O jogo de Lisboa começou com a Sporting a realizar uma espécie de prolongamento do jogo de Glasgow. Mas um prolongamento de menor qualidade, dado que agora havia ansiedade, a estranha ansiedade que bloqueia o Sporting nos momentos decisivos, e que já merecia a contratação de um bom psicólogo para a equipa técnica. A necessidade de ganhar pedia um Sporting avassalador desde o primeiro minuto. Pedia os “raids” de Bruno Pereirinha e de Yannick Djaló, mas eles ficaram no banco. A ausência de Anderson Polga talvez reclamasse Miguel Veloso na sua posição, puxando João Moutinho para o centro mais recuado do losango do meio-campo. O terreno pesado e o porte atlético dos escoceses talvez dispensasse Romagnoli e pedisse, em seu lugar, o remate fácil, a força e a disponibilidade de Vukcevic, mesmo longe da melhor forma. Mas Paulo Bento não entendeu assim.
O Sporting foi previsível e não acertou na baliza adversária. A única vez em que acertou, Liedson rematou ao poste. Falar em "falta de sorte" seria um eufemismo. E a equipa só se tornou imprevisível, mas no pior sentido, quando ficou a perder, numa altura em que corria contra o tempo e só faltava meia hora para jogar, com Paulo Bento a tirar defesas e a meter os avançados que tinha (ou não tinha...). Mas estava à vista de todos que não havia nada a fazer, porque o “autocarro” escocês era demasiado grande para um futebol ofensivo tão desgarrado... O Sporting dizia adeus à Europa. E Soares Franco foi ao balneário dar um abraço forte ao treinador. Afinal, o mais importante é o segundo lugar na Liga Portuguesa. Enquanto for possível lá chegar. FOTOS: Nacho Doce (Reuters)