quarta-feira, 23 de maio de 2012

Manolo Vidal, o Leão que afrontou Pinto da Costa


Era conhecido como “um homem do Sporting”, mas Manolo Vidal, que morreu no hospital, aos 82 anos, era, sobretudo, um homem de negócios, com antepassados galegos. No fim da vida, foi alvo de um caso de violação da sua privacidade e do seu direito à imagem na cama do hospital, que denunciei no blog COMUNICAÇÃO INTEGRADA (ver aqui toda a história, assim como a história das origens galegas de Manolo). Mas foi talvez o único dirigente do Sporting Clube de Portugal a responder com vigor e firmeza a Pinto da Costa. E Pinto da Costa só ousou meter-se com ele uma vez. A resposta foi demolidora. E o Sporting foi campeão. Os últimos quatro títulos nacionais de futebol do Sporting têm a marca de Manolo Vidal.

domingo, 20 de maio de 2012

Vergonha no Jamor



Depois da vergonhosa exibição do Sporting, que ditou o desperdício de mais um título nacional, a Taça de Portugal 2012, frente à Académica de Coimbra, e no fim de mais uma temporada frustrante para todos os sportinguistas, a terceira consecutiva sem ganhar nada, é tempo de pensar na próxima época. Talvez seja bom contratar os jogadores Cedric Soares e Adrien Silva. Como têm nome estrangeiro talvez haja negócio. Sabem porquê? Porque é muito importante para o Sporting ter no plantel jogadores que saibam o que é ganhar títulos.

domingo, 6 de maio de 2012

Manolo Vidal. Família condena foto no Facebook


A família de Manolo Vidal condena médico do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa que publicou no Facebook uma foto do antigo dirigente leonino doente na cama do hospital. A situação foi revelada pelo blogue COMUNICAÇÃO INTEGRADA (ver aqui), que neste domingo vai publicar uma carta da família de Manolo Vidal a agradecer a denúncia pública.
Um médico do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa utilizou a sua página pessoal no Facebook para se mostrar ao mundo, sorridente, ao lado de um doente com aspecto de moribundo, numa cama do hospital, precisamente Manolo Vidal, de 82 anos. Um caso grave e vergonhoso, demonstrativo de uma enorme insensibilidade em relação a uma pessoa doente, que viu a sua privacidade violada de forma assustadora, dentro de um hospital. A polémica estalou nas redes sociais, a partir de uma análise elaborada pelo blogue COMUNICAÇÃO INTEGRADA, que, neste domingo, publicará uma carta da família de Manolo Vidal.

A história repete-se. Sporting humilhado no Porto


O futebol português continua o mesmo de sempre. O FC Porto está a comemorar mais um título nacional, o segundo consecutivo. Já há muito que deixou o Sporting para trás e caminha a passos largos para ultrapassar o Benfica como o clube português com mais títulos nacionais.
A temporada 2011-2012 está no fim. Dizem que o Sporting fez uma boa época. Acho que não. Gastou muito dinheiro e continuou atrás do Sporting de Braga na classificação. Foi às meias-finais da Liga Europa e à final da Taça de Portugal. Tendo como ponto de comparação a miserável temporada de 2010-2011, não foi nada mau. Mas se compararmos com os objectivos traçados no início da temporada, o balanço não pode ser considerado positivo. Sempre que o Sporting não ganha o campeonato, o balanço não pode ser totalmente positivo.
Mas eu queria chamar a atenção para o que aconteceu, neste sábado, no Porto. O Sporting foi humilhado, mais uma vez. Humilhado por um “sistema” que continua a decidir campeonatos e taças, vencidos e vencedores. Os clubes de Lisboa, a começar pelo meu Sporting, não aprendem. Ainda há dias, na sequência do “caso” Paulo Pereira Cristóvão, Godinho Lopes recebeu um telefonema dito solidário de Pinto da Costa e ficou todo babado.
A verdade é uma: o Sporting foi humilhado no Porto, não em termos do futebol jogado, onde até esteve melhor, enquanto tinha onze jogadores, mas por um árbitro de um “sistema” dominado por quem estava nas bancadas. Um árbitro que só ele sabe por que é que expulsou Onyewu (segundo amarelo aos 67'). Um árbitro que viu falta para a grande penalidade que decidiu o jogo a favor do Porto, e uma segunda expulsão (Anderson Polga, aos 82’), mas não viu imediatamente antes um empurrão que tirou Pereirinha da jogada (de que ninguém fala!), provocando, assim, um desequilíbrio decisivo a favor do FC Porto. E a “Sport TV”, enquanto televisão do regime, fartou-se de repetir a falta de Anderson Polga, ignorando o empurrão que deveria ter sido suficiente para interromper a partida para a marcação de um livre a favor do Sporting. Só não vê quem não quer ver. Ou quem é mesmo cego. O nosso treinador Ricardo Sá Pinto viu tudo durante o jogo e mandou-os para o caralho. Coitado, não pode fazer mais.
É assim que Pinto da Costa continua a ganhar campeonatos. E que os sportinguistas são humilhados e ofendidos ano após ano. Foi assim no início desta época. Foi assim no final, com o FC Porto a oferecer ao parceiro de Braga o terceiro lugar na Liga. É assim e será assim enquanto os dirigentes sportinguistas mantiverem esta aliança espúria com um “sistema” que só lhes dá umas taças que sobram de vez em quando.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sporting mais perto da sua terceira final europeia



