terça-feira, 3 de março de 2009

LEÃO DA ESTRELA na imprensa



Luís Paulo Rodrigues é o criador e único editor do blog LEÃO DA ESTRELA (http://leaodaestrela.blogspot.com), um espaço que é uma referência entre os seguidores e adeptos do Sporting, mas também de quem procura, acima de tudo, uma visão diferente.

1 – O que é que te levou a criar o “Leão da Estrela”?A ideia foi criar um espaço de informação e debate sobre o Sporting Clube de Portugal. Sou sportinguista desde criança, desde os tempos de Damas, Yazalde, Manuel Fernandes, Jordão… E, sempre que o Sporting joga, a minha vida pára, pelo menos, 90 minutos. O LEÃO DA ESTRELA é o prolongamento dessa devoção ao clube.

2 – Este blog é de alguém que gosta de futebol, ou quem, acima de tudo, gosta do Sporting? Que temas preferes ou tentas abordar mais?
Gosto de futebol, mas, acima de tudo, gosto do Sporting. Sou sensível a questões que revelem fragilidade interna e que resultem numa imagem negativa do clube. Não suporto trapalhadas que envolvam pressões de empresários ou jogadores que querem ir embora.

3 - E procuras ser imparcial ou o objectivo do blog é precisamente defender as cores do clube?O LEÃO DA ESTRELA é independente, mas não é neutro e está sempre do lado do Sporting. Quando critico, e o LEÃO DA ESTRELA é conhecido pelas suas posições críticas em relação à actual direcção do clube, sinto que estou a defender o Sporting. Fundamentalmente dependo do coração, do que sinto no momento, sem calculismos de qualquer espécie.

4 – É um dos blogues mais visitados e respeitados dentro da esfera sportinguista, e não só. Alguma vez imaginaste este sucesso? E que explicação tens para o mesmo?
O LEÃO DA ESTRELA não é um mensageiro de notícias conhecidas. Isso não teria interesse para ninguém. Procuro interpretar a realidade do clube à luz da informação que me chega, através da comunicação social e de muitos leitores que canalizam informações que ajudam a ler a realidade leonina. E procuro lançar questões novas na actualidade, como a ideia de antecipar as eleições, que chegou aos jornais dias depois de ser defendida no blog. Procuro também interpretar tudo o que acontece no futebol português que tenha relação directa ou indirecta com o Sporting. Preocupo-me em fazer um blog bem escrito, com uma linha de pensamento coerente, que possa ser lido por toda a gente, desde o comum dos adeptos aos agentes do clube e do futebol.

5 – Que outros sites e blogues de futebol costumas visitar?Na blogosfera, gosto de mergulhar em espaços com imagens e memórias do passado, como o “Armazém Leonino”. A blogosfera sportinguista é muito rica e variada, o que demonstra a força e a grandeza do clube.

[Entrevista à revista "Futebolista", edição de Março de 2009]

Varela: mais um "dragão" feito em Alvalade

Paulo Futre, Nuno Valente, Ricardo Quaresma, Diogo Viana, Silvestre Varela… O que é impressionante é que, 25 anos depois, o FC Porto - esse grande parceiro estratégico do Sporting no futebol português... - ainda continua a contratar jogadores formados em Alvalade, quer por aquisição a custo zero, quer inseridos em outros negócios (como o caso recente de Diogo Viana, estrela juvenil leonina trocada por Hélder Postiga e que já brilha no Dragão...). E não foi por falta de alertas, como se pode ler aqui
Agora perguntamos: o Sporting não poderia ter hoje no plantel Silvestre Varela e Diogo Viana sem ter gasto um tostão e pagando menos no final do mês, se, obviamente, tivesse abdicado de Postiga, que não vale o que ganha (90 mil euros por mês, ou seja, o quarto salário mais alto no plantel)?... Como estas situações nos mostram com toda clareza, o Sporting gasta dinheiro e fica sem os jogadores que formou durante anos!... Ironicamente, é uma gestão "(sád)dica". E irresponsável.
Dirão que, dos chamados três "grandes", o Sporting é o mais poupado e o mais racional a investir no futebol. É verdade. O problema é que, mesmo assim, desperdiça muitos recursos humanos e financeiros.

segunda-feira, 2 de março de 2009

As retiradas de Octávio

Octávio Machado, treinador do Sporting de boa memória, na segunda metade da década de 1990, depois de ter feito carreira no FC Porto, começou por deixar o futebol. E para que soubéssemos do que é que ele estava a falar quando falava, escreveu um livro, recentemente editado, onde chamou alguns bois pelos nomes. O livro foi mais ou menos ignorado pela imprensa do "sistema". Octávio já estava retirado na sua propriedade agrícola em Palmela, zangado com os patrões do futebol português. Em Palmela, foi chamado pela política, tendo chegado a vereador do PSD na respectiva Câmara Municipal. Agora, afirma-se magoado com algumas trapalhadas dos responsáveis do PSD-Palmela e acaba de anunciar a sua desvinculação de militante do partido. De tudo isto, e mesmo sem conhecer em pormenor os contornos das retiradas do "palmelão" do futebol e da política, só haverá uma conclusão a tirar: Octávio Machado é um homem sério!...

