sábado, 16 de agosto de 2008

Uma vitória da formação do Sporting

Até agora, todas as crónicas dos especialistas nos tinham dito que o FC Porto está tão forte como na temporada passada e que parte para o novo ano futebolístico à frente da concorrência, e que o Sporting, assim como o Benfica, melhoraram em relação ao ano anterior, mas só terão conseguido diminuir o fosso de qualidade em relação ao todo-poderoso tri-campeão nacional. Porém, por aquilo que se viu no excelente jogo do Estádio do Algarve, para a Supertaça Cândido de Oliveira 2007-2008, com uma vitória claríssima do Sporting sobre o FC Porto, por 2-0, com dois golos de Yannick Djaló, “assistido” por defesas contrários, é bom que os analistas revejam os seus comentários e coloquem a equipa leonina pelo menos em pé de igualdade face à concorrência portista, nomeadamente no que concerne a uma candidatura ao próximo título nacional.
Com uma exibição plena de concentração, de força, de garra e de sentido colectivo, o Sporting conquistou a sétima Supertaça Portuguesa da sua história – e, pela primeira vez, a segunda consecutiva –, num jogo em que toda a equipa jogou bem, embora o destaque exibicional tenha de ser entregue a Yannick Djaló, pelos dois golos e pela constância do seu futebol, demonstrando que cresceu muito como jogador, e a Rui Patrício, que defendeu um penálti num momento decisivo e assinou uma mão cheia de outras boas defesas, tendo realizado talvez a sua melhor exibição ao serviço da equipa de Alvalade.
Yannick Djaló e Rui Patrício foram as estrelas mais cintilantes da grande noite algarvia, pelo que a conquista desta Supertaça Cândido de Oliveira é também uma grande vitória da escola de formação do Sporting Clube de Portugal, cuja equipa é, este ano, a mais portuguesa dos históricos três grandes.
É certo que o FC Porto também procurou o golo. Só que o Sporting foi mais feliz, mas não ficou à espera da sorte. Lutou por ela. É verdade que no melhor período do Porto, Lucho Gonzalez rematou com estrondo ao poste de Rui Patrício. Mas o poste estava lá para alguma coisa. E, de resto, essa jogada até contou com a colaboração do árbitro Carlos Xistra, já que o seu corpo cortou um passe de Rochemback que iria rasgar a defesa contrária, permitindo uma contra-ataque portista... E também é verdade que o Sporting fez o primeiro golo a poucos segundos do intervalo. Mas se os avançados leoninos não pressionassem e não procurassem a bola com a intensidade competitiva que se exigia, provavelmente não recuperariam os ressaltos que vieram dos pés dos defesas portistas e resultaram nos dois golos que, aos 44’ e 58’, decidiram a conquista de mais um troféu para o museu leonino.
O Sporting ganhou também porque mexeu muito menos na estrutura da equipa em relação à época passada. E lançou no jogo nove jogadores portugueses (seis deles formados em Alvalade), contra apenas quatro do FC Porto. Talvez isso também ajude a explicar a estranha desorganização da equipa demasiado sul-americanizada de Jesualdo Ferreira quando ficou em desvantagem no resultado, ou seja, em praticamente toda a segunda parte.
A equipa leonina começa a temporada novamente com uma vitória sobre o FC Porto. Mas há diferenças evidentes em relação à época passada. Este ano, a Supertaça foi conquistada através de uma exibição muito superior e num jogo vivo e muito dinâmico, a demonstrar que os jogadores leoninos querem mesmo ser campeões. E ao contrário de Jesualdo Ferreira – que tem agora um problema chamado Ricardo Quaresma para resolver com urgência… –, Paulo Bento tem agora um banco de suplentes à altura. Por muito menos dinheiro…
Igual ou pior do que na época passada continua a arbitragem. Carlos Xistra, o tal "leão da serra", como foi apelidado na semana finda pela impensa desportiva nortenha, começou o jogo com uma gritante dualidade de critérios, deixando passar impunes cargas violentas de Bruno Alves sobre Derlei. Em vez do cartão amarelo, Xistra optou por mostrar conversa, muita conversa... E a grande penalidade assinalada contra o Sporting é, no mínimo, muito duvidosa. Pelo contrário, no primeiro lance alegadamente faltoso sobre Cristiano Rodriguez, a "conversa" com Anderson Polga limitou-se à amostragem de um cartão amarelo, condicionando o defesa leonino logo nos primeiros minutos. E Polga nem sequer atingiu intencionalmente o jogador portista, tocando-lhe de raspão depois de chutar a bola, porque, em virtude da lei da gravidade, o pé do jogador brasileiro tinha de voltar ao relvado... FOTOS: Jose Manuel Ribeiro (Reuters) e Paulo Duarte (AP Photo)

