sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
O desabafo de Paulo Bento
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CORREIO LEONINO
ASSOBIOS PARA OS ASSOBIADORES
A moda parece que pegou. A exigência dos adeptos parece não ter medida. Todos nós queremos ver bons jogos em Alvalade. Todos nós queremos que o nosso querido Sporting Clube de Portugal ganhe tudo. A propósito, eu a nunca vi o Sporting perder, às vezes não ganha...
A moda parece que pegou. A exigência dos adeptos parece não ter medida. Todos nós queremos ver bons jogos em Alvalade. Todos nós queremos que o nosso querido Sporting Clube de Portugal ganhe tudo. A propósito, eu a nunca vi o Sporting perder, às vezes não ganha...
Mas talvez a nossa memória seja curta e para não irmos mais longe recordo as assobiadelas atiradas por tudo e por nada ao Nani. E ao Yannick? Lembram-se?
No jogo para a Taça da Liga (que efectivamente não foi um bom jogo) a falta de senso chegou ao ponto de se gritar contra "o lampião do Paulo Bento"! Isto não é contado, ouvi eu vários desequilibrados a gritar "vai-te embora Paulo Bento, vai-te embora ò lampião!". Acho que anda tudo a ouvir vozes do além.
Quando é que iremos atingir a classe dos adeptos ingleses que, mesmo quando as suas equipas estão a perder, continuam a entoar cânticos de estímulo aos jogadores? E já agora, por falar em memória, quem se lembra dos assobios ao Acosta? Por favor tenham tino! Viva o Sporting! Saudações Leoninas... e vamos todos a Belém puxar pelo nosso Sporting.
Jorge Lemos Peixoto, Lisboa (enviado por e-mail)
Jorge Lemos Peixoto, Lisboa (enviado por e-mail)
A nota de crédito de Leandro Grimi
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Sporting 2007-2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
MEMÓRIAS LEONINAS Eusébio
Quando Eusébio chegou a Lisboa, em 1960, o Sporting tinha dez títulos nacionais, o Benfica tinha outros dez, o FC Porto cinco e o Belenenses 1. Quando saiu, em 1975, o Benfica tinha 21 campeonatos nacionais, o Sporting 14, o FC Porto 5 e o Belenenses 1. Isto significa que o futebolista Eusébio da Silva Ferreira foi o grande desequilibrador da balança dos títulos nacionais a favor do Benfica, concretizada nos anos sessenta, com a ajuda do presidente do Governo, Oliveira Salazar, que impediu a sua transferência para a Juventus, em 1964. Mas o que é verdadeiramente extraordinário é que Eusébio, quando era um simples adolescente moçambicano, tenha sido vetado por duas vezes no Desportivo de Lourenço Marques, que era a filial do Benfica, acabando por bater à porta do Sporting de Lourenço Marques, onde começou a revelar os seus dotes de futebolista de eleição. Depois, chegou o interesse do Sporting Clube de Portugal, que acabou por ser traído por uma prudência demasiada. O clube de Alvalade queria Eusébio à experiência, mas a Dona Elisa Anissabana, mãe de Eusébio, queria “dinêro grande”. E o Benfica lá pagou 110 mil escudos. Era “dinêro grande”. Mesmo depois de Eusébio chegar a Lisboa, ainda havia a possibilidade de ingressar no Sporting, mas o atleta foi afastado de eventuais “más companhias”, sendo colocado em casa de um benfiquista algarvio até que se resolvesse a trapalhada em que se transformaria a sua transferência para Portugal. É que, com o Sporting de Lisboa interessado no jogador, o Sporting de Lourenço Marques não emitia a carta que libertaria Eusébio para o Benfica. Face ao impasse então verificado, até o FC Porto chegou a tentar contratar o jogador moçambicano. Em vão. Porque a Dona Elisa já tinha dado a palavra ao Benfica e não aceitava que Eusébio fosse para outro clube que não o Benfica. Provavelmente, foi um dos maiores azares da história centenária do Sporting Clube de Portugal! FOTO: Viewimages