Desfalcado de alguns valores importantes, como Rinaudo e Matias Fernández, o Sporting Clube de Portugal provou hoje que as grandes vitórias podem começar do nada. Foi sem que nada o fizesse prever que uma surpreendente cabeçada de Insúa resultou num golo que tirou a equipa portuguesa do fundo do jogo e catapultou-a para uma vitória por 2-1 sobre os espanhóis do Atlético de Bilbau. O Sporting até tinha feito uma primeira parte irrepreensível, mas faltaram-lhe os golos. E depois caiu muito de rendimento por quebra psicológica quando os espanhóis inauguraram o marcador, no princípio da segunda parte. Mas o golo de Insúa, o tal golo que nasceu do nada, tudo mudou. E a equipa orientada por Ricardo Sá Pinto – uma revelação ao nível dos treinadores em Portugal – transfigurou-se. Fez o 2-1, num excelente golo do espanhol Capel, e uma parte final de grande nível. No fundo, a psicologia é decisiva no desempenho da uma equipa de futebol. A vitória pela margem mínima, com que o Sporting parte para o jogo da segunda mão, acaba por ser escassa face ao número de oportunidades de golo. Mas o futebol é assim mesmo. O importante é que o Sporting ficou mais perto da sua terceira final europeia. Uma final que o nosso clube precisa de ganhar para dedicar a todos os seus inimigos. FOTO: Francisco Leong (AFP - Getty Images)

terça-feira, 17 de abril de 2012

A vitória de Paulo Pereira Cristóvão


Contra todas as previsões, Paulo Pereira Cristóvão transformou-se num nome incontornável no Sporting Clube de Portugal. O dirigente que devolveu a cor verde às bancadas do Estádio de Alvalade regressa hoje às suas funções de vice-presidente, porque seria obrigado a deixar o Sporting, uma vez que não existe nos estatutos a figura da suspensão de mandato.
Embora as notícias sejam contraditórias, a nação sportinguista continua estupefacta, à espera de esclarecimentos. Como diz o presidente da Assembleia Geral, Eduardo Barroso, importa esclarecer o que se passou no mais curto espaço de tempo. Não fosse o momento sensível da temporada futebolística, com a equipa de futebol envolvida em compromissos decisivos em duas competições, e tudo seria mais fácil de ser abordado publicamente.
Por mim, prefiro acreditar que tudo isto servirá para reforçar a acção e o papel futuros do Sporting Clube de Portugal no futebol e no desporto português. Há 30 anos, na cidade do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa também era amado e, também, muito odiado, no seio do próprio clube nortenho, ao ponto de se envolver numa guerra interna como nunca tínhamos assistido num clube de futebol em Portugal. Era o FC Porto em mudança, rumo a uma época gloriosa. Hoje, três décadas depois, só se fala nos títulos conquistados por Pinto da Costa em Portugal e no mundo, mas ele teve muitos obstáculos até assumir o poder no FC Porto.
Por isso, quando leio que a banca não gosta de Paulo Pereira Cristóvão ou quando leio num jornal informações assustadoras que outros jornais não publicam, eu, como sportinguista, prefiro acreditar que tudo isto faz parte de um processo de crescimento do meu clube.
Por isso, que as cenas dos próximos capítulos venham de encontro àquilo em que eu quero acreditar.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Um bom artigo sobre o "caso" PPC

 

Face ao esturricar diário que vem sendo feito na imprensa ao vice-presidente do Sporting, sem que o clube o defenda de forma eficaz, não me surpreende a decisão de PPC em regressar às funções. O segredo de justiça parece, como em quase todos os outros casos mediáticos, funcionar apenas num sentido, obrigando os arguidos ao silêncio enquanto a imprensa, com o Correio da Manhã à cabeça, a deixar cair diariamente noticias, sem qualquer prova ou confirmação, que vão formando a opinião pública.

