terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Com Olegário todos os cuidados serão poucos

A nomeação de Olegário Benquerença para o dérbi com o Benfica do próximo sábado, numa das jornadas decisivas da Liga Portuguesa 2008-2009, tem de ser entendida no balneário leonino como um convite à superação dos jogadores do Sporting. Significa que será preciso que cada jogador dê um pouco mais do que o litro para garantir a vitória sobre um Benfica que tem investido milhões e milhões de euros para nada e procura salvar esse investimento com a conquista do título já este ano, custe o que custar.
De resto, como temos visto ao longo da temporada, não há muitos árbitros de confiança. A única arbitragem de confiança a que assisti nesta época aconteceu no Trofense-Sporting, na Trofa, onde empatámos a zero. O árbitro nomeado pela Liga para o encontro, João Ferreira, lesionou-se e foi substituído sobre a hora de início do jogo por um árbitro de recurso. Não sei o nome dele. Passei o jogo todo, nas bancadas, a perguntar para o amigo do lado quem era o árbitro. Ele também não sabia. Mas eu queria saber quem era ele porque não estava a dar nas vistas, revelando-se exemplar na sua função, apitando de modo sóbrio e geralmente correcto, e sendo respeitado por todos os jogadores. Um árbitro só é bom quando não damos por ele em campo ou não sabemos o nome dele. Já com Olegário Benquerença todos os cuidados serão poucos...

Obviamente, Adrien Silva!

Na próxima jornada da I Liga, no jogo decisivo contra o Benfica, em Alvalade, o Sporting deve jogar com Rochemback ou com Adrien Silva no centro do meio-campo? Obviamente, é tempo de apostar em Adrien Silva. FOTO: Reuters

JOGOS INESQUECÍVEIS Sporting-Benfica, 1-0


Sporting-Benfica, 1-0 -1988 - Supertaça 2º jogo from Sporting Memória on Vimeo.

PORQUE UMA VITÓRIA SOBRE O BENFICA NÃO SE ESQUECE!...

Em 1986-1987, o Sporting perdeu a Taça de Portugal para o Benfica, mas acabaria por regressar aos títulos (depois de ter conquistado os três troféus nacionais em 1982) conquistando a Supertaça Cândido Oliveira com duas vitórias sobre os benfiquistas: por 3-0 na Luz, na primeira mão, e por 1-0, em Alvalade, no segundo jogo. Estávamos em Dezembro de 1987 e a equipa leonina era orientada pelo inglês Keith Burkinshaw (o penúltimo treinador britânico a trabalhar no Sporting, antes de Bobby Robson), que não chegaria ao fim da temporada, tendo sido substituído pelo malogrado António Morais, que trabalhara no FC Porto com José Maria Pedroto. No jogo da segunda mão, com o troféu praticamente conquistado, depois da expressiva vitoria por 3-0 registada na Luz, o Sporting alinhou com Vital (guarda-redes), João Luís, Duílio, Morato e Virgílio (defesas), Oceano, Carlos Xavier e Mário Jorge (médios), Tony Sealy, Paulinho Cascavel e Silvinho. Jogaram ainda Marlon Brandão e Mário. O golo da vitória leonina no jogo de Alvalade (a que se referem as imagens deste vídeo) foi marcado pelo brasileiro Silvinho. A propósito, conheci Silvinho há oito anos, quando ele trabalhava num restaurante de comida brasileira, em Vila Nova de Famalicão. Simpático, bem educado, muito pacato, atencioso, sempre sorridente, e magoado com o futebol. Chegou a falar-me em clubes que lhe deviam dinheiro. O restaurante, onde era servida uma picanha de excelente qualidade, acabou por fechar. Afinal, jogar à bola é uma coisa, gerir um negócio é outra. Entretanto, perdi o rasto ao antigo avançado brasileiro do Sporting, desde que ele decidiu mudar de vida, emigrando para outro país europeu. VÍDEO: Portal Sporting Memória

LEÃO DA ESTRELA de Norte a Sul

Registo de visitantes do LEÃO DA ESTRELA em Portugal, de 148 localidades diferentes, na segunda-feira, 16-02-2009. Total de visitantes do dia: 1.074. Total de visitantes no País: 919. Total de visitantes em Lisboa: 324. FONTE: ShinyStat

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A leoa Liliana Santos

Depois do filme “Second Life”, onde se despe de preconceitos e se entrega a cenas lésbicas com a benfiquista Sandra Cóias, a actriz sportinguista Liliana Santos volta às páginas da revista masculina GQ para mostrar o que tem de bom. Imagens animadoras para começar uma semana em que há um Sporting-Benfica...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O "Apito Azul" a todo o gás...