FRASES LEONINAS Francis Obikwelu

"Quero agradecer aos portugueses, porque toda a gente vê as minhas provas e quero pedir desculpa, porque estão a pagar para eu estar aqui e não consegui chegar à final. É um momento mau, porque esse é o meu trabalho. Queria dar pelo menos a final. Sinto-me na obrigação de pedir desculpas, porque esse é o meu trabalho e pagam-me para fazer isto. Deixei o meu País ficar mal."
Francis Obikwelu, atleta luso-nigeriano do Sporting, após ter falhado o apuramento para a final dos 100 metros, nos Jogos Olímpicos de Pequim, onde anunciou o fim da sua carreira, aos 29 anos, "Público", 16-08-2008

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O jornal do Benfica

Para que nenhum sportinguista tenha dúvidas, aqui se prova que "A Bola" é mesmo o jornal do Benfica. Nas últimas sete edições, de 9 a 15 de Agosto, inclusive, as sete manchetes são dedicadas ao antigo "glorioso". Ele é a "chama imensa"; ele é o Benfica "igual ao Real Madrid"; ele é a "euforia na Luz"; ele é Luís Garcia que "só pensa no Benfica"; ele é o David Luiz que "está OK"; ele é a certeza de que "vamos ser campeões"; ele é o jogo-treino com o Inter de Milão, para homenagear Eusébio com 30 anos de atraso, que é mais importante que a Supertaça Portuguesa. Para o jornal da Travessa da Queimada, que não teve uma linha para recordar que há 53 anos Travassos foi o primeiro futebolista português a integrar a selecção da Europa, esta semana só houve Benfica no desporto português. A questão é que, editorialmente, para o jornal "A Bola", esta semana é igual às restantes 51 do ano. No fundo, no fundo, não é mau de todo. Porque, em parte, também é por terem um jornal oficioso que eles, os benfiquistas, só têm apanhado desilusões atrás de desilusões, curiosamente, pagas a peso de ouro... Tendo isto em conta, só não se entende que, por vezes, o departamento de comunicação do Sporting utilize "A Bola" para ceder certas entrevistas ou informações exclusivas...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

MEMÓRIAS LEONINAS

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O BRILHANTE "ZÉ DA EUROPA" (*)
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Em 1951, um jornalista inglês escreveu: "Portugal não figura entre os seis primeiros países da Europa do futebol, mas possui um interior-direito, Travassos, que vale quatro mil contos. Travassos, com um penteado impecável, é tão brilhante com os pés como o seu inalterável penteado de brilhantina”.
José Travassos foi o primeiro jogador português a ser convocado para representar a selecção da Europa. Foi um feito extraordinário para a época, uma vez que não se realizavam competições europeias e os jogos da selecção nacional portuguesa eram escassos.
Foi a 13 de Agosto de 1955, faz hoje 53 anos, numa partida realizada em Belfast, no Windsor Park, contra a Grã-Bretanha. A partir desta altura, passou a ser conhecido por "Zé da Europa".
A Selecção da Europa venceu, por 4-1 e alinhou do seguinte modo: Buffon (Itália); Gustavsson (Suécia), Van Brandt (Bélgica) e Ocwirk (Áustria); Jonquet (França) e Boskov (Jugoslávia); Sorensen (Dinamarca), Travassos (Portugal), Kopa (França), Vukas (Jugoslávia) e Vincent (França).
José Travassos foi indiscutivelmente uma das maiores figuras de todos os tempos do futebol português, e, naturalmente, uma figura inesquecível para todos os sportinguistas. A camisola da selecção da Europa que envergou nesse dia encontra-se exposta no Mundo Sporting (museu).
TÍTULO: LEÃO DA ESTRELA