Sobre a possibilidade de o CD recusar o regresso de PPC  e salvo melhor opinião , tal não me parece uma boa medida. Para o exterior seria a admissão de culpa. Se, como Godinho Lopes disse, o CD confia na sua inocência, tem agora uma dimensão prática para o demonstrar.

Sou já demasiado velho para acreditar em coincidências. Não me surpreende que, independentemente do que é verdade e do que venha a ser apurado, PPC seja um alvo que a muitos daria gosto abater. PPC talvez seja, dos membros que compõem o actual CD, aquele que melhor percebe as particularidades do futebol português, juntamente com o Luis Duque. E isso tem faltado em anos seguidos ao Sporting. Os dirigentes parecem revelar alergia ao cheiro dos balneários bem como aos subterrâneos do futebol português, onde muito da sorte é decidida. Não duvido que o Sporting precisa de gente que incomode e que infunda receio junto de aqueles que se recusam a respeitar-nos. Já passou demasiado tempo para esperar que nos vejam trazer ao colo o que é nosso de direito.

Nada acontece por acaso. Nesse sentido não surpreende que o Correio da Manhã, baluarte nacional do jornalismo de sarjeta, tenha escolhido Patrício como exemplo dos “perseguidos” de PPC. É pública a sua situação contratual com o Sporting e uma noticia como esta dificilmente ajuda a um entendimento. E quanto à possibilidade de os jogadores do Sporting serem “vigiados” da parte que me toca só me resta um comentário: até que enfim! Provavelmente o Sporting será dos últimos clubes a adoptar tal medida.

Não falo obviamente de um “Big Brother” mas o Sporting, tendo em conta o investimento que faz nos seus jogadores e do que deles depende para alcançar resultados, tem que assegurar que a sua vida privada é consentânea com a sua vida profissional. E tem obviamente que assegurar também que noticias, como por exemplo as do Grimi apanhado a altas horas da noite e com álcool no sangue, ou não aconteçam ou sejam contidas. Elas fazem a imagem do clube e a relação dos adeptos com a equipa.

É lamentável que o Sporting, sempre que está num bom momento ou em véspera de grandes decisões veja, seja por culpa própria uma vezes, por fomento externo ou ambos, surgirem casos e episódios que ameaçam a estabilidade necessária. Será inocente que um caso que foi despoletado o final do ano passado tenha dito agora os desenvolvimentos que teve e, face à acusação de “denúncia caluniosa” os meios que foram empregues?

Do mês que resta para o fim se fará a história desta época e por isso não é a altura para abrir mais uma frente interna, discutindo o  sexo do anjos. Não concebo que o meu clube adultere a verdade desportiva mas tenho cada vez menos pruridos em aceitar uma resposta musculada contra o tráfico de influências, contra os interesses instalados.

O Sporting pode contar apenas consigo e com os seus. Da imprensa, mais do que a missão de informar, que ainda ocorre, mas cada vez menos, há a necessidade de vender. Não é apenas o CM. Durante todo o fim-de-semana a Sport Tv passou em rodapé a noticia de que PPC foi acusado de tentativa de corrupção. E vários foram os que tentaram que o caso fosse analisado como se de coacção se tratasse, com objectivos óbvios. E dos organismos oficiais que pode o Sporting esperar, depois do que vimos este ano acontecer com a recusa dos árbitros e as consequências nulas deste procedimento?

sábado, 14 de abril de 2012

Viva o Sporting Clube de Portugal!...

 
 
Tudo o que dizem de nós é mentira. A única verdade está nesta imagem. O Estádio de Alvalade está cheio. Yazalde já chutou. E o guarda-redes do Benfica só a viu lá dentro. Até eu gostaria de acreditar que esta imagem é que é a verdadeira representação imagética daquilo que está a acontecer no nosso clube. Mas não é. Aquilo que a imagem mostra já não existe. Fiquemos então com a memória. Viva o Sporting Clube de Portugal!...