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Sporting na final da Taça da Liga
Lentamente, Paulo Bento vai juntando os “cacos” do futebol do Sporting, para utilizar uma expressão do vice-presidente leonino José Eduardo Bettencourt. Ao vencer o Penafiel por 3-1, na última jornada da fase de grupos da edição inaugural da Taça da Liga – com golos de Romagnoli e Izmailov (2) –, o Sporting foi apurado para a final, que disputará com o Vitória de Setúbal, no Estádio do Algarve, no próximo mês de Março. E, curiosamente, o Sporting passou mesmo as passas do Algarve para chegar a esta final. No primeiro jogo, esteve quase a ser eliminado pelo Vitória de Guimarães, acabando bafejado pela sorte numa sessão de grandes penalidades interminável e emocionante. Depois, esteve quase a ser eliminado pelo Desportivo de Fátima, da II Divisão de Honra, conseguindo resolver a eliminatória a poucos minutos do final do segundo jogo, graças a um golo “inventado” por Liedson. Depois veio a fase de grupos e, com ela, o sossego das hostes, dado o Sporting ter como adversários o Vitória de Setúbal, o Beira Mar e o Penafiel. O mais difícil seria mesmo o clube de Alvalade não conseguir um lugar na final do Estádio do Algarve.
Depois de vencer a Supertaça, Paulo Bento perdeu o objectivo de passar à segunda fase da Liga dos Campeões e já terá perdido o título de campeão nacional – que é a prova mais importante para o Sporting. Para salvar a temporada, terá de vencer a Taça da Liga e a Taça de Portugal.
Num jogo que deveria ser de festa para os sportinguistas, pois estava a ser garantido o acesso à final de uma prova do futebol português, Paulo Bento foi assobiado pelo pouco público que foi a Alvalade. Foi uma cena triste. Que revela um divórcio entre os sócios e o clube, que a vitória sobre o FC Porto não conseguiu resolver. Paulo Bento imitou Ricardo Quaresma e afirmou-se “cansado” dos assobios. Vamos ver se Filipe Soares Franco tem coragem para renovar o contrato com o treinador ainda esta semana. Porque, se não o fizer, será porque Paulo Bento já deixou de ser o Alex Fergunson do presidente leonino…
Depois de vencer a Supertaça, Paulo Bento perdeu o objectivo de passar à segunda fase da Liga dos Campeões e já terá perdido o título de campeão nacional – que é a prova mais importante para o Sporting. Para salvar a temporada, terá de vencer a Taça da Liga e a Taça de Portugal.
Num jogo que deveria ser de festa para os sportinguistas, pois estava a ser garantido o acesso à final de uma prova do futebol português, Paulo Bento foi assobiado pelo pouco público que foi a Alvalade. Foi uma cena triste. Que revela um divórcio entre os sócios e o clube, que a vitória sobre o FC Porto não conseguiu resolver. Paulo Bento imitou Ricardo Quaresma e afirmou-se “cansado” dos assobios. Vamos ver se Filipe Soares Franco tem coragem para renovar o contrato com o treinador ainda esta semana. Porque, se não o fizer, será porque Paulo Bento já deixou de ser o Alex Fergunson do presidente leonino…
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A patada de Bruno Alves
A arbitragem de Carlos Xistra no Sporting-FC Porto teve altos e baixos. Um dos momentos mais baixos é documentado por esta imagem, em que vemos o defesa-central portista Bruno Alves a pisar a coxa de João Moutinho, quando este já estava no chão e fora da jogada. Tendo por referência este lance de Bruno Alves, afinal, o benfiquista Bynia não é tão violento como dizem. A verdade é que, com base num critério estabelecido à margem das normas da FIFA, Xistra admoestou Bruno Alves apenas com o cartão amarelo. Se isto não é jogo violento, o que é jogo violento? Se isto não dá para mostrar cartão vermelho, o que é preciso para mostrar o cartão vermelho? Infelizmente, a Comissão Disciplinar da Liga não pode instaurar um processo sumarísssimo, porque o árbitro viu e decidiu, ainda que tenha visto e decidido mal. Então pergunta-se: um processo sumaríssimo não deveria servir também para corrigir um erro de avaliação do árbitro semelhante a este? Outra coisa: por que é que a Sport TV não cedeu imagens deste lance às televisões de sinal aberto? Terá sido para esconder alguma coisa como se o futebol português estivesse a viver sob um regime ditatorial? E o que dirá a Liga de Clubes sobre isto?... FOTO: www.sporting.pt
