Travassos: primeiro jogador português a integrar uma selecção da Europa, oito vezes campeão nacional pelo Sporting, entre 1946 e 1958
AS ELEIÇÕES NO SPORTING (5)
Independentemente do rude golpe na imagem internacional do futebol do Sporting, as cartas que definem o que está em causa nas próximas eleições para os órgãos sociais do clube já estão lançadas há muito tempo. O duplo desastre com o Bayern de Munique, que só agravou a situação do Sporting, é apenas a consequência de um clube sem rumo directivo, o que faz alastrar na equipa de futebol os equívocos dos dirigentes, como uma mancha de óleo queimado. Equipa de futebol onde o treinador Paulo Bento, manifestamente, revela estar muito desapoiado perante a avalanche de trapalhadas de balneário que minam a equipa do Sporting deste o início desta época.
A verdade é que a direcção de Filipe Soares Franco, que para muitos é uma direcção educada, de gente civilizada e de boas famílias, que não entra em esquemas corruptos, mas que procura integrar o “sistema” como um grupo de senhores bem comportados (numa aliança com um FC Porto dominante, que usa o Sporting na sua guerra com o Benfica como quem mastiga uma chiclete…), é, afinal, uma direcção de liderança frouxa e sem carisma, que tem uma vaga ideia de como é que a bola pincha e que não se dá bem com o cheiro a suor das camisolas dos jogadores nem entende os seus problemas existenciais, estando, por isso, a arrastar o Sporting para o abismo, a começar pelo facto de o clube estar afastado dos principais problemas que colocam em causa a sobrevivência do futebol português.
O alheamento do clube em relação aos processos “Apito Dourado” e “Apito Final”, por exemplo, confirma um Sporting cada vez mais parecido com o Belenenses. Um caminho descendente que é preciso inverter com toda a urgência. A multiplicação de casos na equipa de futebol sem que se conheça o pulso firme dos dirigentes é outro lado do problema. Por isso é que alastra também a falta de militância dos sportinguistas anónimos, dado que, para eles, o futebol tem de ser um espectáculo e não pode ser um motivo de chacota, como aconteceu agora à escala europeia e mundial.
Ora, face a este estado de coisas, neste período pré-eleitoral (as eleições, repito, deveriam ser antecipadas), uma eventual alternativa dirigente – que, inexplicavelmente, continua sem aparecer – não pode estar presa a calculismos de qualquer espécie, nem a consensos espúrios (que são um dos problemas graves do Sporting moderno) sob pena de ficar desprovida do carácter genuíno das candidaturas vencedoras. A não ser que os descontentes se contentem com a ideia de marcar calendário eleitoral festejando 20 por cento dos votos nas urnas…
Só uma candidatura que assuma uma ruptura com o actual estado de coisas – e as rupturas, desde que sustentadas numa equipa competente e num programa coerente, não têm necessariamente de ser negativas… – é que poderá capitalizar a adesão dos sportinguistas que não se revêem num clube sem peso nas estruturas do futebol português, que não ganha o título nacional há sete anos, que se mostra ziguezagueante na gestão do seu futebol (ainda hoje está a ser paga a internacionalização do plantel com jogadores estrangeiros sem qualidade mínima, operada em 2007-2008). Um clube que não permite uma análise das contas das várias sociedades leoninas por entidades externas e que, ainda por cima, precisa de vender o seu património imobiliário (o estádio e a academia) a accionistas que deixará de controlar… Tudo em nome de um projecto desportivo que, como se vê, está falido.
Independentemente do rude golpe na imagem internacional do futebol do Sporting, as cartas que definem o que está em causa nas próximas eleições para os órgãos sociais do clube já estão lançadas há muito tempo. O duplo desastre com o Bayern de Munique, que só agravou a situação do Sporting, é apenas a consequência de um clube sem rumo directivo, o que faz alastrar na equipa de futebol os equívocos dos dirigentes, como uma mancha de óleo queimado. Equipa de futebol onde o treinador Paulo Bento, manifestamente, revela estar muito desapoiado perante a avalanche de trapalhadas de balneário que minam a equipa do Sporting deste o início desta época.
A verdade é que a direcção de Filipe Soares Franco, que para muitos é uma direcção educada, de gente civilizada e de boas famílias, que não entra em esquemas corruptos, mas que procura integrar o “sistema” como um grupo de senhores bem comportados (numa aliança com um FC Porto dominante, que usa o Sporting na sua guerra com o Benfica como quem mastiga uma chiclete…), é, afinal, uma direcção de liderança frouxa e sem carisma, que tem uma vaga ideia de como é que a bola pincha e que não se dá bem com o cheiro a suor das camisolas dos jogadores nem entende os seus problemas existenciais, estando, por isso, a arrastar o Sporting para o abismo, a começar pelo facto de o clube estar afastado dos principais problemas que colocam em causa a sobrevivência do futebol português.
O alheamento do clube em relação aos processos “Apito Dourado” e “Apito Final”, por exemplo, confirma um Sporting cada vez mais parecido com o Belenenses. Um caminho descendente que é preciso inverter com toda a urgência. A multiplicação de casos na equipa de futebol sem que se conheça o pulso firme dos dirigentes é outro lado do problema. Por isso é que alastra também a falta de militância dos sportinguistas anónimos, dado que, para eles, o futebol tem de ser um espectáculo e não pode ser um motivo de chacota, como aconteceu agora à escala europeia e mundial.
Ora, face a este estado de coisas, neste período pré-eleitoral (as eleições, repito, deveriam ser antecipadas), uma eventual alternativa dirigente – que, inexplicavelmente, continua sem aparecer – não pode estar presa a calculismos de qualquer espécie, nem a consensos espúrios (que são um dos problemas graves do Sporting moderno) sob pena de ficar desprovida do carácter genuíno das candidaturas vencedoras. A não ser que os descontentes se contentem com a ideia de marcar calendário eleitoral festejando 20 por cento dos votos nas urnas…
Só uma candidatura que assuma uma ruptura com o actual estado de coisas – e as rupturas, desde que sustentadas numa equipa competente e num programa coerente, não têm necessariamente de ser negativas… – é que poderá capitalizar a adesão dos sportinguistas que não se revêem num clube sem peso nas estruturas do futebol português, que não ganha o título nacional há sete anos, que se mostra ziguezagueante na gestão do seu futebol (ainda hoje está a ser paga a internacionalização do plantel com jogadores estrangeiros sem qualidade mínima, operada em 2007-2008). Um clube que não permite uma análise das contas das várias sociedades leoninas por entidades externas e que, ainda por cima, precisa de vender o seu património imobiliário (o estádio e a academia) a accionistas que deixará de controlar… Tudo em nome de um projecto desportivo que, como se vê, está falido.
