O leão da serra

Carlos Xistra, o árbitro do Sporting-FC Porto na Supertaça Cândido de Oliveira, é apresentado pelo diário “O Jogo” como “um leão da serra”. A “brincadeira” do jornal de Joaquim Oliveira na semana em que será decidido mais um título do futebol português resulta do facto de Xistra ter sido futebolista das camadas jovens do Sporting da Covilhã onde terá jogado com “ímpetos de leão”... Lendo todo o texto, assinado por uma jornalista experiente da redacção do Porto, somos levados a concluir que Carlos Xistra será mais um sportinguista que anda por aí a apitar jogos de futebol, “já que toda a família deste pacato funcionário público é ou foi adepta do Sporting”.
Como evidenciam estas revelações bombásticas do jornal do Porto, estamos perante mais um meio de pressão da imprensa do regime, que entra em campo nos momentos decisivos...
Apesar do “Apito Dourado”, onde ficou provado que o Sporting foi o único grande clube português a passar ao lado das manobras da corrupção desportiva, a verdade é que continuamos a ter árbitros sportinguistas por todo o lado, como demonstram as imagens em cima, ambas da época passada... Não há nenhum benfiquista. E portistas é que não há mesmo…

Obs. - Como complemento, e para que fiquem com uma ideia do que poderá acontecer em termos de arbitragem no jogo deste sábado para a Supertaça, aconselho os sportinguistas a lerem o blog benfiquista O Inferno da Luz, e a sua proposta de afastamento de Carlos Xistra do Sporting-FC Porto, e também o blog portista Mundo Azul e Branco, onde, numa estratégia de vitimização, quase dez anos depois, ainda se fala de uma arbitragem de Campo Maior, e se contesta a nomeação de Carlos Xistra, sobrando queixas sobre a sua arbitragem no Sporting-FC Porto da Liga 2007-2008, um jogo onde, por exemplo, Bruno Alves pisou ostensivamente uma coxa de Moutinho, que estava no chão, fora da jogada, e só viu um cartão amarelo...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

RECORTES LEONINOS

DOIS MUNDOS NO MESMO PAÍS
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Moutinho anunciou que queria sair. Alvalade e o futebol português abanaram. A SAD lançou um comunicado, o presidente pronunciou-se duas vezes, o treinador três, os jogadores foram perseguidos por microfones, os jornais fizeram manchetes, as rádios programas, as televisões sondagens, os adeptos assobiaram. Tudo isto com o “28” a correr, a marcar, a levar uma vida normal. Se tivesse sido envolto numa redoma, impedido de jogar, de falar e de aparecer, desabaria em Alvalade um mundo de dúvidas, de teorias, de pressões. Pois no FC Porto, Quaresma está apto, mas não exerce a profissão. Nem diz nada. O presidente, desde que exigiu 40 milhões, também não, os técnicos deixam evasivas, a imprensa local não se inquieta. Dois mundos num País tão pequeno.
AUTOR: João Almeida Moreira, “Record”, 12-08-2008

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Quando a boca foge para a verdade...

"Eu não sou muito de fazer fintas... Sou mais de defender a baliza. Sou mais de acertar nas pernas do que na bola. Às vezes dou algumas porradas..."

Propaganda & engenharia...

A propaganda já está a colocar o Benfica nos píncaros. Ainda sem ganhar nada de oficial, Quique Flores é o novo herói nacional, o rosto da "chama imensa", como diz "A Bola", esse farol de letras e imagens da nação benfiquista... É Portugal a fazer ídolos com pés de barro. Talvez uns jogos da I Liga desfaçam o entusiasmo e façam com que eles desçam à terra...
Por falar em propaganda, também o FC Porto é colocado no mais alto pedestal da bola lusitana. É certo que o histórico de vitórias da I Liga nos últimos anos legitimam as melhores expectativas. Assim como é certo que essas certezas do sucesso portista vendidas pela nossa imprensa são uma preciosa ajuda para o grupo de trabalho nortenho. Até o facto de um irritado Jesualdo Ferreira, em pleno jogo, ter prometido dar uma sova em Fucile, quando o jogador sul-americano marcou um penálti mais em arte do que em força, num torneio de Braga, passa como momento humorístico. Em outros clubes seria um sinal de grande indisciplina no balneário…
E as notícias sobre o Sporting?... Mesmo com João Moutinho a receber palmas da larga maioria dos escassos 18 mil adeptos que foram a Alvalade ver a vitória sobre a Sampdoria, com alguma imprensa, também a exagerar, dizendo que o jogador “só ouviu aplausos”, ainda há quem garanta, como revela “A Bola”, que o Everton insiste em estudar uma engenharia financeira que leve o médio leonino para Inglaterra. Confirmando, assim, que não há dia sem engenharias… jornalísticas.
Por isso, João Moutinho, mesmo tendo tido a felicidade de marcar um golo de penálti que dedicou às bancadas, num trabalho corajoso de Paulo Bento, deveria aparecer em público para dizer que fica mesmo em Alvalade, eliminando, assim, quaisquer dúvidas sobre a sua permanência. Sobretudo agora que a nação sportinguista até parece disponível para ouvi-lo, aceitando o seu anunciado desejo de sair como um devaneio de Verão. Talvez, desse modo, a presença do "capitão" leonino em campo contra o FC Porto fosse mais forte, desde logo porque mais apoiada. Caso contrário, os sportinguistas ficam sem saber o que poderá acontecer até 31 de Agosto, quando fechar o mercado. FOTO: www.sporting.pt

