segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O LEÃO DA ESTRELA HÁ UM ANO...

O SPORTING E OS "REFORÇOS"...
Com os maus resultados e a reabertura do mercado de transferências no horizonte, já se fala em novos reforços para a equipa de futebol do Sporting, provando-se, assim, que o plantel não é mesmo aquele que Paulo Bento gostaria de ter. Um defesa-central e um avançado foram as primeiras necessidades avançadas, há menos de um mês. Agora fala-se num avançado e num médio para o vértice mais avançado do losango, uma espécie de "número dez". Ou seja, dois "reforços" para os últimos 30 metros do campo, onde a equipa tem revelado mais lacunas."Reforços" é uma maneira de dizer, uma vez que, nos últimos sete anos, só as contratações de César Prates, André Cruz e Mbo Mpenza, a meio da temporada 1999-2000, constituiram, de facto, um reforço da equipa, de tal modo que esses jogadores entraram de imediato na titularidade e foram decisivos para a conquista do título ao cabo de 18 anos de jejum. De então para cá, as contratações de Inverno não têm revelado qualquer mais-valia, demonstrando assim que, neste caso, o barato sai caro. Basta lembrar as contratações "a custo zero" de Robert Shpear (2000-2001), Mota (2004-2005) ou Koke (2005-2006), entre outros. A excepção foi, talvez, o gaúcho Tinga (2003-2004), que chegou a ser uma opção para o meio-campo, no tempo de Fernando Santos, mas acabou por ser afastado por José Peseiro, no ano seguinte, até que o próprio jogador pediu para sair, brilhando agora nos alemães do Borússia de Dortmund ao ponto de ser opção para a selecção brasileira. Isto demonstra também que adquirir jogadores livres de qualidade a meio da temporada não é nada fácil – a não ser que venham de campeonatos terminados, como o do Brasil, por exemplo. Porque os que têm qualidade têm colocação garantida. Ao Sporting chegam aqueles que já demonstraram valor, mas estão num processo de relançamento da carreira, geralmente depois de uma lesão grave ou de outro problema qualquer.Por isso, receber um bom jogador em Dezembro tendo como condição prévia o tal "custo zero" – que não é bem "custo zero" como ficou provado com a transferência de João Pinto... – será quase como procurar uma agulha num palheiro. Ainda assim, o Sporting parece insistir nesta política de contratações, como dizia o jornal "Record" de 12 de Novembro último: "Há jogadores referenciados e tudo está a ser ponderado pela SAD com o máximo de cuidado. Uma coisa é certa: a política de contratações não vai sofrer alterações. Os responsáveis leoninos estarão atentos ao mercado, mas em busca da melhor oportunidade de negócio, ou seja, contratar valores seguros por empréstimo ou a custo zero como aconteceu no início da temporada."
Esta de os jogadores já estarem referenciados e de serem "valores seguros" não nos pode deixar descansados. Basta olhar para os últimos "valores seguros" que entraram em Alvalade...
LEÃO DA ESTRELA, 03-12-2006

Inacreditável...

A noite de ontem foi de grande frustração para o Sporting e para todos os sportinguistas. O presidente Filipe Soares Franco não esteve em Alvalade, mas tratou de mandar escrever uma reacção a uma carta aberta que Carlos Queirós lhe dirigira através do jornal "Record". No meio do naufrágio com a União de Leiria, as cabeças pensantes da SAD do Sporting ainda encontraram discernimento e sangue frio para declararem o actual adjunto do Manchester United como “persona non grata” em Alvalade, seja lá o que isso signifique. Inacreditável. Só mesmo vindo de quem não sofre pelo Sporting, nem sabe o que é cultivar o Esforço, a Dedicação, a Devoção e a Glória. No meio disto tudo só faltava mesmo a voz reivindicativa de Miguel Veloso: “Se querem que fique têm de fazer alguma coisa por isso”. Mas, afinal, quem é a "persona non grata"?... FOTO: Jon Super (AP Photo)

domingo, 2 de dezembro de 2007

Está na hora de assumir responsabilidades

A margem para errar já ultrapassou todos os limites no futebol do Sporting. Está na hora de os responsáveis assumirem responsabilidades. A equipa está à deriva. O treinador Paulo Bento – que é uma espécie de carne para canhão deste projecto – não tem condições para continuar e deveria apresentar a sua demissão. Também Filipe Soares Franco e o conselho de administração do Sporting precisam urgentemente de uma nova legitimação, uma vez que os problemas que agora são visíveis no futebol leonino resultam de opções erradas e contraditórias, cuja responsabilidade vai muito para além do treinador. Por isso, Soares Franco deveria também demitir-se, para abrir caminho a eleições antecipadas no clube, e apresentar a sua recandidatura, se considerar que tem condições para continuar a servir o Sporting. Para uma boa gestão de um clube de futebol são fundamentais os resultados financeiros, mas também os desportivos. Ora, como os resultados do Sporting têm sido maus, comprometendo um ano inteiro, o falhanço do projecto tem de ter consequências.
A verdade é que os objectivos do conselho de administração vão caindo e ainda não chegámos ao Natal. O Sporting está fora da segunda fase da Liga dos Campeões e, com apenas doze jornadas disputadas na I Liga Portuguesa, já está a doze pontos do FC Porto e a cinco do
Benfica. Desempenho semelhante só nos tempos de Jorge Gonçalves!...
Ao empatar em Alvalade com a União de Leiria, o Sporting cedeu o seu décimo sexto ponto em apenas doze jogos. Foi mais um jogo igual a muitos outros, com a equipa de Paulo Bento a exibir um futebol deprimente – lento, feio, sem classe, inseguro, sem génio –, a marcar um golo, a falhar um penálti, a tentar segurar a vantagem mínima e a ceder a vantagem perto do fim. Neste quadro dramático para o futebol leonino, impõe-se que, pelo menos, poupem o jovem guarda-redes Rui Patrício. FOTO: Nacho Doce (Reuters)

