Paulo Bento tem uma grande qualidade: é um homem de carácter. É por isso que veio a público solidarizar-se com Carlos Freitas (na verdade não se entende o motivo da solidariedade, uma vez que não se sabe o que é que aconteceu de extraordinário que tenha posto em causa o lugar administrador da SAD do Sporting, a não ser ter sido o próprio administrador a criar o problema, bufando-o aos jornais). Para além de defender Freitas, Paulo Bento assume como suas as contratações da responsabilidade do administrador. Freitas não é só um dos patrões de Paulo Bento. É também visita de casa do treinador leonino. É também por isso que Paulo Bento dá o peito às balas. Afinal, Bento é vertical e não esquece os amigos. Esperemos que os amigos não se esqueçam dele.
sábado, 3 de novembro de 2007
RECORTES LEONINOS Sporting 2007-2008
1. Perda de cinco titulares
O Sporting perdeu cinco jogadores que faziam parte do onze-tipo. Em relação a Nani ou Caneira pouco haveria a fazer: no caso do primeiro, o Manchester United limitou-se a pagar a cláusula de rescisão; o segundo era "propriedade" do Valência, que exigiu o seu regresso. Mas o mesmo não pode dizer-se dos outros três. Tello trocou o Sporting pelo Besiktas porque o clube esticou demasiado a corda nas negociações para renovação; Ricardo saiu porque ninguém lhe fez perceber que é sempre melhor ganhar muito a jogar a Liga dos Campeões do que muitíssimo no fundo da tabela de Espanha; Alecsandro por desinteresse em accionar a cláusula de opção de um jogador que marcara nove golos em 25 jogos (mais de metade dos quais como suplente utilizado) e custava três milhões de euros mas que com certeza ficaria por menos. De regresso ao Cruzeiro, Alecsandro fez mais sete golos em onze jogos do campeonato brasileiro.
2. Muito risco nas compras
Sem cinco titulares, o Sporting tinha de contratar. E fê-lo gastando pouco dinheiro: não chegou a esgotar os nove milhões prometidos para reforço da equipa. Os novos recrutas, contudo, saíram de operações arriscadas e ainda não se impuseram. Stojkovic tem alternado defesas impossíveis com erros primários, próprios da idade, demonstrando que não deve ser de ânimo leve que se troca um jogador experiente por um projecto. Gladstone não convence sequer Paulo Bento, que prefere desequilibrar a equipa a dar-lhe um lugar no onze. Pedro Silva e Derlei lesionaram-se gravemente. Had e Celsinho não jogavam no Lokomotiv, pelo que não é de estranhar que também o não façam no Sporting. Purovic não é titular nem quando tem como concorrente um Yannick longe do fulgor da época passada. Vukcevic e Izmailov são os únicos a justificar nota positiva.
3. Plantel curto para rodar
Muito se tem falado da falta de qualidade das segundas linhas do Sporting para justificar a dificuldade da equipa em impor-se na Taça da Liga. Mas o maior problema de Paulo Bento é a falta de qualidade em número suficiente para poder praticar a rotatividade na própria Liga. Há um ano, à segunda jornada, Bento trocou Abel por Miguel Garcia, Caneira por Ronny, Custódio por Veloso e Carlos Martins por Nani e, mesmo assim, foi ganhar fora ao Nacional. Esta época, bastou-lhe trocar Tonel por Gladstone e Romagnoli por Farnerud para se ver aflito para não perder em casa com o V. Setúbal.
4. Lesões limitam escolhas
Na primeira metade do campeonato passado, o Sporting não teve indisponíveis. Custódio falhou alguns jogos por lesão, o mesmo sucedendo com Abel ou Paredes, mas nada que se compare com as roturas de ligamentos que esta época afectaram Derlei e Pedro Silva. Sem estes dois jogadores, Bento passou a ter apenas um avançado de total confiança (Liedson) e dois laterais que o próprio sabe serem limitados (Abel defende mal, Ronny assusta-se e desaparece de alguns jogos).
5. Relvado arruinado
O Sporting fez todos os jogos em casa até este momento num relvado miserável, que levantava ao mínimo "tackle" e obrigava ao esforço de um terreno empapado pelas chuvas. Tudo por causa da substituição do tapete que ficara arruinado pelo concerto dos Rolling Stones. Já se disse depois que o problema é estrutural - um dos topos do estádio apanha muito mais luz do que o outro -, pelo que a solução só pode passar pela não realização de concertos.
6. Atitude dos jogadores
O Sporting já fez este ano 15 jogos e só por três vezes chegou ao intervalo a vencer: Académica, E. Amadora e D. Kiev. Na época passada, tinha seis situações de vantagem ao intervalo nos primeiros 15 jogos. A atitude diletante da equipa, que parece entrar em todos os desafios à espera que eles se resolvam e tem obrigado o treinador a recorrer ao esquema de emergência com três defesas, chegou ao cúmulo no jogo da Choupana, em que só após os 70 minutos os leões procuraram ganhar. Já não foram a tempo.
Autor: António Tadeia, jornalista, "Diário de Notícias", 03-11-2007
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
A encruzilhada do Sporting
Mais do que os acertos e falhanços de Carlos Freitas na contratação de jogadores, mais do que as trapalhadas com a marcação dos jogos da pré-temporada, mais do que as rocambolescas trocas de relvado do Estádio de Alvalade, mais do que a "gaffe" do funcionário no aeroporto, interpelando um jogador do Benfica pensando estar a falar com um reforço do Sporting, e mais do que as opções tácticas do treinador Paulo Bento, o verdadeiro problema leonino é estrutural, decorrendo da falta de uma liderança forte e de uma estratégia clara para a gestão do futebol e do clube.
Um exemplo: o presidente do Sporting, ao festejar a vitória da Taça de Portugal, não pode dizer que quer uma equipa de futebol baseada nos jogadores da formação e, na semana seguinte, assistir ao desmantelamento dessa estratégia com a saída de sete jogadores portugueses (um dos quais guarda-redes da selecção nacional), a dispensa de alguns valores seguros da formação e a entrada de oito jogadores estrangeiros que estavam a passar maus bocados noutras paragens. O Sporting tem de ser um clube vocacionado para a formação e para a conquista de títulos e jamais poderá ser uma espécie de clínica de reabilitação.