Factos são factos. E os factos que vão ocorrendo dentro dos relvados da I Liga Portuguesa confirmam o futebol português como uma grande mentira. A verdade é que tanto o Sporting como o FC Porto e o Benfica sentem cada vez mais dificuldades para ganhar em casa ou fora, mesmo jogando com os ditos mais fracos da prova. A diferença não é estabelecida pela qualidade dos jogadores, mas pela interferência directa dos árbitros, a soldo de quem manda. Curiosamente, os mesmos árbitros que, em tempos, foram apanhados nas redes furadas do “Apito Dourado”. Só que, dizem agora os tribunais, afinal, não houve fruta, isto é, não houve putas nem houve dinheiro a motivar os autores materiais de muitas roubalheiras em pleno estádio. E como a justiça portuguesa não conseguiu apurar nada de anormal (de resto, a justiça portuguesa nunca apura nada que ponha em causa quem tem poder, com excepção das trapalhadas que tramaram Vale e Azevedo, que, ainda asssim, só foi preso depois de deixar a presidência do Benfica...), os comedores de “fruta” voltaram à acção, ainda mais devotos da causa do “sistema” do que em outros tempos.
Não é preciso ir mais longe para fazer as contas. Bastaria que, nas últimas quatro jornadas desta Liga 2008-2009, o Sporting tivesse sido objecto dos critérios de arbitragem que o FC Porto teve nos seus últimos dois jogos (Benfica e Rio Ave), nomeadamente nos lances que permitiram o primeiro golo dos portistas nas duas partidas, e, a esta hora, a equipa leonina, provavelmente, estaria isolada no primeiro lugar, com 41 pontos, e não no quarto lugar, com menos quatro pontos que o FC Porto, que, se continuar a resolver os seus jogos com penáltis-fantasma, já pode encomendar as faixas de campeão. No fundo, foi isto que senti ao assistir à arbitragem do madeirense Elmano Santos (mais um que esteve envolvido no "Apito Dourado" e continua de apito na boca...) no FC Porto-Rio Ave deste domingo. Só não vê quem não quer.
Dirão que o FC Porto justificou a vitória sobre o Rio Ave. Justificou. E até viu um golo limpo não validado, minutos depois de um penálti-fantasma que abalou a força anímica da equipa de Vila do Conde. O problema é como chegou à conquista dos três pontos. O problema é como esse caminho foi preparado ao longo de um jogo por uma arbitragem que dá aqui e tira acolá até que a pretensa "ordem natural" das coisas se imponha...

JOGOS INESQUECÍVEIS Sporting-Benfica, 3-1


Sporting-Benfica, 3-1 1981-1982 from Sporting Memória on Vimeo.


PORQUE UMA VITÓRIA SOBRE O BENFICA NÃO SE ESQUECE!...

CLIQUE NA IMAGEM PARA VER O RESUMO ALARGADO DO JOGO QUE DECIDIU O TÍTULO 1981-82 A FAVOR DO SPORTING, TREINADO PELO INGLÊS OR MALCOLM ALLISON.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

"Hemorragia" estancada em Alvalade

O Sporting ganhou no Restelo por 2-1 e cumpriu o seu objectivo essencial para esta partida: vencer para estancar a "hemorragia" provocada por sete pontos perdidos nas últimas três jornadas. O Belenenses torna-se, assim, na primeira equipa desta Liga a quem o Sporting conseguiu ganhar os dois jogos.
A vitória leonina é incontestável. Como incontestável foi a incapacidade do Sporting para resolver o jogo ainda na primeira parte. Como essa resolução foi adiada para o segundo tempo (castigando a falta de eficácia e também de atitude), chegou a estar à vista a segunda derrota consecutiva. Mas a dupla formada por Hélder Postiga e Vukcevic (o ex-portista surpreendeu por ter precisado de poucos minutos para fazer uma assistência e um golo de grande categoria) lá arranjou maneira de marcar dois golos em escassos minutos e virar o resultado a favor da equipa de Paulo Bento já dentro do último quarto de hora. Merecido, mas longe de ter sido à campeão.
Na verdade, o Sporting melhorou muito depois de ter marcado o primeiro golo (empatando a partida), e melhorou mais depois do segundo (fazendo a reviravolta do resultado), tudo isto perto do fim, provando que é uma equipa mentalmente afectada, pois mostra que não acredita em si própria. Ora, bastou marcar um golo para tudo mudar... FOTO: José Manuel Ribeiro (Reuters)

LEÃO DA ESTRELA na imprensa

"Focus", 11-02-2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sete razões para contratar Luiz Felipe Scolari

1. Luiz Felipe Scolari é um peso-pesado do futebol mundial, que seria capaz de projectar o Sporting Clube de Portugal no plano internacional, nomeadamente nos organismos do futebol.

2. Registando a particularidade de ser um estrangeiro que fala português e que conhece a cultura portuguesa, Scolari também conhece profundamente o futebol português, a Liga Portuguesa e os seus meandros.

3. Scolari é um profissional que transporta uma “mais-valia política” susceptível de “pôr em sentido” o “sistema” do futebol português, podendo contribuir para baralhar o equilíbrio de poderes nos centros de decisão.

4. Num clube que não ganha a Liga Portuguesa há sete anos e nem regista sucessos a nível internacional, à excepção da chegada à final da Taça UEFA em 2005, Scolari teria como grande motivo profissional ser o treinador protagonista de um ciclo ganhador em Alvalade.

5. Reconhecido como um líder forte e disciplinador e habituado a trabalhar com os melhores jogadores do mundo, Scolari apresenta o perfil ideal para liderar um plantel ambicioso e sustentado nos jovens formados na Academia do Sporting, emprestando-lhe a motivação e a maturidade psicológica necessárias para ultrapassar com êxito os momentos decisivos.

6. Scolari contribuiria para o prestígio internacional do Sporting. Cada sucesso do treinador em Alvalade seria objecto de notícia do clube no estrangeiro, em particular no Brasil (à semelhança do que como acontece sempre que Liedson marca golos) – aumentando a capacidade de o clube leonino atrair os bons jogadores do mercado brasileiro e de outros mercados.