Um clube sem rei nem roque...

O presidente da assembleia geral do Sporting, Rogério Alves, e o presidente da direcção do clube e da Sporting SAD, Filipe Soares Franco, escolheram o jogo FC Porto-Sporting para mais um espectáculo de duas faces: deprimente (na perspectiva da imagem que o Sporting projecta para o exterior) e hilariante (pelo menos para Pinto da Costa). Rogério Alves ficou muito chateado com a antecipação do jogo de domingo para sábado (quando o FC Porto não precisava de antecipar) e decidiu não ir ao Estádio do Dragão, em forma de protesto contra o FC Porto, dando assim expressão à gritaria inconsequente de Miguel Ribeiro Teles, que se confessara enganado pelos portistas, embora tenha acabado por entrar no Dragão fazendo festinhas em Adelino Caldeira... Já Filipe Soares Franco, de modo surpreendente, ou talvez não, recolheu aos braços de Pinto da Costa, assistindo ao jogo no cadeirão presidencial do Dragão ao lado do seu homólogo. Perante isto, a juntar ao episódio do "cafezinho da Atalaia" (de onde Paulo Bento saiu a correr para se meter no carro e perguntar ao médico Gomes Pereira se era verdade que Miguel Veloso estava lesionado), o mínimo que se pode dizer é que o Sporting anda sei rei nem roque... A questão é prosaica: em quem é que os sportinguistas podem acreditar? Naqueles que se zangam com Pinto da Costa e não vão ao Dragão em forma de protesto ou naqueles que fingem que se zangam com Pinto da Costa e não saem do colo dele?...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Os "cinco" do Bayern já lá vão...

FC Porto-Sporting, 0-0 (Liga Portuguesa, 20ª Jornada) - Depois da humilhante goleada europeia, o Sporting foi ao Dragão empatar a zero com o FC Porto, numa partida em que a equipa de Paulo Bento jogou bem, tendo em conta as limitações, e criou oportunidades de golo suficientes para ganhar, em particular na primeira parte, período em que o FC Porto não criou uma única ocasião de golo.
Quem assistiu ao jogo e não soubesse o que se passara durante a semana não diria que os tipos que vestiram a camisola verde e branca tinham sofrido cinco golos do Bayern de Munique sem resposta, nem que o treinador deles anda a saber novidades sobre a condição física dos jogadores pelos jornais da manhã.
Contas feitas, continua tudo em aberto na luta pelo título! Até porque, não obstante a importância deste jogo para as contas do título, a verdade é que o Sporting não se atrasou na classificação nos dois jogos com o FC Porto (uma derrota e um empate com um concorrente directo é absolutamente normal). Atrasou-se, sim, ao ter perdido jogos em Alvalade com o Braga e o Leixões, ou ao ter perdido dois pontos com equipas de segundo plano, como a Académica ou o Trofense...
No Dragão, o Sporting merecia ter ganho, mas, a partir de certa altura, Paulo Bento, que estava muito limitado nas opções a colocar em campo, jogou pelo seguro e procurou garantir o empate. Aliás, o Sporting, que se apresentou com a defesa que defrontara o Benfica, defendeu durante a maior parte do tempo, tendo-o feito quase sempre bem: o mais longe possível da baliza de Tiago.
O que parece ser importante é que a equipa leonina parece estar recomposta do desastre europeu. A arbitragem não deixou de cometer erros. Não consigo perceber como é que um árbitro assistente não consegue ver Lucho Gonzalez a pisar perigosamente o "calcanhar-de-Aquiles" de Derlei, mesmo nas suas barbas. Ficou um cartão vermelho por mostrar (42'). Agora, há 10 finais para jogar até ao fim desta Liga 2008-2009. FOTO: Paulo Duarte (AP Photo)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O cafezinho da Atalaia


Clique na imagem e assista a um resumo da conferência de imprensa de Paulo Bento antes do jogo FC Porto-Sporting. Depois, deixe o seu comentário. FONTE: "Record"