domingo, 10 de agosto de 2008

FRASES LEONINAS Miguel Veloso

“O Sporting deu-me tudo. (...) Foi a casa que me deu tudo quando precisei.”
Miguel Veloso, RTP, 11-08-2008, confirmando que continua em Alvalade

sábado, 9 de agosto de 2008

Uma equipa cada vez mais sólida

Um golo de grande penalidade foi a cereja no bolo no processo de reconciliação de João Moutinho
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Ao cabo de um mês de trabalho e no último jogo de preparação antes do compromisso com o FC Porto para a Supertaça Cândido de Oliveira, pelo segundo ano consecutivo, o Sporting recebeu e bateu por 2-0 a Sampdoria, equipa sexta classificada na última Liga Italiana. Antes do primeiro embate oficial com os portistas, a Sampdoria acabou por ser o adversário ideal para Paulo Bento testar graus de dificuldade superior, podendo dizer-se que o Sporting passou com uma nota bem positiva, estando preparado para iniciar a temporada e lutar pela vitória em todas as frentes nacionais.
Com um “onze” inicial que, em relação à época passada, só tinha Rochemback como novidade, o Sporting começou por mostrar o melhor que já sabe fazer: defender com personalidade e segurança. De tal modo que a Sampdoria, nos primeiros 20 minutos, que foram o seu melhor período, não conseguiu rematar à baliza então ocupada por Rui Patrício. Quando Derlei, aos 25 minutos, fez o primeiro golo, num dos escassos lances rápidos de contra-ataque, em entendimento com Yannick Djaló, o conjunto leonino assinava o primeiro remate da partida. Um sinal das dificuldades no último terço do campo, compensadas, no entanto, pela eficácia. Neste caso, curiosamente, à italiana...
Na segunda parte, a Sampdoria passou a jogar com dez e o seu jogo perdeu comprimento. A saída de Rochemback por troca com Miguel Veloso acabou por ser benéfica para o Sporting, com o médio português a fazer girar a bola com mais amplitude, alargando o jogo leonino e o seu caudal ofensivo. O segundo golo acabaria por acontecer através da marcação de uma grande penalidade, convertida por João Moutinho - pouco depois de o árbitro não ter assinalado outro penálti, porque Rodrigo Tiuí, ansioso ou inexperiente, não desistiu da jogada...
É verdade, o “capitão” João Moutinho actuou desde o início e foi mais aplaudido do que assobiado. A grande penalidade, a uma dezena de minutos do fim, foi uma espécie de cereja em cima do bolo, uma vez que lhe deu a oportunidade de marcar um golo e experimentar os aplausos do público. Que continuaram logo a seguir com a sua substituição por Adrien Silva. Este jogo foi, por isso, a primeira etapa de um processo de reconciliação do jogador com o público que requer tenacidade. Resta saber como evolui esse processo no interior do balneário. O abraço de Moutinho a Caneira foi um bom prenúncio. Veremos o que acontecerá…
Uma nota final para a indisciplina que alguns jogadores do Sporting têm demonstrado nesta pré-temporada. Já com o PSV, Pedro Silva fora expulso de uma forma estúpida. Desta vez, foi Derlei que parecia andar a pedir o cartão vermelho. E também Rochemback arriscou a expulsão numa entrada muito dura às pernas de um adversário. É evidente que todos os jogos de preparação devem ser encarados como jogos oficiais. Porém, quando a SAD do Sporting optou por contratar jogadores experientes estava justamente a tentar prevenir assomos de imaturidade dentro do campo. Se Paulo Bento não tem mais baixas por indisciplina para o confronto com o FC Porto fica a dever essa a Pedro Proença... FOTO: "Record Online"

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Um caso "fechado" mas pouco...

