sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Sporting fora da agressão a Rui Santos
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
RECORTES LEONINOS Sporting-Benfica
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
O milagre de Purovic
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Violência gratuita
LEÃO DA ESTRELA na imprensa
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Rui Santos agredido por encapuzados na SIC
Ter uma voz livre e independente é cada vez mais caro nos tempos que correm. O jornalista Rui Santos, autor do programa “Tempo Extra”, da SIC Notícias, foi agredido por desconhecidos no interior do parque de estacionamento da estação de televisão de Pinto Balsemão, ao princípio da madrugada de hoje, após mais uma edição do programa. Rui Santos, que tinha acabado de entrar no seu automóvel, acabou por não ser molestado durante a emboscada, em que participaram três indivíduos encapuzados e munidos de barrotes, o que se deveu ao facto de a cena ter sido avistada pelo jornalista Luís Branco, que entretanto se aproximou do local, e por um segurança, afugentando os agressores, que se puseram em fuga, num carro que estaria no exterior das instalações da SIC. Durante o ataque a Rui Santos, os três encapuzados não falaram, pelo que o jornalista desconhece as suas motivações e de que clube são adeptos. É o regresso das agressões a jornalistas no futebol português. Absolutamente lamentável.
Não matem Rui Patrício!
O Sporting perdeu em Setúbal por várias razões. A saber: porque o árbitro anulou um golo que deveria ter sido validado, logo aos 5 minutos; porque Rui Patrício ofereceu o tal “frango”, num lance de que nenhum guarda-redes do mundo, seja jovem ou experiente, está livre; e, sobretudo, porque o Sporting não jogou o suficiente para ganhar. Esta última razão é a mais forte. Mas todos batem agora no guarda-redes, que cometeu um erro que qualquer guarda-redes comete em qualquer idade.
O problema é que um falhanço de Rui Patrício, por ser um guarda-redes, dá mais nas vistas. Mais a mais, o guarda-redes do Sporting tem esse pecado enorme que é ser jovem, muito jovem. Logo, é mais fácil atacá-lo. O guarda-redes é o elo mais fraco de uma equipa. E um “frango” até dá um título jeitoso…
Voltando a Rui Patrício. Era importante que o Sporting, através de Paulo Bento, de Pedro Barbosa – já é tempo de dizer alguma coisa –, de Miguel Ribeiro Teles ou de Soares Franco, viesse hoje a público defender o seu jovem guarda-redes. Porque, repito, o Sporting perdeu porque jogou mal e não soube responder tacticamente a um Vitória de Setúbal forte e motivado. FOTO: "Record"
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Não há duas sem três...
sábado, 23 de fevereiro de 2008
As notícias de Izmailov
O tempo de Rui Patrício
FRASES LEONINAS
Luís Freitas Lobo, “Expresso”, 23-02-2008
“Liedson já entrou na minha galeria com um dos grandes futebolistas da história do Sporting.”
Manuel Fernandes, antigo jogador e treinador do Sporting, “Diário de Notícias”, 23-02-2008
“Quando Izmailov decidiu abraçar a aventura leonina percebeu que tinha de se concentrar no projecto verde e branco com todas as suas forças. Para tal, fez saber ao seleccionador do seu país, o holandês Guus Hiddink, que preferia não ser convocado para os próximos compromissos da equipa nacional do seu país.”
Notícia assinada pelo jornalista Bruno Pires, segundo a qual o russo Izmailov pode gerar lucro de sete milhões ao Sporting, se for comprado até 31 de Maio e vendido após o “Euro 2008”, “Diário de Notícias”, 23-02-2008
“Rui Patrício – Guardião do futuro”
Manchete de “A Bola”, 23-02-2008
“Com jovens portugueses, o Sporting é melhor.”
Rui Santos, “Correio da Manhã”, 23-02-2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O Leão mostra a sua raça!...
