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O Sporting revelou mais consistência do que no jogo de preparação anterior, há uma semana, frente ao Sunderland, na Taça Cidade de Albufeira, tendo, desta vez, tido necessidade de virar o resultado a seu favor, uma vez que foi o Blackburn a marcar primeiro, ainda nos primeiros 20 minutos, na marcação de uma grande penalidade, cometida por Daniel Carriço – um jovem da academia leonina que jogou os 90 minutos e que se confirma como alternativa válida para o eixo da defesa. A vantagem dos ingleses não durou muito, pois Pedro Silva, quase de imediato, empatou a partida, com um remate de longe, forte e colocado, que traiu o guardião britânico.
No segundo tempo, João Moutinho, ainda com poucos dias de trabalho, que fazia dupla com Adrien Silva no eixo do meio-campo, cedeu o lugar a Rochemback. E o médio brasileiro estaria na origem da reviravolta, ao executar um cruzamento primoroso, concluído por Tonel. O Sporting colocava-se a vencer e justificava a vantagem, pois já dominava a partida em todos os índices.
O MELHOR
O facto de os defesas marcarem os golos, o que mostra alternativas face à inoperância dos avançados; A vitória do Sporting na marcação de grandes penalidades (5-4), afastando fantasmas da época passada, pois até Anderson Polga não falhou; a apetência ofensiva de Ronny; a confirmação de Daniel Carriço e Adrien Silva como alternativas válidas para o centro da defesa e para o meio-campo, respectivamente; o golo de Pedro Silva.
O PIOR
A falta de velocidade do Sporting nas transições defesa-ataque, em particular na primeira parte, tornando o seu jogo muito previsível; o discreto rendimento de Bruno Pereirinha na ala direita e de Vukcevic na ala esquerda, transformando a dupla de avançados em presas fáceis; o cartão amarelo injusto mostrado a Carriço.