sábado, 1 de dezembro de 2007

O avanço portista

Com a vitória do FC Porto na Luz, à custa de uma exibição segura carimbada por um golo inventado por Quaresma – mais um jogador “made in Alvalade” a brilhar fora do Sporting – diminuiram as possibilidades de a equipa leonina recuperar terreno em relação ao líder da I Liga Portuguesa. É certo que ainda falta muito campeonato. É certo que, na época passada, já no mês de Março e com a I Liga a entrar no último terço, o Sporting entrou no Estádio do Dragão com nove pontos de atraso e saiu de lá apenas com menos seis. Tudo isso é verdade. Como também é verdade que o FC Porto, marcado pelo processo "Apito Dourado", era nessa altura uma equipa irregular e o Sporting era um conjunto mais forte e invencível fora de casa. E nada disso acontece agora. Este ano, o FC Porto cura goleadas europeias com vitórias na Luz, enquanto o Sporting, para além de falhar o objectivo europeu, é goleado em Braga e depois empata com o Leixões... Oxalá a União de Leiria pague a factura neste domingo... FOTO: Steven Governo (Associated Press)

Dérbi de Portugal faz hoje 100 anos

Hoje, 1 de Dezembro, dia da restauração da independência portuguesa face ao domínio espanhol, passam 100 anos sobre a realização do primeiro dérbi entre o Sporting e o Benfica. Foi a 1 de Dezembro de 1907, num jogo apitado por um árbitro inglês, chamado Burtenshaw, que "leões" e "águias" se defrontaram pela primeira vez, a contar para o campeonato de Lisboa. Ganhou o Sporting, por 2-1. Mas o jogo não foi nada pacífico. Choveu torrencialmente e os jogadores leoninos não queriam regressar das cabinas para jogar a segunda parte. Mas o árbitro lá os convenceu... No jogo da segunda volta, o Sporting voltaria a ganhar por 2-1. E no final da prova, o Sporting, que tinha sido fundado no ano anterior, sagrou-se campeão. A imagem é de um jogo de 1908, onde vemos os capitães das duas equipas: o sportinguista Francisco Stromp e o benfiquista Cosme Damião. Era capaz de fazer sentido criar um troféu em memória desta rivalidade centenária. Poderia chamar-se Taça Dérbi de Portugal. Seria disputada em apenas 1 jogo, em Alvalade e na Luz, alternadamente. E sempre no dia 1 de Dezembro. Haverá vontade nos dois clubes?

SPORTINGUISTAS NO HI 5

António Lourenço e Carolina Lourenço (Maia)

Obs. - O LEÃO DA ESTRELA divulga as fotografias de sócios ou adeptos do Sporting Clube de Portugal que tenham página no HI 5. Para que a fotografia seja publicada é condição essencial que a imagem esteja alojada no HI 5 e que identifique a pessoa como sportinguista, exibindo qualquer adereço alusivo ao Sporting (camisola, calção, cachecol, etc.). As interessadas e os interessados devem enviar as imagens para o endereço leaodaestrela@gmail.com, acompanhadas pelo primeiro e último nome, município ou país de residência e endereço no HI 5.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

LEÃO DA ESTRELA na imprensa

"Público", 23-11-2007

RECORTES LEONINOS Rui Patrício

ENORME POTENCIAL
A perspectiva de o Sporting encontrar, finalmente, um sucessor de Damas tem feito com que a crítica até lhe desculpe os erros naturais de juventude. Rui Patrício tem, de facto, um enorme potencial e é grande a tentação de provar que a escola de Alvalade não sabe só fazer médios e avançados. Como o Benfica não tem sabido aproveitar Moreira e o FC Porto ainda não lançou Ventura, Patrício é bem capaz de ser o guarda-redes português mais promissor desde Vítor Baía.
Bruno Prata, "Público", 30-11-2007