7. Num clube sem uma liderança directiva forte, Scolari, que tem ascendente sobre a Federação Portuguesa de Futebol e a própria Liga, poderia ajudar a consolidar a liderança do presidente do Sporting que for eleito nas próximas eleições do clube, aumentando o respeito pelo clube entre os agentes do futebol português.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A urgência de antecipar as eleições leoninas

O Sporting Clube de Portugal está a viver um dos momentos mais estranhos da sua história centenária. Com seis meses de antecedência, o presidente do clube, Filipe Soares Franco, abriu as portas da sucessão anunciando que não se recandidataria a um novo mandato. Contrariamente ao que seria de esperar, e não obstante estarem em causa dois caminhos bem distintos para o futuro do Sporting (um clube dos sócios ou o seu esvaziamento com a transferência do património imobiliário para uma SAD que o Sporting deixará de controlar), a verdade é, que decorrido um mês sobre o surpreendente anúncio de Soares Franco, não há, ainda, nenhum candidato à presidência.
Tudo indica que os possíveis candidatos estão à espera do próximo congresso leonino a realizar em Março, calculando não se sabe bem o quê. Aliás, o congresso será um encontro que não terá a participação do número de sportinguistas que seria de esperar e, segundo as notícias que vão chegando, não deverá ser um encontro substancialmente diferente de um Conselho Leonino ou de uma Assembleia Geral, com roupa suja para lavar e os sócios e dirigentes mais destacados do costume a dominarem as atenções. Oxalá esteja enganado.
Neste contexto, não se entende muito bem por que motivo é que os potenciais candidatos à sucessão de Soares Franco estão à espera. O que faria sentido é que o congresso leonino fosse um palco de apresentação e debate de propostas para a gestão do clube, se possível já com os defensores dessas eventuais propostas na condição de candidatos à presidência do Sporting. Nessas circunstâncias, o congresso seria muito concorrido e teria muito interesse.
Entretanto, por “iniciativa” de Filipe Soares Franco, a questão do futuro treinador entrou na ordem do dia. O problema desta indefinição directiva é que as eleições só estão agendadas para meados do ano, ou seja, em Junho, durante o defeso futebolístico, o que é insustentável tendo em vista a formação do grupo de trabalho do Sporting 2009-2010. O que, naturalmente, deverá começar pela escolha do treinador principal.
Por isso, torna-se imperioso antecipar o acto eleitoral, para que o futebol do Sporting possa preparar de modo tranquilo e atempado a próxima época. Como, de resto, o LEÃO DA ESTRELA defendeu no dia em que Soares Franco revelou que não avançava. Doutro modo, a discussão sobre quem será o treinador que, naturalmente, já invadiu o espaço mediático, vai continuar a queimar o Sporting nos próximos cinco meses. E depois da questão do treinador irão, com certeza, aparecer mais "novelas" envolvendo o futuro de alguns jogadores.
Cinco meses é muito tempo para um impasse como este num clube como o Sporting, que, como sabemos, está sujeito a uma enorme pressão mediática, diariamente. Donde, a antecipação das eleições leoninas é urgente para clarificar as coisas quanto antes. O Sporting ainda não é uma empresa imobiliária ou financeira, onde estas questões não se colocariam. O Sporting é um clube de futebol. Talvez o presidente da Assembleia Geral, Rogério Alves, possa ter alguma coisa a dizer sobre o assunto.

Parabéns, prof. Moniz Pereira!

Moniz Pereira homenageado na Casa das Artes de V. N. de Famalicão (2008)
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O vice-presidente do Sporting e sócio nº 2 do clube Mário Moniz Pereira, nascido em Lisboa a 11 de Fevereiro de 1921, comemora hoje 88 anos de vida. O país desportivo conhece-o como o "Senhor Atletismo". Pelas mãos de Moniz Pereira passaram alguns dos melhores atletas do Sporting e do mundo. Carlos Lopes, Fernando Mamede, Álvaro Dias, Manuel de Oliveira, Aniceto Simões, José Carvalho, Domingos Castro e Dionísio Castro foram os “oito magníficos” que Moniz Pereira treinou com sucesso, pois foram, como afirma o ex-treinador, "os que tiveram melhores resultados a nível internacional, nomeadamente com as medalhas, os recordes da Europa e do Mundo”. Com o trabalho de Moniz Pereira, Portugal e o Sporting ganharam prestígio e fama internacional.
Figura cimeira da história do clube leonino, Moniz Pereira é o rosto de uma época no desporto português. Uma época que já pertence ao passado. Infelizmente. A verdade é que a sua presença na direcção do clube é muito mais simbólica do que indicadora de um sentido estratégico do Sporting para o atletismo e para as modalidades extra-futebol. O facto de o clube ter perdido a sua emblemática pista de atletismo baptizada com o nome de Moniz Pereira, por força da construção de um novo estádio, e de o prometido Pavilhão do Sporting continuar adiado - obrigando as equipas leoninas de diversas modalidades a recorrer a diversos espaços da Área Metropolitana de Lisboa - é a prova disso mesmo. E é pena.
Mas antes de ser treinador e dirigente, Mário Moniz Pereira foi um atleta de eleição. No atletismo sagrou-se campeão universitário de Portugal de triplo salto e recordista nacional, campeão regional e nacional de salto em altura, triplo e salto em comprimento, em veteranos, e recordista ibérico de salto em comprimento na mesma categoria.
No voleibol foi campeão de Lisboa pelo Ginásio Clube de Lisboa, de Portugal pelo Sporting e da I Divisão ao serviço do CDUL. Ganhou ainda a medalha de bronze na prova de salto em comprimento e triplo salto, no Campeonato Mundial de Veteranos em 1977 (Gotemburgo) e também no triplo salto do Campeonato Europeu de 1982, em Estrasburgo.
É licenciado em Educação Física pelo Instituto Nacional de Educação Física de Lisboa, onde foi professor durante 27 anos. Como técnico de atletismo esteve presente em 11 Jogos Olímpicos, em 13 Campeonatos da Europa e em 21 Campeonatos do Mundo de Crosse. De 1976 a 1983 foi director do Estádio Nacional e, em 1982, presidiu à Comissão de Apoio à Alta Competição. Foi director técnico da Federação Portuguesa de Atletismo, Seleccionador Nacional de Atletismo e de Voleibol, Presidente da Comissão Central de Árbitros de Voleibol e Árbitro Internacional no Campeonato do Mundo de Paris, em 1956.
É sócio honorário da Associação Internacional de Treinadores de Atletismo. Foi distinguido com a Medalha de Mérito Desportivo (1976 e 1984), foi condecorado com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1980) e com a Comenda da Ordem de Instrução Pública (1984). Foi Galardoado com a Medalha de Mérito em Ouro (1985), foi nomeado Conselheiro da Universidade Técnica de Lisboa (1985), galardoado com a Ordem Olímpica (1988) e foi condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1991). Em 2001, recebeu o Emblema de Ouro da Associação Europeia de Atletismo, a mais alta condecoração individual na modalidade.
Moniz Pereira é ainda autor dos livros "Manual de Atletismo do Conselho Providencial de Educação Física de Angola" (1961) e "Carlos Lopes e a Escola Portuguesa do Meio-Fundo" (1980) e compositor de 114 temas musicais registrados na Sociedade Portuguesa de Autores. Compôs para cima de 120 sucessos entre fados e canções, assim como algumas algumas letras, que têm sido interpretados por nomes grandes da música portuguesa, desde Amália Rodrigues e Carlos do Carmo, passando por Tony de Matos, Fernando Tordo, João Braga, Camané, Paulo de carvalho, maria da Fé, Rodrigo e Maria Armanda. FOTO: António Freitas (Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CORREIO A substituição do treinador