A verdade é que há mais de 20 anos que o Sporting não tem um presidente com a força, o carisma, a energia e a dedicação ao clube de um homem como João Rocha. Depois dele vieram Amado de Freitas, Jorge Gonçalves e Sousa Cintra (dedicou-se ao clube como os melhores mas faltavam-lhe outras qualidades). Depois, entrámos na era da SAD (sociedade anónima desportiva), com Pedro Santana Lopes, José Roquette, Dias da Cunha e Filipe Soares Franco. Mas nenhum destes protagonizou a força e o carisma de João Rocha, cuja presidência, nos anos setenta, teve como grande obstáculo o facto de Portugal atravessar um período difícil de transição política, social e económica.
Com a adopção do chamado “Projecto Roquette”, o Sporting deixou de ser dirigido num estilo "presidencialista" e os vários poderes foram entregues a tecnocratas (alguns deles simpatizantes de clubes adversários...), à imagem e semelhança de uma grande empresa ou da administração pública, em que cada departamento assume o seu papel e o seu protagonismo. O problema é que um clube de futebol não é um banco ou uma empresa de fabricar camisas ou salsichas. Um clube de futebol tem, desde logo, a pressão diária do sistema mediático. Um clube de futebol tem poderes e protagonismos internos mediatizáveis... Um clube de futebol implica saberes muito específicos que não se ensinam nem se aprendem nas universidades.
O que se passa actualmente no Sporting é reflexo de uma gestão de poderes partilhada, em que o presidente do clube e da SAD – em tempos havia dois presidentes… – não se assume como um líder forte. Pior do que isso, Filipe Soares Franco, que já confessou publicamente que só dedica uma hora por dia ao Sporting, é um presidente ausente, sem tempo para o clube, muito menos para representá-lo nas diversas instâncias do futebol. Numa reunião da Liga, se Pinto da Costa representa o FC Porto e Luís Filipe Vieira o Benfica, o Sporting deveria representar-se por Filipe Soares Franco. Por muito competente que seja Rogério de Brito, o representante do Sporting na Liga (e a figura dele não está em causa), não é a mesma coisa estar o presidente ou não estar o presidente. E ponto final.
Nos últimos dias, este afastamento dos principais dirigentes do Sporting em relação ao dia-a-dia do futebol leonino foi ainda mais notório, trazendo à tona esta fragilidade do clube. Filipe Soares Franco foi para Angola tratar de assuntos da sua OPCA. Miguel Ribeiro Teles não disse uma palavra em defesa do balneário. Carlos Freitas não respeitou as orientações do presidente da Assembleia Geral, Rogério Alves, que dissera há dias que é preciso aceitar as críticas e aprender com elas. Mais preocupado consigo próprio, Freitas não apareceu no clube, nem foi a Fátima, preferindo talvez fabricar notícias para os jornais, onde aparece a ensaiar uma tentativa de abandono do barco. A equipa foi para Fátima tendo Pedro Barbosa como chefe da comitiva. Por que é que não houve ninguém da SAD disponível para estar junto da equipa num jogo tão decisivo? Por que é que ficou outra vez Paulo Bento sozinho a defender o balneário e o Sporting?
Um exemplo: o presidente do Sporting, ao festejar a vitória da Taça de Portugal, não pode dizer que quer uma equipa de futebol baseada nos jogadores da formação e, na semana seguinte, assistir ao desmantelamento dessa estratégia com a saída de sete jogadores portugueses (um dos quais guarda-redes da selecção nacional), a dispensa de alguns valores seguros da formação e a entrada de oito jogadores estrangeiros que estavam a passar maus bocados noutras paragens. O Sporting tem de ser um clube vocacionado para a formação e para a conquista de títulos e jamais poderá ser uma espécie de clínica de reabilitação.
A verdade é que há mais de 20 anos que o Sporting não tem um presidente com a força, o carisma, a energia e a dedicação ao clube de um homem como João Rocha. Depois dele vieram Amado de Freitas, Jorge Gonçalves e Sousa Cintra (dedicou-se ao clube como os melhores mas faltavam-lhe outras qualidades). Depois, entrámos na era da SAD (sociedade anónima desportiva), com Pedro Santana Lopes, José Roquette, Dias da Cunha e Filipe Soares Franco. Mas nenhum destes protagonizou a força e o carisma de João Rocha, cuja presidência, nos anos setenta, teve como grande obstáculo o facto de Portugal atravessar um período difícil de transição política, social e económica.
Com a adopção do chamado “Projecto Roquette”, o Sporting deixou de ser dirigido num estilo "presidencialista" e os vários poderes foram entregues a tecnocratas (alguns deles simpatizantes de clubes adversários...), à imagem e semelhança de uma grande empresa ou da administração pública, em que cada departamento assume o seu papel e o seu protagonismo. O problema é que um clube de futebol não é um banco ou uma empresa de fabricar camisas ou salsichas. Um clube de futebol tem, desde logo, a pressão diária do sistema mediático. Um clube de futebol tem poderes e protagonismos internos mediatizáveis... Um clube de futebol implica saberes muito específicos que não se ensinam nem se aprendem nas universidades.
O que se passa actualmente no Sporting é reflexo de uma gestão de poderes partilhada, em que o presidente do clube e da SAD – em tempos havia dois presidentes… – não se assume como um líder forte. Pior do que isso, Filipe Soares Franco, que já confessou publicamente que só dedica uma hora por dia ao Sporting, é um presidente ausente, sem tempo para o clube, muito menos para representá-lo nas diversas instâncias do futebol. Numa reunião da Liga, se Pinto da Costa representa o FC Porto e Luís Filipe Vieira o Benfica, o Sporting deveria representar-se por Filipe Soares Franco. Por muito competente que seja Rogério de Brito, o representante do Sporting na Liga (e a figura dele não está em causa), não é a mesma coisa estar o presidente ou não estar o presidente. E ponto final.