RECORTES LEONINOS Soares Franco

INÁBIL GESTOR DE ACTIVOS...
(...) Uma coisa é jogar esporadicamente num estádio com 50 ou 60 mil espectadores e outra é actuar semana após semana em recintos lotados e que permitem aos clubes, é verdade, pagar quantias astronómicas a vedetas recrutadas no estrangeiro. Tudo isto não deveria incomodar Soares Franco, muito pelo contrário, sobretudo numa altura em que o Sporting já olha no plano internacional para o "segundo objectivo" e no plano interno poderá ser obrigado a pensar da mesma forma, mesmo que vença no domingo a U. Leiria e tanto Benfica como FC Porto percam pontos.
O presidente do Sporting, ao pronunciar-se da forma como o fez, primeiro criticando os jornalistas e depois Carlos Queiroz a propósito dos elogios a Miguel Veloso, revelou-se um inábil gestor de activos e pior do que isso uma "ameaça" para os cofres do clube. O melhor que podia acontecer aos leões seria o Manchester "chegar-se" já à frente no mercado de Inverno e depositar os 30 milhões de euros que constarão da cláusula de rescisão daquele que até Fátima Lopes reconheceu como um "diamante" que não poderia desperdiçar na sua "colecção".
Fazendo negócio com o United, em menos de meio ano, o Sporting lucraria aproximadamente 55 milhões de euros (Nani saiu por 25, 5 milhões), verba de estrondoso significado no panorama actual e que jamais poderia ser dissociada da generosa avaliação técnica de Queiroz. Sem o positivo aconselhamento do treinador português (que já estava em Manchester quando Ronaldo há quatro anos foi adquirido por míseros 7,5 milhões de euros), não é crível que Alex Ferguson desse as respectivas ordens de compra das pérolas formadas na margem sul do Tejo, onde a melhor Academia do País até já terá posto à disposição de Paulo Bento o sucessor natural de Miguel Veloso. Chama-se Adrien Silva e poderá ser o próximo a "explodir" no Sporting caso Soares Franco esteja na disposição de aprender a vender a "mercadoria" em vez de a desvalorizar em público. Há muito tempo que Alcochete é para os leões um poço de petróleo que não pode ser tapado mesmo que para isso alguém tenha de se virar para o presidente Franco e perguntar: "Por qué no te callas?..."
João Rosado, "Diário de Notícias", 30-11-2007

RECORTES LEONINOS Soares Franco

DISPARATES
A resposta de Carlos Queiroz foi violenta e nada elegante, mas acaba por ser compreensível, se atentarmos aos disparates anteriormente proferidos pelo presidente do Sporting.
Bruno Prata, "Público", 30-11-2007

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

CORREIO LEONINO Núcleo Sportinguista de Goa

O SPORTING NO ORIENTE
Em viagem por terras Indianas, emocionei-me ao encontrar, praticamente no último dia da minha estadia em Goa (Pangim), a sede do Núcleo Sportinguista de Goa. O Núcleo, tal como consta da informação recolhida no “site” do Sporting, tem sede em Pangim e está registado com o nº 170 tendo sido fundado a 25-02-1996.
O Núcleo propriamente dito partilha o espaço com uma loja de bebidas, que é das poucas (senão a única!) que vende cervejas portuguesas e Água das Pedras! O seu proprietário e heróico fundador desta casa leonina é o Sr. Bento Fernandes, que, quando me viu a tirar avidamente fotografias à fachada da loja/Núcleo, interpelou-me dizendo: "O senhor é português?" A resposta afirmativa foi complementada com um inevitável: "Sou sim senhor! E sócio do Sporting!"
A partir dessa ressalva conversamos como velhos conhecidos: "O jogo BragaXSPORTING dá na RTP Internacional?”, perguntei. “Sim, sim!”
“Então? Está com fezada?”, perguntei. “Vamos lá ver, este ano as coisas não estão muito famosas!", respondeu o goês. É essa a magia leonina que, como um feitiço, faz com que haja um Sportinguista presente nos quatro cantos do mundo e que a conversa flua com a maior das naturalidades!
Infelizmente, o tempo já era escasso e não houve possibilidade para conversar muito mais! O Sr. Bento tinha um compromisso e eu tinha de ir para o hotel e fazer a mala para regressar a Bombaim! Seria fantástico poder sentar-me à mesa (saboreando talvez uma Sagres ou uma Super Bock) com tão ilustre Sportinguista e saber em pormenor as estórias da Diáspora Leonina na "Índia Portugueza" de então até aos nossos dias! Fica para uma próxima viagem, aliás já prometida!
Confesso que senti uma grande nostalgia e uma saudade imensa de um tempo em que o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL era grande e que, com o advento dos clubes-empresa, parece que já não volta mais, ficando para sempre esquecido no baú colectivo das nossas memórias Sportinguistas! VIVA O SPORTING!
Luís de Magalhães Pereira, Lisboa, Sócio nº 18.736
(Enviado por e-mail)

O "inimigo" Queirós...

O presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, está a precisar urgentemente de um “GPS” que lhe indique quem são os verdadeiros inimigos do Sporting. Em Manchester, com o pretenso objectivo de defender o clube na questão do assédio internacional a Miguel Veloso – que, como se sabe, é “obra” do seu empresário, entre outros… –, Soares Franco teceu umas declarações sobre o papel de Carlos Queirós nessa novela, que soaram a muito estranho, tanto mais que estamos a falar da relação entre dois clubes que têm um protocolo de cooperação, que, até ver, só tem resultado na transferência de jogadores portugueses para Inglaterra.
Soares Franco, que não costuma alinhar nestas peixeiradas, nem tem feitio para isso, uma vez que nem todos são obrigados a possuir os dotes de expressão verbal de Pinto da Costa, deu, afinal, mais um passo em falso. Na resposta de Carlos Queirós, que foi mais preparada do que parece, o presidente leonino ouviu o que não queria. Ouviu mesmo aquilo que nem o seu pior inimigo jamais lhe atirara à cara.
Não sei se Carlos Queirós é sócio do Sporting. Se for, pode muito bem ter lançado ontem a sua candidatura à presidência do clube, tal foi a rabecada dada no presidente. Uma coisa é certa: Queirós até tem títulos conquistados para exibir – para usar um argumento tão caro a Carlos Freitas. Muito antes de Franco, e em condições bem difíceis, Queirós deu uma Taça de Portugal ao Sporting. Muito antes de Franco, Queirós colocou o Sporting na rota de uma Supertaça, conquistada ao FC Porto.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