A revolta dos anjinhos

O Sporting, que através do seu presidente, Filipe Soares Franco, era “porta-voz” do FC Porto e de Pinto da Costa na guerra do clube nortenho com a Liga de Hermínio Loureiro, está muito indignado com a antecipação do jogo do Dragão deste domingo para este sábado, pelo facto de a equipa leonina gozar menos um dia de descanso, após a jornada europeia. Em devido tempo, o FC Porto pediu a antecipação da partida com o Sporting e, de acordo com os regulamentos, o clube leonino tinha de aceitar, pois estavam garantidas as 72 horas sobre o jogo com o Bayern. Entretanto, o FC Porto decidiu adiar o jogo com o Estrela da Amadora, das meias-finais da Taça de Portugal, que deveria ser jogado na próxima quarta-feira.
Em face disto, o Sporting sente-se “enganado” por Pinto da Costa, uma vez que o FC Porto não necessitava de antecipar a partida para sábado, garantindo ao Sporting tempo suficiente para recuperar fisicamente. Soares Franco, que já falara ao País do futebol em nome do seu homólogo nortenho, deu conta da indignação leonina, não por voz própria (não vá Pinto da Costa zangar-se a sério…), mas através do “vice” Miguel Ribeiro Teles. Escusado será dizer que, no Porto e no País do futebol, esta reacção leonina só pode ser vista como a “revolta dos anjinhos”. Que só se revoltaram porque a jornada europeia correu mesmo muito mal. Porque até aí ninguém gritou contra o “papa” do Norte. Enquanto os dirigentes do Sporting não souberem o que fazer no futebol português e continuarem a alimentar pactos cínicos com o "sistema", não faltarão histórias destas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Muito medo e muitos equívocos

SPORTING-BAYERN DE MUNIQUE, 0-5 (1/8 de final da Liga dos Campeões) - Independentemente do jogo com o FC Porto, que só se disputa no próximo sábado (e não deveria ser jogado no domingo?...), seria expectável que quatro dias chegassem para que os jogadores do Sporting tivessem recuperado do esforço decorrente da partida de sábado com o Benfica. Pelos vistos, Paulo Bento viu-se obrigado a “gerir o esforço” dos jogadores e, frente ao Bayern de Munique, apresentou alguns que têm sido suplentes nas últimas semanas. Foi assim que, de uma assentada, o treinador leonino promoveu três mudanças no quarteto defensivo e uma no meio-campo. Isto sem contar com o impedimento do guarda-redes Rui Patrício. Muitas alterações perante um adversário tão difícil como o Bayern. A não ser que, em Alvalade, alguém tenha acreditado que a equipa alemã estava mesmo muito mal…
A verdade é que o Sporting, que conseguira uma resença inédita nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, voltou a fraquejar no plano internacional, revelando-se incapaz de se impor perante adversários mais exigentes. A equipa teve medo de jogar e de fazer história, pois poderia ter ganho pela primeira vez em provas da UEFA a uma equipa alemã, e acabou humilhado, vergonhosamente humilhado, em Alvalade, pelo Bayern de Munique, perdendo por 5-0 e ficando praticamente afastado da Liga dos Campeões. Foi a maior derrota europeia do Sporting no Estádio de Alvalade (e a vitória mais expressiva dos alemães, como visitantes, em jogos da UEFA), que desbaratou a força anímica leonina, que tinha sido gerada pela vitória sobre o Benfica. Na semana em que a equipa de Paulo Bento tem um compromisso muito importante, com o FC Porto, no Dragão, para a Liga Portuguesa, não poderia ter sido pior.
A equipa alemã ainda respeitou a equipa portuguesa, começando recuada e impondo um ritmo baixo – embora acelerando nas transições ofensivas. A ideia de não espantar a caça resultou, pois o Sporting não entrou em força, não fez por ter vida própria e entrou no jogo calculista dos alemães, acabando por se embrulhar nos seus equívocos, de resto, já conhecidos: falta de agressividade sobre a bola, falta de profundidade ofensiva, pouca velocidade, um jogo muito encolhido, muita desconcentração competitiva e uma equipa pouco compacta e pouco colectiva. Os alemães cedo viram isso e, com facilidade, passaram a mandar no jogo, roubando a bola ao adversário e jogando simples. E quando não conseguiam roubá-la, era o Sporting que a oferecia. Como fez Derlei, para o primeiro golo alemão, pouco antes do intervalo, que fez Alvalade descer à terra.
Na segunda parte, o futebol leonino dava mostras de continuar adiado. Só a desconcentração continuava em campo. A forma irritantemente incompetente como Abel ignorou o jogador que deveria marcar facilitou o segundo golo. O ataque às pernas de um avançado contrário, dentro da área, num assomo de agressividade gratuita de Rochemback, levou Tiago a encaixar o terceiro, de grande penalidade. Muitos erros para um só jogo desenhavam o escândalo em Alvalade. Para os alemães, ainda faltava muito tempo para o fim. Para eles, tinha começado um treino. Para o Sporting, uma noite de pesadelo.
Quanto à “gestão do esforço” de Paulo Bento, considero-a altamente questionável (até porque Rochemback foi poupado…). De resto, não sei o que é que Romagnoli, um jogador franzino que perde um duelo com um sopro, tinha melhor do que o jovem e poderoso Vukcevic, perante um conjunto alemão muito forte fisicamente. Como não sei como é que Vukcevic estava cansado de tantos jogos, ele que esteve parado meia temporada. Também não sei quantos centímetros terá dado à equipa a entrada de Abel para o lugar de Pedro Silva, que é mais forte, mais alto e tem poucos jogos nas pernas. E se havia jogo para Tonel voltar à titularidade, não poderia ter sido este – mais a mais porque Daniel Carriço, que é um jovem em afirmação, não deveria estar cansado de ter jogado contra o Benfica.
Importa agora esquecer rapidamente este jogo vergonhoso. No sábado, há mais um “jogo do título”, no Dragão. E no final do mês de Março, há uma taça para ganhar ao Benfica no Algarve. Este ano, o Sporting já levou “5” do Real Madrid, do Barcelona e do Bayern de Munique. Os jogadores do Sporting podem formar uma equipa sem dimensão europeia. Pelo menos, que nos mostrem que ainda têm dimensão nacional. FOTOS: José Manuel Ribeiro (Reuters) e AFP - Getty Images