Nos últimos dias, este afastamento dos principais dirigentes do Sporting em relação ao dia-a-dia do futebol leonino foi ainda mais notório, trazendo à tona esta fragilidade do clube. Filipe Soares Franco foi para Angola tratar de assuntos da sua OPCA. Miguel Ribeiro Teles não disse uma palavra em defesa do balneário. Carlos Freitas não respeitou as orientações do presidente da Assembleia Geral, Rogério Alves, que dissera há dias que é preciso aceitar as críticas e aprender com elas. Mais preocupado consigo próprio, Freitas não apareceu no clube, nem foi a Fátima, preferindo talvez fabricar notícias para os jornais, onde aparece a ensaiar uma tentativa de abandono do barco. A equipa foi para Fátima tendo Pedro Barbosa como chefe da comitiva. Por que é que não houve ninguém da SAD disponível para estar junto da equipa num jogo tão decisivo? Por que é que ficou outra vez Paulo Bento sozinho a defender o balneário e o Sporting?
Neste contexto, compreende-se a cara de funeral de Paulo Bento enquanto assiste aos jogos ou a sua irritação face às perguntas dos jornalistas. É que o treinador parece estar demasiado só e sabe que, para além do enorme desgaste a que está sujeito, está a ser queimado em lume brando. Porque o Sporting, além de Paulo Bento, não tem ninguém com uma palavra respeitável para o balneário e para o exterior. Se Liedson não tivesse inventado aquele golo a sete minutos do fim do jogo de Fátima, provavelmente Paulo Bento não teria espaço de manobra para continuar à frente da equipa.
O Sporting tem, por isso, um problema complicado para resolver. Se a equipa não começar a jogar futebol, a marcar golos e a ganhar jogos, é capaz de estar a caminho mais uma revolução. Aliás, o Sporting é dado a estas convulsões a meio das épocas. Tem sido sempre assim. Até em 1999-2000, ano em que fomos campeões 18 anos depois, houve mudanças com a época em andamento! Como houve mudanças, de presidente e tudo, a meio da época 2000-2001! E em 2005-2006 foi a mesma coisa! A questão é que, se Paulo Bento cair agora, não poderá cair sozinho. E se Carlos Freitas for embora, Pedro Barbosa e Paulo Bento também não poderão fazer de conta que não é nada com eles. Filipe Soares Franco sabe disso e já veio dizer que Carlos Freitas não sai. FOTO: "Record Online"
O Sporting tem, por isso, um problema complicado para resolver. Se a equipa não começar a jogar futebol, a marcar golos e a ganhar jogos, é capaz de estar a caminho mais uma revolução. Aliás, o Sporting é dado a estas convulsões a meio das épocas. Tem sido sempre assim. Até em 1999-2000, ano em que fomos campeões 18 anos depois, houve mudanças com a época em andamento! Como houve mudanças, de presidente e tudo, a meio da época 2000-2001! E em 2005-2006 foi a mesma coisa! A questão é que, se Paulo Bento cair agora, não poderá cair sozinho. E se Carlos Freitas for embora, Pedro Barbosa e Paulo Bento também não poderão fazer de conta que não é nada com eles. Filipe Soares Franco sabe disso e já veio dizer que Carlos Freitas não sai. FOTO: "Record Online"
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
A "Corrupção" ignorada
Os operários do Sporting
A equipa vive e joga no fio da navalha. Pouco ou nada sai bem e falta talento e capacidade de surpreender a grande parte dos jogadores. Abel ataca bem mas comete infantilidades a defender; Ronny não marca um livre em condições quase há um ano e deixou de fazer cruzamentos desde que lhe disseram que o importante era defender. Ora, comparando o sector com a época passada, Caneira transmitia a estabilidade e a coesão que Abel não garante e Tello, para além de equilibrado como defesa, era capaz de surpreender com iniciativas atacantes na asa esquerda.
No meio-campo, João Moutinho e Miguel Veloso continuam distantes do futebol de alta rotação da época passada. Romagnoli não aparece em todos os jogos. E Vukcevic ou Izmailov são absolutamente medianos. E são umas nulidades criativas. Ao contrário de Nani, que valia bem pelos dois.
No ataque há Liedson e há um Yannick que sente como ninguém a falta de Nani. É por isso que o Sporting 2007-2008 se arrasta pelos relvados, onde os jogadores entram com a mesma cara que os trabalhadores da construção civil enfrentam o trabalho duro numa manhã fria de segunda-feira. É preciso fazer regressar à equipa do Sporting o prazer de jogar futebol.
SPORTINGUISTAS NO HI 5
Obs. - O LEÃO DA ESTRELA divulga as fotografias de sócios ou adeptos do Sporting Clube de Portugal que tenham página no HI 5. Para que a fotografia seja publicada é condição essencial que a imagem esteja alojada no HI 5 e que identifique a pessoa como sportinguista, exibindo qualquer adereço alusivo ao Sporting (camisola, calção, cachecol, etc.). As interessadas e os interessados devem enviar as imagens para o endereço leaodaestrela@gmail.com, acompanhadas pelo primeiro e último nome e município de residência.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Taça da Liga: apuramento depressivo
Na soma dos dois jogos, o Sporting jogou pouco e mal, nunca conseguiu marcar mais golos que o Fátima e só gozou a vantagem do apuramento a sete minutos do fim porque o regulamento, em caso de empate em golos, beneficia a equipa que mais golos marca fora de casa, à semelhança do que acontece nas provas europeias.
O golo decisivo, apontado pouco depois de o Fátima ter estado à beira de resolver a eliminatória, nasceu de uma "invenção" de Liedson, ele que foi decisivo com três golos nos dois jogos. Refira-se ainda que, no segundo golo leonino, Purovic pareceu ter beneficiado de uma posição irregular, pelo que deveria ter sido assinalado fora-de-jogo. Finalmente, registe-se a curiosidade de o primeiro golo do Fátima ter sido marcado por Carlos Saleiro, um ponta-de-lança emprestado pelo Sporting, que se sentiu constrangido e não festejou o tento apontado.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Oliveira e Costa elogia FC Porto...
