1. A realização do Congresso Leonino foi extremamente positiva no sentido em que demonstrou um património que é único entre os clubes portugueses. Quando se diz que o Sporting é “um clube diferente dos outros”, isso tem tudo a ver com esta disponibilidade dos sportinguistas para debater o clube num registo democrático sem paralelo no desporto em Portugal. O Sporting ainda é um clube diferente…
2. Contrariamente ao que tem sido divulgado por uma imprensa mandriona e apologista do poder vigente, as propostas de recomendação apresentadas – mesmo não sendo vinculativas – indicam claramente que os sportinguistas defendem um Sporting Clube de Portugal forte no futebol de formação e no futebol profissional, mas, simultaneamente, um Sporting Clube de Portugal assente no ecletismo. Uma estratégia que só a presidência de João Rocha soube interpretar nas décadas de 1970 e 1980 – período vibrante da história do clube, em que o Sporting se tornou na maior potência desportiva portuguesa. O facto de a construção de um pavilhão desportivo ter sido uma recomendação aprovada por unanimidade constitui, no fundo, uma moção de censura aos conselhos directivos do Sporting dos últimos anos, que desprezaram, de forma escandalosa, a construção de um pavilhão para as modalidades, que deveria ter sido incluída na empreitada de construção do novo Estádio de Alvalade.
3. As recomendações do actual Conselho Directivo do Sporting foram aprovadas por maioria, facto que coloca Filipe Soares Franco como incontornável na questão da sua própria sucessão – caso não surjam candidatos credíveis com modelos de gestão alternativos. Por parte do chamado poder vigente, a questão é saber se José Eduardo Bettencourt desistiu mesmo de avançar. Se desistiu, sobra o nome de Rogério Alves, que também já deu sinais de que não tem disponibilidade pessoal para assumir a presidência do Sporting. Dado que a disponibilidade de Menezes Rodrigues é folclórica, Filipe Soares Franco está cada vez mais próximo de ser o candidato escolhido por… Filipe Soares Franco. Tudo dependerá da “difícil” assembleia geral do próximo dia 17 de Abril.
4. Os sportinguistas que não concordam com as ideias de Filipe Soares Franco são catalogados pela propaganda do regime leonino como “oposição”. E os jornais vão atrás desse conceito intencionalmente depreciativo. É a face negativa do Sporting actual. O Sporting deveriam ser um clube de todos os sportinguistas, mas é hoje um clube fortemente politizado na lógica do seu funcionamento. Quem não está por nós, é contra nós, é da “oposição”. Para a direcção de propaganda de Soares Franco, o Sporting só é um clube dos que concordam com as ideias de quem manda. O que é revelador de um ambiente inquinado e pouco democrático, que contrasta com a abertura demonstrada pela organização do congresso. Só que é uma abertura ilusória. Filipe Soares Franco sabe que as suas teses vencem no terreno mediático. E conhece as insuficiências dos opositores ao nível da comunicação, que aparecem aos olhos da opinião pública apenas em registos reactivos ou como protagonistas de incidentes, tomando posições avulsas sobre questões acessórias (como aconteceu com Sérgio Abrantes Mendes, a criticar o inócuo voto de louvor a Soares Franco no encerramento dos trabalhos de Santarém). Por estes dias, o conselheiro leonino Luís Aguiar de Matos foi a única presença assinalável da “oposição” na comunicação social. O seu problema é que foi através de uma entrevista ao “Público” – um jornal generalista, portanto, que não é da especialidade. Na imprensa desportiva, ninguém existe com vida própria a não ser quem está no poder…
5. O Sporting sai do congresso mais ou menos como estava. Nada do que foi aprovado como recomendação era desconhecido do conselho directivo. O que vale é que o congresso não é vinculativo. No Sporting, uma assembleia geral ainda é uma assembleia geral. Pelo menos até ao próximo dia 17 de Abril. FOTO: "Record Online"
2. Contrariamente ao que tem sido divulgado por uma imprensa mandriona e apologista do poder vigente, as propostas de recomendação apresentadas – mesmo não sendo vinculativas – indicam claramente que os sportinguistas defendem um Sporting Clube de Portugal forte no futebol de formação e no futebol profissional, mas, simultaneamente, um Sporting Clube de Portugal assente no ecletismo. Uma estratégia que só a presidência de João Rocha soube interpretar nas décadas de 1970 e 1980 – período vibrante da história do clube, em que o Sporting se tornou na maior potência desportiva portuguesa. O facto de a construção de um pavilhão desportivo ter sido uma recomendação aprovada por unanimidade constitui, no fundo, uma moção de censura aos conselhos directivos do Sporting dos últimos anos, que desprezaram, de forma escandalosa, a construção de um pavilhão para as modalidades, que deveria ter sido incluída na empreitada de construção do novo Estádio de Alvalade.
3. As recomendações do actual Conselho Directivo do Sporting foram aprovadas por maioria, facto que coloca Filipe Soares Franco como incontornável na questão da sua própria sucessão – caso não surjam candidatos credíveis com modelos de gestão alternativos. Por parte do chamado poder vigente, a questão é saber se José Eduardo Bettencourt desistiu mesmo de avançar. Se desistiu, sobra o nome de Rogério Alves, que também já deu sinais de que não tem disponibilidade pessoal para assumir a presidência do Sporting. Dado que a disponibilidade de Menezes Rodrigues é folclórica, Filipe Soares Franco está cada vez mais próximo de ser o candidato escolhido por… Filipe Soares Franco. Tudo dependerá da “difícil” assembleia geral do próximo dia 17 de Abril.
4. Os sportinguistas que não concordam com as ideias de Filipe Soares Franco são catalogados pela propaganda do regime leonino como “oposição”. E os jornais vão atrás desse conceito intencionalmente depreciativo. É a face negativa do Sporting actual. O Sporting deveriam ser um clube de todos os sportinguistas, mas é hoje um clube fortemente politizado na lógica do seu funcionamento. Quem não está por nós, é contra nós, é da “oposição”. Para a direcção de propaganda de Soares Franco, o Sporting só é um clube dos que concordam com as ideias de quem manda. O que é revelador de um ambiente inquinado e pouco democrático, que contrasta com a abertura demonstrada pela organização do congresso. Só que é uma abertura ilusória. Filipe Soares Franco sabe que as suas teses vencem no terreno mediático. E conhece as insuficiências dos opositores ao nível da comunicação, que aparecem aos olhos da opinião pública apenas em registos reactivos ou como protagonistas de incidentes, tomando posições avulsas sobre questões acessórias (como aconteceu com Sérgio Abrantes Mendes, a criticar o inócuo voto de louvor a Soares Franco no encerramento dos trabalhos de Santarém). Por estes dias, o conselheiro leonino Luís Aguiar de Matos foi a única presença assinalável da “oposição” na comunicação social. O seu problema é que foi através de uma entrevista ao “Público” – um jornal generalista, portanto, que não é da especialidade. Na imprensa desportiva, ninguém existe com vida própria a não ser quem está no poder…
5. O Sporting sai do congresso mais ou menos como estava. Nada do que foi aprovado como recomendação era desconhecido do conselho directivo. O que vale é que o congresso não é vinculativo. No Sporting, uma assembleia geral ainda é uma assembleia geral. Pelo menos até ao próximo dia 17 de Abril. FOTO: "Record Online"






