Liedson e o colectivo

"Jornal de Notícias", 25-02-2009

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O Sporting e o momento do Bayern de Munique

Nas últimas semanas, uma ideia peregrina tem ganho terreno na imprensa desportiva portuguesa e entre os comentadores futebolísticos que participam nos vários fóruns mediáticos: a ideia de que o Bayern de Munique está em mau momento e que, por consequência, o Sporting tem a tarefa facilitada nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
Escusado será dizer que se trata de uma ideia completamente estúpida e perigosa. Estúpida porque o Bayern de Munique é sempre o Bayern de Munique, mais a mais jogando na Liga dos Campeões - uma prova onde as grandes equipas aparecem sempre, por muito mau desempenho que registem nas provas dos respectivos países. E perigosa porque poderá ter duas consequências: por um lado, "adormecer" a equipa do Sporting, entre dois compromissos internos reconhecidos como difíceis e decisivos (o Benfica, já ultrapassado com êxito, e o FC Porto, agendado para o próximo fim-de-semana, no Dragão); por outro lado, essa ideia da fragilidade conjuntural do Bayern só pode contribuir para menorizar o feito da equipa do Sporting em caso de sucesso na eliminatória.
A questão é muito simples: o Bayern de Munique é uma das melhores equipas do mundo, que joga o seu prestígio e o seu orgulho ferido na maior prova europeia de clubes, pelo que requer o melhor Sporting - pelo menos igual ao que ganhou ao Benfica - de modo a que a equipa leonina aceda aos quartos-de-final e continue a fazer história na Liga dos Campeões. É esta a ideia que Paulo Bento tem de incutir na cabeça dos jogadores. Para o Sporting, a semana é decisiva em Portugal e na Europa, pelo que é agora que os jogadores leoninos têm de provar que valem os milhões que preenchem os seus passes.
Para ultrapassar o Bayern e seguir em frente na Liga dos Campeões, o Sporting tem de ser competente e ambicioso, genial e destemido, esforçado e glorioso, confiante e intenso, como foi contra o Benfica... Qualquer discurso que procure reduzir a força alemã pretende, unicamente, o fracasso do Sporting. E ponto final.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

O papel de Liedson

Para além de uma grande exibição, Liedson fez dois grandes golos ao Benfica e foi decisivo para a vitória do Sporting. Mas reduzir a força da equipa do Sporting à acção genial do avançado brasileiro é subscrever a teoria dos adversários, que assim procuram desvalorizar a equipa de Paulo Bento. E é também alinhar no registo simplista da comunicação social, que, mesmo num mau jogo de futebol, se agarra ao jogador que faz o golo para fazer dele um craque de página inteira. Sem a força e a qualidade colectivas da equipa, que foram notáveis, Liedson, certamente, não teria feito o que fez, mais uma vez, ao Benfica. Isto não quer dizer que o melhor marcador estrangeiro da história do Sporting não mereça os destaques das primeiras páginas de hoje. Se calhar merecia vir em todas as páginas de cada jornal. Mas, lá está, "A Bola", por exemplo, procura esconder o facto de o futebol do Benfica ter sido esmagado em Alvalade e usa a figura Liedson para construir uma primeira página ardilosa, pois procura atirar o génio do jogador brasileiro para a selecção nacional, como se ele já estivesse a alinhar e a marcar ao serviço de Portugal e não tivesse marcado dois golões ao Benfica. É assim que se fazem as coisas.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Grande jogo, grande exibição, grande vitória!