As declarações de Miguel Veloso
Sejamos claros: é totalmente legítimo e natural que Miguel Veloso tenha como ambição jogar no Manchester United ou em qualquer clube do mundo. Mas já não é legítimo que, com uma temporada ainda a começar, o jogador use o tempo em que é pago pelo Sporting para falar dos clubes onde gostaria de jogar. Tanto mais que, como já disse o presidente Filipe Soares Franco, “é impossível” que o jogador saia em Janeiro.
Miguel Veloso é do Sporting e é pago para defender os interesses do Sporting, mesmo quando dá entrevistas. É esta falta de respeito pelo clube que paga o seu ordenado que abre caminho ao regabofe que tem sido a multiplicação de notícias dando conta de jogadores leoninos alegadamente cobiçados pelos chamados “colossos” internacionais. E nenhum responsável do Sporting parece preocupado com situações deste género.
Enquanto isso, o FC Porto vai construindo vitórias robustas com golos marcados com a ajuda das mãos, como aconteceu ontem com Lizandro Lopez, no primeiro golo ao Leixões. Mas ninguém fala disso porque é capaz de ser “chato”... E apesar de ser o melhor marcador da I Liga, não consta que haja colossos interessados em Lizandro Lopes. Muito menos não consta que, alguma vez, Lizandro venha dizer que determinado clube, que não o FC Porto, “é o sonho de qualquer futebolista”. Porque ele sabe que está num clube de topo. Ou, pelo menos, tem de se comportar como se estivesse num clube do topo. É uma questão de atitude, que é essencial para um clube ganhador. FOTO: "Record Online"
A importância de Anderson Polga
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Alvalade e os "abutres"...
Miguel Veloso tem sido um desses jogadores. Já foram nomeados tantos possíveis futuros clubes como o número de milhões de euros da cláusula de rescisão do seu contrato. Yannick, o tal que é assobiado por não valer nada (o que é extraordinário...), também tem sido nomeado como eventual reforço de clubes espanhóis. Hoje, é o “Diário de Notícias” a lembrar que “a cláusula de 20 milhões de euros não impede assédio a Liedson”. Com base neste cenário é construída uma “estória” sem nenhum facto novo ou noticiável. Até que, a dada frase da pseudonotícia, fica a ideia de que tudo não passa de uma "brincadeira" de alguém interessado em mais confusão no Sporting: “Para já, contudo, nenhuma abordagem oficial aconteceu, nem junto da SAD leonina, nem sequer de Gilmar Veloz, representante do brasileiro, mas o DN sabe que há já muitas movimentações em torno do goleador”, esclarece o jornal dirigido por João Marcelino. Então, onde é que está a notícia?...
Se o senhor Gilmar Veloz não desmentir esta pseudonotícia do "DN" sobre o assédio a Liedson (o que deveria ser uma imposição da SAD do Sporting, dado estarmos a falar do jogador mais bem pago do clube), então ficaremos todos esclarecidos. O que é lamentável é que o Sporting seja um clube tão permeável ao apetite dos “abutres"... Que normalmente circulam impunes nos altos corredores de Alvalade…
Se o senhor Gilmar Veloz não desmentir esta pseudonotícia do "DN" sobre o assédio a Liedson (o que deveria ser uma imposição da SAD do Sporting, dado estarmos a falar do jogador mais bem pago do clube), então ficaremos todos esclarecidos. O que é lamentável é que o Sporting seja um clube tão permeável ao apetite dos “abutres"... Que normalmente circulam impunes nos altos corredores de Alvalade…
RECORTES LEONINOS Rogério Alves
“Todos nós, que gostamos de ver o nosso Sporting ganhar, ficamos tristes e, em maior ou menor grau, desferimos as nossas críticas e fazemos as nossas apreciações aos jogadores e às opções técnicas, ao melhor estilo dos chamados treinadores de bancada. Nada mais natural. Eu também desferi umas e fiz outras. Mas essas críticas, ainda que legítimas e compreensíveis, devem ser capazes de auxiliar à correcção e não de contribuir para a instabilidade. A equipa precisa de estabilidade.”
Rogério Alves, presidente da Assembleia Geral do Sporting na "Coluna do Senador", espaço de opinião que assina em "A Bola”, 26-10-2007
Rogério Alves, presidente da Assembleia Geral do Sporting na "Coluna do Senador", espaço de opinião que assina em "A Bola”, 26-10-2007
sábado, 27 de outubro de 2007
A crise do Sporting
Só nos últimos dez ou quinze minutos é que ficámos a saber que havia Pereirinha para jogar na ala direita; que havia Miguel Veloso para jogar no meio-campo e não no centro da defesa como até então; e que havia gente com pé quente no remate de longe, como Abel, Ronny, João Moutinho e Yannick Djaló (um dos melhores da equipa leonina).
O grande problema é que o plantel do Sporting está transformado numa manta demasiado curta. Uma manta que fica ainda mais curta quando o treinador não confia no plantel que diz ter escolhido. Com a lesão de Anderson Polga, o Sporting ficou privado daquele que é talvez o seu jogador mais importante. É o que percebemos agora. Sem Polga, a defesa do Sporting perde eficácia, segurança e tranquilidade. Para colmatar a ausência do defesa-central brasileiro, Paulo Bento não fez o que seria normal, ou seja, não escolheu entre as duas opções para o eixo da defesa: os “reforços” Gladstone e Paulo Renato. Bento preferiu desestabilizar também o meio-campo e fez recuar Miguel Veloso para defesa-central, ele que desde o ano passado tem sido o pêndulo do meio-campo leonino com larga influência na equipa. Ora, com a defesa e o meio-campo a sofrerem duas baixas tão importantes (tendo em conta que Miguel Veloso a central jamais faz esquecer Anderson Polga, pelo que o Sporting, com o “internacional” português, não ganha um bom central e perde um bom médio), é natural que o resto da equipa também não funcione.
