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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Um duche escocês

Um duche escocês com dois jactos de água gelada arrumou com as pretensões do Sporting em ganhar a Taça UEFA, se é que alguma vez elas existiram. Numa análise ao conjunto dos dois jogos com o Glasgow Rangers – 0-0 na Escócia e 0-2 em Lisboa –, torna-se agora evidente que o Sporting caiu nestes quartos-de-final por não ter revelado a necessária ambição de ganhar logo no primeiro jogo, em terreno escocês. Foi aí que a equipa britânica falhou, ao ter sido travada pelo melhor futebol do Sporting, e teria de ser aí que Paulo Bento deveria ter aproveitado para resolver a eliminatória, mostrando a audácia que acabaria por revelar no jogo de Lisboa, mas fora de horas e em desespero.
O jogo de Lisboa começou com a Sporting a realizar uma espécie de prolongamento do jogo de Glasgow. Mas um prolongamento de menor qualidade, dado que agora havia ansiedade, a estranha ansiedade que bloqueia o Sporting nos momentos decisivos, e que já merecia a contratação de um bom psicólogo para a equipa técnica. A necessidade de ganhar pedia um Sporting avassalador desde o primeiro minuto. Pedia os “raids” de Bruno Pereirinha e de Yannick Djaló, mas eles ficaram no banco. A ausência de Anderson Polga talvez reclamasse Miguel Veloso na sua posição, puxando João Moutinho para o centro mais recuado do losango do meio-campo. O terreno pesado e o porte atlético dos escoceses talvez dispensasse Romagnoli e pedisse, em seu lugar, o remate fácil, a força e a disponibilidade de Vukcevic, mesmo longe da melhor forma. Mas Paulo Bento não entendeu assim.
O Sporting foi previsível e não acertou na baliza adversária. A única vez em que acertou, Liedson rematou ao poste. Falar em "falta de sorte" seria um eufemismo. E a equipa só se tornou imprevisível, mas no pior sentido, quando ficou a perder, numa altura em que corria contra o tempo e só faltava meia hora para jogar, com Paulo Bento a tirar defesas e a meter os avançados que tinha (ou não tinha...). Mas estava à vista de todos que não havia nada a fazer, porque o “autocarro” escocês era demasiado grande para um futebol ofensivo tão desgarrado... O Sporting dizia adeus à Europa. E Soares Franco foi ao balneário dar um abraço forte ao treinador. Afinal, o mais importante é o segundo lugar na Liga Portuguesa. Enquanto for possível lá chegar.
FOTOS: Nacho Doce (Reuters)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O regresso do Sporting europeu

Ao empatar a zero no terreno do Glasgow Rangers, o Sporting manteve-se invencível na presente edição da Taça UEFA (onde, em cinco jogos, marcou sete e sofreu apenas um) e trouxe para Lisboa a resolução de uma eliminatória que parece estar ao seu alcance. O Ibrox Park estava cheio, mas a exibição personalizada da equipa portuguesa silenciou os adeptos do Rangers, que provavelmente estariam à espera de outro Sporting.
Paulo Bento tinha pedido paciência, equilíbrio e algum risco, quando fosse possível. E o Sporting foi paciente, equilibrado, demonstrou personalidade, jogou à bola como os britânicos não gostam e arriscou aqui e ali. Para que a noite fosse perfeita, faltou apenas um golo. Que poderia ter saído dos pés de Liedson, Miguel Veloso ou Vukcevic ou da cabeça de Tonel. Acabou por não sair. Mas o empate a zero golos também é aceitável. De resto, não foi um jogo de muitas oportunidades de golo.
Os temíveis minutos iniciais dos escoceses, afinal, não existiram. Mas o Sporting também fez por isso. De forma atípica, Liedson e João Moutinho precisaram de assistência médica nos primeiros minutos. Foram duas pausas preciosas, pois fizeram passar os minutos, afectando o ritmo inicial do Rangers, que assim demorou muito tempo a chutar à baliza de Rui Patrício. E quando o fez, já o Sporting estava “encaixado” no sistema adversário e a controlar as operações…
No segundo tempo, houve um período em que o Rangers arriscou e pressionou mais, mas nunca conseguiu massacrar. A noite parecia talhada para o Sporting brilhar, pois a equipa leonina chegou à parte final do jogo à procura do golo da vitória, empurrada pela qualidade irreverente de meia equipa “made in Alvalade”: Rui Patrício, Bruno Pereirinha, João Moutinho, Miguel Veloso e Yannick Djaló.
Revelando uma atitude competitiva nos jogos nacionais e outra, completamente diferente, para melhor, nos jogos europeus, o Sporting, que agora é a única equipa portuguesa nas competições da UEFA (quem diria!...), está de novo à beira de fazer história. Não fosse o Bayern de Munique e não faltaria quem falasse em vingar a final da Taça UEFA perdida de 2005. Mas tudo pode acontecer. FOTO: Scott Heppell (AP Photo)