Um grande jogo de futebol, talvez o melhor desta Liga Portuguesa 2008-2009, digno, portanto, de um grande clássico entre o Sporting e o Benfica, com grandes golos e uma grande entrega das duas equipas. Uma excelente exibição da equipa leonina, talvez a melhor da temporada, que venceu por 3-2, banalizou os “encarnados” e continua, assim, na rota do título nacional.
Na semana decisiva da temporada no que diz respeito à Liga Portuguesa, e com um compromisso para a Liga dos Campeões frente ao Bayern de Munique pelo meio, o Sporting conseguiu a vitória que ambicionava, para não perder mais pontos para o FC Porto, mas, o que também é muito importante, uma vitória assente num futebol de grande qualidade, sendo capaz de influenciar positivamente o balneário leonino nos jogos decisivos que se aproximam.
É caso para perguntar, onde é que Paulo Bento tinha guardado este Sporting, competente e ambicioso, genial e destemido, esforçado e glorioso, confiante e intenso... Não houve um Sporting a dormir em pé na primeira parte e um Sporting a correr atrás do prejuízo na segunda. Neste jogo decisivo contra o Benfica, o Sporting foi uma equipa que praticou um futebol total, do primeiro ao último minuto, atacando e defendendo com grande sentido colectivo, com os seus jogadores a ocuparem os espaços de forma brilhante, sempre com grande agressividade sobre a bola, chegando a ela quase sempre antes dos benfiquistas. E se uma equipa não consegue ter a bola também não consegue construir jogo. Foi o que aconteceu ao Benfica em quase toda a segunda parte, na qual a equipa do Sporting poderia ter construído uma goleada histórica, tal o número de oportunidades de golo desperdiçadas. Mas o jogo só foi verdadeiramente decidido quando a equipa leonina chegou ao 3-1, já no último quarto de hora, em resultado de uma obra-prima fabricada por Bruno Pereirinha e concluída por Liedson.
O Sporting da segunda parte foi quase perfeito, pelo modo como impediu a construção benfiquista, pressionando no campo todo, e, sobretudo, por ter gerado uma torrente de futebol ofensivo verdadeiramente avassaladora, que, com um pouco mais de eficácia, poderia ter sido suficiente para construir uma goleada histórica. O 3-2 final é, por isso, um resultado enganador, uma vez que o Benfica foi tremendamente eficaz, marcando dois golos, um deles de grande penalidade, em cinco ou seis vezes que se aproximou da baliza de Tiago com perigo iminente.
O Sporting definiu a vitória logo na abertura do segundo tempo (um grande golo de Derlei, servido por um passe longo de Anderson Polga, que, assim, se redimiu da grande penalidade que provocou ao ter derrubado Suazo). Derlei que entrara para o lugar do lesionado Hélder Postiga, o que beneficiou a dinamização do ataque leonino. Isto depois de uma primeira parte disputada em grande ritmo, em toada de parada e resposta, sem que nunca se tivesse verificado um domínio claro de uma equipa sobre a outra.
O Sporting inaugurou o marcador, aos 10’, através de um golão de Liedson, na sequência de um pontapé-de-canto. O Benfica empatou através de grande penalidade, aos 37’. A primeira parte terminou empatada (1-1) e com a equipa de arbitragem, liderada por Olegário Benquerença, a prejudicar gravemente o Sporting: a primeira das escassas oportunidades do Benfica (cabeceamento de Yebda ao poste de Tiago) nasceu de um livre inexistente, pois Pedro Silva não derrubou Reys, e, aos 40’, Maxi Pereira cortou a bola com o braço bem exposto e não foi marcada a respectiva grande penalidade. Mas na segunda parte fez-se justiça.
A vitória leonina tem ainda o condão de colocar as duas equipas de Lisboa em igualdade pontual e, portanto, ambas a pressionar o FC Porto, pelo que está tudo em aberto quanto ao título. E se Paulo Bento conseguir manter a equipa a jogar com esta qualidade e com esta atitude, então sim, o Sporting é o mais forte candidato a ser campeão nacional. FOTO: AFP - Getty Images

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

JOGOS INESQUECÍVEIS Sporting-Benfica, 5-3


Sporting-Benfica, 5-3, 2007-2008 - Taça de Portugal from Sporting Memória on Vimeo.