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Scolari chama Rui Patrício
Nos anos sessenta, o clube de Alvalade tinha o jovem Vítor Damas, que, aos 21 anos, fez a sua estreia na selecção nacional, em 6 de Abril de 1969. Quarenta anos depois, volta a ter um jovem guarda-redes no grupo de trabalho da selecção principal de Portugal. É um motivo de orgulho para o jogador, para o Sporting Clube de Portugal e, em particular, para os responsáveis pela academia do futebol leonino. Mas é uma grande bofetada de luva branca naqueles que, no último defeso, foram a um mercado distante comprar um guarda-redes, internacional, é certo, mas igualmente jovem, para substituir Ricardo na baliza do Sporting, ignorando o potencial de um produto da formação do clube possuidor da cultura sportinguista. E não há aqui nada contra Stojkovic, que não tem culpa nenhuma de ter sido contratado. A questão é que, na construção de uma equipa de futebol, podem ser integrados sem grandes sobressaltos dois ou três jogadores de qualidade vindos de países muito diferentes e distantes, mas já se torna uma tarefa muito difícil, e sujeita a falhanços, integrar nove ou dez jogadores, como aconteceu este ano a Paulo Bento, mais a mais quando, entre esses jogadores, há alguns cuja qualidade deixa a desejar.
Voltando à baliza do Sporting, a verdade é que o decorrer da temporada demonstrou que a sucessão de Ricardo deveria ter passado imediatamente por Rui Patrício, como, na altura, foi defendido aqui. Como em outros casos de jogadores do Sporting formados na academia do clube que se impuseram na equipa principal, também no que diz respeito ao lançamento de Rui Patrício como titular da equipa sénior, acabaram por ser os acontecimentos a ditar a estratégia e não a estratégia a ditar os acontecimentos. Parabéns, Rui Patrício! FOTO: "Record"
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
A boa disposição de Pinto da Costa
Tendo em conta a exibição negativa do FC Porto frente ao Sporting, aliás traduzida na derrota por 2-0, a grande surpresa da noite de Alvalade foi a boa disposição de Pinto da Costa que, como se sabe, costuma ficar irritado com os desaires da sua equipa. Mas desta vez, em Alvalade, foi diferente. Seja pelo facto de o FC Porto possuir uma confortável vantagem na tabela classificativa, seja por outro motivo qualquer. A verdade é que Pinto da Costa não tinha motivos para se sentir um intruso no reino do leão, pois foi recebido como um autêntico Papa pelo estado-maior sportinguista, liderado por Filipe Soares Franco. De tal forma que o presidente do FC Porto, rodeado por dirigentes leoninos, até cantou os parabéns a Maria de Lourdes Borges de Castro, a sócia mais antiga do Sporting, que na semana finda celebrou 85 anos. E provou uma fatia de um bolo providenciado por Soares Franco, que ostentava um emblema do clube de Alvalade. Longe vão os tempos em que Pinto da Costa cortava relações com o Sporting ou não recebia um presidente leonino... FOTO: Gustavo Bom
CORREIO LEONINO
TENHAM VERGONHA!...
Caro Leão da Estrela,
Não vou embandeirar em arco com a vitória do nosso Sporting sobre "a equipa que melhor joga futebol em Portugal", na expressão ridícula e (pelo menos) leviana do comentador Rui Santos, "o Marcelo Rebelo de Sousa do pontapé na canela".