CORREIO LEONINO

OS TALENTOS E AS TENTAÇÕES
Sabe sempre bem ler e debater questões sobre o nosso querido Sporting. Eu sou sportinguista, filho e neto de sportinguistas, e pai de sportinguistas, mas sou tão sportinguista como os demais. Sobre a opinião de Miguel Veloso e Paulo Bento e outras, eu só pergunto em que época é que vocês vivem? Hoje, a realidade das coisas é muito diferente e acho espantoso que pessoas, que até utlizam blogues, Internet e outras panóplias comunicacionais do século XXI ainda tenham a mentalidade dos anos 40/50 do século passado. Então acham que, com as solicitações financeiras e outras que existem, os jogadores de futebol talentosos seriam imunes a tudo isso? Por muito que queiram, isso é impossível e, querendo ou não, essa é a realidade.
Nos tempos famigerados do Dr. Oliveira Salazar é que um ditadorzeco de aldeia podia impedir jogadores de sair do seus clube e do país. Abram os olhinhos para não andarem com ar de serem os últimos a saber. Temos de perceber estas realidades e continuar a lutar por suplantar a nossa pequenez de mercado, através da qualidade, num projecto que tem de ser visto a médio longo prazo. As tentações imediatistas já provaram que só estragam. Temos de perceber que os nossos talentos, por muito que nos custe, vão - mais tarde ou mais cedo, tomara que o mais tarde possível - zarpar para mercados mais aliciantes e o resto... são cantigas e conversa miserabilista. Saudações Leoninas!
Jorge Lemos Peixoto, Lisboa (enviado por e-mail)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Valeu por Rui Patrício

É um paradoxo e deveria servir de motivo de grande reflexão para os responsáveis do Sporting: os problemas da equipa de Paulo Bento nunca estiveram nas suas prestações europeias, ao mais alto nível, onde sempre se exibiu com os defeitos próprios das limitações do plantel, mas sempre com uma doação enorme ao jogo e uma qualidade que raramente se vê nas competições internas. Na época passada, o Sporting realizou algumas das suas melhores exibições na Liga dos Campeões. E este ano também. No final, os resultados não foram os melhores, por falta de sorte, por falta de mais competência ou de outra coisa qualquer, mas a verdade é que a equipa leonina mostrou bom futebol por essa Europa.
O cenário repetiu-se, desta vez no mítico Old Trafford, com o Sporting, que não consegue ganhar ao Leixões, a ganhar em grande parte do tempo de jogo ao Manchester United, e a justificar a vantagem, independentemente da visível economia exibicional dos britânicos registada no primeiro tempo. E também se repetiu a história do golo sofrido nos minutos finais, uma sina das equipas azaradas ou menos preparadas.
Em resumo, o jogo de Manchester valeu porque nos mostrou Rui Patrício como uma excelente opção para a baliza. Ágil, destemido e “jogador de campo”, pela forma como chuta rapidamente a bola para a frente e provoca um contra-ataque perigoso, Rui Patrício merece continuar a ter a confiança de Paulo Bento.
Quanto ao apuramento para a Taça UEFA, tem o sabor amargo de uma derrota. Porque o objectivo da administração e da equipa técnica do Sporting era atingir a segunda fase da Liga dos Campeões. Essa história de valorizar a conquista do “segundo objectivo” significa festejar uma “vitória moral”. Ora, as vitórias morais não interessam a uma grande equipa e a um grande clube. FOTO: Jon Super (Associated Press)

Soares Franco e a moda

O presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, disse, em Manchester, que tem uma opinião acerca da participação do futebolista Miguel Veloso nos projectos de moda da estilista Fátima Lopes. Porém, escusou-se a divulgá-la. Está no seu direito e até se compreende a sua reserva, dado tratar-se de uma situação nova no clube. Mas, nesta matéria, talvez fosse importante dizer em público o que pensa em privado. Porque o assunto tem a ver com o Sporting. É importante saber se o Sporting quer ou não acolher no seu plantel futebolistas que tenham actividades extra-futebol susceptíveis de provocarem desgaste, nomeadamente físico e psicológico, como é o caso da moda.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Bento no cravo, Veloso na ferradura…

