateral-esquerdo, que teve uma oportunidade no Sporting, tal como Leandro Grimi, a segunda e última contratação de Inverno do clube leonino, tem agora. De Grimi, de 22 anos, não há muito para dizer. Mas o que há a dizer é importante. O facto de ter sido descoberto pelo AC Milan na Argentina é uma boa nota de crédito. E se nos lembrarmos de Gabriel Heinze, temos todos os motivos para esperar o melhor do jovem lateral-esquerdo argentino. Difícil será vermos Leandro Grimi ao seu melhor nível no tempo que resta até ao fim da época, dada a temporada atribulada do atleta, pois não jogava em Itália (estava emprestado ao Siena) desde Novembro último e acaba de aterrar em Lisboa. Mas isso é outra questão...

sábado, 12 de janeiro de 2008

RECORTES LEONINOS

METER O FUTEBOL
NO PROJECTO DO SPORTING
Há uma frase de Paulo Bento no final do jogo do Bonfim que é particularmente reveladora. Disse o treinador do Sporting: "Os nossos problemas, não será o mercado de Janeiro a resolvê-los." Dela nascem duas interpretações possíveis e compatíveis. A saber: que os problemas são tantos que não é com a chegada de alguns jogadores este mês que vão desaparecer e que os problemas não nasceram do melhor ou pior rendimento dos novos recrutas mas sim da impossibilidade de substituir sem perda significativa a meia equipa que saiu no Verão. Porque a crise actualmente vivida pelo Sporting vai muito além da exibição deprimida do Bonfim ou das duas derrotas consecutivas sem fazer golos desde as férias de Natal. A crise do Sporting é de projecto e deve ser este a ser objecto da mais profunda reflexão.
Embora muitos concentrem os tiros nos reforços falhados que Carlos Freitas contratou ou no sistema de jogo que Paulo Bento montou, não é aí que está o verdadeiro problema do Sporting. Bento fez as delícias dos adeptos leoninos há menos de um ano a jogar com este mesmo esquema táctico e, do ponto de vista técnico, esta época, só terá cometido um erro, que foi a aposta em Rui Patrício: o jovem de Marrazes terá o seu tempo mas, para já, como se viu no Bonfim, o melhor guarda-redes do Sporting é Stojkovic, cujo afastamento só pode ser visto à luz de falhas de comportamento no seio do grupo. Por sua vez, Freitas foi contestado por largas faixas de adeptos por ter trazido uma série de jogadores que não pegaram, mas isso é normal e não deveria provocar-lhe a demissão nem levar aos habituais panegíricos que nestas alturas lembram sempre os sucessos e até chegam ao ponto de lhe atribuir títulos ou de fazer contas entre o que se gastou e o que se recebeu com jogadores vindos da formação.
O problema do Sporting, contudo, está mais fundo e chama-se projecto. Debelados os equívocos do projecto-Roquette, que pretendia fazer do Sporting uma joint-venture entre futebol e imobiliário, continua a haver excesso de mentalidade empresarial em Alvalade. Do mundo empresarial, os clubes devem herdar o rigor, o profissionalismo e a capacidade para inovar nos planos comercial ou de marketing, mas nunca a mentalidade que faz do princípio de causalidade a raiz do pensamento. Porque se numa empresa a contratação de mão-de-obra especializada gera sempre trabalho, num clube a chegada de um jogador não tem que produzir resultados desportivos. O problema desta segunda fase do projecto Sporting está no desconhecimento - ou na vontade de fazer tábua-rasa - de verdades absolutas do futebol. Exemplos? Um clube de futebol pode perfeitamente assentar a sua política na formação e exportação de talentos, mas deve saber que há num balneário equilíbrios cuja manutenção não pode ser substituída nem pelo mais sagaz dos operadores de mercado.
O grande erro estratégico do Sporting esta época não foi ter contratado Had, Izmailov, Purovic, Stojkovic, Gladstone ou Vukcevic. O grande erro estratégico do Sporting este ano - e já o digo desde o início da época - foi não ter percebido que, depois de ter vendido Nani (excelente negócio) e perdido Caneira (saída inevitável), não podia deixar fugir mais três titulares por questões de apenas alguns milhares de euros, confiando cegamente na sua capacidade de os substituir com ganho financeiro e futebolístico no mercado. Sem Ricardo, o Sporting perdeu o terceiro internacional português no mesmo Verão e entregou a baliza a jovens de futuro brilhante mas presente inconstante. Sem Tello, deixou fugir a segunda opção para um lugar ainda por preencher (o de lateral-esquerdo). E sem Alecsandro disse adeus ao jogador que, a seguir a Deivid - também vendido em saldo -, melhor se adaptou ao futebol de Liedson. Acentuada a crise, demitido Carlos Freitas, o que pode fazer o Sporting? Demitir Paulo Bento? Não. Resta-lhe reflectir acerca do projecto e da necessidade de incorporar uns pozinhos de mentalidade futebolística em tanta visão empresarial. É que, com o tempo, o futebol encarrega-se de regular todas as crises e, a continuarem as coisas como estão, o Sporting não venderá ninguém esta época por 25 milhões de euros e poderá deixar crescer esta equipa.
Autor: António Tadeia, "Diário de Notícias", 12-01-2008