quinta-feira, 13 de março de 2008

A alegria europeia

Uma primorosa exibição do jovem Bruno Pereirinha abriu as portas de uma vitória difícil sobre os ingleses do Bolton, resolvendo a eliminatória a favor do Sporting, que assim conseguiu o apuramento para os quartos-de-final da Taça UEFA, facto que coloca o clube português em boas condições para fazer história na segunda prova de clubes mais importante do futebol europeu.
Um desfecho que era esperado, tanto mais que o Sporting recebeu os ingleses em vantagem na eliminatória, mas que uma intranquila exibição leonina na primeira metade do jogo parecia comprometer, uma vez que a equipa inglesa entrou em Alvalade disposta a discutir a eliminatória. A equipa leonina iniciou o jogo num registo irreconhecível, perdendo muitas bolas, mais parecendo que estava a dar continuidade à faca exibição de Guimarães, onde dias antes, perdera com justiça.
No segundo tempo, o jogo leonino melhorou, atingindo o seu melhor nível nos últimos 15 minutos, altura em que um triunvirato “made in Alvalade”, formado por Bruno Pereirinha (autor do excelente golo da vitória, aos 85'), João Moutinho e Adrien Silva, secundado pela acção competente do brasileiro Liedson, foi decisivo ao empurrar a equipa para uma vitória justa, que o motivante público de Alvalade bem merecia.
Com o Bolton, uma equipa mediana do velho futebol inglês baseado no poder físico e no pontapé para a frente, o Sporting realizou, talvez, os dois jogos menos conseguidos da temporada nas competições europeias, mas a verdade é que está nos quartos-de-final da Taça UEFA. E daqui para a frente tudo pode acontecer. Basta que haja um pouco de sorte no sorteio para alimentar esta alegria europeia, que agora é única em Portugal. FOTO: Steven Governo (AP Photo)

quarta-feira, 12 de março de 2008

O sobrevivente português

O futebol é mesmo muito imprevisível. É por isso que é uma modalidade jogada e discutida à escala planetária. Com o afastamento do Benfica da Taça UEFA, ao sofrer duas derrotas com o estreante Getafe, o Sporting é o clube português sobrevivente nas competições europeias. A equipa de Paulo Bento pode não ter dimensão europeia, mas está lá. E por lá deverá continuar, se, nesta quinta-feira, com o Bolton, em Alvalade, ganhar, se empatar a zero ou se empatar a um golo e ganhar nas grandes penalidades. Importa, por isso, esquecer os problemas do clube e a frustração do campeonato e apoiar a equipa leonina. A história também se faz quando menos se espera. FOTO: Susana Vera (Reuters)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sporting com luz verde na UEFA

Ao empatar a um golo no terreno do Bolton, o Sporting cumpriu o objectivo de sair de Inglaterra em vantagem na eliminatória, ficando com luz verde para os quartos-de-final da Taça UEFA, bastando para isso empatar sem golos ou ganhar no jogo de Alvalade.
Décimo-sétimo classificado na I Liga Inglesa, o Bolton revelou-se uma equipa perfeitamente ao alcance do Sporting (mesmo de um Sporting desfalcado de Liedson e com Vukcevic fora dos melhores dias), com o seu futebol atlético, feito à base do pontapé para a frente, procurando tirar partido da altura dos seus jogadores no jogo aéreo do velho futebol britânico. E deixa o adversário jogar.
Face a uma equipa marcada pelo facto de nesta época sofrer um grande número de golos na sequência de lances de bola parada, o conjunto inglês só ameaçava verdadeiramente a baliza de Rui Patrício quando dispunha da marcação de um livre, de um pontapé de canto ou de um lançamento lateral (neste último caso, através de longas reposições do veterano espanhol Ivan Campo). Foi, de resto, no aproveitamento de uma bola que não foi devidamente aliviada pela defesa leonina, na sequência de um livre aparentemente inofensivo, que os ingleses marcaram primeiro.
Estavam decorridos 25 minutos e a equipa do Sporting, sem agressividade, parecia perdida em campo, pois não dava mostras de conseguir agarrar o jogo, para impor o seu futebol, não obstante os visíveis cuidados defensivos dos ingleses quando a equipa leonina ganhava a posse da bola. Porém, o jogo sportinguista não tinha profundidade. Vukcevic e Tiuí pareciam não existir entre os altos centrais ingleses.
Após o intervalo, Rui Patrício ainda viu uma bola bater no poste, o que poderia ser fatal para a estratégia de Paulo Bento, mas, nessa altura, o jogo do Sporting já estava mais comprido, sobretudo por acção da entrada de Romagnoli, que deu outra mobilidade ao último terço da equipa. Foi, aliás, Romagnoli que, numa excelente jogada individual, em que retirou dois adversários do caminho, lançou um sério aviso ao rematar à barra. E no minuto seguinte, numa jogada simples, Tiuí, até então improdutivo, serviu Vukcevic com um toque de cabeça, à entrada da área, tendo o montenegrino – que parece ser dos poucos que quando chuta é para a baliza e com potência… –, disparado para o fundo da baliza de Al-Habsi. Estava feito o empate e o Sporting tinha o jogo e a eliminatória na mão.