Ainda o campeonato iniciou agora a segunda volta e já os sportinguistas começam a falar da substituição do treinador. Embora se lamente as pobres exibições que a equipa tem feito, sem chama e garra, o facto é que estamos a 4 pontos do líder e ainda falta jogarmos contra Porto e Benfica. Bem sei que, ao nosso lado, está um surpreendente Leixões e, logo atrás, o "espoliado" Braga, mas, como sempre ouvi dizer ao meu avô, "até ao lavar dos cestos é vindima" e não sejamos nós – simples adeptos, sócios ou accionistas – a desistir, desde já, do sonho de sermos campeões.
A questão do treinador é para o final, depois das contas feitas. Partindo do pressuposto que Paulo Bento não fica, tanto faz quem venha. O Sporting tem um modelo de gestão assente (e bem) na formação e terá de ser o treinador a adaptar-se ao clube e não o contrário. Estou de acordo que, no meio de tanta juventude, alguém já campeão anteriormente talvez fosse o ideal. Mas de uma coisa estou certo: que venha um treinador estrangeiro que continue a saga dos últimos campeões: Allison, Materazzi (construiu o plantel na época 99/00 com que Inácio triunfou) e Bolöni. E já agora, porquê Scolari e porque não Frank Rhykard (com Paulo Bento a adjunto)? Saudações Leoninas!
Fernando Vale, Vila Real (enviado por e-mail)

Os campeões de 1979-1980

Esta é uma das equipas do Sporting que, em 1979-1980, venceu o campeonato nacional de futebol, após um duelo empolgante até à última jornada com o FC Porto, então treinado por José Maria Pedroto. Na altura, os portistas ainda não eram conhecidos como "dragões" e na sua história não havia relatos da existência do clube nortenho no século XIX, novidade que só Pinto da Costa, então figura emergente no clube, descobriria mais tarde. O mais curioso é que, em 1980, o FC Porto preparava-se para comemorar o terceiro título consecutivo e era o grande favorito. Na cidade do Porto eram evidentes os sinais de arrogância: já se tinham encomendado as faixas e as fábricas de confecções já tinha fabricado milhares e milhares de "t-shirts" assinalando a conquista do tri-campeonato. Humilde, mas guerreiro, o Sporting foi ao velho Estádio das Antas, numa tarde de chuva intensa, já perto da última jornada, e garantiu um empate a um golo. O guarda-redes Vaz, então em final de carreira, foi um dos heróis leoninos nesse jogo. Ultrapassado o obstáculo, contra todas as previsões - até porque o Sporting, por causa de maus resultados, chegou a mudar de treinador a meio da época, com Fernando Mendes a suceder a Rodrigues Dias -, o título estava em condições de dar entrada na galeria de troféus de Alvalade. E assim foi. Na imagem podemos ver, em cima, Eurico, Francisco Barão, Rui Jordão, Paulo Meneses, Marinho e António Fidalgo. Em baixo: Ademar, Manuel Fernandes, Augusto Inácio, José Eduardo e Manoel.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

E Scolari em Alvalade com Manuel Fernandes?...