Só me vou rir desses canhestros comentadores, cheios de certezas e de enorme "boa fé" que passam a vida a querer (que gentis que eles são!) dar tacticas a Paulo Bento. O ridículo dos seus comentários só rivaliza com o ridículo da sua figura, mas isso o coitado não tem culpa, já nasceu assim!
Não posso deixar de me rir - aí sim a bandeiras desfraldadas - com a afirmação que o Sporting ganhou 2-0 ao FC Porto por pura sorte. Terá sido sorte e apenas sorte?
Será que Paulo Bento, com todas as insuficiências da actual equipa de futebol do nosso querido Sporting não soube armar tacticamente a equipa?
Será que os "andrades" nunca tiveram sorte, num único jogo desta temporada? Se calhar não tiveram só sorte.
Será que o jogo no "Dragão" o tal livre inventado não foi sorte? Se não foi sorte, então o que foi? E a malta da galinha de Carnide (vulgo Benfica) nunca teve sorte? Os golos marcados nos últimos minutos por esse amontoado de jogadores que enverga a camisola da galinha de Carnide não foram sorte? E o Sporting teve sorte contra o Roma?
Não vou embandeirar em arco com a vitória do nosso Sporting sobre "a equipa que melhor joga futebol em Portugal", na expressão ridícula e (pelo menos) leviana do comentador Rui Santos, "o Marcelo Rebelo de Sousa do pontapé na canela".
Só me vou rir desses canhestros comentadores, cheios de certezas e de enorme "boa fé" que passam a vida a querer (que gentis que eles são!) dar tacticas a Paulo Bento. O ridículo dos seus comentários só rivaliza com o ridículo da sua figura, mas isso o coitado não tem culpa, já nasceu assim!
Não posso deixar de me rir - aí sim a bandeiras desfraldadas - com a afirmação que o Sporting ganhou 2-0 ao FC Porto por pura sorte. Terá sido sorte e apenas sorte?
Será que Paulo Bento, com todas as insuficiências da actual equipa de futebol do nosso querido Sporting não soube armar tacticamente a equipa?
Será que os "andrades" nunca tiveram sorte, num único jogo desta temporada? Se calhar não tiveram só sorte.
Será que o jogo no "Dragão" o tal livre inventado não foi sorte? Se não foi sorte, então o que foi? E a malta da galinha de Carnide (vulgo Benfica) nunca teve sorte? Os golos marcados nos últimos minutos por esse amontoado de jogadores que enverga a camisola da galinha de Carnide não foram sorte? E o Sporting teve sorte contra o Roma?
Tenham vergonha! E não façam de nós estúpidos! Viva o Sporting! Saudações Leoninas!
Jorge de Lemos Peixoto, Lisboa (enviado por e-mail)
Jorge de Lemos Peixoto, Lisboa (enviado por e-mail)
RECORTES LEONINOS Vukcevic
GANHOU O GOSTO AOS GOLOS
Marcou o seu oitavo golo da temporada, seis dos quais apontados nos últimos dez encontros do Sporting, e rendeu Liedson (com apenas dois golos neste período) como o "matador" de serviço na equipa. (...). Simon Vukcevic é o jogador do momento em Alvalade. Abriu as portas da vitória no clássico, possibilitou o segundo golo a Izmailov, desviando de cabeça (apesar de estar em fora-de-jogo) um cruzamento de Pereirinha, mal aliviado pela defesa adversária. Foi um dos maiores investimentos do Sporting na presente época, veio rotulado de grande esperança e, com 21 anos, parece ser uma aposta ganha dentro do perfil estratégico traçado pelos "leões" para as suas contratações. Estreou-se de camisola "leonina" com o Lille, na apresentação oficial da equipa aos adeptos, e marcou na primeira vez que tocou na bola. Ontem voltou a demonstrar que não foi obra do acaso. Liedson pode bem ter encontrado a sua cara-metade no ataque "leonino". Tornou-se titular indiscutível no "onze" de Paulo Bento e voltou a demonstrar que está para ficar. A vitória frente ao FC Porto acaba por ser a melhor prenda para o montenegrino, arrebatado aos russos do Saturn, que amanhã completa 22 anos.