No entanto, o Basileia não baixou os braços e só não empatou, em duas ou três ocasiões, porque Rui Patrício fez hoje a sua melhor exibição ao serviço do Sporting. Mas a história da eliminatória acabou por ficar escrita em definitivo ainda antes do intervalo, com Liedson a elevar para 2-0 e a dar tradução ao domínio sportinguista. Ainda assim, Paulo Bento parecia imperturbável, no banco, tendo sido o roupeiro Paulo Gama a procurar dividir com ele o momento de alegria, dando-lhe umas palmadas nas costas. Mas nem assim o treinador esboçou sinais exteriores de contentamento…
O Basileia, que já se tinha revelado um conjunto inferior ao Sporting, caiu completamente, regressando para a segunda parte sem qualquer motivação para jogar. A equipa leonina ainda chegou ao 3-0, entrando depois numa série de golos falhados, alguns de forma incrível, que dariam para justificar uma goleada à moda antiga. O importante, no entanto, foi a vitória clara conseguida e a excelente promoção do futebol leonino no centro da Europa, onde o Sporting é seguido com paixão por milhares de portugueses, que há muito não festejavam uma vitória tão gorda nas competições europeias. Agora seguem-se os ingleses do Bolton - 15º classificado na I Liga Inglesa. Se o Sporting jogar o que pode e sabe, como tem feito em todos os jogos internacionais, seguirá em frente sem grandes problemas. FOTOS: Reuters e Associated Press
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
A irregularidade de Izmailov
Embora tecnicamente dotado, Izmailov continua a ser uma promessa adiada do futebol russo que está a confirmar em Alvalade a irregularidade demonstrada no Lokomotiv de Moscovo, ao que parece motivada por lesões de índole muscular demasiado frequentes. Esta semana, em Basileia, o Sporting precisava de Izmailov ao seu melhor nível, mas o atleta está ausente por causa de mais uma lesão. A verdade é que o jogador russo está mesmo longe de João Moutinho ou Miguel Veloso, por exemplo, em termos de tempo de jogo. Enquanto Moutinho e Veloso já participaram em 36 jogos na época em curso e já ultrapassaram os três mil minutos de jogo, Izmailov, embora tenha estado presente em 30 jogos, não foi além dos 2.035 minutos em campo. E acima do jogador russo estão nove jogadores com mais tempo de utilização. Só nos jogos da I Liga, João Moutinho e Liedson, com 1710 minutos de jogo, têm o dobro do tempo de futebol nas pernas que Izmailov (apenas 884 minutos em 14 dos 19 jogos já disputados).
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
RECORTES LEONINOS João Moutinho
À quarta época, João Moutinho é o mais regular e bem pago do Sporting. As saídas, há um ano, de Ricardo, Marco Caneira e Custódio abriram caminho a um sucessor: João Moutinho recebeu a braçadeira de "capitão" do Sporting com 20 anos. E tornou-se o mais jovem "capitão" da história do clube desde Francisco Stromp, um dos fundadores do Sporting em 1906. A maturidade de Moutinho depressa ganhou espaço na equipa - ele que começou a pré-temporada de 2004/05 mas foi dispensado devido ao excesso de jogadores no meio-campo. Mas a saída do brasileiro Tinga voltou a abrir uma vaga nos seniores e Peseiro não hesitou em ir buscá-lo aos juniores. Quando foi lançado, jogava na equipa o "capitão" Pedro Barbosa, actual director do futebol leonino e um dos jogadores que Moutinho diz mais admirar, juntamente com Rui Costa e João Pinto. Desde essa partida para a Taça com o Pampilhosa, em que entrou a render Hugo Viana, o camisola 28 raras vezes voltou a sair da equipa. Em três épocas e meia, Moutinho fez 132 jogos (84 consecutivos) repartidos entre campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga, Champions e Taça UEFA. Agora, leva 19 jogos consecutivos na Liga. Marcou anteontem o quarto golo da época, um arco perfeito. Embalou o Sporting para o triunfo sobre o Estrela e justifica ser o mais bem pago do plantel, à frente de Liedson.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
OS NOSSOS CAMPEÕES (9) Moniz Pereira
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Tranquilidade, muita tranquilidade...