Esta segunda-feira fica para a história desta temporada como mais um dia extraordinário no futebol do Sporting, cuja equipa se encontra em Manchester, para mais um jogo da Liga dos Campeões, com um adversário que sabe como aproveitar da melhor forma a escola de formação do clube de Alvalade. Na conferência de imprensa que antecede o jogo desta terça-feira, Paulo Bento, que não anda propriamente na mó de cima, atacou “todos” os que “estão a pôr” Miguel Veloso “todos os dias nos jornais”, pois esses, diz o treinador do Sporting, “não o estão a ajudar”. Bento referia-se às notícias que dão Miguel Veloso em vários clubes europeus. "O nosso trabalho é fazer que todo esse pseudo-assédio não prejudique a equipa. Mas há também um trabalho dele. Sabemos que com a idade que ele tem e com tanta notícia é complicado manter a tranquilidade”, referiu o treinador leonino.
O que é extraordinário é que, no mesmo dia, Miguel Veloso, a mãe, o pai, a criadora de moda Fátima Lopes, claro, e o empresário Paulo Barbosa – o homem que, através de Carlos Freitas, colocou a larga maioria dos pseudo-reforços de Leste no clube de Alvalade – tenham aparecido no "Jornal da Noite", da SIC, a falar do futuro da nova estrela. O pai até foi para as bancadas do Estádio Nacional para dar a entrevista. A única coisa menos má foi ouvir a mãe de Miguel Veloso a dizer que agora é sportinguista porque o clube de Alvalade ajudou o filho, quando o Benfica o dispensou por considerá-lo gordo.
Triste, triste, foi ouvir Miguel Veloso a falar, não sobre o jogo com o Manchester United ou sobre o mau momento do futebol do Sporting. Deprimente foi ouvir Miguel Veloso a falar como se já não fosse jogador do Sporting. “Venha o diabo e escolha”, disse o rapaz, indeciso entre Espanha, Itália ou Inglaterra.
Quanto ao empresário Paulo Barbosa, claro, lá dissertou sobre a cláusula de rescisão, que é muito alta em função daquilo que o jogador ganha, etc.. São estes artistas que estão a minar o futebol do Sporting, com a complacência do próprio clube. Só Paulo Bento não vê isso e continua a disparar ao lado. E depois de mais este episódio extraordinário, é evidente que o treinador sai muito chamuscado. E agora começa a doer, pois é a própria credibilidade de Paulo Bento que é posta em causa. Neste caso pelo próprio jogador. Isto vai de mal a pior. Só não vê quem não quer. FOTO: Ávaro Isidoro (www.flickr.com)

domingo, 25 de novembro de 2007

As noites quentes de Lisboa...

A jovem estrela portuguesa do Sporting Miguel Veloso anda a saltar entre a Academia de Alcochete, os desfiles e jantares de Fátima Lopes e os milhões à vista do Manchester United ou de outros clubes europeus. O brasileiro Celsinho foi apresentado ao “Sporting de Carlos Freitas” como o novo Ronaldinho Gaúcho e, ao fim de quatro meses, ainda não conseguiu ser opção para Paulo Bento na equipa principal. O paraguaio Carlos Paredes, um ano e meio após ter sido contratado, também continua de fora dos planos do treinador do Sporting. Sem qualidades para mostrar na equipa de futebol, estes dois sul-americanos brilham nos ambientes mais quentes da noite lisboeta. As fotos têm sido publicadas em alguma imprensa, para quem quiser ver. Não quero saber se vão para a noite em dias de folga ou em dias de trabalho, porque é irrelevante, pois basta pensar nas recentes revelações do ex-benfiquista Miguel... A verdade é que estas estrelas leoninas, pagas a peso de ouro para aquilo que produzem no relvado, andam por lá, como as imagens documentam. E não se preocupam com os fotógrafos. A acompanhá-los anda Fábio Rochemback, outro brasileiro, que se lesionou no Middlesbrough Football Club e que escolheu o Sporting, seu antigo clube, para fazer os curativos. Ao mesmo tempo, saltou para a comunicação social a oferecer-se ao clube leonino, meses depois de se ter oferecido ao Benfica. Não admira. A noite de Lisboa é uma tentação, como podemos ver nas últimas edições da revista de fim-de-semana do diário "24 Horas". Filipe Soares Franco seria esperto se se preocupasse seriamente em inventar uma espécie de GPS que lhe indicasse por onde andam os jogadores fora de horas...