TEXTO: Bruno Prata, "Público", 28-01-2008
FOTO: Nacho Doce (Reuters)
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domingo, 27 de janeiro de 2008
Duas jogadas, dois golos e uma vitória importante
O resto da partida, mais disputada do que bem jogada, foi diferente. Muito diferente. Nos primeiros minutos, o FC Porto assustou e o Sporting mostrava clamorosas falhas defensivas. Sempre que era assinalado um livre a favor do FC Porto, instalava-se o pânico na defesa leonina. Mas após os dois golos de rajada, por Vukcevic e Izmailov, que responderam da melhor forma a cruzamentos de Izmailov e Pereirinha, respectivamente, a equipa de Jesualdo Ferreira pareceu ter ficado atordoada e, estranhamente, desapareceu do jogo. Muito desconcentrado, o FC Porto nada fazia bem feito, falhando passes e ocasiões de golo que não costuma falhar. Muitas vezes porque o Sporting, sempre pressionante e revelando um enorme espírito de sacrifício e uma grande força colectiva, também não deixava. E quando os portistas rematavam com acerto, estava lá Rui Patrício ou, como chegou a acontecer, a barra e Anderson Polga. Depois de estar em vantagem, a equipa de Paulo Bento abdicou de jogar no campo todo, passou a jogar mais recuado, só atacando através de um futebol directo, tentando aproveitar os espaços que o FC Porto, a correr atrás do prejuízo, cedia na sua retaguarda.
Foi um jogo de qualidade mediana, e, por vezes, muito quezilento. Valeu pela vitória do Sporting e pelas exibições de Rui Patrício, Pereirinha (precisa de mais espaço na equipa para se afirmar em definitivo), Anderson Polga, Izmailov e Vukcevic (parceiro de Liedson, na frente, e com uma entrega ao jogo e uma disponibilidade física notáveis). FOTOS: Steven Governo (Associated Press)
MEMÓRIAS LEONINAS O "Secretário" de Acosta...
RECORTES LEONINOS
DE QUARESMA A PAULO BENTO *
(...) Mas a contratação de futebolistas por valores do primeiro escalão europeu não corresponde, definitivamente, à política do Sporting, cuja prioridade, de novo a fazer fé nas palavras de Soares Franco antes do jogo com o Beira-Mar, passa pelo futebol da formação. Se conseguir preservar esta aposta, Soares Franco, como é evidente, pode estar agora a encher os cofres dos bancos que emprestaram dinheiro ao Sporting, mas a impedir que no futuro se repitam os casos Quaresma, hoje por hoje o jogador mais importante no FC Porto bicampeão nacional e que se prepara para visitar Alvalade com 14 pontos de avanço. Quando percebeu que tinha a possibilidade de fazer regressar Quaresma a Portugal por um valor aquém da qualidade do extremo formado pela escola leonina, Pinto da Costa antecipou-se à concorrência e comprou um futebolista determinante nos dois últimos títulos e que em Julho próximo poderá render vários milhões de euros assim que terminar o Campeonato da Europa. Para garantir isso, o presidente portista precisou apenas de renovar com o senhor das trivelas até 2011. Estivesse Soares Franco desobrigado de prestar tanta atenção às reuniões de Câmara e teria certamente aproveitado o contexto para fazer algo de semelhante em Alvalade, ou seja, renovar com Paulo Bento pelo menos até 2011. Seria a melhor forma de finalmente provar que quer mesmo fazer de Bento o Alex Ferguson do Sporting (sim, sem Carlos Queiroz) e de elevar os níveis de motivação no plantel antes de um Sporting-FC Porto.