PORQUE UMA VITÓRIA SOBRE O BENFICA NÃO SE ESQUECE!...

Em 16 de Abril de 2008, o Estádio José Alvalade foi palco de um dos mais empolgantes jogos entre o Sporting e o Benfica de toda a história do futebol português. Ao vencer por 5-3, o Sporting conseguiu o apuramento para a final da Taça de Portugal, que conquistaria ao FC Porto. Mas este jogo provou ainda que os confrontos entre o Sporting e o Benfica continuam a ser o maior jogo de futebol do País. E essa foi talvez a única coisa que o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, em 25 anos de reinado, não conseguiu destruir...
O jogo teve de tudo, com as duas equipas entre o oito e o oitenta em períodos diferentes. A primeira parte mostrou o pior Sporting da temporada. Lento, arrepiantemente lento e inconsequente, sem capacidade para fazer uma jogada com princípio, meio e fim. Sem futebol para um Benfica que ia fazendo pela vida e que, quase sem saber como, chegou a ganhar por 2-0 na primeira meia hora, com golos de Rui Costa e Nuno Gomes, e continuou com o jogo na mão até ao intervalo. Porque Chalana soube armar uma equipa defensiva e com mobilidade na frente que confundiu a defesa leonina. De resto, o Sporting não existia. Paulo Bento parecia não saber o que fazer.
Na segunda parte tudo se alterou. Não foi bem no começo, foi quando entrou o brasileiro Derlei (61'). Confesso que fui daqueles que, como o presidente Soares Franco, ficaram com os cabelos em pé quando souberam que Derlei tinha sido contratado em 2007, depois de seis meses "a enganar" o Benfica. Mas agora dou a mão à palmatória. Apesar de ter estado parado praticamente toda a temporada, Derlei mostrou uma coisa que ninguém na equipa leonina tinha mostrado até aos 60’ deste fantástico Sporting-Benfica. Derlei trouxe energia, trouxe liderança, trouxe força de vontade para mudar o rumo dos acontecimentos. Derlei trouxe uma alma nova ao futebol do Sporting. Derlei trouxe confiança e sede de conquista. Derlei empurrou a equipa na direcção da baliza de Quim. E como o Benfica já estava a dar sinais de esgotamento, o Sporting precisava de um golo para relançar o jogo. E assim foi. Yannick abriu a garrafa (aos 68') e depois foi o que se viu.
O jogo estava relançado, com o Sporting a cavalgar uma reviravolta emocionante, com a particularidade de Derlei ter assinado o terceiro golo que deu ao Sporting, pela primeira vez, a vantagem no marcador. Em apenas 25 minutos o Sporting fez cinco golos, à média avassaladora de um golo em cada cinco minutos, com Yannick, Liedson, Derlei, Yannick de novo e Vukcevic, por esta ordem, a deixarem o seu registo na evolução do marcador leonino. O Benfica ainda fez o 3-3, mas o Sporting já tinha o domínio da situação e reagiu com normalidade, sendo de uma eficácia tremenda. Em seis ou sete oportunidades, a equipa leonina marcou cinco golos. Uma noite fantástica, que fica nas melhores páginas da história do Sporting! VÍDEO: Portal Sporting Memória

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

JOGOS INESQUECÍVEIS Sporting-Benfica, 7-1


Sporting-Benfica, 7-1, 1986/1987 from Sporting Memória on Vimeo.

PORQUE UMA VITÓRIA SOBRE O BENFICA NÃO SE ESQUECE!...

Se há vídeos que todos os jogadores do Sporting deveriam assistir vezes sem conta durante a sua formação ou logo que chegassem a Alvalade vindos de outros clubes, um deles é, sem dúvida, o do Sporting-Benfica de 14 de Dezembro de 1986, em que os "leões" venceram por 7-1, para o então Campeonato Nacional da I Divisão. Porque esse jogo evidencia o esforço, a dedicação, a devoção e a glória do Sporting Clube de Portugal em todo o seu esplendor. Um jogo que revela uma equipa ambiciosa, que não se contenta com a vitória pela margem mínima e que controla o jogo atacando, atacando e atacando, de modo a marcar o maior número de golos possível, em nome do futebol e da grande multidão que enchia o velho Estádio José Alvalade...
Manuel José, então um jovem treinador que se afirmava no futebol português, depois de ter trabalhado em Espinho e Guimarães, era o timoneiro do banco leonino. Manuel Fernandes, então em fim de carreira, marcou quatro dos golos do Sporting. A equipa leonina alinhou com Vítor Damas (guarda-redes), Gabriel, Pedro Venâncio, Virgílio e Fernando Mendes (defesas); Zinho, Oceano, Litos e Mário Jorge (médios); Manuel Fernandes e Raphael Meade (avançados). Jogaram ainda os brasileiros Duílio e Silvinho.
Sobre esta partida de futebol tenho um episódio pessoal a lamentar: foi o único grande jogo do Sporting cujo resultado só soube depois do apito final do árbitro. É que, na altura, estava a cumprir o serviço militar, que então era obrigatório, na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e, naquela tarde chuvosa de Dezembro, andava de G3 às costas em plena “semana de campo”, numa das matas do campo militar de Santa Margarida. Foi um desgosto muito grande não ter sido possível acompanhar o desenrolar dessa tarde gloriosa do Sporting, nem mesmo pela rádio, cujas imagens só acabei por ver anos mais tarde. Um desgosto, porém, mitigado pela grande vitória por 7-1, que ficará para sempre na história do futebol português e do seu dérbi mais vibrante. VÍDEO: Portal Sporting Memória