DOIS CASOS DE ARBITRAGEM

No período de maior desorientação do Sporting, o árbitro israelita Alon Yefet ajudou a equipa portuguesa ao não expulsar o guarda-redes Rui Patrício. Com o jogo ainda empatado a zero, aos 14', Helguson isolou-se e chocou com Tonel à entrada da área, enquanto Rui Patrício, em simultâneo, saiu para afastar a bola com a mão, já fora da área. É verdade que Patrício não chegou a esticar os braços e abordou a bola com a parte lateral do corpo, pelo que poderá ter iludido a equipa de arbitragem. Com o árbitro assistente eventualmente tapado pela dupla Helguson-Tonel, será que o árbitro Alon Yefet não viu ou deixou passar no âmbito do seu critério largo? De resto, se o árbitro fosse mais rigoroso, se calhar, teria que expulsar Joey O'Brien, aos 21’, que de forma duríssima às pernas de Grimi. Mas só lhe mostrou o cartão amarelo. FOTOS: Jon Super (AP Photo)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O Leão mostra a sua raça!...

O propósito de Paulo Bento – ganhar em Basileia para passar aos oitavos-de-final da Taça UEFA sem sobressaltos – foi cumprido à risca. Actuando sem nenhum dos sete jogadores contratados no mercado de Leste, e apresentando uma equipa cujos pilares principais foram atletas formados em Alvalade, como Rui Patrício, Bruno Pereirinha, Miguel Veloso e João Moutinho, e o brasileiro Liedson, o Sporting entrou no jogo a marcar, por intermédio de Pereirinha, culminando uma excelente jogada colectiva. Com atitude, com dinâmica e com raça, e tendo como boa almofada uma vantagem de dois golos que tinha sido conquistada no jogo de Lisboa, a equipa portuguesa ficou, desde logo, a mandar na partida. E mandou até ao fim.
No entanto, o Basileia não baixou os braços e só não empatou, em duas ou três ocasiões, porque Rui Patrício fez hoje a sua melhor exibição ao serviço do Sporting. Mas a história da eliminatória acabou por ficar escrita em definitivo ainda antes do intervalo, com Liedson a elevar para 2-0 e a dar tradução ao domínio sportinguista. Ainda assim, Paulo Bento parecia imperturbável, no banco, tendo sido o roupeiro Paulo Gama a procurar dividir com ele o momento de alegria, dando-lhe umas palmadas nas costas. Mas nem assim o treinador esboçou sinais exteriores de contentamento…
O Basileia, que já se tinha revelado um conjunto inferior ao Sporting, caiu completamente, regressando para a segunda parte sem qualquer motivação para jogar. A equipa leonina ainda chegou ao 3-0, entrando depois numa série de golos falhados, alguns de forma incrível, que dariam para justificar uma goleada à moda antiga. O importante, no entanto, foi a vitória clara conseguida e a excelente promoção do futebol leonino no centro da Europa, onde o Sporting é seguido com paixão por milhares de portugueses, que há muito não festejavam uma vitória tão gorda nas competições europeias. Agora seguem-se os ingleses do Bolton - 15º classificado na I Liga Inglesa. Se o Sporting jogar o que pode e sabe, como tem feito em todos os jogos internacionais, seguirá em frente sem grandes problemas. FOTOS: Reuters e Associated Press

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O regresso das grandes noites europeias

O Sporting recebeu e venceu os suíços do Basileia por 2-0, num jogo que marcou o regresso do Estádio José Alvalade às grandes noites europeias. Com uma exibição segura e eficaz, a equipa leonina foi superior e confirmou que na época em curso está mais talhada para se exibir em jogos que não sejam da I Liga Portuguesa, o que dá que pensar... O montenegrino Vukcevic marcou os dois golos, tendo o Sporting tido oportunidades para fazer outros tantos golos, resolvendo de imediato a eliminatória. Mas, de qualquer modo, a vantagem obtida parece ser suficiente para seguir em frente na Taça UEFA, quiçá, até à final. Definitivamente, o problema deste Sporting é ganhar ao Fátima, ao Boavista, ao União de Leiria, ao Vitória de Setúbal, ao Leixões, à Académica, ao Belenenses e a outras equipas do topo do futebol europeu...
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