A hora do Bruno está a chegar. Finalmente!...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A meia-final de Rui Patrício e de mais dez


Depois de uma primeira parte quase sufocante, o Sporting começou a resolver a eliminatória com um golo a fechar a primeira parte. O guarda-redes ucraniano não tinha feito uma única defesa e a equipa portuguesa marcava sem dar hipótese de reacção. Após o intervalo tudo parecia mais fácil para o Sporting, porém, o Metalist, que impôs um grande ritmo, chegou ao empate e até poderia empatar a eliminatória. Mas Rui Patrício voltou a ser o melhor leão em campo e até defendeu uma grande penalidade. Sete anos depois, o Sporting volta a estar numa meia-final europeia. O que acontecerá pela quinta vez na sua história. É a meia-final de Rui Patrício e de mais dez. É tempo de vincar isso e o grande feito de uma equipa em construção.

Fábio Paim, um rapaz lúcido. Até que enfim!...


“Dizem que fui dos melhores jogadores jovens que apareceu no futebol português e a construção dessa ideia foi um mérito meu. Hoje olho para colegas como Rui Patrício, Daniel Carriço ou Bruno Pereirinha e penso que podia estar no lugar deles, mesmo num patamar superior. Mas eles trabalharam sempre no duro, enquanto eu cometi vários erros. Fico feliz por eles, não tenho inveja, rancor. Nem mesmo quando me dizem na rua que poderia ser melhor que o Cristiano Ronaldo. A verdade é que não consegui lidar com o facto do futebol passar de hóbi para profissão.”

Fábio Paim, antigo campeão nas camadas jovens do Sporting Clube de Portugal, hoje com 24 anos, "Record", 05-04-2012

Juntos somos mais fortes. Força, Sporting!...

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Sporting tem um treinador. É Sá Pinto!...


O Sporting Clube de Portugal perdeu em Manchester (2-3) com o City e qualifica-se para os quartos-de-final da Liga Europa, pois tinha vencido em Alvalade por 1-0, no jogo da primeira mão. É uma alegria!...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Os cagarolas da APAF


Os apitadores da APAF foram insultados pelo Benfica, mas, como são cobardolas, têm medo, metem o rabo entre as pernas e não boicotam os jogos do clube de Carnide. São uns cagarolas sem coluna vertebral que não merecem o nosso respeito!... Só eles e os tipos da Liga que querem violar a verdade desportiva com alargamentos à força!...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Xandão, um herói improvável


Nunca faltou vontade ao Sporting para vencer o Manchester City, líder da Liga Inglesa. O problema parecia estar na qualidade de jogo. O empate a zero golos que se registava ao intervalo era sintoma disso mesmo.
Mas algo de bom estava bem guardado. O Sporting foi buscar o futebol ao armário e a segunda parte foi irrepreensível. Uma grande vitória sobre o Manchester City por 1-0, com um golaço de Xandão!... E pode seguir em frente na Liga Europa!... Photo By RAFAEL MARCHANTE/REUTERS

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um vídeo magnífico sobre o Sporting

Um vídeo para as redes sociais com os testemunhos de Hilário, Manuel Fernandes e Beto sobre vitórias do Sporting contra equipas inglesas "promove" o jogo de quinta-feira do Sporting com o Manchester City, em Alvalade, para a Liga Europa.  É um vídeo magnífico, que  apela à nossa memória leonina e que nos deixa com vontade de ir a Alvalade (ver aqui).