É de elogiar a firmeza e a tenacidade com que o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, tem enfrentado o “caso” João Moutinho. Para o presidente, o “caso” é “puramente interno” e “está fechado”. Ora, não é bem assim.
Ponto um: não é puramente interno, porque Moutinho colocou-o na praça pública de forma estrondosa e requintada. Até só quis falar para os órgãos de comunicação escrita, não havendo imagens televisivas do jogador a dizer que quer sair. Se as houvesse, nos últimos dias, teriam sido transmitidas até à exaustão...
Ponto dois: Moutinho ainda não pediu desculpa aos associados, dirigentes, jogadores e outros funcionários do Sporting. Pelo contrário, afirmou que não estava arrependido do que tinha dito: “O que disse, disse, e fico por aqui. São coisas que disse e que sentia, a minha vontade, mas não me arrependo.”
Ponto três: o “caso” não está fechado, porque, tendo em conta a sua natureza e a conjuntura em que foi criado, dificilmente acaba por decreto. Basta ouvir os associados e reflectir nas palavras azedas de Moutinho depois de umas declarações de Caneira…
Ignorar estes pontos é promover a paz podre no balneário.

RECORTES LEONINOS

FALSAS EXIGÊNCIAS
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O director-geral do Sporting, Pedro Afra, anunciou ontem o objectivo de vender 33 mil “gameboxes” [nota do LEÃO DA ESTRELA: lugares de época no Estádio José Alvalade]. Para combater a crise, dizem. A meta anunciada é, de facto, pobrezinha. A época passada os “leões” venderam 32 mil. Este ano, apontam ao mesmo. Curioso assistir à falta de ambição da máquina de um clube que diz querer ser campeão, que o exige a técnicos e jogadores e depois o resto da estrutura contenta-se em fazer o mesmo da temporada passada. Lembro-me de um grande sportinguista que me dizia que, em Alvalade, apenas à equipa eram apresentadas exigências. Sou obrigado a concordar. Para dar a volta à crise, [Filipe Soares] Franco tem de instalar outra cultura de exigência, transversal a todo o clube. Urgente. (…)
Bernardo Ribeiro, "Record", 08-08-2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Milhões de explicações

Se quiser voltar a ter os dois pés e a cabeça dentro do Sporting, mas não souber como se explicar aos sportinguistas e aos colegas do grupo de trabalho, João Moutinho pode comprar e ler o "Público" desta quinta-feira. Pode ser que a entrevista de Cristiano Ronaldo, em que o antigo craque do Sporting explica por que é que ficou em Manchester e não cedeu aos milhões do Real Madrid, dê a Moutinho umas luzes para uma explicação cabal sobre a embrulhada em que se meteu.

SPORTINGUISTAS Pedro Pires

O Sporting pode orgulhar-se de ter como adepto fervoroso pelo menos um Presidente de um Estado estrangeiro. É o caso do Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, que esteve há dias em visita a Portugal e fez questão de conhecer a Academia do Sporting, em Alcochete, "uma grande escola de formação de desportistas, mas também humana", e o Estádio José Alvalade, onde, aliás, almoçou. "É a primeira vez que cá venho e vejo que representa muito bem uma história com mais de 100 anos. Só espero é que venham mais 100 com tantos ou mais sucessos", referiu Pedro Pires, após conhecer pessoalmente o universo sportinguista. Quanto à sua paixão pelo clube, o presidente lembrou que "não foi uma escolha". Expressando-se de modo a fazer inveja a muitos futebolistas da actualidade, o Presidente de Cabo Verde explicou o seu amor ao Sporting: “É uma questão de gostar... É algo que se sente.” Pois é. É o Sporting Clube de Portugal!...

RECORTES LEONINOS

SPORTING OLÍMPICO
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É muito mais que simbólico o facto do Sporting hastear, esta quinta-feira, a bandeira olímpica em Alvalade. É um gesto de orgulho, de afirmação do ecletismo do clube, de recordação da história de um século dedicado ao desporto – que não apenas ao futebol. O Sporting é o clube português que maior número de atletas, das mais distintas modalidades, forneceu às delegações do Comité Olímpico de Portugal desde a sua fundação. O nome de Carlos Lopes surge, naturalmente, como símbolo dessa história de campeões. Antes de e depois dele, muitos outros levantaram bem alto o nome de Portugal – e do Sporting.
Na véspera de começar mais uma edição dos Jogos Olímpicos, em Pequim, as esperanças dos portugueses em mais feitos, mais medalhas, mais vitórias, reacendem-se como um fogo de Verão. Depois de quase duas semanas de turbilhão de emoções para a tribo sportinguista por causa de João Moutinho, é caso para se recordar – há mais desporto para lá do futebol.
AUTOR: José Carlos Freitas, "Record Online", 06-08-2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