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

JOGOS INESQUECÍVEIS Sporting-Benfica, 2-0



PORQUE UMA VITÓRIA SOBRE O BENFICA NÃO SE ESQUECE!...

Clique na imagem e recorde o Sporting-Benfica da 8ª jornada do Campeonato Nacional da I Divisão de 1992-1993. O Sporting, que ganhou por 2-0, era orientado pelo inglês Bobby Robson. Balakov inaugurou o marcador logo nos primeiros segundos de jogo. O presidente leonino Sousa Cintra ainda nem sequer estava sentado no seu lugar... IMAGENS: Portal Sporting Memória

Com Olegário todos os cuidados serão poucos

A nomeação de Olegário Benquerença para o dérbi com o Benfica do próximo sábado, numa das jornadas decisivas da Liga Portuguesa 2008-2009, tem de ser entendida no balneário leonino como um convite à superação dos jogadores do Sporting. Significa que será preciso que cada jogador dê um pouco mais do que o litro para garantir a vitória sobre um Benfica que tem investido milhões e milhões de euros para nada e procura salvar esse investimento com a conquista do título já este ano, custe o que custar.
De resto, como temos visto ao longo da temporada, não há muitos árbitros de confiança. A única arbitragem de confiança a que assisti nesta época aconteceu no Trofense-Sporting, na Trofa, onde empatámos a zero. O árbitro nomeado pela Liga para o encontro, João Ferreira, lesionou-se e foi substituído sobre a hora de início do jogo por um árbitro de recurso. Não sei o nome dele. Passei o jogo todo, nas bancadas, a perguntar para o amigo do lado quem era o árbitro. Ele também não sabia. Mas eu queria saber quem era ele porque não estava a dar nas vistas, revelando-se exemplar na sua função, apitando de modo sóbrio e geralmente correcto, e sendo respeitado por todos os jogadores. Um árbitro só é bom quando não damos por ele em campo ou não sabemos o nome dele. Já com Olegário Benquerença todos os cuidados serão poucos...

Obviamente, Adrien Silva!

Na próxima jornada da I Liga, no jogo decisivo contra o Benfica, em Alvalade, o Sporting deve jogar com Rochemback ou com Adrien Silva no centro do meio-campo? Obviamente, é tempo de apostar em Adrien Silva. FOTO: Reuters

JOGOS INESQUECÍVEIS Sporting-Benfica, 1-0


Sporting-Benfica, 1-0 -1988 - Supertaça 2º jogo from Sporting Memória on Vimeo.

PORQUE UMA VITÓRIA SOBRE O BENFICA NÃO SE ESQUECE!...

Em 1986-1987, o Sporting perdeu a Taça de Portugal para o Benfica, mas acabaria por regressar aos títulos (depois de ter conquistado os três troféus nacionais em 1982) conquistando a Supertaça Cândido Oliveira com duas vitórias sobre os benfiquistas: por 3-0 na Luz, na primeira mão, e por 1-0, em Alvalade, no segundo jogo. Estávamos em Dezembro de 1987 e a equipa leonina era orientada pelo inglês Keith Burkinshaw (o penúltimo treinador britânico a trabalhar no Sporting, antes de Bobby Robson), que não chegaria ao fim da temporada, tendo sido substituído pelo malogrado António Morais, que trabalhara no FC Porto com José Maria Pedroto. No jogo da segunda mão, com o troféu praticamente conquistado, depois da expressiva vitoria por 3-0 registada na Luz, o Sporting alinhou com Vital (guarda-redes), João Luís, Duílio, Morato e Virgílio (defesas), Oceano, Carlos Xavier e Mário Jorge (médios), Tony Sealy, Paulinho Cascavel e Silvinho. Jogaram ainda Marlon Brandão e Mário. O golo da vitória leonina no jogo de Alvalade (a que se referem as imagens deste vídeo) foi marcado pelo brasileiro Silvinho. A propósito, conheci Silvinho há oito anos, quando ele trabalhava num restaurante de comida brasileira, em Vila Nova de Famalicão. Simpático, bem educado, muito pacato, atencioso, sempre sorridente, e magoado com o futebol. Chegou a falar-me em clubes que lhe deviam dinheiro. O restaurante, onde era servida uma picanha de excelente qualidade, acabou por fechar. Afinal, jogar à bola é uma coisa, gerir um negócio é outra. Entretanto, perdi o rasto ao antigo avançado brasileiro do Sporting, desde que ele decidiu mudar de vida, emigrando para outro país europeu. VÍDEO: Portal Sporting Memória