Agora, a propósito da manta cada vez mais curta, pergunta-se: o que estão a fazer no plantel os defesas-centrais Gladstone e Paulo Renato? Se não servem nesta fase difícil, quando é que serão utilizados? Se não são utilizados, por que é que não são dispensados desde já? Será que Paulo Bento não vê que, com a lesão de Anderson Polga poderia ter ganho um novo valor para o eixo da defesa caso fosse corajoso e tivesse lançado Paulo Renato? Ou os atletas estão no plantel só para fazer número?
Em conclusão, e no que à I Liga diz respeito, em apenas um mês, o Sporting perdeu seis pontos (empates com Setúbal, Benfica e Nacional), atrasando-se perigosamente na luta pelo título nacional. Os mais optimistas dirão que, no ano passado, o Sporting entrou no Estádio do Dragão, em Março, com nove pontos de atraso e ainda lutou pelo título até aos últimos minutos da prova. É verdade. Só que nessa altura entrou no Dragão com nove pontos de atraso e saiu de lá com uma equipa e apenas seis pontos de atraso. E mais: Paulo Bento não tinha os problemas que hoje tem para resolver na plantel, entre jogadores lesionados e outros sem fé nenhuma naquilo que valem. O futebol do Sporting está em crise. É tempo de os responsáveis falarem...
Obs. - O LEÃO DA ESTRELA saúda a exibição de Yannick Djaló na Madeira que, a somar à excelente entrevista que concedeu ao jornal "SPORTING", na semana finda, pode significar a reabilitação do grande atleta sportinguista, depois de uma fase menos boa.
RECORTES LEONINOS Formação
O MODELO DE PAULO BENTO
"Um jogador que tenha os automatismos e rotinas de um 4x3x3 pode perder essas mesmas rotinas se, quando for integrado na equipa principal, tiver que actuar numa posição diferente. Um exemplo disso mesmo é o Pereirinha, um futebolista veloz, que necessita de espaço para mostrar qualidade no confronto directo. O Pereirinha adoraria jogar como extremo direito, porque não tem apetência para alinhar numa posição interior. Não deixo de elogiar o modelo de jogo do Paulo Bento, mas penso que o Sporting devia ter no seu plantel jogadores para as alas, para poder mudar o sistema a qualquer momento, assim que se entenda necessário. Não se pode descurar o lançamento de desequilibradores porque são esses futebolistas, como se sabe, que geram mais dinheiro a um clube formador como é o Sporting."
Litos, antigo futebolista do Sporting, formado no clube, "Diário de Notícias", 26-10-2007
Etiquetas:
Formação,
Paulo Bento
RECORTES LEONINOS Sporting
Já ninguém, dentro do Sporting, é capaz de dizer seja o que for a Paulo Bento. E isso é muito mau. Vamos lá discutir o Sporting, sem que para isso seja necessário tirar uma licença.
[A PRESIDÊNCIA] Filipe Soares Franco é um presidente que está um bom par de metros acima do nível médio do dirigismo desportivo. Não é ironia face à sua estatura: é assim mesmo. Soares Franco talvez seja um presidente mais plural, em certo sentido, do que alguns dos seus antecessores, porque toda a vida conviveu com benfiquistas, sem o mais pequeno problema. Às vezes até passa a imagem de pouco sportinguismo mas isso resulta apenas da sua forma de estar na vida. Resiste, contudo, ao ‘pato-bravismo’ que se acha, facilmente, entre muitos dos presidentes que compõem o universo clubístico do futebol nacional. Devia ser mais consequente na abordagem do ‘Apito Dourado’.
[A ADMINISTRAÇÃO] A SAD fecha-se numa ideia muito unilateral sobre as questões do futebol. A ditadura da intolerância, associada à ditadura de um único saber, faz com que o efeito positivo da blindagem do balneário se perca na dificuldade de se alargar os horizontes. Também do pensamento.
[O TREINADOR] O endeusamento em torno de Paulo Bento – endeusamento que começou dentro do Sporting e se espalhou pelos corredores de um certo facilitismo lusitano – está a conhecer o lado negativo que esses fenómenos acabam sempre por revelar. A criação de mitos também é uma característica das sociedades modernas, cada vez mais mediatizadas. O cabelo do treinador e os sketches dos ‘Gatos’ ajudaram a criar uma aura de simpatia e popularidade junto de Paulo Bento, com a qual ele próprio soube conviver. É fácil lidar com os momentos bons. Mais difícil é lidar com as situações menos positivas. E, para alguns, o reconhecimento do erro é uma tortura, quando já não é possível questionar o mito. Saber conviver com a crítica, como defende Rogério Alves, é fundamental para o crescimento do Sporting. Tenho muitas dúvidas de que esta SAD e este treinador possuam essa capacidade. Colocando as coisas no plano do treinador dos leões: beneficiou de uma conjuntura interna favorável, agarrou a oportunidade, exibiu algumas qualidades, mas está longe – muito longe – de ser um grande treinador. Ninguém, dentro do Sporting, é capaz de dizer seja o que for a Paulo Bento. E isso é muito mau.
[OS JOGADORES] Na baliza, Stojkovic não fez esquecer Ricardo. Se fosse um grande guarda-redes, Tiago não teria passado tanto tempo no banco. Rui Patrício? Era preciso ter coragem para o lançar e dar-lhe confiança. Na defesa, Abel ataca bem e defende mal. Polga é muito bom. Tonel, a imagem da eficácia. Ronny tem um problema de autoconfiança para resolver. É um jogador incompleto e perder-se-á com facilidade. Gladstone? A SAD tem de justificar a sua aquisição. Paulo Bento não pode pensar que os jogadores, depois de ‘mortos’, são facilmente recuperáveis. Não são. Had? Pois há-de. Quando? Ninguém sabe. No meio-campo, o Sporting recusa-se a jogar com um bloco compacto, que defende quando perde a bola e ataca quando está na posse dela. Miguel "Fashion" Veloso já provou que, se não perder aviões, pode passar da relva para as passerelles da moda. Um jogador de alto rendimento que vai ficar pouco tempo em Alvalade. Moutinho é também um poço de energia, mas deveria ter nesta equipa um papel que não lhe é atribuído por mera teimosia. Os médios interiores têm de fazer mais jogo exterior (ir à linha e cruzar), mas talvez o Sporting não tenha, afinal, esse tipo de jogadores. Futebolistas para ocupar as posições do losango, tem-nos. Mas para protagonizar um futebol rápido, assente nas compensações, não os tem. É pena ver Adrien ser relegado. Claramente, no caso de Romagnoli, a SAD está a tentar justificar o investimento na sua compra. É um jogador de futebol curto, interessante no último passe e nas assistências laterais mas não é um número 10. Paredes e Farnerud, zero. No ataque, Liedson, Liedson e Liedson. Yannick Djaló é vítima do sistema táctico e do facto de não se ter arranjado o avançado certo para jogar ao lado de Liedson. De Purovic já se viu tudo. Isto é: muito pouco. Último aspecto: a filosofia de jogo. O Sporting tem de tornar-se numa equipa de ataque. Para recuperar uma tradição perdida.