sábado, 24 de novembro de 2007

Futebol do Sporting sem classe e sem magia

LEIXÕES-SPORTING, 1-1 (11ª Jornada, I Liga Portuguesa) - Numa declaração proferida há dias, que passou despercebida, mas que considero estranha, porque contraria o objectivo traçado pelo conselho de administração do Sporting, Paulo Bento confessou ter sido um erro apontar o apuramento para a segunda fase da Liga dos Campeões como uma das metas da temporada. E, pelo andar da carruagem, talvez tenhamos Paulo Bento, ainda antes do Natal, a dizer-nos que, se calhar, também foi um erro apontar a conquista do título nacional de futebol como objectivo principal nas competições internas.
Nos 30 jogos da época passada, o Sporting consentiu oito empates e duas derrotas, perdendo um total de 22 pontos em noventa possíveis. Nesta época, com apenas onze jornadas disputadas, já consentiu quatro empates e duas derrotas, tendo perdido um total de 14 pontos – mais do que um ponto por jogo. Pior ainda: em onze jogos não conseguiu ganhar a maioria deles. Significa isto que, a continuar neste ritmo, o Sporting terá de suar muito para conseguir um lugar de acesso às competições europeias. É esta a dura realidade do futebol leonino, depois deste empate no terreno do Leixões (mais um jogo a Norte sem ganhar…) – um resultado muito mau tendo em conta a goleada de Braga...
Jogar no Norte do País, e em particular no velho Estádio do Mar, mais a mais em dia de inauguração da iluminação do estádio, é muito diferente do que treinar em Alcochete. O Leixões, que é talvez a equipa mais barata da I Liga Portuguesa, acabou de chegar da segunda divisão e o Sporting é que é (ou era…) o candidato ao título nacional, mas, em Matosinhos, os papéis inverteram-se, nomeadamente pela forma como a equipa leonina consentiu o golo leixonense, ainda nos primeiros minutos, digna de uma equipa recém-chegada de um escalão secundário. Vukcevic, numa daquelas acrobacias que deve ter aprendido nas artes marciais, tentou evitar a saída para fora de um passe errado e acabou por servir um adversário que avançou como uma flecha pelo seu corredor direito, sem precisar de acelerar para ultrapassar Ronny como quis e cruzar para alguém desviar para dentro da baliza de Rui Patrício, coitado, também mal batido.
Enquanto teve pernas, o Leixões – que teve no seu guarda-redes, Beto, formado no Sporting, o melhor homem em campo, por duas ou três defesas quase impossíveis – foi mais rápido e fez mais pressão sobre a bola, tolhendo um Sporting que precisou de rematar quase vinte vezes para marcar um golo já sobre a hora final. Um golo marcado por Purovic – um jogador tão alto que tem problemas de mobilidade, demorando uma eternidade a fazer uma rotação – no único lance em que o montenegrino não enfrentou a bola de costas para a baliza contrária…
Resumindo e concluindo, este Sporting perdeu a aura de invencível fora de casa e transformou-se numa equipa insegura e permeável e defender e lenta e ineficaz a atacar. Não é um problema de falta de sorte. É um problema táctico, mas também de falta de jeito de vários dos seus jogadores. O futebol do Sporting não é agradável, não tem imaginação, não tem magia, não tem classe. O Sporting é hoje uma equipa de jogadores esforçados, havendo entre eles, curiosamente, alguns que são disputados pelos melhores clubes do mundo. O que também não deixa de ser estranho. Notas positivas na equipa leonina: Gladstone, Miguel Veloso, João Moutinho e Bruno Pereirinha. FOTO: Manuel Araújo (Record Online")

MEMÓRIAS LEONINAS A estreia dos "Violinos"

Já passaram 61 anos, mas ainda há sportinguistas que se lembram como se fosse hoje. Foi no dia 24 de Novembro de 1946, em Vila Nova de Famalicão, que os "Cinco Violinos" se exibiram pela primeira vez juntos na competição maior do futebol português. Segundo recorda o sítio do Sporting na Internet, num campo que mais parecia um lamaçal, a equipa leonina venceu por 9-5, com 4-3 ao intervalo. Marcaram pelo Sporting Peyroteo(5), Vasques(2), Travassos e Albano. Outros tempos...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O exemplo de Yazalde

O argentino Yazalde, infelizmente já desaparecido, foi eleito esta semana o melhor futebolista estrangeiro de sempre do Sporting Clube de Portugal, por escolha de 39,1 por cento de cinco mil leitores do sítio do jornal "A Bola" na Internet. Para esta iniciativa, "A Bola" escolheu dez futebolistas. Atrás de Yazalde, seguiram-se Jardel (19,4%), Balakov (18,1%), Liedson (13,8%), Acosta (4,6%), Seminário (1,5%), André Cruz (1,3%), Keita (0,9%), Osvaldo Silva (0,7%) e Meszaros (0,6%). Certamente que faltaram outros atletas, como Peter Schmeichel, por exemplo. Mas não é isso que justifica este apontamento. O que realmente impressionou foi reler uma série de entrevistas que Yazalde deu ao jornal "A Bola", quando era atleta do Sporting, e comparar as suas declarações com as declarações dos miúdos de hoje, sempre que estão em causa eventuais convites de clubes estrangeiros.
Em 1974, o Sporting sagrou-se campeão nacional e Yazalde conquistou a "Bola de Prata" e a "Bota de Ouro", por ter apontado 46 golos nessa época, fasquia que ainda é um recorde nos campeonatos europeus. Em 25 de Maio desse ano, seis dias após ter sido campeão, era convocado pelo seleccionador argentino para a fase final do Mundial'74, na Alemanha. Questionado sobre o interesse do Real Madrid, "Chirola", que estava no auge da sua carreira, com 27 anos, respondeu assim: "O Real Madrid apresentou-me uma proposta muito superior à do Sporting. Temos de ver este ponto: um Rolls Royce não pode gastar cinco litros aos cem. Portanto, se o Sporting concordar em me pagar aquilo que corresponde à minha cotação na Europa, ficarei em Lisboa".
A verdade é que o goleador argentino acabou por renovar com o Sporting por dois anos. "Fiz um contrato muito bom, apesar de que, se não tivesse havido o 25 de Abril, poderia ter sido muito melhor". Na sequência da revolução, que instaurou a democracia em Portugal, o Sporting passou por dificuldades económicas e Yazalde seria vendido um ano depois ao Marselha. "Saudades de Portugal?", perguntou-lhe "A Bola", já em França: "Claro que sim. Gostava, aliás, que transmitisse, através de 'A Bola', que adoro Portugal, os portugueses, o Sporting e os sportinguistas. Estarão sempre no meu coração."