SPORTINGUISTAS Sofia Costa

Sofia Costa, 20 anos, aqui captada com frescura pelo fotógrafo Pedro Melim, é capa da última edição da revista “J”, que acompanha o diário “O Jogo” aos domingos. Sofia é “barmaid” da badalada discoteca lisboeta “The Loft”. Estuda Comunicação Aplicada. E é do Sporting, o que é sempre uma grande qualidade. A sua opinião sobre Cristiano Ronaldo não dá muitas hipóteses ao pupilo de Alex Ferguson: “É um óptimo jogador, mas como homem não me diz grande coisa.” Aparentemente, é caso para dizer que a colecção do antigo craque leonino vai ficar com uma falha enorme… FOTO: Pedro Melim, “J”

FORAM LEÕES Jardel marca na estreia

A nova camisola de Mário Jardel FOTO: GloboEsporte.com
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O antigo campeão sportinguista Mário Jardel fez a sua estreia nesta madrugada pelo Criciúma, da II Liga brasileira, e marcou um golo logo após ter entrado em campo, tendo sido determinante para a vitória sobre o Marília por 3-2. Foi o delírio entre os adeptos da sua nova equipa, pois muitos deles só queriam ver Jardel, cujo regresso foi profusamente anunciado numa campanha de marketing do clube, com "outdoors" espalhados pela cidade. Aparentemente recuperado do consumo de drogas, Jardel respondeu ao entusiasmo dos adeptos do Criciúma com um golo e muita entrega ao jogo. Apesar de estar ainda um pouco acima do peso, segundo observa a imprensa brasileira, o antigo ponta-de-lança do Sporting deu sinais de que pode mostrar pelo menos algumas das características que o fizeram brilhar em várias equipas do Brasil e da Europa.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A maldição da braçadeira

O “caso” João Moutinho, por estar em causa o “capitão” do Sporting, é irónico e preocupante para o clube. Por uma razão: é mais um “capitão” da equipa de futebol que se encontra numa situação desconfortável dentro do Sporting. Neste caso, porém, por um motivo inédito, sem que possam ser atribuídas responsabilidades pelo imbróglio aos dirigentes leoninos. Foi Moutinho quem disse o que não deveria ter dito, apagando por completo os efeitos positivos da vitória de um torneio de pré-temporada e criando um problema no grupo de trabalho...
Independentemente de a questão poder ser resolvida a contento das duas partes, a verdade é que Moutinho – caso não continue no plantel – poderá ser o próximo “capitão” do Sporting a deixar Alvalade pela porta pequena. O que não deixa de ser motivo de grande reflexão para os dirigentes sportinguistas, pois tem a ver com a relação directa entre o clube a as suas referências desportivas mais queridas.
Ao longo dos últimos anos da história do Sporting, houve erros e omissões de todas as partes. O objectivo desta nota não é encontrar responsáveis. Trata-se de apontar factos que são indesmentíveis, para que os sportinguistas e os dirigentes do clube reflictam e encontrem as raízes dos problemas criados. A verdade é que, nos últimos anos, são abundantes os exemplos de capitães que deixaram Alvalade pela porta dos fundos. Vejamos os casos de que me lembro:
Manuel Fernandes, o nosso grande ídolo dos anos setenta e oitenta, não teve lugar em Alvalade até ao fim da carreira e teve que se refugiar em Setúbal, onde continuou a marcar golos ao lado de Rui Jordão.
Oceano Cruz, grande referência do meio-campo leonino e da selecção nacional nos anos oitenta e noventa, teve de ir para França provar que poderia jogar mais tempo.
Yordanov, exemplo de raça e profissionalismo, acabou doente e a dirimir um processo em tribunal contra o clube por causa de um jogo em sua homenagem que não se realizou.
Pedro Barbosa, que entre meados da década de noventa e a primeira metade desta década foi um dos futebolistas leoninos mais talentosos, também rompeu com os dirigentes responsáveis pelo futebol, em 2005, abandonando o clube em litígio com Paulo Andrade e Rui Meireles, então administradores da SAD. Acabou por regressar posteriormente, como director desportivo, quando os dirigentes que o afastaram já não estavam em funções.
Beto, um dos símbolos da formação leonina dos anos noventa, sucedeu a Barbosa como “capitão”, mas o seu reinado durou pouco tempo. Em Janeiro de 2006 saiu em ruptura com Paulo Bento, depois de se incompatibilizar com Custódio. Foi para França.
Ricardo Sá Pinto, outro exemplo de raça, conhecido pelo seu "coração de leão", que sucedeu a Beto como “capitão”, em 2005-2006, não geriu muito bem a sua carreira, anunciando a retirada para o final desse ano, mas acabando por voltar atrás. A SAD não achou piada à mudança de opinião e Sá Pinto, em ruptura com o Sporting, foi pendurar as botas ao serviço do Standard de Liège.
– Recuando uns bons anos, percebemos que a maldição da braçadeira de capitão do Sporting tem raízes históricas. João Laranjeira, histórico “capitão” e campeão leonino nos anos setenta, acabou a sua carreira no rival Benfica...
Por estes casos, a função de “capitão” do Sporting parece talhada à medida para gerar os casos mais complicados. O protagonista do momento é João Moutinho.