Agora que sabemos que Paulo Bento pediu ao Sporting que não lhe apresentem uma proposta de renovação do seu contrato, o futebol do clube leonino tem em aberto a questão da sucessão técnica. E a discussão está lançada…
Neste quadro, o ex-seleccionador de Portugal, Luiz Felipe Scolari, afastado do Chelsea, por causa de “maus resultados” e “pobres exibições da equipa”, apresenta-se como um excelente candidato a suceder a Paulo Bento. E se tivesse Manuel Fernandes como adjunto e responsável pelo futebol de formação do Sporting, tanto melhor.
Para um novo ciclo, que a nação sportinguista quer que seja de grande exigência e grande ambição, uma dupla Scolari-Manuel Fernandes teria o condão de resolver os problemas do futebol leonino interna e externamente. No plano interno, Manuel Fernandes regressaria a casa pela porta grande e com missões de alta responsabilidade num clube reconhecido no plano nacional e internacional pelo seu trabalho de excelência ao nível da formação. Consigo, Manuel Fernandes transportaria também para o balneário de Alvalade a necessária “mística sportinguista”.
No plano externo, Luiz Felipe Scolari, para além de ser um treinador de méritos reconhecidos, muito respeitados em Portugal, e de ser conhecido pela sua capacidade disciplinadora, de liderança e de motivação das suas equipas, seria uma excelente “contratação política”, pelo conhecimento profundo que tem do futebol português e dos seus meandros. Com a sua contratação, o Sporting, que joga por fora nos bastidores do futebol português, mataria vários coelhos com uma cajadada. No FC Porto, Pinto da Costa, certamente não gostaria de o ter como adversário. E o Benfica, que já tentou contratá-lo, também não teria nada a ganhar. Com Scolari em Alvalade, talvez o presidente da Liga passasse a atender os telefonemas do presidente do Sporting…
Dirão que as limitações financeiras são um obstáculo. É tudo uma questão de racionalizar o investimento, nomeadamente tornando muito mais rigorosa a avaliação da contratação de jogadores que não justificam os milhões que têm custado...

LEÃO DA ESTRELA entre os melhores na Internet

O blog LEÃO DA ESTRELA integra uma selecção dos melhores sítios na Internet portuguesa sobre futebol, enquanto espaço de informação e debate sobre o Sporting Clube de Portugal. A escolha foi elaborada pela revista "24 Em Casa", publicada com o jornal "24 Horas", na última sexta-feira, 06-02-2009. O Armazém Leonino, o Visconde de Alvalade, o Fórum SCP e, claro, o sítio oficial do clube foram outros espaços sportinguistas na Internet destacados na referida publicação.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Os problemas mentais do Sporting

Filipe Soares Franco tinha dito que o Sporting não deixou sair João Moutinho e Miguel Veloso porque quer ser campeão nacional. Só não disse é quando. E pela justa derrota em Alvalade (2-3) frente ao Sporting de Braga, tudo indica que não será este ano, ainda que o FC Porto e o Benfica, que empataram no Dragão, não se tenham afastado muito. A verdade é que este Sporting, para tristeza da nação sportinguista, tem falhado nos jogos que oferecem maior grau de dificuldade, ou seja, nos jogos em que um campeão deve mostrar a sua raça. Perdeu com o FC Porto, com o Benfica e, agora, com o Braga. E não ganhou ao Nacional da Madeira, no Funchal, nem ao Trofense, na Trofa, jogos em que se impunha que um Sporting que se afirma candidato ao título fizesse a diferença. Tudo somado, a equipa leonina perdeu sete pontos nos últimos três jogos, hipotecando, assim, o título mais saboroso da temporada, pelo sétimo ano consecutivo.
Independentemente dos jogadores escolhidos para o jogo – e no fim é sempre mais fácil falar de escolhas equívocas, como as de Rochemback para o centro do terreno ou de Miguel Veloso para o lado esquerdo da defesa –, há uma questão de primordial importância que, em minha opinião, tem estado na base do fracasso leonino nesta Liga. Refiro-me à motivação. Ou melhor, à falta dela. Frente ao Braga, o Sporting andou sempre atrás do adversário. Foi o Braga que tomou a iniciativa do jogo, que começou por rematar, que marcou primeiro, que marcou mais… O Sporting, mentalmente mais dado a controlar do que a tomar a iniciativa, andou sempre atrás do prejuízo. Fora assim, também, embora com final feliz, em duas grandes vitórias sobre o Benfica (o “5-3”, no ano passado, para as meias-finais da Taça de Portugal) e o FC Porto (o “4-1”, na semana finda, para as meias-finais da Taça da Liga).
Falando em motivação, é incontornável atender ao discurso que o treinador Paulo Bento faz para o exterior. Por exemplo, neste jogo com o Braga. Na conferência de imprensa de apresentação da partida, Paulo Bento falou mais tempo da qualidade e da boa organização da equipa do Braga do que das potencialidades da equipa do Sporting. Que efeito terão tido essas palavras nos jogadores leoninos? E nos jogadores adversários?
Uma equipa é a imagem do seu líder, neste caso, do seu treinador, e que parece é que os jogadores leoninos se mentalizaram mesmo que iriam defrontar uma das melhores equipas do mundo. E assim se comportaram em campo: presos ao esquema táctico e sem capacidade de construção de jogo. Já a equipa do Braga - que é uma boa equipa, que só não ganhou na Luz, por exemplo, porque foi impedida pela arbitragem -, limitou-se a impor o seu jogo, dizendo, logo do princípio, que estava ali para discutir a partida no campo todo.
No final, Paulo Bento confessou que o Sporting realizou uma das piores exibições do ano e voltou a analisar a grande qualidade e a boa organização da equipa de Jorge Jesus. Ora, a um treinador não se pedem comentários tecnicamente avalizados sobre os adversários. Para isso há os comentadores propriamente ditos. A um treinador do Sporting pede-se um discurso que motive a sua equipa de tal maneira que os jogadores sejam capazes de fazer em campo aquilo que parece impossível. FOTO: José Manuel Ribeiro (Reuters)

