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No último sábado, precisamente no dia em que o Sporting perdeu a Taça da Liga para o Vitória de Setúbal por nada ter feito para ganhar, o treinador do Benfica, Fernando Chalana, em entrevista ao “Correio da Manhã”, disse uma coisa muito simples, a partir da sua própria experiência, como antigo jogador do clube da Luz, sobre aquilo que, em “futebolês”, é conhecido por “mística” de um clube.
O que disse, então, Fernando Chalana? Isto: “A mística do Benfica é sentir vergonha quando a equipa não ganha. Tem de ser transmitida dos mais velhos para os mais novos. É trabalho de balneário. São as vitórias, é sentir o Benfica. (…) Quando se ganha, ri-se, mas quando se perde há que sentir essa derrota e nem sair de casa. No meu tempo não saíamos de casa com empates ou derrotas. Empatar, aliás, era como uma derrota. Fui habituado a isso desde que cheguei ao Benfica. Só saía para jantar com a namorada ou já com mulher e filhos quando ganhávamos. É essa postura que temos de transmitir a quem chega.”
Ora, um dos problemas do Sporting na actualidade, desde os dirigentes aos jogadores, é precisamente a falta de uma cultura de exigência que admita a vitória como único resultado aceitável. No jogo que o Sporting fez no Algarve, com o Setúbal, não encontrámos uma fase do encontro em que a equipa leonina tivesse procurado a vitória por todos os meios ao seu alcance, ou tivesse demonstrando alma e força de vontade suficientes para dar a volta ao jogo. Por outras palavras, não houve cinco, nem dez, nem quinze, nem vinte minutos "à Sporting"... A equipa jogou da mesma maneira e ao mesmo ritmo do princípio até ao fim. E isso aconteceu porque, em Alvalade, já não há vergonha por perder ou empatar. Porque nada acontece. Paulo Bento procurou estimular os jogadores, mas até na frase capital admitiu a derrota: “Se perdermos será como perder a Liga dos Campeões”, disse o treinador. Pois é, mesmo a motivar, Paulo Bento “tropeçou” na derrota…
Diga-se que este problema não é exclusivo do Sporting. O próprio Benfica de Fernando Chalana também padece dele, há vários anos. É por isso que o Sporting e o Benfica já precisam de levantar a cabeça para olhar para o lugar que o FC Porto vai ocupando na I Liga, pelo terceiro ano consecutivo. E o FC Porto ganha mais vezes porque, independentemente de tudo, construiu uma estrutura sólida que exige o máximo dos seus quadros, fazendo-os ter vergonha de perder ou empatar. É por isso que, sempre que os portistas perdem um jogo em Lisboa, a viagem de regresso dos jogadores ao Norte é mais parecida com a viagem para um funeral. É um cultura diferente. Que se reflecte nos resultados.
O que disse, então, Fernando Chalana? Isto: “A mística do Benfica é sentir vergonha quando a equipa não ganha. Tem de ser transmitida dos mais velhos para os mais novos. É trabalho de balneário. São as vitórias, é sentir o Benfica. (…) Quando se ganha, ri-se, mas quando se perde há que sentir essa derrota e nem sair de casa. No meu tempo não saíamos de casa com empates ou derrotas. Empatar, aliás, era como uma derrota. Fui habituado a isso desde que cheguei ao Benfica. Só saía para jantar com a namorada ou já com mulher e filhos quando ganhávamos. É essa postura que temos de transmitir a quem chega.”
Ora, um dos problemas do Sporting na actualidade, desde os dirigentes aos jogadores, é precisamente a falta de uma cultura de exigência que admita a vitória como único resultado aceitável. No jogo que o Sporting fez no Algarve, com o Setúbal, não encontrámos uma fase do encontro em que a equipa leonina tivesse procurado a vitória por todos os meios ao seu alcance, ou tivesse demonstrando alma e força de vontade suficientes para dar a volta ao jogo. Por outras palavras, não houve cinco, nem dez, nem quinze, nem vinte minutos "à Sporting"... A equipa jogou da mesma maneira e ao mesmo ritmo do princípio até ao fim. E isso aconteceu porque, em Alvalade, já não há vergonha por perder ou empatar. Porque nada acontece. Paulo Bento procurou estimular os jogadores, mas até na frase capital admitiu a derrota: “Se perdermos será como perder a Liga dos Campeões”, disse o treinador. Pois é, mesmo a motivar, Paulo Bento “tropeçou” na derrota…
Diga-se que este problema não é exclusivo do Sporting. O próprio Benfica de Fernando Chalana também padece dele, há vários anos. É por isso que o Sporting e o Benfica já precisam de levantar a cabeça para olhar para o lugar que o FC Porto vai ocupando na I Liga, pelo terceiro ano consecutivo. E o FC Porto ganha mais vezes porque, independentemente de tudo, construiu uma estrutura sólida que exige o máximo dos seus quadros, fazendo-os ter vergonha de perder ou empatar. É por isso que, sempre que os portistas perdem um jogo em Lisboa, a viagem de regresso dos jogadores ao Norte é mais parecida com a viagem para um funeral. É um cultura diferente. Que se reflecte nos resultados.