terça-feira, 6 de março de 2012

Falemos da arbitragem em Setúbal


Tenho pena que num fim-de-semana de clássico, o jogo do SCP seja ofuscado nos programas televisivos. Não só por ser o meu clube, claro está, mas porque uma vez mais a arbitragem foi muito, mas muito fraca.
Antes de mais e para que fique claro, devo dizer que o único penálti que não existiu foi o que foi assinalado. Não tenho problemas nenhuns em afirmá-lo.
Vamos aos factos. O jogador Peter Suswan, antes dos 30 minutos de jogo tem uma entrada brutal (bem mais dura que a do Bruno Alves ao Rodrigo), que só não envia o Capel de novo para a enfermaria porque o mesmo, como é pequeno e leve, voou (literalmente). Este lance nem falta foi, porque a Gralha sabia que se a assinalasse teria de expulsar o jogador do Setúbal.
Aos 33 minutos, nova falta de Peter Suswan sobre Capel. É assinalada, mas não há amostragem de cartão. Por mim tudo bem, não fossem os lances que vou assinalar mais à frente.
O penálti sobre o Capel aos 39minutos, admito que não seja marcado, no entanto o jogador do Setúbal faz efectivamente falta. Empurra com um braço e corta a trajectória do Capel. E não me venham com a desculpa da intensidade, porque à velocidade que o Capel vai, só quem nunca jogou futebol é que pode achar que um toque, por mais leve que seja, não perturba a dinâmica de um corpo, para além de o Peter ser um autêntico armário. O árbitro não quis marcar, porque se o fizesse teria de uma vez mais expulsar o jogador Peter Suswan.
58? ? Bruno Gallo está uns 3metros (sem exagero) fora-de-jogo, fica com a bola, e atira-se, e sublinho atira-se, contra o jogador Ribas do Sporting. É marcada falta e cartão amarelo ao jogador do SCP. Chamo a atenção que obstrução implica um jogador mudar a sua trajectória de forma a impedir a progressão do adversário. Em nenhum segundo deste lance o Ribas altera a sua trajectória. Esta suposta falta, punida com cartão, comparada com as do Peter Suswan é de mau gosto.
66? ? Cartão amarelo  a Elias. Mais outra falta inventada, punida com cartão. Os jogadores vãos os dois à bola, o Elias chega primeiro, com o pé em raquete, a 5cm do chão, não estou a exagerar. Tira a bola primeiro que o jogador do VFC que entra de bico e toca no pé (de forma lateral) do Elias. Esta suposta falta, púnica com cartão, comparada com as do Peter Suswan é de mau gosto.
69? ? Matías Fernandez é atropelado por Bruno Amaro na grande área. É um penálti tão evidente que nem merece que escreva muito sobre ele.
84? ? Rubio lança-se para o chão sem falta, no entanto é assinalado penálti. Convém no entanto esclarecer porque é assinalado o penálti. É que um minuto antes, é assinalada uma suposta falta de Carrillo sobre um jogador do VFC (carga de ombro) mesmo em frente ao banco do SCP, que protestou veemente a decisão. Vendo-se nas imagens o árbitro a mandar calar os dirigentes do SCP a pedir calma e a afirmar que era falta. Ou seja logo a seguir não teve coragem de não assinalar o penálti, que se virem nas repetições, no ângulo de visão do árbitro, parece de facto falta.
90? ? Falta violenta de Bruno Severino sobre Capel. Era um contra-ataque perigoso, que eu admito que o jogador do VFC quisesse travar, mas existem outras formas de o fazer, como por exemplo puxar a camisola. Uma entrada daquelas, pode colocar em causa a integridade física do jogador. Levou apenas amarelo. Ridículo no mínimo e mais ainda se a compararmos com as outras faltas punidas com cartão amarelo.
90?+3 ? Falta de Bruno Amaro, mais uma, desta vez bem punida com cartão amarelo. Não vejo é diferença desta falta com as do Peter Suswan.

Não pondo em causa a entrega dos jogadores do VFC, a verdade é que foram permitidas entradas duras durante o jogo todo, e os jogadores do SCP viram amarelo em lances que nem faltas são. O VFC terminou o jogo com 4x mais faltas que o SCP e no entanto só teve 6 amarelos e o SCP teve 4. O 4º árbitro passou o jogo todo a vigiar o banco do SCP à espera de um pretexto para expulsar alguém.Assim é óbvio que fica mais fácil para a equipa que defende e mais difícil para a equipa que tem de atacar. Protege os matraquilhos e prejudica o futebol tecnicista.
Cada vez menos acredito nesta nossa liga de futebol profissional e nos resultados dos clubes. Com esta arbitragem cortaram mais uma vez qualquer sonho de recuperação do SCP, ou qualquer intenção de atingir o 3º lugar, que está assim assegurado para os dois clubes do Norte, FCP e FCPB (de Braga), que assim terão a possibilidade de receberem os milhões da Liga dos Campeões, tão necessários para manter a política de contratações e salários, que ajudam a obter bons resultados nos dois clubes (e assim o FCP pode ver os salários dos jogadores empretados partilhados pelo Braga ao mesmo tempo que enfraquece os mais directos rivais).
Enquanto assistir a este tipo de arbitragens, não vale a pena os nossos dirigentes gastarem dinheiro a rodos a contratarem bons jogadores ou tecnicistas, porque nunca vão ganhar nada. Mais vale jogar duro e com matraquilhos baratos do que se endividarem, sabendo que o resultado vai ser o mesmo.
E o que mais me irrita é não ver os nossos comentadores desportivos a chamarem a atenção para estes factos.