Foi o suficiente para serenar o Sporting. Só que serenou talvez em demasia, porquanto, passando a jogar contra dez, aos 41’, e contra nove aos 55’, por expulsão do guardião Nélson, a equipa leonina continuou a jogar nas calmas, parecendo que continuava frente a um Estrela da Amadora formado por onze, e nem sequer aproveitou uma grande penalidade (novo falhanço de Anderson Polga). Até que Liedson, já no último quarto de hora, num lance em que foi rápido a aproveitar um erro do guarda-redes contrário, regressou aos golos na I Liga e fixou o resultado, com sabor a pouco tendo em conta as circunstâncias.
No fundo, e não obstante o Sporting ter somado a terceira vitória consecutiva em todas as competições, que é importante para aumentar os índices de confiança, a verdade é que este foi mais um jogo em que a equipa leonina fez apenas o mínimo indispensável para ganhar, voltando a não cativar os adeptos.
Quanto ao árbitro Artur Soares Dias, do Porto, dois erros a registar: na primeira parte, Abel foi derrubado dentro da área num lance que, quanto a mim, seria merecedor da marcação de grande penalidade; na segunda parte, Nélson não derrubou Tiuí, pelo que não deveria ter sido expulso, nem deveria ter sido assinalada grande penalidade. Mas aqui o “mérito” foi do avançado brasileiro, que se projectou sobre o guarda-redes, aproveitando o estado escorregadio do relvado para iludir a equipa de arbitragem. Finalmente, realce para o regresso do brasileiro Pedro Silva, após longa paragem por lesão. Por aquilo que mostrou, é capaz de ser um reforço importante para o que falta da temporada. FOTO: Hugo Correia (Reuters)
FORAM LEÕES Alfredo Di Stéfano
OS NOSSOS CAMPEÕES (8) Nélson
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Reflexos de uma gestão errática
Com pouco mais de metade da época decorrida, os exemplos falam por si: Rui Patrício na baliza e Stojkovic no banco; o falhanço de Marían Had; Gladstone no banco e Daniel Carriço “perdido” no Chipre; Purovic sem qualidade e Carlos Saleiro emprestado ao Fátima, etc.
Estes casos provam-nos que seria possível, na pior das hipóteses, fazer o mesmo, sem investir em novos contratos com jogadores desenraizados do futebol português e da mística sportinguista e aproveitando os valores nacionais, valorizando, deste modo, o trabalho do Sporting como grande escola de formação de jogadores e, por consequência, os seus activos. Porque Stojkovic, Gladstone, Marían Had e Purovic, por exemplo, não trouxeram experiência nem valor acrescentado! Antes pelo contrário. Isto num plantel que já tinha Carlos Paredes em fim de carreira e acomodado por um dos melhores salários do grupo e o mediano Pontus Farnerud.
Quanto a Marían Had, falhou em Alvalade e acaba de rescindir o contrato. Foram seis meses perdidos, que poderiam ter ficado mais baratos à SAD do Sporting e poderiam (ou não) ter confirmado André Marques como possível lateral-esquerdo para o futuro. Agora chegou o argentino Leandro Grimi – uma excelente opção, se confirmar e melhorar os indicadores já fornecidos. Depois de seis meses perdidos. FOTO: André Figueiredo
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Manuel Fernandes, o sportinguista
RECORTES LEONINOS Vukcevic
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
O regresso das grandes noites europeias
O clube dos dinossauros
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
A fruta de Valentim
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
O SCP e a protecção aos clubes formadores
Num mundo globalizado, os ricos tornam-se facilmente mais ricos e os pobres têm tendência a ficar mais pobres. É que o que está a acontecer hoje em Portugal, com o atrofiamento financeiro da chamada classe média e com os salários e lucros cada vez mais altos dos quadros de topo e das empresas que dominam a economia, designadamente as do sector bancário. O mesmo fenómeno está a verificar-se no futebol mundial, com os jovens talentos de vários pontos do mundo a serem adquiridos pelos maiores clubes europeus, onde estão os mais ricos e melhor preparados para rendibilizar devidamente esses talentos. Arsenal, Barcelona e Manchester United são três exemplos desses clubes ricos que atraem miúdos de todo o mundo, geralmente em prejuízo dos clubes de origem.