LEÃO DA ESTRELA na imprensa

"Público", 04-08-2008

domingo, 3 de agosto de 2008

FRASES LEONINAS Marco Caneira

"Se não sai por qualquer motivo, terá de dar algum esclarecimento daquilo que fez.(...) O grupo está de braços abertos para receber o João [Moutinho] caso a transferência não se concretize. Agora, ele terá também de ter a noção disso: que saiu de um grupo de trabalho e que, caso não se concretize a saída, terá de respeitar muito mais o grupo de trabalho e cada um que faz parte dele. (...) As responsabilidades são de cada um, neste caso são dele. (...) E se formos muito mais ao fundo da questão, é algo bastante delicado porque estamos a falar do Sporting, que é um clube e uma sociedade cotada em bolsa. Tudo acaba por ter reflexos na SAD. Não sei se [João Moutinho] teve noção dessas declarações, mas as coisas já estão feitas e o mais importante é podermos todos tentar equilibrar um pouco a situação, nem tanto para um lado nem tanto para o outro, e sair da melhor forma possível."
Marco Caneira, "Record", 02-08-2008

sábado, 2 de agosto de 2008

A noite difícil de João Moutinho

Ao olhar para o banco do Sporting, nos primeiros minutos do jogo de apresentação aos sócios e adeptos, com o PSV Eindhoven, no Estádio José Alvalade, que terminou com um empate (1-1), a primeira ideia que veio à cabeça é que Paulo Bento tem à sua disposição um plantel rico e variado para trabalhar, o que credibiliza o slogan “Quero ser campeão”. Este ano, o Sporting tem, finalmente, um banco recheado de alternativas. A equipa subiu ao relvado e de fora do grupo titular ainda ficaram Daniel Carriço, Tonel, Miguel Veloso, João Moutinho, Pereirinha, Izmailov, Yannick Djaló e Liedson (que recupera de lesão). E cinco destes jogadores eram basilares na temporada passada…
Contrariamente ao que seria de desejar, mas que era esperado, João Moutinho foi a figura da noite. Não por aquilo que jogou ou não jogou (na segunda parte), mas pelas reacções que a sua presença provocou, com os adeptos a dividirem-se entre os assobios e os aplausos, por esta ordem, sempre que o jogador tocava na bola. E as manifestações continuaram, mesmo quando Moutinho passou a envergar a braçadeira de "capitão", após a saída de Polga. Um problema inédito e inesperado para os responsáveis leoninos que necessita de uma resolução rápida. Que, passando pela permanência do jogador em Alvalade, implica um pedido de desculpas público de João Moutinho aos sportinguistas. Afinal, só não erra quem não é humano… Caso contrário, o problema ficará para sempre como uma questão mal resolvida.
De resto, o público que paga o seu bilhete ou a sua quota de associado tem o direito de se manifestar, face a um caso deste género. Se Moutinho tratou o Sporting como um emprego descartável face a uma oferta mais dourada, os associados e adeptos têm o direito de manifestar o seu desagrado, nomeadamente através do assobio. Até como sinal de que gostam do Sporting e não admitem que os seus profissionais menosprezem o clube.
Finalmente o jogo. O Sporting começou muito bem e marcou cedo (6’), num lance que revelou mais uma vez o remate fácil e certeiro de Vukcevic. Mas o fulgor durou quinze ou vinte minutos, esvaindo-se ao longo da partida para dar lugar à lentidão de processos. No segundo tempo, as inúmeras substituições, os assobios a João Moutinho e a falta de ritmo de Miguel Veloso – estes dois jogadores foram para os lugares de Adrien e Rochemback no coração da equipa – foram outros factores que fizeram o Sporting ceder o empate ao cair do pano.
Gostei de Hélder Postiga, sobretudo pela sua capacidade de trabalho defensivo no meio-campo adversário, a chamada pressão alta. Contudo, falta-lhe alegria na forma como se movimenta em campo. Também Yannick Djaló mostrou mais uma vez que está pronto a assumir um lugar na frente.
No meio-campo, há um caso “pendente”, como lembrou Paulo Bento, Chama-se, naturalmente, João Moutinho. Caso continue em Alvalade, junta-se a Miguel Veloso, a Rochemback - o novo "boss" da equipa -, a Vukcevic, a Adrien e a Izmailov. Os seis jogadores mais fortes para os quatro lugares. Um bom problema para o treinador, desde que Vukcevic não volte a zangar-se por ficar no banco...
Na defesa, restam dúvidas no meio. Frente ao PSV, Paulo Bento optou pela dupla Caneira-Polga. Mas Tonel também está lá. Quanto à baliza, é de Rui Patrício. A preparação continua. FOTO: www.sporting.pt