sábado, 21 de julho de 2007

SPORTING Saídas, entradas e permanências

S A Í D A S
NANI, para o Manchester United - Inglaterra (25,5 milhões de euros)
CUSTÓDIO, para o Dínamo de Moscovo - Rússia (1,8 milhões)
RICARDO, para o Bétis de Sevilha - Espanha (2 milhões)
CARLOS MARTINS, para o Recreativo Huelva - Espanha (Desvinculado, SCP mantém 40% do passe)
TELLO, para o Besiktas - Turquia (fim de contrato)
MIGUEL GARCIA, para o Reggina - Itália (fim de contrato)
SEMEDO, para o Charlton - Inglaterra (Desvinculado; SCP mantém 50% do passe)
LUÍS LOUREIRO, desvinculado
JOÃO ALVES, para o Guimarães (Desvinculado; SCP mantém 40% do passe)
DOULA, para o Saint-Étienne - França (Desvinculado; SCP mantém 30% do passe)
ALECSANDRO, para o Cruzeiro - Brasil (fim do empréstimo)
BUENO, para o PSG - França (fim do empréstimo)
CAMEIRA, para o Valência - Espanha (fim do empréstimo)
VARELA, para o Recreativo Huelva - Espanha (empréstimo)
SALEIRO, para o Fátima (empréstimo)
DANIEL CARRIÇO, para a Olhanense (empréstimo)
JOÃO MARTINS, para a Olhanense (empréstimo)
ALISON, para o Roeselare - Bélgica (empréstimo)
FÁBIO PAIM, para o Roeselare - Bélgica (empréstimo)


E N T R A D A S
VUKCEVIC, do Saturn - Rússia (2 milhões de euros)
PUROVIC, do Estrela Vermelha - Sérvia (2 milhões)
STOJKOVIC, do Nantes - França (1 milhão)
GLADSTONE, do Cruzeiro - Brasil (empréstimo)
IZMAILOV, do Lokomotiv Moscovo - Rússia (empréstimo)
DERLEI, do Dínamo Moscovo - Rússia (custo zero)
ROMAGNOLI, do Veracruz - México (Já representava o SCP, por empréstimo; compra do passe custou 1,2 milhões de euros)

PAULO RENATO, do Real Massamá (estava emprestado)
ANDRÉ MARQUES, do Olivais e Moscavide (estava emprestado)
JOÃO GONÇALVES, ex-junior
ADRIEN SILVA, ex-junior
YANNICK PUPO, ex-junior


P E R M A N Ê N C I A S
TIAGO, RUI PATRÍCIO, ABEL, POLGA, TONEL, RONNY, MIGUEL VELOSO, PAREDES, JOÃO MOUTINHO, BRUNO PEREIRINHA, FARNERUD, LIEDSON E YANNICK DJALÓ.

domingo, 24 de junho de 2007

Vukcevic promete

O internacional montenegrino Simon Vukcevic tem tudo para conquistar o público de Alvalade, caso se confirme a sua transferência para o Sporting. Diz ele: “Ir para o Sporting é um passo de gigante e estou ansioso para que tudo se confirme. O Sporting é um clube estupendo e basta analisar o seu percurso. É mundialmente conhecido e tenho vindo a recolher excelentes informações. Sinceramente, estou encantado.” Ora aqui está um bom começo.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A grande bomba do mercado

“A Bola” diz que “o Sporting está prestes a fazer estoirar a grande bomba do mercado de Verão ao anunciar a contratação do ex-benfiquista Derlei para as próximas duas temporadas”. E para que não haja dúvidas, mostra-nos o jogador já vestido com a camisola verde e branca. Não duvido que poderá ser uma grande bomba, só que será sempre uma bomba de pólvora seca. Sejamos honestos: o único Derlei que serviria ao Sporting já não existe. Seria o Derlei que José Mourinho descobriu em Leiria e potenciou no FC Porto. Só que esse Derlei, que entretanto se lesionou gravemente, já pertence ao passado. Hoje, Derlei já não tem condições físicas nem motivação para correr ao lado dos miúdos do Sporting. Deve ser caro e faz 32 anos no próximo dia 14 de Julho. Está numa fase descendente da carreira e acaba de falhar no Benfica. Não tem nada a ver com a juventude e a ambição que têm sido marcas distintivas do Sporting. Espero bem que a manchete de “A Bola” de hoje seja uma manobra de diversão. Se não for, é caso para exclamar: voltem Alecsandro e Carlos Bueno, que estão perdoados!