O Sporting é um clube com excelentes condições para a formação, e com provas dadas, mas é um clube limitado por pesados compromissos financeiros com a banca e, portanto, sem capacidade para investir na contratação de futebolistas de qualidade indiscutível, que no auge das suas carreiras têm propostas mais tentadoras em outras latitudes. E está num país pobre, cujo futebol não conta para o “totobola” europeu, não obstante o excelente nível alcançado pelas selecções nacionais nos últimos anos – mercê, também, do trabalho leonino na formação. Só que, essa formação não tem trazido para o clube os dividendos desportivos e financeiros que seriam de esperar: o Sporting não é a máquina de fabricar títulos que é, por exemplo, o FC Porto, e está mergulhado em dívidas, apesar de ter formado e vendido futebolistas como Luís Figo, Simão Sabrosa, Hugo Viana, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Emílio Peixe, Nani e muitos outros.
Conforme o cenário está montado, e de acordo com o modo como este mercado selvagem funciona à escala global, os miúdos tanto aterram hoje no Sporting como, no ano seguinte, saem de Alcochete e são desviados para Espanha, Itália ou Inglaterra. Sem que o clube formador, atrofiado pela absoluta necessidade de dinheiro, seja devidamente compensado.
Ainda há relativamente pouco tempo, os jogadores Adrien Silva, Fábio Ferreira e Ricardo Fernandes, então nos Juniores B do Sporting, “fugiram” para Londres, seduzidos pelo Chelsea. Adrien Silva, que acabou por prolongar o seu vínculo com o clube, com a intervenção da família, reflectiu e voltou a Alcochete. Os outros dois não voltaram.
Neste quadro, e tendo em vista dar protecção aos clubes formadores, o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, poderia encetar um caminho inovador, tanto mais agora que as cláusulas milionárias parecem também estar comprometidas. Como acontece em qualquer indústria, há produtos que obtêm a chamada certificação de qualidade, a qual obedece a diversos critérios. Ora, também no futebol faria todo o sentido criar a certificação internacional de qualidade para distinguir os clubes que investem na formação daqueles que apenas aproveitam o trabalho formativo feito por outros.
Neste sentido, o Sporting – que até formou Cristiano Ronaldo, que é considerado o mais completo jogador da actualidade – poderia emergir como defensor dos clubes formadores, lançando uma campanha mundial junto da FIFA pela criação de mecanismos legais que possibilitem esta certificação, que também poderia ser justificada pela globalização da economia e pelo imperativo de sobrevivência dos clubes mais pequenos, sem os quais continuará a aumentar o fosso entre os mais pobres e os mais ricos, prejudicando a indústria do futebol.
Se o Sporting Clube de Portugal é uma empresa da indústria futebolística que cria talentos para o futebol (e eles têm de ser criados sob pena de o futebol acabar como indústria lucrativa) e se o Sporting teve de investir em determinada estratégia, construindo uma Academia de Futebol, para ser uma empresa formadora de qualidade, então, a FIFA tem obrigação de defender as empresas que lhe dão a matéria-prima, ou seja, os jogadores, sem os quais não existe a indústria do futebol, concedendo certificações internacionais aos clubes que tenham determinadas condições consideradas essenciais para serem considerados “clubes formadores”.
O que é que o Sporting Clube de Portugal ou outros clubes formadores ganhariam com isso? É muito simples: um jogador que fizesse a sua formação num clube certificado internacionalmente como formador não poderia ser transferido antes dos 23 anos de idade, a não ser por acordo mútuo, mediante determinadas contrapartidas, nomeadamente cláusulas de rescisão mais altas, aumentando o peso negocial dos pequenos clubes, dando efeitos práticos às cláusulas de rescisão. Uma protecção deste género seria uma forma de compensar os clubes vocacionados para a formação, pois não só teriam a possibilidade de obter rendimento desportivo dos seus talentos na equipa principal durante, pelo menos, cinco anos, como afastaria dos clubes e dos jogadores as tentações inflacionistas dos empresários, assim como permitiria um amadurecimento programado e coerente de cada jogador formado. Por outro lado, ao serem compensados devidamente pela venda de jovens talentos, os clubes formadores teriam meios financeiros para ir ao mercado.