FRASES LEONINAS Abel

"Ter concorrência é bom, faz bem, dá saúde e faz crescer."
Abel, 01-08-2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Jornalismo vergonhoso

No dia em que é conhecida a suspensão da publicação do diário portuense “O Primeiro de Janeiro”, ao fim de 140 anos de presença no mercado, há uma das revistas mais lidas do país, a “Notícias TV”, distribuída com o “Jornal de Notícias” e com o “Diário de Notícias” – tudo órgãos do universo empresarial do accionista do Sporting Joaquim Oliveira – que chama à primeira página alegadas dívidas de Paulo Bento, num exercício de jornalismo vergonhoso, que crava mais um prego no caixão do sector em Portugal.
Em causa está uma dívida de apenas 1500 euros decorrente de um ano de prestações em atraso relativas ao condomínio da casa de férias de Santiago do Cacém, que, curiosamente, até é propriedade da mulher. Logo, o título de primeira página, “Penhora ameaça Paulo Bento”, é tecnicamente falso…
A pseudonotícia e a forma como é apresentada – Paulo Bento aparece em quatro fotografias!!! –, numa publicação cuja temática editorial versa sobre televisão, é mais um escarro jornalístico num País sem regras, onde ninguém prestas contas a ninguém por aquilo que faz. Se houvesse uma Entidade Reguladora para a Comunicação Social que funcionasse, esta revisteca de Joaquim Oliveira teria que ser castigada, pagando a Paulo Bento uma pesada indemnização. Usar o mediatismo de Paulo Bento para dar notícia de uma dívida de 1500 euros da mulher mostra bem que as publicações do ramo "coração e TV" estão a cometer as maiores atrocidades com toda a impunidade.
O treinador do Sporting Clube de Portugal deveria avançar com um processo judicial contra esse pasquim chamado “Notícias TV”, porque é a sua imagem pessoal e profissional que está em causa. Ficaria pago o condomínio e ainda lhe sobraria muito dinheiro. É preciso pôr ordem nesta selva.

O destino de Purovic

O ponta-de-lança montenegrino Milan Purovic tem, finalmente, um destino. Vai jogar no Kayserispor, da Turquia, por empréstimo do Sporting, que recebe 1 milhão de euros nesta operação. É menos uma dor de cabeça para a SAD leonina. Se os turcos quiserem comprá-lo no final da temporada, o Sporting receberá mais quatro milhões de euros. Para já, o clube de Alvalade recuperou metade daquilo que o jogador custou, o que não foi nada mau. Se tudo correr bem, como esperamos, será um excelente negócio. Purovic teve dois problemas em Alvalade: por um lado, chegou acompanhado de muita gente vinda do Leste europeu, passando, inevitavelmente, a integrar esse “bloco problemático” no balneário, e, por outro lado, foi vítima do sistema táctico. Logo que ele chegou a Alvalade, Zoran Filipovic lembrou que Milan Purovic, para render, precisa de cruzamentos para a área. Na verdade, ele precisava de muitos cruzamentos para marcar uns golitos de vez em quando. Vamos ver como será na Turquia.

Obrigado pela preferência

Mesmo sem provas oficiais de futebol a decorrer e com muita gente de férias, o LEÃO DA ESTRELA registou 23.332 "page views" durante o mês de Julho. O que significa uma média diária de 752 páginas consultadas ou lidas, cimentando este blog como uma referência na blogosfera sportinguista. Obrigado pela preferência! FONTE: www.shinysat.com
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