João Rosado, "Diário de Notícias", 25-01-2008
(*) - Título do LEÃO DA ESTRELA
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MEMÓRIAS LEONINAS O calcanhar de Jordão
MEMÓRIAS LEONINAS O jogo de Mário Jorge
No dia 17 de Janeiro de 1982, fez há dias 26 anos, o Estádio de Alvalade foi palco de uma das vitórias mais saborosas do Sporting sobre o FC Porto. Não só porque essa vitória, por 1-0, significou mais um passo rumo à conquista do campeonato, mas também porque resultou de uma opção táctica do treinador de então, o inglês Malcolm Allison, que surpreendeu os adeptos sportinguistas e foi, até, muito criticada. Mas o inglês ousou arriscar e… ganhou. Nessa temporada, o Sporting possuia um tridente ofensivo demolidor, constituído por Manuel Fernandes, António Oliveira e Rui Jordão, mas este último estava a passar um período de menor inspiração. Não obstante tratar-se de um símbolo da equipa, Malcolm Allison decidiu retirar Jordão da convocatória para o importante jogo com o FC Porto, fazendo alinhar no seu lugar o extremo-esquerdo Mário Jorge, um produto da formação leonina que, com apenas 20 anos, era suplente. Com esta opção, Allison pretenderia, por um lado, “mexer” com Rui Jordão no plano psicológico e, por outro lado, surpreender o então lateral-direito do FC Porto e da selecção nacional, Gabriel Mendes. E conseguiu. Aos 34 minutos, Mário Jorge apontava o golo que decidiria a partida, que se tornou inesquecível para o então jovem leonino. Desde então, Mário Jorge, que tinha um dos melhores pés esquerdos do futebol português naquela época, tendo passado ao lado de uma excelente carreira, ganhou espaço na equipa. De tal modo que terminaria a época como titular, adaptado ao lugar de defesa-esquerdo, ele que sempre fora um atacante. Quanto a Rui Jordão, que ficara de fora na partida com o FC Porto, regressou à titularidade oito dias depois, marcando um dos golos da robusta vitória leonina (3-1) sobre o Belenenses, no Estádio do Restelo. E na jornada seguinte assinou mais três golos ao Académico de Viseu... Fez-lhe bem não defrontar os portistas...
sábado, 26 de janeiro de 2008
O fracasso das SAD's em Portugal
Segundo os especialistas, o problema está na excessiva concentração das acções numa só entidade (no caso, os próprios clubes). Mas parece ser um problema difícil de ultrapassar, tendo em conta as razões culturais e históricas subjacentes a uma existência centenária dos três maiores clubes portugueses.
Sporting, Benfica e FC Porto são instituições maiores do que o País, com adeptos em todo o território nacional e também no estrangeiro. São marcas muito fortes, que só funcionam movidas pela paixão. São clubes muito grandes num País que é pequeno. Se perdessem o controlo das suas equipas de futebol, ficariam à mercê de qualquer investidor que, por seu turno, poderia transformar cada clube naquilo que quisesse. Num mero entreposto de jogadores, por exemplo, sem qualquer cultura sportinguista, benfiquista ou portista. Porém, só assim uma SAD acompanharia a dinâmica do mercado e seria apetecível aos grandes investidores.
A questão é saber se os sócios, os adeptos e os dirigentes históricos dos grandes clubes portugueses estão dispostos a isso, trocando a vida centenária dos seus clubes, que se conhece, por algo incerto, uma vez que o controlo dos clubes passaria a ficar… incontrolável. É aqui que reside a grande encruzilhada do Sporting – há muito que a actual direcção vem defendendo o fortalecimento da SAD através da aquisição do Estádio José Alvalade e da Academia de Alcochete… –, mas também do Benfica e do FC Porto.