Samuel Mota (enviado por e-mail)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Não se passou nada. E o Boavista regressa à I Liga


Em 2004, o então presidente do Sporting Clube de Portugal, António Dias da Cunha, chamou os bois pelos nomes. Pinto da Costa e Valentim Loureiro foram ao tribunal. A magistratura portuguesa ficou atrapalhada. Foram todos absolvidos. Não se passou nada. Ou melhor, passou. Dias da Cunha foi banido do dirigismo desportivo alegadamente traído no próprio clube. O Sporting nunca mais foi campeão. E, passados 8 anos, até o Boavista tem um lugar à espera na I Liga. Viva o futebol português!...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Quando foi campeão, o Sporting sabia das armadilhas


"Quando Dias da Cunha foi eleito presidente do Sporting, depressa se apercebeu da falcatrua que era o nosso futebol. Não sabia para que lado se havia de virar. Fui então contactado pelo seu assessor, Carlos Severino, para ver que disponibilidade tinha para trabalhar directamente com o presidente com a função de o alertar dos perigos que o clube corria. Inicialmente não me mostrei muito interessado, mas por outro lado pensei que poderia lutar por dentro e combater a corrupção, até porque a Polícia Judiciária já me tinha como consultor e não me pagava nada. Aceitei, mediante um bom vencimento e com a condição, por mim proposta, de que se não gostassem do meu trabalho despedia-me sem qualquer tipo de indemnização. Fiquei por lá seis anos, mas no meu segundo ano fomos campeões nacionais, principalmente porque o Sporting sabia com 15 dias de antecedência as armadilhas que lhes estavam a preparar. Um exemplo: 15 dias antes avisei o presidente que no jogo X que antecipava um jogo com o Porto, o árbitro da partida seria fulano e que Beto e Rui Jorge iriam ser espicaçados por esse árbitro durante o encontro para este encontrar motivos para os expulsar. No dia do jogo confirmou-se a minha informação. Num outro caso, num jogo decisivo para a conquista do campeonato, frente ao Boavista, soube que o árbitro da partida tinha ido almoçar com Valentim Loureiro, que era presidente da Liga. Avisei o presidente e todos ficaram em pânico. Não sabiam o que fazer porque não havia provas. Disse-lhes que a única coisa a fazer era Manolo Vidal, antes do jogo, quando fosse entregar as fichas aos árbitros, deveria dizer: "Então o almoço de terça-feira foi bom?" Mais nada. Quando o árbitro ouviu aquela pergunta associou de imediato a intenção do delegado ao jogo e ficou em pânico, contou-me depois Manolo Vidal. Durante esse jogo o árbitro até beneficiou o Sporting e fomos campeões. O árbitro não sabia que provas tínhamos e como era internacional, não colocou a sua carreira em risco. Mas a conquista do campeonato desencadeou uma série de invejas dentro do próprio clube e quando dei por ela estava a lutar contra gente que estava a ser paga pelo clube, mas que queria que este perdesse para conquistarem o poder e poderem fazer os seus negócios. Cheguei mesmo ao ponto de saber que os meus relatórios semanais eram entregues, por gente do Sporting, aos nosso principais inimigos, Porto e Boavista. Não sou nem nunca fui sportinguista e nunca escondi isso. Era apenas o meu trabalho."

Marinho Neves, ex-jornalista, no blog Cabelo do Aimar (ver aqui entrevista na íntegra)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Maior vitória na Liga Portuguesa é do Sporting


Há 70 anos, o Sporting venceu o Leça por 14-0, com nove golos de Peyroteo, que também ficou na história como o jogador com mais golos marcados num só jogo. Grandes memórias leoninas, escritas pelo jornalista Rui Miguel Tovar, no jornal "i":

Excluído à base dos regulamentos, por não terminar nos dois primeiros do seu campeonato regional, o FC Porto acaba por entrar na 1.a Divisão em 1941/42 com a ajuda da Federação Portuguesa de Futebol, que alarga a competição para 12 equipas. Dessa vez vai do Minho (Vitória de Guimarães) ao Algarve (Olhanense).
No novo sistema, o Benfica ganha a liga com quatro pontos de avanço sobre o Sporting, resultantes de duas vitórias sobre os leões (4-1 no Lumiar e 4-3 no Campo Grande). Honra lhe seja feita, o título de campeão assenta bem aos benfiquistas, mas os sportinguistas também conquistam um título, ou uma espécie de – tão ou mais memorável até por continuar a ser falado ao longo de 70 anos. Falamos do 14-0 ao Leça, o resultado mais desnivelado de sempre no campeonato nacional.

