terça-feira, 15 de abril de 2008
MEMÓRIAS LEONINAS O “hat-trick” de Manoel
segunda-feira, 14 de abril de 2008
O LEÃO DA ESTRELA na imprensa
MEMÓRIAS LEONINAS 1977-1978
Eis a equipa do Sporting que defrontou o Benfica no Estádio da Luz, em 12-02-1978, em jogo da 16ª jornada do Campeonato Nacional da I Divisão, que terminou com uma derrota leonina por 1-0. Foi um dos jogos azarentos de Jordão, que se lesionou gravemente, aos 26’, fracturando uma perna num lance com o defesa-esquerdo benfiquista Alberto. O avançado leonino, que já tinha 15 golos marcados em 15 jogos desse campeonato, só voltaria aos relvados na época seguinte.
domingo, 13 de abril de 2008
E o segundo lugar está à vista...
Frente ao Leixões - na ressaca de um fracasso europeu, com o Estádio José Alvalade a registar 30 mil espectadores motivados pela derrota humilhante do Benfica na noite de sexta-feira... -, e mesmo a jogar com demasiada “tranquilidade”, sem pressionar atrás, no meio ou à frente, o Sporting poderia ter chegado ao intervalo a ganhar por 1-0, se o árbitro Duarte Gomes não tivesse anulado um golo limpo e bonito a Liedson (37’). Se dúvidas houvesse, o árbitro provou que o Sporting não estava mesmo a jogar sozinho…
Daí que a vitória leonina (2-0) tenha sido mais sofrida do que teoricamente seria de esperar. Os golos vieram quase de rajada, desta vez na marcação de dois pontapés-de-canto, com Ronny a assistir as cabeças de Tonel (52’) e Liedson (59’), confirmando assim uma rápida aproximação leonina ao segundo lugar, que agora é do Vitória de Guimarães, que acumula mais dois pontos. Estranha esta situação de o Sporting depender de um clube vindo da II Divisão para ter acesso ao segundo lugar no campeonato… Ainda assim, em melhor posição do que o Benfica, que gastou mais do triplo na contratação de jogadores oriundos de vários pontos do mundo, sem esquecer os dois treinadores que já despachou...
Registo para a expulsão de Ronny (68'), por acumulação de cartões amarelos. E sobre ela ocorre-me perguntar uma coisa: se Ronny jogasse no Estádio do Dragão e equipasse de azul e branco e fizesse o que fez neste jogo com o Leixões também seria expulso?...
Infelizmente, as diferenças pontuais continuam a ser feitas também pelos árbitros. O Sporting ganhou ao Leixões e não precisou do golo mal anulado. Ao decidirem sobre uma eventual posição irregular de Liedson, o árbitro e o auxiliar devem ter tido dúvidas. Mas optaram por castigar o futebol ofensivo do Sporting e o excelente golo de Liedson. O problema é que o FC Porto, mesmo já campeão, continua a marcar golos duvidosos que não oferecem dúvidas aos árbitros. Golos que dão vitórias, pontos e campeonatos... FOTO: Hugo Correia (Reuters)
RECORTES LEONINOS
(..) O presidente [do Sporting] deve estar aliviado. Podemos concentrar-nos no objectivo principal, que é ser a equipa que perde por menos em relação ao FC Porto. Provavelmente, o segundo lugar até é o que a Direcção prefere: permite a ida à Liga dos Campeões sem ter de pagar os prémios por vitória no campeonato. Ufa!
RECORTES LEONINOS
RECORTES LEONINOS
sexta-feira, 11 de abril de 2008
A profecia de Soares Franco
Núcleos e filiais: a mudança necessária
Independentemente disso, é imperioso fazer uma reestruturação nesta área. E uma reestruturação implica mudar. Mudar radicalmente, adequando o clube aos novos tempos. A verdade é que o papel de uma delegação, de um núcleo e de uma filial na promoção do clube e do sportinguismo poderia ser muito maior, designadamente nas cidades mais afastadas de Lisboa ou em grupos de sportinguistas inseridos em comunidades de portugueses nos vários pontos da Europa e do Mundo. E uma extensão do Sporting também deveria ser vista pelo clube como uma oportunidade geradora de receitas, através do "merchandising", do aumento do número de associados, da venda de bilhetes para os jogos, etc..