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Soares Franco e o GPS do Sporting

O Sporting, o Benfica e o FC Porto fecharam um acordo com a empresa TBZ para a produção de um aparelho de GPS exclusivo de cada clube. O objecto é destinado a sócios e simpatizantes e será vendido num “kit” com outros produtos licenciados. O Sporting foi o primeiro a apresentar o produto. Por 249 euros, os adeptos podem comprar o “kit” que conta com uma camisa oficial do respectivo clube, um tapete de “rato”, alguns outros brindes e o aparelho de GPS especial associado ao clube. A ideia é facilitar o acesso dos adeptos aos pontos de interesse do clube, em particular aos estádios onde a equipa de futebol actua em cada fim-de-semana. Há cerca de 30 anos, quando os estádios enchiam nas tardes de domingo, de Norte a Sul do País, talvez este GPS fosse um grande sucesso. Hoje, talvez não, porque toda a gente sabe onde estão os estádios, tanto mais que o campeonato português é disputado numa faixa do litoral entre Braga e Setúbal. O problema é que há 30 anos - como documenta esta excelente imagem de um Sporting-Benfica de 1974, disputado em Alvalade -, havia público e não havia GPS. Hoje há GPS, mas não há público. Mas um GPS é sempre muito útil. Ainda que não haja uma máquina dessas que ilumine o caminho para o título. Aí, Filipe Soares Franco foi honesto, ao confessar-se incapaz de fazer do Sporting um clube campeão sem a ajuda do GPS.

O LEÃO DA ESTRELA HÁ UM ANO...

A MANTA CURTA DO SPORTING

INTER DE MILÃO-SPORTING, 1-0 (Liga dos Campeões 2006-2007, 5ª jornada) – Com um futebol assente numa "manta" muito curta, em resultado de vários impedimentos físicos e da ausência de Liedson por motivos disciplinares, o Sporting perdeu em Milão e carimbou a eliminação da Liga dos Campeões 2006-2007. Agora terá que ganhar ou empatar para poder aceder à Taça UEFA e tentar, pelo menos, repetir a campanha de sucesso registada em 2005, onde a equipa, então orientada por José Peseiro, foi finalista, perdendo em Alvalade com o CSKA de Moscovo.
Importa dizer que a eliminação desta Liga dos Campeões é uma desilusão, mas não é motivo para baixar os braços e abandonar o caminho traçado. É verdade que não foi uma campanha gloriosa, mas foi uma campanha muito séria, muito digna, com o Sporting, não obstante possuir um dos grupos de trabalho mais baratos da prova (ou talvez o mais barato), a demonstrar que sabe praticar um excelente futebol, a mostrar novos talentos, a assustar dois gigantes do futebol mundial, o Bayern de Munique e o Inter de Milão, não tendo feito melhor em termos de resultados por inexperiência internacional, muitas vezes, por falta de sorte, mas, sobretudo, por falta de estofo europeu.
Apesar disso, pela primeira vez em muitos anos, o Sporting perdeu jogos para os gigantes da Europa sem ser humilhado, exibindo-se de igual para igual e apenas perdendo pela diferença mínima. É bom lembrar que, em cinco jogos disputados, a equipa sportinguista, não perdeu a maioria deles e regista apenas três golos sofridos, sendo uma das melhores defesas da prova. Aliás, em Milão, Anderson Polga encheu o campo e Ricardo realizou uma excelente exibição, só não defendendo o remate indefensável de Crespo.
O que faltou foi ter jogadores que permitissem estender a “manta” de modo a que a equipa jogasse no campo todo. E neste jogo de Milão, para além de não estarem Liedson e Yannick (as duas melhores opções à disposição de Paulo Bento para dupla atacante), houve a infelicidade de perder dois laterais direitos nos primeiros minutos do jogo, fechando, assim, duas opções tácticas mais audazes. E foi por isso que vimos Alecsandro sozinho entre três e quatro italianos e, mesmo assim, a tentar chutar à baliza.
Por outro lado, o Sporting também não fez mais porque o Inter – cuja maioria dos jogadores já tem nas pernas dezenas de jogos da Liga dos Campeões... – não deixou, revelando-se, sobretudo, uma equipa destruidora do jogo contrário, com base de um meio-campo combatente apostado em não dar tréguas ao futebol escorreito que os “miúdos” de Lisboa costumam exibir.
Agora, quanto ao Sporting, há que levantar a cabeça, pousar os pés no chão e concentrar as atenções nas provas nacionais e na Taça UEFA. Depois, será imprescindível manter a equipa-base, polvilhá-la com um ou dois reforços cirúrgicos – evitando os de "custo-zero"... – e voltar com mais força e mais experiência na Liga dos Campeões 2007-2008. Pelo que se vê este ano, já muito estão a fazer os leõezinhos...
LEÃO DA ESTRELA, 22-11-2006