MEMÓRIAS LEONINAS Sporting 1993-1994

Em cima: Costinha, Capucho, Paulo Sousa, Valckx, Peixe e Paulo Torres. Em baixo: Jorge Cadete, Nélson, Balakov, Luís Figo e Pacheco.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O interesse de Madrid em Paulo Bento

O interesse manifestado pelo Atlético Madrid no treinador Paulo Bento é uma boa notícia. Significa, antes de mais, que o Sporting, para além de ser uma escola de jogadores, é também uma escola de treinadores. É assim que a coisa deve ser vista.
De qualquer modo, penso que é chegado ao fim o ciclo da formação de treinadores, depois de cinco anos entre José Peseiro e Paulo Bento. Com tanta gente nova no plantel e na academia, o futebol do Sporting precisa de um treinador vivido e experimentado, com títulos no currículo e cabelos brancos na cabeça.
Como não há duas sem três, Manuel José, nesta conjuntura, seria uma excelente solução para o futebol leonino.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sporting na final da Taça da Liga

O Sporting goleou o FC Porto com toda a justiça (4-1) e está, pela segunda vez consecutiva, na final da Taça da Liga, onde irá defrontar o Benfica, que venceu o Vitória de Guimarães por 2-1. Em Alvalade, foi uma grande vitória num jogo que não começou bem para o Sporting. Fiel aos seus "princípios", a equipa de Paulo Bento entrou em jogo pouco confiante e com um futebol muito enredado e previsível, que chegou a prenunciar o pior, sobretudo após o FC Porto ter aberto o marcador, logo aos 10’, no primeiro remate à baliza de Tiago.
Desde muito cedo, Adrien Silva, que rubricou uma excelente exibição, assumiu-se como o pêndulo do jogo leonino, desdobrando-se na distribuição de jogo por toda a largura do campo e também em oportunas recuperações defensivas. Foi um dos melhores elementos da equipa leonina, confirmando-se como um valor seguro para a chamada “posição 6”. Mas Pedro Silva, Anderson Polga, João Moutinho, Vukcevic e Romagnoli (dois golos de penálti valem muito no Sporting...), assim como Derlei e Pereirinha, estes numa segunda parte colectiva de grande qualidade, também estiveram em grande plano.
O FC Porto apresentou-se em Alvalade desfalcado de alguns titulares e a equipa de Jesualdo Ferreira pareceu uma manta de retalhos, que só o golo “madrugador” conseguiu esconder por algum tempo. O Sporting, diga-se, só entrou verdadeiramente em campo quando Romagnoli converteu uma grande penalidade, restabelecendo o empate (36'). O golo funcionou como um tónico psicológico que levaria a equipa a criar algumas situações de golo, mas a ineficácia de Hélder Postiga impediu que o domínio leonino se traduzisse em golos.
De resto, o que de melhor Postiga deixou em campo foi talvez o modo como soube provocar uma segunda grande penalidade indiscutível, cometida por Stepanov, que Romagnoli voltou a marcar com êxito, virando o resultado. A segunda parte estava a começar e o Sporting passava então a jogar com confiança que não tivera quando iniciou a partida. Mas os golos em futebol corrido só surgiram quando Paulo Bento fez entrar Pereirinha e trocou Postiga por Derlei. O “velho” luso-brasileiro assinou dois excelentes golos, mostrando que está aí para as curvas nestes últimos meses de uma bem sucedida. Foram momentos de bom futebol por parte da equipa leonina, que assim construiu uma das vitórias mais gordas sobre o FC Porto em muitos anos.
Quanto ao árbitro Carlos Xistra, ficam as dúvidas quanto ao golo invalidado a Hélder Postiga. Mesmo vendo e revendo as escassas imagens televisivas captadas pela SIC, não parece ter havido infracção do jogador leonino. E a verdade é que o árbitro assistente, que teria melhor ângulo de visão, nada assinalou. Do mesmo modo, não me pareceu ter havido motivos para assinalar a primeira grande penalidade contra o FC Porto. De qualquer modo, se houve erros nestes dois casos, os prejuízos foram divididos... Finalmente, Tarik poderia ter ido mais cedo para o duche. Insultou o público de Alvalade com gestos obscenos após a marcação do golo e nada lhe aconteceu. No início da segunda parte, abriu a cabeça de Pedro Silva elevando o pé na disputa de uma bola e viu o cartão amarelo... FOTO: Nacho Doce (Reuters)

O comboio de Pinto da Costa

Não sei qual foi a intenção de Pinto da Costa ao ter decidido que a viagem da equipa do FC Porto para Lisboa, com vista ao jogo de hoje com o Sporting, para as meias-finais da Taça da Liga, fosse realizada de comboio, como há 20 ou 30 anos, quando as duas cidades ainda não estavam ligadas por auto-estrada. Desconfio que seja uma manobra para dar a ideia de que o FC Porto desvaloriza a Taça da Liga e não está nada interessado em ganhar, iludindo, assim, os jogadores leoninos. De resto, a repetição da ideia de que o FC Porto vai apresentar uma equipa reservista mesclada com alguns juniores reforça essa possibilidade… Para além de colocar a pressão de ganhar sobre os ombros de um Sporting desfalcado de Liedson e perturbado com os amuos de Miguel Veloso. O que, para os objectivos leoninos, é muito perigoso.
A verdade é que, ao meter a equipa num comboio, que demorou 2h40 entre o Porto e Lisboa, Pinto da Costa fez hoje muito mais pela promoção do transporte ferroviário em Portugal do que alguma campanha publicitária do Governo conseguiu até hoje. E também ajudou a promover o futebol, ao ter colocado os jogadores do FC Porto ao lado dos cidadãos comuns.
O que esta viagem tem de mais curioso é que, sob o ponto de vista da sua qualidade, para os jogadores, até é menos desgastante deslocarem-se de comboio do que de autocarro. Hoje, o Alfa Pendular, comparado com os velhos comboios de há 30 anos, é uma espécie de hotel em movimento. Com muito mais espaço do que um autocarro. E mais seguro. E igualmente rápido. Só não se compreende que outras equipas não façam como o FC Porto fez hoje. FOTO: "Record Online"