Uma das hipóteses poderia passar pela conversão das delegações, dos núcleos e das filiais em "Casas do Sporting". Nos casos em que isso fosse possível, evidentemente. A Casa do Sporting seria a única forma de representação do clube numa determinada cidade. O Sporting Clube de Portugal registaria a marca CASA DO SPORTING e criaria uma rede de “franchising” – mediante um conceito comercial uniforme e inovador – para os associados sportinguistas que estivessem interessados em assumir o negócio. Que negócio? Seria um espaço de convívio, um bar, um restaurante, um café-bar, um espaço Internet, onde seria possível assistir aos jogos do Sporting, onde seria possível a inscrição como sócio ou o pagamento da quota anual, onde seria possível comprar a camisola do Liedson ou do João Moutinho, onde seria possível comprar o bilhete para o próximo jogo, onde seria possível receber a visita do presidente do clube ou dos jogadores, enfim, um espaço de sportinguistas e para sportinguistas, que, evidentemente, estaria aberto a todo o público. Muitos destes espaços poderiam, inclusive, ter uma dimensão ainda maior, se estivessem, por exemplo, associados ao negócio das escolinhas de futebol, que poderiam funcionar em todos os distritos do País, incluindo as ilhas dos Açores e da Madeira. O LEÃO DA ESTRELA lança o debate.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Um duche escocês
O jogo de Lisboa começou com a Sporting a realizar uma espécie de prolongamento do jogo de Glasgow. Mas um prolongamento de menor qualidade, dado que agora havia ansiedade, a estranha ansiedade que bloqueia o Sporting nos momentos decisivos, e que já merecia a contratação de um bom psicólogo para a equipa técnica. A necessidade de ganhar pedia um Sporting avassalador desde o primeiro minuto. Pedia os “raids” de Bruno Pereirinha e de Yannick Djaló, mas eles ficaram no banco. A ausência de Anderson Polga talvez reclamasse Miguel Veloso na sua posição, puxando João Moutinho para o centro mais recuado do losango do meio-campo. O terreno pesado e o porte atlético dos escoceses talvez dispensasse Romagnoli e pedisse, em seu lugar, o remate fácil, a força e a disponibilidade de Vukcevic, mesmo longe da melhor forma. Mas Paulo Bento não entendeu assim.
O Sporting foi previsível e não acertou na baliza adversária. A única vez em que acertou, Liedson rematou ao poste. Falar em "falta de sorte" seria um eufemismo. E a equipa só se tornou imprevisível, mas no pior sentido, quando ficou a perder, numa altura em que corria contra o tempo e só faltava meia hora para jogar, com Paulo Bento a tirar defesas e a meter os avançados que tinha (ou não tinha...). Mas estava à vista de todos que não havia nada a fazer, porque o “autocarro” escocês era demasiado grande para um futebol ofensivo tão desgarrado... O Sporting dizia adeus à Europa. E Soares Franco foi ao balneário dar um abraço forte ao treinador. Afinal, o mais importante é o segundo lugar na Liga Portuguesa. Enquanto for possível lá chegar. FOTOS: Nacho Doce (Reuters)
quarta-feira, 9 de abril de 2008
O futebol português de A a Z...
A substituição de Tello e o passivo do SCP
É bom lembrar este caso numa altura em que muitos sportinguistas se interrogam por que motivo o passivo do clube se mantém em números elevados, que teimam em não descer. Mais a mais porque um passivo resulta de investimentos, mas também de erros de gestão, pequenos e grandes. É igualmente bom recordar este caso quando muitos sportinguistas defendem a realização de uma auditoria às contas do clube. Uma auditoria é importante. Mas talvez o processo da mera substituição de um defesa-esquerdo ajude, de forma mais simples, a explicar por que é que o Sporting gasta muito dinheiro mal gasto.
Rodrigo Tello pretenderia duplicar o ordenado e passar a ganhar 50 mil euros por mês (curiosamente a verba agora pedida por Abel para renovar), o que daria um acréscimo de cerca de 250 mil euros no final da época. Como não foi aceite, o lateral-esquerdo chileno saiu e foi contratado o desconhecido Marian Had, vindo do Lokomotiv de Moscovo, a título de empréstimo, com o resultado que se viu. Não sabemos quanto é que Marian Had custou no tempo em que esteve em Alvalade. Depois veio Grimi, também por empréstimo do AC Milan. E pergunta-se: será Grimi mais barato que Tello no final do mês? Será Grimi assim tão superior a Rodrigo Tello que justifique os 3,5 milhões de euros que o Sporting terá de pagar pela aquisição do seu passe? Como diria o antigo primeiro-ministro António Guterres, “é fazer as contas”...