Autor: Rui Santos, "Correio da Manhã", 27-10-2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
A vida difícil de Gladstone
O QUE ESCREVEU O "LEÃO DA ESTRELA" A PROPÓSITO DE GLADSTONE:
O SPORTING E A FORMAÇÃOPor vezes, a aposta da SAD do futebol do Sporting nos jogadores da sua formação para a equipa principal parece mais uma consequência das circunstâncias do que a tradução prática de uma política. Esta conclusão surge a propósito da contratação, por empréstimo, do jovem brasileiro Gladstone (ex-Cruzeiro). Estamos a falar de um jogador com 22 anos, que chegou a ser emprestado à Juventus sem nunca ter jogado pelo emblema de Turim e que foi chamado à selecção principal do Brasil, para um jogo particular com a Suíça, sem que tenha sido utilizado. E, no Brasil, conforme podem confirmar no blog Páginas Heróicas Digitais, da autoria do sociólogo e escritor Jorge Santana, adepto do Cruzeiro, Gladstone divide opiniões, com os adeptos do clube brasileiro a focarem a falta de experiência e as más prestações nos últimos tempos. Ou seja, Gladstone estará para o Cruzeiro como Custódio e Carlos Martins, já dispensados, estiveram para o Sporting...
Ora, possuindo o Sporting, na equipa de juniores, um defesa-central chamado Daniel Carriço, que é internacional português, não se entende como é que o Sporting vai ao mercado brasileiro buscar um atleta que, do lado de lá, dizem que precisa de experiência. Mas há outros exemplos, justamente da temporada 2006-2007, que confirmam uma ideia que parece estranha, sobretudo num clube que tem sido um bom exemplo mundial ao nível da formação: parece que o facto de os jovens formados no Sporting se afirmarem na equipa principal se deve mais às circunstâncias e à qualidade própria dos jogadores do que a qualquer estratégia definida em favor dos atletas formados em Alcochete.Dois exemplos: Miguel Veloso, que foi a revelação do último campeonato, não foi uma aposta do treinador do Sporting. Paulo Bento sempre disse que via Miguel Veloso como defesa-central, acabando por colocá-lo no meio-campo porque num determinado jogo internacional, o primeiro da Liga dos Campeões contra o Inter de Milão (vitória leonina por 1-0), não havia mais ninguém para o seu lugar, pois estavam todos lesionados: Custódio, Farnerud e Carlos Paredes. Sobrava Miguel Veloso, e o rapaz lá foi lançado às feras. Como se trata de um futebolista de qualidade, passou no teste de fogo. Ainda assim, Paulo Bento só o colocaria na equipa principal durante a segunda volta, afastando Custódio. É curioso lembrar que o meio-campo e o ataque do jogo da vitória do Sporting sobre os italianos, em 12 de Setembro de 2006, foram formados pelos mesmos jogadores que terminaram a temporada em grande: João Moutinho, Miguel Veloso, Nani, Romagnoli, Yannick e Liedson. Na altura, é bom lembrar, era uma equipa de recurso!O caso de Yannick acaba por ser mais ou menos igual. Acabou por ser o seu bom jogo com o Benfica, na pré-temporada, em que marcou dois golos e se entendeu muito bem com Liedson, que fez dele uma opção válida para Paulo Bento. Porque, até então, Yannick era mais um rapaz, acabado de chegar do Casa Pia, a quem tinham dado "autorização" para fazer a pré-temporada no plantel principal do Sporting.Pode não ser intenção dos responsáveis do Sporting, mas a ideia que ressalta para o exterior destes dois casos é que o valor dos atletas acabou por ser mais forte para a sua fixação na equipa principal, indo os responsáveis técnicos a reboque da situação. E tem sido esta aparente falta de coragem para apostar claramente nos jovens, sem que eles tenham prestado provas cabais por circunstâncias mais ou menos imprevistas, que não tem permitido ao Sporting aproveitar para a equipa principal alguns valores da sua formação. E tem originado contratações de valor muito duvidoso. Basta recordar os casos de Paulo Futre, Luís Boa-Morte (que saiu dos juniores directamente para Inglaterra) ou Semedo (actualmente na primeira liga italiana) – e de muitos outros que não chegam a afirmar-se e acabam por ser dispensados.Em relação à próxima temporada está a acontecer a mesma excessiva prudência em relação aos jovens que saem da Academia. Porque todas as notícias que vão surgindo na imprensa sobre os ex-juniores que poderão integrar o plantel principal do Sporting 2007-2008 vão no sentido de que os atletas em causa terão "uma oportunidade de participar nos trabalhos da pré-temporada". Ou seja, parece que vão ser sujeitos a mais um exame. Ora, os jornais não podem ser responsabilizados por esse "discurso", porque os jornalistas escrevem mediante as informações a que têm acesso.Na última segunda-feira, por exemplo, a “A Bola” anunciava que o médio Adrien Silva tinha sido informado no dia anterior que “integrará pré-época com plantel principal”, juntando-se a Yannick Pupo e Paulo Renato. “É uma recompensa para mim”, dizia Adrien Silva, com uma humildade que só o valoriza. No entanto, integrar a pré-época “com plantel principal” é ligeiramente diferente de integrar o plantel principal na próxima época…LEÃO DA ESTRELA, 13-06-2007
RECORTES LEONINOS Guarda-redes
Rui Santos, "Record", 25-10-2005
HÁ UM ANO NO "LEÃO DA ESTRELA"...