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O "escravo" Miguel Veloso

O “caso” Miguel Veloso é um sinal grave dos tempos que correm. É preciso dizer que Miguel Veloso tem no presidente da FIFA, Joseph Blatter, um grande aliado. É o líder do futebol mundial quem defende a necessidade “primordial” de “respeitar" um jogador, quando este manifesta vontade de mudar de clube. É ainda Blatter quem classifica as elevadas cláusulas de rescisão pedidas por alguns atletas como formas de “escravatura moderna”.
Ora, Miguel Veloso sente-se um escravo do Sporting e amuou. Segundo veio a público, ficou em casa a dormir depois de uma madrugada em que andou a tentar sair do seu emprego. Patético.
Em vez de estar feliz por ser um jovem que tem a oportunidade de jogar ao mais alto nível em Portugal e na Europa (o Sporting está na Liga dos Campeões…), Veloso, empurrado para o abismo por um empresário que só vê dinheiro e por um pai que o trata como uma criancinha, ficou em estado de choque por não sair do Sporting. Acha que ganha pouco dinheiro (25 mil euros mensais limpinhos, que até dão para pagar multas por faltas ao trabalho), apesar de não jogar há muito tempo como jogou na temporada de 2006-2007 – ano em que se mostrou no futebol português e internacional. No ano passado, é preciso lembrar, andou entretido com os desfiles de Fátima Lopes. Este ano andou entretido à procura de um buraco para fugir de Alvalade. Tudo menos o Sporting. E não consta que o Sporting lhe tivesse deixado de pagar como ficou combinado no contrato…
Casos destes são complicados de evitar, porque são de natureza quase surreal. É evidente que a formação do Sporting não pode ser orientada apenas para promover os craques que dominam a bola. Tem de ser orientada também para os aspectos mentais e de personalidade. Para que os jovens que todos os anos entram no futebol sénior saibam o que é o Sporting Clube de Portugal e saibam quanto é difícil vencer no futebol de alta competição.
Outro aspecto que, notoriamente, falha no Sporting tem a ver com a falta de uma liderança forte. Basta fazer este exercício: toda a gente sabe quem é Paulo Bento. Mas já nem toda a gente sabe quem está acima dele. Logo, uma liderança directiva fraca atrai as trapalhadas que continuam a minar o futebol do Sporting. Este é um dos grandes desafios do próximo presidente do clube, seja ele qual for.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Veloso e o silêncio do empresário

Miguel Veloso faltou hoje ao trabalho no Sporting sem dar cavaco a ninguém. O seu empresário, Paulo Barbosa, que quando quer ser inconveniente, prejudicando o Sporting, está sempre pronto a bufar aos jornalistas quais são os clubes interessados na sua vedeta, deveria, agora, ter dado explicações, defendendo o seu cliente. Mas não. "Não quero comentar", disse o empresário, quando questionado pela comunicação social, talvez para não prejudicar o clube leonino... Sempre em contramão, este empresário "formado" na Rússia...

A "militância" do LEÃO DA ESTRELA

No mês de Janeiro, o blog LEÃO DA ESTRELA bateu um novo recorde de audiências, tendo o contador do site http://www.shinystat.com registado um total de 22.881 visitantes e de 29.821 páginas consultadas ao longo dos 31 dias do primeiro mês de 2009. O que dá uma média diária de 738 visitas, de segunda a sexta-feira, e de 627 visitas, aos sábados e domingos. Ao nível das páginas consultadas pelos leitores do LEÃO DA ESTRELA, a média diária no mês de Janeiro foi de 962 páginas consultadas, de segunda a sexta-feira, e de 821 páginas ao fim-de-semana. Todos os números podem ser confirmados aqui. Os dias 9 e 12 foram aqueles em que o LEÃO DA ESTRELA registou maior afluência de leitores: 1.117 e 1088 visitantes, respectivamente. Nos dias 5, 6, 8, 9, 11, 12, 13, 14, 15, 19, 20, 22, 23, 26 e 27 o número de páginas consultadas ultrapassou o milhar. O LEÃO DA ESTRELA continua, deste modo, a ser um dos espaços mais lidos da blogosfera sportinguista. Obrigado a todos!