LEÃO DA ESTRELA de Norte a Sul

Registo de visitantes do LEÃO DA ESTRELA em Portugal, de 148 localidades diferentes, na segunda-feira, 16-02-2009. Total de visitantes do dia: 1.074. Total de visitantes no País: 919. Total de visitantes em Lisboa: 324. FONTE: ShinyStat

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A leoa Liliana Santos

Depois do filme “Second Life”, onde se despe de preconceitos e se entrega a cenas lésbicas com a benfiquista Sandra Cóias, a actriz sportinguista Liliana Santos volta às páginas da revista masculina GQ para mostrar o que tem de bom. Imagens animadoras para começar uma semana em que há um Sporting-Benfica...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O "Apito Azul" a todo o gás...

Factos são factos. E os factos que vão ocorrendo dentro dos relvados da I Liga Portuguesa confirmam o futebol português como uma grande mentira. A verdade é que tanto o Sporting como o FC Porto e o Benfica sentem cada vez mais dificuldades para ganhar em casa ou fora, mesmo jogando com os ditos mais fracos da prova. A diferença não é estabelecida pela qualidade dos jogadores, mas pela interferência directa dos árbitros, a soldo de quem manda. Curiosamente, os mesmos árbitros que, em tempos, foram apanhados nas redes furadas do “Apito Dourado”. Só que, dizem agora os tribunais, afinal, não houve fruta, isto é, não houve putas nem houve dinheiro a motivar os autores materiais de muitas roubalheiras em pleno estádio. E como a justiça portuguesa não conseguiu apurar nada de anormal (de resto, a justiça portuguesa nunca apura nada que ponha em causa quem tem poder, com excepção das trapalhadas que tramaram Vale e Azevedo, que, ainda asssim, só foi preso depois de deixar a presidência do Benfica...), os comedores de “fruta” voltaram à acção, ainda mais devotos da causa do “sistema” do que em outros tempos.
Não é preciso ir mais longe para fazer as contas. Bastaria que, nas últimas quatro jornadas desta Liga 2008-2009, o Sporting tivesse sido objecto dos critérios de arbitragem que o FC Porto teve nos seus últimos dois jogos (Benfica e Rio Ave), nomeadamente nos lances que permitiram o primeiro golo dos portistas nas duas partidas, e, a esta hora, a equipa leonina, provavelmente, estaria isolada no primeiro lugar, com 41 pontos, e não no quarto lugar, com menos quatro pontos que o FC Porto, que, se continuar a resolver os seus jogos com penáltis-fantasma, já pode encomendar as faixas de campeão. No fundo, foi isto que senti ao assistir à arbitragem do madeirense Elmano Santos (mais um que esteve envolvido no "Apito Dourado" e continua de apito na boca...) no FC Porto-Rio Ave deste domingo. Só não vê quem não quer.
Dirão que o FC Porto justificou a vitória sobre o Rio Ave. Justificou. E até viu um golo limpo não validado, minutos depois de um penálti-fantasma que abalou a força anímica da equipa de Vila do Conde. O problema é como chegou à conquista dos três pontos. O problema é como esse caminho foi preparado ao longo de um jogo por uma arbitragem que dá aqui e tira acolá até que a pretensa "ordem natural" das coisas se imponha...

JOGOS INESQUECÍVEIS Sporting-Benfica, 3-1


Sporting-Benfica, 3-1 1981-1982 from Sporting Memória on Vimeo.


PORQUE UMA VITÓRIA SOBRE O BENFICA NÃO SE ESQUECE!...

CLIQUE NA IMAGEM PARA VER O RESUMO ALARGADO DO JOGO QUE DECIDIU O TÍTULO 1981-82 A FAVOR DO SPORTING, TREINADO PELO INGLÊS OR MALCOLM ALLISON.

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