Estamos a 22 de Fevereiro de 1942 e é domingo, 6.a jornada da 1.a divisão. No calendário há um FC Porto-Benfica. O quê, FC Porto-Benfica (4-1) na Constituição? Ó meus amigos, isso não é nada comparado com um Sporting-Leça! Aliás, com este Sporting-Leça. Nessa tarde de chuva, os leões não só entram na história pelo resultado (ainda hoje a oitava maior goleada de sempre a nível mundial) como também por Peyroteo, autor de nove golos. A avaliar pela crónica no “Diário de Notícias”, o internacional português até podia ter feito mais. “Com mais empenho por parte de Peyroteo, é de crer que tivesse estabelecido um recorde ainda mais impressionante.” Então o homem marca quatro golos na primeira parte, cinco na segunda e ainda o acusam de molenga? Xiiii... Nos dias de hoje, em pleno século xxi, Peyroteo é uma referência incontornável como o goleador mais eficaz de sempre no futebol mundial, graças à média de 1,67 golos (330) por jogo (197) no campeonato nacional. Superior a Pelé, Puskas, Di Stéfano e muitos outros. Daí que continue a ser referido em blogues da especialidade como um dos mais talentosos avançados do pós-Guerra e pré-Pelé.
No Lumiar, o Sporting treinado pelo húngaro Jopseh Szabo não joga apenas com Peyroteo. O onze, vestido de verde-escuro, começa com o guarda-redes-espectador Azevedo, continua com os defesas Rui de Araújo e Cardoso, prossegue com os médios Aníbal Paciência, Daniel e Marques para desaguar no quinteto de avançados com Mourão, Soeiro, Peyroteo, Canário e Cruz. O Leça, equipado à Sporting, responde com Jaguaré (brasileiro, titular do Sporting em 1936 e conhecido como o primeiro guarda-redes a usar luvas em Portugal); Godinho e Valdemar; Juca, Elísio e Rocha Lima; Chelas, Nini, Lúcio, Quecas e Joaquim. Na segunda volta, o Sporting só ganha 3-0. Sem Peyroteo claro. Senão...
A verdade é que esse campeonato é notável pela quantidade de goleadas por oito golos de diferença ou mais. Ora veja: 4.a jornada (9-1 no Sporting-V. Guimarães e 10-1 no Unidos de Lisboa-Ac. Porto), 6.a (14-0 no Sporting-Leça), 12.a (10-1 na Académica-Barreirense), 14.a (11-2 no Sporting-Académico do Porto e 9-1 no Académica-Carcavelinhos), 16.a (12-1 no FC Porto-Carcavelinhos e 9-0 no Belenenses-Leça), 17.a (11-1 no Barreirense-Vitória de Guimarães), 19.a (9-0 no Académico do Porto-Olhanense) e 20.a (9-0 no FC Porto-Olhanense). O 14-0 do Sporting ao Leça (que desce de divisão) é o resultado mais gordo. Que até podia ser mais volumoso ainda, porque Canário atira duas bolas ao poste e o árbitro setubalense Palma Soeiro anula mal um golo ao Sporting por fora-de-jogo inexistente, de acordo com o cronista do DN.

Em Portugal nunca se vira uma coisa assim e jamais se viu. No resto do mundo, só o 19-0 do Flora Tallinn ao Mardu em 1992, o 17-1 do Apoel Nicósia (que apanha 16-1 do Sporting na maior goleada das competições europeias) ao Aris Limassol em 1966 e o 15-1 do Slavia Praga ao Ceske Budejovice em 1947 ultrapassam a raça do leão. Já os números de Peyroteo, inultrapassáveis. Nove golos em 90 minutos é muito. Mesmo que não se tivesse esforçado por aí além...

Rui Miguel Tovar, jornal "i", 21-02-2012
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