O apuramento triste de Portugal

Foi o apuramento para uma fase final da Europa ou do Mundo menos espectacular da história da selecção portuguesa de futebol. Há vários motivos. O primeiro tem seguramente a ver com a falta de um discurso de exigência por parte dos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol. Luiz Felipe Scolari também não ajudou nada ao ter lançado como objectivo uma fasquia mínima que passaria por ganhar os jogos em “casa” e empatar os jogos “fora”. A retirada de símbolos e líderes de campo como Luís Figo e Rui Costa também pesou negativamente, apesar da qualidade dos talentos emergentes. A verdade é que, em 14 jornadas deste apuramento frio e calculado ao golo, ao remate, quase ao passe, não houve espectáculo nem emoção. Isto transformou o passaporte português para o Euro 2008 numa festa triste. Perdão, espectáculo e emoção houve: foi quando Scolari agrediu um futebolista sérvio e, na conferência de imprensa após o último jogo, com a Finlândia, abandonou a sala e deixou os jornalistas sem respostas. As coisas são como são. Scolari foi o treinador do mundo que mais fez pela selecção portuguesa. Mas o seu prazo de validade na Praça da Alegria já terminou. Agora é que a Inglaterra está a precisar… FOTO: Armando França (Associated Press)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

A disputa de uma criança

O que se está a passar com a disputa de uma criança de oito anos, por parte do Sporting e do Benfica, quando toda a gente já sabia que o miúdo iria para o clube de Alvalade, havendo várias notícias e reportagens sobre o caso, é absolutamente lamentável. Sporting e Benfica que, recorde-se, fizeram um brinde ao “fair play” ainda há poucas semanas, sob o alto patrocínio do jornal “A Bola”. Sabe-se agora que aquele vinho tinto estava fora de prazo, tendo feito muito mal a Luís Filipe Vieira. Farto de casos de jogadores que brilham no Sporting depois de terem sido desprezados pelo Benfica nos seus tempos de adolescência, Luís Filipe Vieira, com uma evidente falta de nível, quer agora dar um sinal de que a bandalheira vai acabar no futebol de formação do Benfica – mesmo que a sua versão neste caso contrarie o que dizem o pai da criança e o director da escola Bragafut. O presidente do Benfica começou por utilizar uma criança, ou seja, começou da pior maneira. Era bom que Vieira tivesse tento na língua e não misturasse uma criança de oito anos com um grupo de “oportunistas” que não identifica. O Sporting tem estado calado e faz muito bem. Um caso destes tem de ser tratado com toda a discrição. Uma criança ainda é uma criança. FOTO: Luís Vieira (Record)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Sete perguntas para reflexão

À margem de uma reunião com Carlos César, presidente do Governo dos Açores, Filipe Soares Franco informou que o futebol do Sporting não vai às compras no mês de Janeiro. Presume-se, por isso, que o processo de avaliação da necessidade ou não de o clube ir ao mercado de Inverno, de que falaram os administradores Miguel Ribeiro Teles e Carlos Freitas, já terminou, tendo sido derrotada a tese das novas compras para corrigir as asneiras do último defeso. E por falar nisso, eis sete perguntas para reflexão:
  1. O brasileiro Pedro Silva é assim tão bom que tenha justificado o desinteresse na renovação do contrato com Miguel Garcia, lateral-direito internacional português, formado no Sporting, herói de Alkmaar, que se transferiu para o Reggina (Itália)?

  2. O jovem ponta-de-lança montenegrino Milan Purovic justificaria os dois milhões de euros que custou, quando havia o jovem ponta-de-lança internacional português Carlos Saleiro, formado no Sporting, que foi emprestado ao Fátima e até já marcou um golo ao clube do seu coração?

  3. Valeu a pena adiar o processo de renovação do lateral-esquerdo Rodrigo Tello, até que apareceu um clube que lhe ofereceu mais três ou quatro vezes o que ganhava no Sporting, quando a alternativa era o eslovaco Marian Had?

  4. O jovem internacional português Silvestre Varela, formado no Sporting, não poderia ser uma boa alternativa ao jovem montenegrino Simon Vukcevic, em vez de ser emprestado aos espanhóis do Recreativo de Huelva?

  5. O jovem médio ofensivo brasileiro Yannick Pupo, que fez os juniores no Sporting, era assim tão inexperiente que não pudesse ficar no plantel, evitando assim a contratação do também jovem médio ofensivo brasileiro Celsinho, marcado pelo fracasso da sua aventura russa?

  6. Se a opção na formação do plantel fosse no sentido da valorização dos jovens formados na Academia do Sporting, como chegou a preconizar o presidente Filipe Soares Franco, não seria expectável um plantel leonino com uma “mística sportinguista” mais forte?

  7. Se a opção na formação do plantel fosse no sentido da valorização dos jovens formados na Academia do Sporting, como chegou a preconizar o presidente Filipe Soares Franco, poupando recursos financeiros e ganhando “espírito de grupo”, não seria de apostar na compra de um jogador de qualidade indiscutível, daqueles que trazem valor acrescentado e que podem ser valorizados, mediante indicação da equipa técnica, ainda que esse jogador custasse cinco, sete, oito ou dez milhões de euros?...
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