O futuro capitão do Sporting

Com a transferência de Custódio para o Dínamo de Moscovo, a nomeação de um novo capitão da equipa de futebol do Sporting será um dos dossiês para decidir na pré-temporada. Na última época, Custódio foi o capitão, por escolha do treinador Paulo Bento, que também nomeou Ricardo e João Moutinho, como segundo capitão e terceiro capitão, respectivamente. Foi uma solução que veio de cima.
Há dias, o jornal “A Bola” surpreendeu com mais uma daquelas notícias que nos obrigam a ler tudo até ao fim para ficarmos a saber o mesmo. “Caneira provável capitão se ficar no plantel”, revelava “A Bola” na primeira página. Lá dentro, o título “Caneira a capitão”. No corpo da notícia havia de tudo. Desde “forças no Leão” a querer alterar o estatuto do internacional português até “alguns altos responsáveis do clube” que vêem em Caneira qualidades para capitão. “Algumas figuras do universo futebolístico sportinguista” também eram mencionadas como defensoras de um capitão “mais interventivo”. “Vários dirigentes de destaque no clube” também acham que Caneira deveria ser o capitão, pelo que consideram que Ricardo e João Moutinho – os capitães que se seguiriam como “seria mais lógico” – devem ser descartados. “A Bola” diz ainda que até “alguns jogadores” consideram que Caneira é que deve ser o capitão.
Bom, se isto não é o tal “jornalismo de sarjeta” de que recentemente falava o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que tutela a Comunicação Social, andará, certamente, muito perto da sarjeta. Porque “A Bola” deveria, no mínimo, dizer quem são as tais “figuras do universo futebolístico sportinguista” e os jogadores que defendem Caneira como próximo capitão. E deveria perguntar a Paulo Bento se voltará a decidir quem será o capitão ou se deixará a tarefa da escolha para os próprios jogadores. Como esse trabalho não foi feito, a notícia cheira a encomenda destinada a condicionar a escolha. Aliás, não deixa de ser curioso que se fale em Caneira para capitão e, ao mesmo tempo, a continuidade do jogador em Alvalade continue “envolta num ponto de interrogação”
Não estando em causa o profissionalismo de Marco Caneira e a sua experiência multifacetada - de que fez parte uma incursão no Benfica… -, pensamos, no entanto, que o jogador não reúne todas as condições para ser o próximo capitão do Sporting. Por uma razão principal: Caneira não pertence aos quadros do clube. E da mesma forma que o Sporting viveu quase cem anos para admitir um capitão estrangeiro – o búlgaro Yordanov – não deverá entregar a braçadeira de capitão a um atleta cuja continuidade no clube está em dúvida sempre que o mercado reabre.
Um capitão deve projectar uma imagem exemplar em todos os níveis. Uma imagem exemplar pelas suas qualidades humanas e profissionais. E dentro das qualidades profissionais, o vínculo ao clube é fundamental, desde logo como sinal para o interior do grupo de trabalho. O futebol do Sporting, que tem apostado numa política de contratações externas que passa pelo empréstimo com opção de compra, não pode, no entanto, deixar de consolidar um grupo forte entre aqueles futebolistas que são da casa, que são dos “nossos”, que são um exemplo para todos. É a mística gerada por esse grupo que deve acolher e integrar da melhor forma aqueles que vão entrando em cada reabertura do mercado, fazendo com que todos sejam “nossos” quando vestem a camisola verde e branca… É daquele grupo "acolhedor" que terá de sair o futuro capitão do Sporting.

domingo, 17 de junho de 2007

Seja bem-vindo, Gladstone!

"Espero fazer muito sucesso na pele de Leão. A primeira coisa em que pensei, quando as negociações começaram, foi na vontade que tenho de conquistar a Champions. Não quero deixar o Sporting passar na minha vida. Quero fazer história." Com as expectativas bem altas, sonhando fazer dupla com Anderson Polga no eixo da defesa do Sporting, o defesa-central brasileiro Gladstone já se despediu do Cruzeiro e deverá chegar a Lisboa na manhã desta segunda-feira. Depois de pisar o solo português, o primeiro reforço externo do Sporting 2007-2008, realizará testes médicos na Academia de Alcochete e passará pelo Edifício Visconde de Alvalade, para assinar um contrato com a duração de uma temporada, tendo o Sporting opção de compra do seu passe, no montante de 3,5 milhões de euros. Seja bem-vindo, Gladstone!

DADOS SOBRE GLADSTONE

Nome completo: Gladstone Pereira Della Valentina
Nome profissional: Gladstone
Posição: Defesa-Central
Data de Nascimento: 29/01/1985
Local de Nascimento: Vila Velha (Estado do Espírito Santo - Brasil)
Nacionalidade: Brasileiro e Italiano
Altura: 1,83 m
Peso: 79 kg
Carreira Profissional: Cruzeiro (2003 a 2005); Juventus (2005); Verona (2006); Cruzeiro (06/2006 - 06/2007); Sporting (2007-...)
Títulos: Campeonato Mineiro (2003); Taça do Brasil (2003); Campeonato Brasileiro (2003); Campeonato Mineiro (2004)
Convocações para a Selecção Brasileira: Torneio Irlanda Sub-20 (2004); Torneio Japão Sub-20 (2004), amistosos Sub-20 2004; Mundial Sub-20 da Holanda 2004; amistoso da Selecção Principal contra a Suíça, em 15/11/2006
Título Selecção Brasileira: Torneio Japão Sub-20 (2004), terceiro lugar no Mundial Sub-20 da Holanda 2004.
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