O FILÃO DA FORMAÇÃOO Sporting não é o clube português com mais títulos conquistados, mas regista o "título", talvez inédito, de ver jogadores que passaram pelos escalões de formação de Alvalade nas 16 equipas da I Liga Portuguesa 2006-2007. Para além dos nove jogadores que este ano integram o plantel principal leonino, são 21 os jogadores que passaram por Alvalade nos escalões de formação e que estão distribuídos por todos os adversários do Sporting da I Liga. Também no escalão secundário são muitos os atletas formados em Alvalade. Até nos plantéis dos rivais FC Porto e Benfica há antigos leõezinhos: Simão e Nuno Assis (Benfica) e Quaresma (FC Porto). No escalão secundário, o Sporting também deixa a sua marca, com jogadores espalhados por diversos clubes, como por exemplo Edgar Marcelino e Nuno Santos (Guimarães), André Marques, Saleiro e Celestino (Olivais e Moscavide), ou Zezinando e David Caiado (Estoril). Além daqueles que integram o plantel leonino, eis os 21 jogadores e respectivos clubes da I Liga que passaram pelo filão da formação do Sporting: Quaresma (FC Porto); Nuno Assis e Simão (Benfica); Patacas (Nacional); Hélder Rosário e Fernando Dinis (Boavista) Alemão e Alhandra (Leiria); Varela e Lourenço (Setúbal); José Fonte e Paulo Sérgio (Estrela); Paulo Santos e Carlos Fernandes (Braga); Christopher (Marítimo); Mangualde (P. Ferreira); Valdir (Naval); Nuno Luís (Académica); Vasco Faísca (Belenenses) Vasco Matos (Beira-Mar) e Artur Futre (Aves). Apetece dizer que o Sporting não é um clube, é uma Liga...LEÃO DA ESTRELA, 24-10-2006
IMAGENS COM HISTÓRIA Manuel Fernandes
Um estádio cheio e um goleador sobre a relva natural. É o “nosso” Manuel Fernandes! Provavelmente, numa tarde de domingo. Esta imagem, que nos mostra um dia de futebol como já não há, é um ícone de Portugal nos anos setenta do século XX. E um ícone do Sporting, evidentemente. IMAGEM: Blog Super Sporting
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
A guerra judicial com Yordanov
Para os sportinguistas, já não interessa saber o que está em causa no conflito judicial entre o búlgaro Yordanov e os burocratas do Sporting Clube de Portugal. Digo burocratas, porque não acredito que Filipe Soares Franco – que foi vice-presidente do Sporting nos tempos em que Yordanov era um dos símbolos do clube – esteja consciente do espectáculo deprimente e desprestigiante que esta história constitui para o clube fundado pelo Visconde de Alvalade. Uma história digna de um clube sem memória e, portanto, sem história. Ora, não é o caso do Sporting. Portanto, vai sendo tempo de recolocar Yordanov no lugar a que tem direito na família do Sporting Clube de Portugal. Yordanov foi um exemplo de trabalho e de dedicação ao clube durante uma década. Respeitado pelo balneário, foi “capitão” sem se colocar em bicos de pés. Chegou da Bulgária muito jovem, no início dos anos noventa, contratado por Sousa Cintra, e marcou uma geração. Foi talvez dos últimos estrangeiros cujo nome ficará para sempre na nossa memória à conta de tantos anos que vestiu a camisola do Sporting. Por isso, merece o respeito e admiração de todos os sportinguistas. Sobretudo agora que são contratados jogadores de outros países que não sabem honrar as camisolas que envergam e que passam pelos clubes como autênticos meteoritos…
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Ir a Roma e perder outra vez
Na verdade, esta época, que foi preparada com tempo de sobra para que o clube contratasse “aquisições cirúrgicas” que dessem à equipa a necessária “experiência internacional”, está a revelar um Sporting de qualidade inferior, cujas fragilidades seriam mais fáceis de suportar e, sobretudo, de explicar, se a maioria dos protagonistas fossem os jogadores formados na Academia de Alcochete, como acontecia há um ano.
A questão é que, um ano depois, e após alterações operadas na gestão do futebol, com uma viragem ao mercado de Leste sem resultados, o futebol do Sporting não melhorou: no plano internacional continua uma equipa inexperiente, mas com a agravante de agora não ter bom futebol para mostrar; no plano interno ganhou a Supertaça, vai tentar ganhar a Taça da Liga e a Taça de Portugal (neste caso, se o calendário ajudar) e está condenado a seguir na peugada do FC Porto que já se destaca na liderança da I Liga.
Pelo andar da carruagem, Paulo Bento, que ainda reúne a simpatia dos sportinguistas, e cujo trabalho é positivo, não vai poder dar muito mais do que aquilo que deu na temporada anterior: dificilmente o Sporting será apurado para a segunda fase da Liga dos Campeões e muito dificilmente o FC Porto cederá o terreno suficiente para ser ultrapassado na I Liga.
Uma Taça da Liga por alturas da Páscoa talvez anime as hostes leoninas. Mas, lá está, é preciso marcar mais dois golos do que o Fátima no jogo da segunda mão da Taça da Liga…Porque o pior que poderia acontecer a Paulo Bento seria voltar a ganhar apenas a Taça de Portugal. Os sportinguistas começam a ficar fartos de segundos lugares no campeonato e de taças portuguesas. Sobretudo quando o clube apresenta um quadro de jogadores cada vez mais internacionalizado. O que não significa que seja cada vez mais "internacional"...
Obs. – Uma palavra para Romagnoli, Liedson e João Moutinho, três grandes jogadores que não mereciam perder em Roma. Anderson Polga esteve ausente e os colegas da defesa, de forma inexplicável, tremeram como varas verdes.