Mesmo sem fazer as contas, porque não temos todos os dados, e caso seja confirmada a compra da totalidade do passe de Grimi, a verdade é que, para substituir um lateral-esquerdo, o Sporting, em vez de ter investido 250 mil euros anuais com a renovação de um contrato, terá de gastar cerca de cinco milhões de euros, entre ordenados e o passe de um novo jogador. Ou seja, um milhão de contos em moeda antiga. Muito dinheiro, claro. Isto sem falar na instabilidade desportiva que a substituição de Tello, e depois a substituição de Marian Had, e mais tarde a adaptação de Leandro Grimi, causaram na equipa de futebol… E, assim, talvez se perceba por que é que o passivo do Sporting não é abatido... FOTO: www.sporting.pt
terça-feira, 8 de abril de 2008
Robinhos & Ronaldinhos...
Depois de Rodrigo Tui, Renatinho é mais uma oferta do catálogo do velho empresário Juan Figger, o mesmo que trouxe vários jogadores para o Sporting e algumas trapalhadas no tempo de Jorge Gonçalves, nos idos anos oitenta de má memória.
Independentemente do potencial de Renatinho, a questão é que estamos perante mais um jovem de 20 anos. Ora, jovens de 20 anos ou mais novos e com valor, portugueses ou estrangeiros, não faltam na equipa principal do Sporting e na Academia. Por isso, uma eventual contratação de Renatinho, repito, independentemente do seu valor como futebolista e do seu preço, seria incoerente.
De resto, antes de contratar mais um brasileiro, o Sporting precisa de saber quais são os brasileiros que vão sair no final da temporada. Pedro Silva, Gladstone, Anderson Polga, Ronny, Celsinho, Derlei, Rodrigo Tiuí e Liedson, que representam 30 por cento de um plantel de 26 jogadores, já formam um contingente “canarinho” significativo e com índices de rendimento muito diversos.
O que o Sporting precisa é de encarar cada contratação como um investimento capaz de gerar resultados desportivos que, por sua vez, façam aumentar as receitas. Precisa de contratar menos, ainda que tenha de contratar mais caro. Porque precisa de acrescentar qualidade e experiência à enorme qualidade que sai de Alcochete todos os anos. E porque o futebol de um clube vive de vitórias e não de operações bancárias ou contas de mercearia, como, muito bem, escreve hoje o jornalista Joel Neto, no “Jornal de Notícias”.
RECORTES LEONINOS Yannick Djaló
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Os berros de Pinto e Vieira
domingo, 6 de abril de 2008
Yannick show em Alvalade
Para a equipa do Sporting, o que fica de bom desta partida é mesmo o “show” concretizador de Yannick Djaló - que já marcou quatro golos em três jogos incompletos depois de uma paragem de quatro meses -, que desfez um jogo que estava equilibrado, sem oportunidades flagrantes de golo, com o jogo leonino pouco veloz e a parecer manietado face a uma equipa bracarense a jogar de cabeça levantada e sempre disponível para encontrar a baliza de Rui Patrício.
No segundo tempo, o Sporting reapareceu vergado pelos fantasmas de que tem sido afectado na temporada em curso, perdendo a batalha do meio-campo e revelando uma grande insegurança defensiva. Voltando a melhorar só nos minutos finais. Sujeitou-se, por isso, a momentos de grande aflição, que só a sorte (um remate na barra), a atenção de Rui Patrício (algumas defesas apertadas) e uma má decisão do árbitro (anulou um auto-golo de Abel aparentemente limpo) impediram os bracarenses de marcar, eventualmente, mais do que um golo em Alvalade, onde a presença de 28 mil espectadores traduz um efeito positivo da campanha europeia e também da realização do jogo a uma hora mais convidativa (18h30). Ainda sobre o árbitro, Bruno Paixão, também é bom que se diga que deixou o Braga terminar o jogo com onze jogadores, apesar de dois casos de prática de jogo violento sobre jogadores leoninos (Liedson e Farnerud)...
O LEÃO DA ESTRELA na imprensa
sábado, 5 de abril de 2008
Soares Franco, Cristiano Ronaldo e a formação
Não será preciso muito esforço para entender o raciocínio de Soares Franco. Basicamente, o presidente do Sporting quis dizer que, em quase cinco anos de trabalho em Inglaterra, Ronaldo evoluiu como jogador aquilo que ninguém pensaria em Alvalade, quando o atleta foi vendido, já com a temporada 2003-2004 em preparação, prejudicando a planificação técnica elaborada pelo treinador Fernando Santos.