Se calhar, faria sentido que os clubes portugueses repensassem a sua estratégia de gestão e ponderassem o fim das sociedades anónimas desportivas. Portugal é Portugal. A Inglaterra é a Inglaterra. O Sporting, o Benfica e o FC Porto, que são clubes suficientemente grandes para poderem ter vida própria fora do mercado bolsista, têm uma história e uma cultura que não podem ser alienadas. Sob pena de deixarem de fazer sentido tal como os conhecemos.
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FORAM LEÕES Carlos Queiroz
O HOMEM DA TEORIA
O País caminhava na modorra habitual, em Março de 1989, quando uma selecção nacional tropeça num título mundial de juniores. Os olhos da nação viram-se para um jovem, bigode alinhado e olhar profundo. Muitos viram nele o precursor de uma nova era no futebol português, um corte com um passado que havia condenado pelo menos duas gerações de futebolistas a ‘passar ao lado de grandes carreiras’. Formado pelo ISEF em 1975, após a chegada de Moçambique, onde nasceu, Carlos Queiroz foi jogador modesto (guarda-redes em escalões jovens) e sempre preferiu a parte teórica do futebol. ‘Estagiou’ como adjunto de Mário Wilson no Estoril-Praia. Em 1987 é contratado pela FPF para a formação. Meticuloso, organizado, metódico quase à exaustão, sagra-se bicampeão do Mundo de sub-20. Chamam-lhe “o pai da Geração de Ouro”. A promoção à Selecção A foi um passo natural, mas em 1993 abandona a FPF após deixar a Selecção fora de mais um Mundial e diz ser urgente “varrer a porcaria da Federação”. Ingressa no Sporting, mas não consegue ser o D. Sebastião leonino. Deixa o País e corre Mundo. Assenta em Manchester, como braço-direito de Alex Ferguson. Pelo meio acrescenta uma mal sucedida passagem pelo Real Madrid. Há lacunas no currículo que ainda estão por preencher.
Autor: Mário Pereira, "Correio da Manhã", 19-01-2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
FORAM LEÕES Luizinho
Luizinho foi um dos melhores defesas-centrais da história do futebol brasileiro que, fora do Brasil, jogou apenas no Sporting. Foi entre 1989 e 1992, período que correspondeu aos primeiros três anos da gestão de Sousa Cintra como presidente do clube de Alvalade. Uma contratação que trouxe valor acrescentado ao futebol leonino. Luiz Carlos Ferreira, conhecido por Luizinho, foi um central clássico, que não precisava de utilizar a violência para desarmar o adversário. Chegou a Lisboa com 31 anos, depois de ter estado no Campeonato do Mundo de 1982 e de ter representado a selecção brasileira durante sete anos. Ao contrário da maioria dos atletas da sua posição, não se destacava pela raça e pelo vigor físico. Foi o estilo clássico que o consagrou. Era considerado um central-craque. Perfeito na antecipação e no jogo posicional, desarmava os adversários sem recorrer ao choque. Saía da defesa para o ataque, como poucos, executando bons passes e lançamentos primorosos, como se fosse um jogador de meio-campo. Luizinho é o que se pode considerar um homem intimamente ligado às suas origens. Jogou no Villa Nova – clube de Nova Lima, a sua cidade natal, no Estado de Minas Gerais –, entre 1975 e 1977. Nos onze anos seguintes representou o Atlético Mineiro. Depois aconteceu a aventura europeia, no Sporting Clube de Portugal, onde não conquistaria nenhum título nacional ou internacional. Integrou, porém, a equipa orientada por Marinho Peres que chegou às meias-finais da Taça UEFA, em 1990-91, tendo sido eliminada pelo Inter de Milão. Entre 1992 e 1994, já no fim da carreira, representou o Cruzeiro. E terminou no clube onde começou, o Villa Nova, entre 1995 e 1996. O curioso é que Luizinho, agora com 49 anos, passou para o clube dos dirigentes. Há um ano, assumiu a vice-presidência do Villa Nova, precisamente onde nasceu para o futebol – cujo sítio oficial na Internet, num exercício de memória notável, menciona