Obs. – Uma palavra para Romagnoli, Liedson e João Moutinho, três grandes jogadores que não mereciam perder em Roma. Anderson Polga esteve ausente e os colegas da defesa, de forma inexplicável, tremeram como varas verdes.
Voltar às alegrias
A deslocação teoricamente mais fácil do Sporting, nesta primeira fase da Liga dos Campeões, transformou-se numa aventura repleta de contrariedades inesperadas. Tudo por causa de uma greve no aeroporto italiano, que fez atrasar o voo sportinguista em três horas, impedindo a realização de um treino de adaptação ao Estádio Olímpico de Roma no final da tarde de segunda-feira. Antes destes obstáculos, o Sporting já tinha perdido com o Desportivo de Fátima, naquilo que foi um milagre da incompetência, e Paulo Bento já tinha aplicado um “castigo” ao guarda-redes Stojkovic. Depois disto tudo, impõe-se que a equipa do Sporting, em Roma, seja romana. Já é tempo de chutar para longe esta onda negativa e de voltar às alegrias, que têm mais sabor quando são inesperadas. Temos fé e muita esperança!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
O desfile de Miguel Veloso
Que Miguel Veloso, nesta terça-feira, jogue tão bem contra o Roma como desfilou na tarde de domingo, trajando modelos de Fátima Lopes, no Portugal Fashion, em Vila Nova de Gaia. Se a sua exibição frente aos italianos estiver ao nível do melhor que tem dado ao Sporting, isso será sinal que o facto de ter feito mais 600 quilómetros que os colegas, a cerca de 48 horas do jogo da Liga dos Campeões, acabou por não ter influência da condição física e mental do atleta.
O castigo de Stojkovic
Desde que Paulo Bento assumiu o comando técnico do Sporting, faz amanhã dois anos, os casos de indisciplina profissional passaram a ser tratados de outra maneira. E impunha-se uma mão disciplinadora no balneário leonino, sobretudo depois de a autoridade do ex-treinador José Peseiro ter ficado de rastos quando o brasileiro Rochemback, em pleno Estádio do Dragão, mandou o seu chefe “tomar no cu”, ao vivo e a cores, como toda a gente viu pela televisão. Polga e Liedson já experimentaram a “disciplina” de Paulo Bento. Agora, foi a vez de Stojkovic, que, depois de ter representado a selecção da Sérvia, deveria ter-se apresentado no treino da manhã de sexta-feira, mas terá tido dificuldades na obtenção do visto e só apareceu em Alcochete no sábado, já depois de ter sido feita a convocatória para o jogo com o Fátima. Ficámos a saber que Stojkovic não foi convocado para o jogo com a Roma, da Liga dos Campeões, ficando em Lisboa “de castigo”. A verdade é que este castigo é igual a um pau de dois bicos: castiga o jogador, que não se mostra na montra internacional, mas castiga também o clube que lhe paga, que fica privado do seu trabalho. Não seria mais correcto e justo para as duas partes aplicar uma multa pecuniária que correspondesse a uma percentagem do vencimento do atleta? Talvez assim diminuíssem os problemas com os vistos ou com os voos… Outra questão tem a ver com a necessidade de uma maior transparência: quando um jogador é castigado pelo seu clube, a informação relativa ao seu castigo deveria ser tornada pública oficialmente, da mesma forma que são divulgados os castigos da Liga ou da Federação de Futebol. FOTO: "Record Online"
sábado, 20 de outubro de 2007
A derrota de Paulo Bento
A Taça da Liga foi lançada com o objectivo de aumentar a competitividade das equipas portuguesas e dos seus jogadores. Ora, em nome do prestígio da prova e da verdade desportiva no futebol português, seria lógico termos os melhores jogadores de cada equipa em cada eliminatória da Taça da Liga. Mas o que vimos até agora foi o Sporting, o FC Porto e o Benfica a desprezarem os adeptos do futebol e a contribuírem para o insucesso da prova criada por Hermínio Loureiro, apresentando equipas de “reservas”, sob o pretexto de uma coisa chamada “gestão do esforço”. Por falar em adeptos do futebol, é bom lembrar que não estiveram no Restelo mais do seis mil pessoas a assistir ao Sporting-Fátima!...
Com isto, o FC Porto já foi à vida, o Benfica só ainda não foi porque a arbitragem não quis e o Sporting, se quiser passar à fase seguinte, terá que arregaçar as mangas e vencer em Fátima. É por isso que a derrota do Restelo foi uma derrota de Paulo Bento. Porque Paulo Bento é o treinador principal do Sporting. Porque ele tinha dito, na véspera, que os jogadores “têm consciência de que foram preparados para jogar única e exclusivamente contra o Fátima”. O que aconteceu é que Paulo Bento escolheu uma equipa dominada por reservistas contratados por Carlos Freitas que enfrentaram o Fátima em ritmo de treino, o que disse muito da falta de qualidade dos jogadores em causa e tambem da forma pouco exigente como se treina em Portugal. Ora, Paulo Bento já deveria saber que não tem dois bons jogadores para cada lugar, portanto, não pode fazer mudanças tão amplas e radicais na equipa.
Por outro lado, a questão da rotatividade ou da gestão do esforço, que a comunicação social desportiva introduziu nos últimos anos, não é mais do que uma desculpa pelo mau trabalho das equipas portuguesas ao nível físico. Um atleta de alta competição de 20 ou 25 anos tem de estar capacitado para fazer entre 40 a 50 jogos por temporada. Isso implica jogar duas vezes por semana em várias semanas do ano. E a gestão do esforço é um trabalho que os técnicos deveriam fazer ao longo do ano, mediante um acompanhamento de cada atleta. Mas a regra deveria ser uma: apresentar sempre a melhor equipa. Não foi isso que fez Paulo Bento. Ao levar para o banco João Moutinho, Miguel Veloso e Romagnoli é porque estaria à espera de que algo pudesse correr mal. Logo, o “onze” inicial que ele escolheu não era o que mais garantias lhe dava para vencer o jogo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)