Porém, o que está implícito naquela frase de Soares Franco – que atribuiu a explosão mundial de Cristiano Ronaldo à escola de formação do clube de Carlos Queirós… –, é algo muito mais sério. Sobretudo quando se pretende afirmar o Sporting Clube de Portugal pela qualidade da sua escola de formação. No fundo, Soares Franco pôs em causa a Academia de Futebol do Sporting como centro de formação de talentos de qualidade mundial, dizendo aos jovens futuros craques leoninos que, para evoluírem a sério no futebol de alta competição, terão que deixar Alcochete logo que possam. E pôs em causa a equipa principal do Sporting como espaço de crescimento de futebolistas de alto rendimento. A declaração do presidente, que deveria constituir um motivo de reflexão em Alvalade, nomeadamente no congresso que está em preparação, não ajudará nada na valorização da camisola do Sporting junto dos jovens atletas, nem foi nada agradável para os treinadores e todos aqueles que trabalham no futebol leonino, seja no futebol de formação, seja no futebol profissional.
Tudo isto numa pequena frase sobre a venda de Cristiano Ronaldo, que foi, de facto, prematura. Mas terá sido o negócio possível entre um clube português que se está a perder em juros a pagar à banca e uma máquina riquíssima e organizada do futebol mundial, que, segundo o presidente do Sporting, até é melhor na formação de jogadores.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O regresso do Sporting europeu
Ao empatar a zero no terreno do Glasgow Rangers, o Sporting manteve-se invencível na presente edição da Taça UEFA (onde, em cinco jogos, marcou sete e sofreu apenas um) e trouxe para Lisboa a resolução de uma eliminatória que parece estar ao seu alcance. O Ibrox Park estava cheio, mas a exibição personalizada da equipa portuguesa silenciou os adeptos do Rangers, que provavelmente estariam à espera de outro Sporting.
Paulo Bento tinha pedido paciência, equilíbrio e algum risco, quando fosse possível. E o Sporting foi paciente, equilibrado, demonstrou personalidade, jogou à bola como os britânicos não gostam e arriscou aqui e ali. Para que a noite fosse perfeita, faltou apenas um golo. Que poderia ter saído dos pés de Liedson, Miguel Veloso ou Vukcevic ou da cabeça de Tonel. Acabou por não sair. Mas o empate a zero golos também é aceitável. De resto, não foi um jogo de muitas oportunidades de golo.
Os temíveis minutos iniciais dos escoceses, afinal, não existiram. Mas o Sporting também fez por isso. De forma atípica, Liedson e João Moutinho precisaram de assistência médica nos primeiros minutos. Foram duas pausas preciosas, pois fizeram passar os minutos, afectando o ritmo inicial do Rangers, que assim demorou muito tempo a chutar à baliza de Rui Patrício. E quando o fez, já o Sporting estava “encaixado” no sistema adversário e a controlar as operações…
No segundo tempo, houve um período em que o Rangers arriscou e pressionou mais, mas nunca conseguiu massacrar. A noite parecia talhada para o Sporting brilhar, pois a equipa leonina chegou à parte final do jogo à procura do golo da vitória, empurrada pela qualidade irreverente de meia equipa “made in Alvalade”: Rui Patrício, Bruno Pereirinha, João Moutinho, Miguel Veloso e Yannick Djaló.
Revelando uma atitude competitiva nos jogos nacionais e outra, completamente diferente, para melhor, nos jogos europeus, o Sporting, que agora é a única equipa portuguesa nas competições da UEFA (quem diria!...), está de novo à beira de fazer história. Não fosse o Bayern de Munique e não faltaria quem falasse em vingar a final da Taça UEFA perdida de 2005. Mas tudo pode acontecer. FOTO: Scott Heppell (AP Photo)
O LEÃO DA ESTRELA na imprensa
Uma Taça Ibérica
A força de uma fotografia
quarta-feira, 2 de abril de 2008
O LEÃO DA ESTRELA na imprensa
terça-feira, 1 de abril de 2008
Comédia no Benfica
Um silêncio ensurdecedor
O caso ainda corre no tribunal, mas a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional agiu desportivamente e enviou notas de culpa a três clubes (Fc Porto, Boavista e União de Leiria), aos respectivos presidentes (Pinto da Costa, João Loureiro e João Bartolomeu) e a dois árbitros (Jacinto Paixão e Augusto Duarte).
Em Alvalade, a única boa excepção quanto a esta matéria chama-se António Dias da Cunha – o único a ter nomeado os rostos do “sistema”, com tanta pontaria que até acabou fora do Sporting um ano depois. E, assim, a bandeira do combate à corrupção no futebol português, que deveria ser liderada pelo Sporting Clube de Portugal, está nas mãos do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. Logo ele, que ganhou aquele título em 2005 da forma que todos sabemos.