o facto de Luzinho ter jogado no “Sporting de Portugal”. O Villa Nova – que tem a particularidade de ser conhecido como o “Leão do Bonfim” –, subiu à Série B do futebol brasileiro (II Divisão Nacional), e vai disputar agora o campeonato mineiro. O título estadual foge desde 1951, mas Luizinho quer recuperá-lo rapidamente, tanto mais que o Villa Nova, em 2008, está a comemorar o centenário. O clube foi fundado em 28 de Junho de 1908, em Nova Lima, por mineiros ingleses da Mineração Morro Velho, considerada a mais profunda mina de ouro do mundo. Foi a primeira equipa de Minas Gerais a ceder jogadores à selecção brasileira. Um deles foi Luizinho.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Taça da Liga à vista
O "caso" Quaresma
Ricardo Quaresma, que era um “enfant terrible” quando fez os primeiros anos de sénior ao serviço do Sporting, sendo apontado a dedo, entre outros motivos, por ser de etnia cigana, foi, agora, protagonista de mais um caso, desta vez no FC Porto. Como um menino mimado, queixou-se dos assobios dos adeptos portistas e deu a entender que o seu tempo no clube estaria à beira do fim. Um caso destes, se tivesse ocorrido no Sporting, seria motivo de páginas e páginas de jornais, de horas e horas de programas de rádio e televisão e, eventualmente, de um processo disciplinar ou coisa parecida. E o que é que aconteceu? Demonstrando uma liderança forte em defesa dos superiores interesses do FC Porto, a SAD de Pinto da Costa desautorizou vozes presumivelmente representativas do clube, comprou a totalidade do passe do jogador e renovou-lhe o contrato até 2011. Isso não significa que o jogador não possa sair no final desta temporada. Mas a verdade é que a polémica, aparentemente, terminou e Quaresma voltou a declarar o seu amor pelo FC Porto.
Obs. - Escusado será dizer que um caso destes no Benfica seria motivo para 269 reuniões entre Luís Filipe Vieira e José António Camacho.
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Informar os sportinguistas
Agora que, finalmente, a Câmara de Lisboa aprovou a urbanização para os terrenos do antigo Estádio José Alvalade, seria importante que o presidente Filipe Soares Franco utilizasse o sítio oficial do Sporting na Internet para explicar em que situação ficam as contas do clube. Entregando à MDC a viabilidade construtiva obtida na Câmara Municipal e recebendo dinheiro em troca, como ficarão as contas? Os 27,5 milhões de euros vão servir para abater a dívida ao BES ou ao BCP? Quanto ficará a dever o Sporting a cada banco e por quanto tempo?
O sítio oficial do Sporting na Internet poderia servir para prestar estas informações, em vez de ser palco de macacadas, como aquela da ideia de substituir Rui Santos no programa "Tempo Extra", da SIC Notícias, felizmente já retirada.
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O LEÃO DA ESTRELA na imprensa
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
O LEÃO DA ESTRELA na Sport TV
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CORREIO LEONINO
Agradeço, muito sensibilizada, as amáveis e carinhosas referências ao meu 85º aniversário. O meu coração será sempre verde até ao meu último momento. O Sporting e os sportinguistas sabem que, desde sempre, o nosso querido clube pôde contar com a minha dedicação, com a minha devoção e com o meu esforço, enquanto atleta. Só não dei glória ao Sporting, mas tive a felicidade de assistir e viver muitas das suas inesquecíveis glórias. Também o meu agradecimento aos sócios, que tão generosos foram nos seus comentários. Afectuosas Saudações Leoninas. VIVA O SPORTING!!!
Maria de Lourdes Borges de Castro, sócia nº 6 do Sporting Clube de Portugal (enviado por e-mail)
Maria de Lourdes Borges de Castro, sócia nº 6 do Sporting Clube de Portugal (enviado por e-mail)
Brincadeira pegada
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