LEÃO DA ESTRELA: DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS

Sou do Sporting Clube de Portugal desde criança. Desde o tempo em que o futebol se jogava aos domingos à tarde e nós, que morávamos longe de Lisboa, ficávamos colados ao rádio a ouvir as emoções que nos eram transmitidas por vozes de relatores sonantes como Romeu Correia, Fernando Correia, Orlando Dias Agudo, Ribeiro Cristóvão, Alves dos Santos e outros.
Eram tempos em que o futebol era um espectáculo, em que os "clássicos" Sporting-Benfica ou Sporting-FC Porto, em Alvalade, na Luz ou nas Antas, eram sinónimos de grande enchente, quase sempre com lotação esgotada.
Eram tempos em que os laterais avançavam pelo campo como se fossem extremos e nós, quando não podíamos assistir ao vivo, testemunhávamos cada lance com os ouvidos...
Os resumos dos jogos passavam na televisão única aos domingos à noite, a horas certas e sem intermináveis "programas de publicidade" pelo meio...
"A Bola" e o "Record" eram jornais a preto e branco que se publicavam duas ou três vezes por semana…
Os equipamentos dos jogadores eram numerados de 1 a 11...
Uma entrevista exclusiva era uma entrevista exclusiva...
O símbolo do clube era a única marca visível nas camisolas dos jogadores...
Sporting, Benfica e FC Porto arrastavam grandes multidões, enchendo os campos e os estádios do País e provocando um clima de festa em cada vila ou cidade onde jogassem...
Havia um dia a meio da semana para a realização dos jogos das competições da UEFA, que validava a expressão "Quarta-feira Europeia"...
Uma equipa só usava o equipamento alternativo quando recebia um adversário cujo equipamento oficial fosse da mesma cor...
Os cromos eram vendidos como embrulhos de pastilhas elásticas...
Foi em criança que comecei a ouvir relatos de jogadas e golos de profissionais talentosos como Eusébio, Chico Gordo, Jacinto João, Vítor Baptista, Nené, Fernando Gomes, António Oliveira, Cubillas, Seninho... Mas só conseguia vibrar com o relato das portentosas defesas de Vítor Damas, com os eficazes e oportunos cortes e desarmes de Laranjeira, com a espectacular fantasia de Fraguito, e com os golos "sem apelo nem agravo" de Hector Yazalde, de Marinho, de Manoel, de Keita, de Manuel Fernandes, de Rui Jordão... Os golos do grande Sporting Clube de Portugal, claro.
A paixão começou, portanto, na década de setenta do século passado e atravessou intacta o período mais longo da história do clube sem vencer campeonatos, que durou entre 1982 e 2000.
O blog LEÃO DA ESTRELA é, sobretudo, um espaço do futebol do Sporting para os que gostam de futebol e do clube fundado por Alfredo Holtreman, em 1906. Neste blog podem encontrar o futebol visto com o esforço, a dedicação, a devoção e a glória de um sportinguista que se alegra com as vitórias e sofre com os empates e as derrotas.
O LEÃO DA ESTRELA, enquanto fonte de informação, de opinião e de debate, está sempre do lado do Sporting Clube de Portugal, numa atitude independente, mas nunca neutral.
Luís Paulo Rodrigues, editor do LEÃO DA ESTRELA

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Faltou o valor acrescentado dos campeões

Noutros tempos, se os jogos não se resolviam de uma maneira, resolviam-se de outra. Se não dava para marcar golos em futebol corrido, havia os especialistas em lances de bola parada que decidiam os jogos a favor do Sporting. Foi assim quando havia César Prates e André Cruz, que, não por acaso, estiveram nos dois títulos conquistados pelo Sporting, em 2000 e 2002.
Foi a incapacidade do Sporting actual para tirar partido dos lances de bola parada que, durante o jogo da Trofa, levou-me a recordar César Prates e André Cruz, assim como outros especialistas. Foi por não haver neste plantel jogadores com o valor acrescentado daqueles, nomeadamente na marcação de livres, que o Sporting perdeu mais dois pontos, atrasando-se na luta pelo título nacional.
Apesar de uma exibição intermitente (uma primeira parte tímida e uma segunda parte bem conseguida) perante um Trofense muito povoado na retaguarda, o Sporting teve atitude, mereceu ganhar e criou oportunidades suficientes para somar os três pontos. Mas, a par de alguma infelicidade, faltou-se alta definição no último terço do campo (onde o espaço foi sempre um bem muito escasso). Por isso, a equipa de Paulo Bento, que trajou de branco, o que não se compreende, ficou em branco... Faltou-lhe o valor acrescentado dos campeões. Valor acrescentado que, diga-se, tem faltado aos chamados três “grandes” da Liga Portuguesa (daí o equilíbrio na frente da tabela classificativa), ao ponto de o modesto Rio Ave ter obrigado Quique Flores, em pleno Estádio da Luz, a recorrer ao “velho” e “acabado” Mantorras para marcar um golito.
A grande questão é saber como está a ser nivelado o futebol português. Por cima ou por baixo? Os jogos dos “grandes” com os “pequenos” são mais equilibrados por demérito dos “grandes” ou por mérito dos “pequenos”? Se o equilíbrio é cada vez maior, então, por que é que os profissionais dos “grandes” ganham dez vezes mais no final do mês? São os jogadores dos “grandes” que estão bem pagos ou os pequenos que ganham menos do que o que deviam? E, se há bons executantes nas equipas “pequenas” a ganhar pouco dinheiro, por que é que os clubes “grandes” continuam a ir ao estrangeiro pagar milhões e milhões de euros por jogadores que não trazem valor acrescentado?...
O Sporting, por exemplo, contratou Rochemback porque uma das suas qualidades seria precisamente a sua capacidade para decidir jogos nos lances de bola parada, através do seu pontapé forte e certeiro. Não consta que, até agora, tenha resolvido algum jogo dessa maneira, não obstante as várias marés que já teve para provar a dita qualidade. Mas quem diz a falta de especialistas na marcação de livres, também pode falar nas dezenas de pontapés-de-canto que não resultam em nada. Portanto, para não perder com o Sporting basta ocupar devidamente os espaços mais recuados e defender bem. Como fez o Trofense, mais a mais com um jogador como Valdomiro (brasileiro, de 29 anos) no centro da defesa. FOTO: AFP - Getty Images
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